Improbidade Administrativa - Resumo Esquematizado
Improbidade Administrativa - Resumo Esquematizado
Improbidade Administrativa - Resumo Esquematizado
https://www.facebook.com/estudandodireitoresumos
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
Previso constitucional: art 37, 4 da CRFB
Art 37, 4 - Os atos de improbidade administrativa importaro a suspenso dos direitos polticos, a perda da
funo pblica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao errio, na forma e gradao previstas em lei, sem
prejuzo da ao penal cabvel.
Ao de
Improbidade
Aplicao de sano
de natureza civil
Processo
Disciplinar
Aplicao de sano
de natureza
administrativa
Processo
Penal
Aplicao de sano
de natureza penal
ATOS DE
IMPROBIDADE
JURISPRUDNCIA:
O ato de improbidade administrativa previsto no art. 10 da Lei 8.429/92
exige a comprovao do dano ao errio e a existncia de dolo ou culpa
do agente.
(STJ - RECURSO ESPECIAL : REsp 1127143 RS)
A modalidade culposa no pode ser presumida, preciso demonstrar que houve uma conduta
negligente, imprudente ou com impercia, ou ento que o agente pblico procedeu com m-f
(ver Resp 980706).
JURISPRUDNCIA:
Pacfico no Superior Tribunal de Justia entendimento segundo o qual, para
o enquadramento de condutas no art. 11 da Lei n.8.429/92, despicienda a
caracterizao do dano ao errio e do enriquecimento ilcito.
(STJ - RECURSO ESPECIAL : REsp 1245765 MG)
Para no se esquecer:
Enriquecimento
ilcito
Dano ao Errio
Violao de
princpios da
administrao
pblica
Portanto, todos aqueles que atuam em nome do poder pblico, ou que sejam beneficiados
direta ou indiretamente pelo ato, inclusive particulares, respondero perante a lei de
improbidade.
ATENO!
Particular que no seja agente pblico tambm pode praticar ato de
improbidade administrativa. Cuidado com a incorreta alternativa de
prova que vai dizer que somente agentes pblicos podem ser sujeitos
ativos dos atos de improbidade.
Quem pratica o ato de improbidade chamado pela doutrina de SUJEITO ATIVO DO ATO DE
IMPROBIDADE.
Este, que praticou o ato, poder ser o SUJEITO PASSIVO DA AO DE IMPROBIDADE.
Cuidado para no confundir! O indivduo, como em tese praticou o ato improbo (sujeito ativo
do ato), poder ser ru na ao de improbidade (por isso, sujeito passivo da ao).
possvel que o particular pratique sozinho o ato de improbidade e figure isoladamente no
polo passivo da ao?
O STJ, no REsp 896044/PA, entendeu que NO. O entendimento foi repetido no recente REsp
1.171.017-PA, julgado em fevereiro de 2014. A deciso inclusive saiu no Informativo 535 STJ,
sendo muito provvel sua cobrana em futuras provas.
JURISPRUDNCIA RECENTE!
1. Os particulares que induzam, concorram, ou se beneficiem de
improbidade administrativa esto sujeitos aos ditames da Lei n
8.4291992, no sendo, portanto, o conceito de sujeito ativo do ato de
improbidade restrito aos agentes pblicos (inteligncia do art. 3 da LIA).
STF
STJ
OBSERVAO:
Nos casos das entidades privadas que recebam menos de 50%, tambm
possvel punir o agente de concessionria mprobo com as sanes de
improbidade, mas somente as patrimoniais, e no limite do dinheiro pblico.
No pode punir com perda de direitos polticos.
LEI 8429
Multa civil
8 a 10 anos
At 3x o valor
Proibio de
contratar com a
Administrao
Pblica
10 anos
acrescido
5 a 8 anos
At 2x o valor da
5 anos
leso
3 a 5 anos
At 100x o valor
3 anos
da remunerao
OBSERVAO:
As sanes podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo
com a gravidade do fato (o juiz pode aplicar s pena de multa, ou multa +
suspenso dos direitos polticos etc.). No entanto se o sujeito ativo do ato
pratica uma infrao que se insere em mais de um artigo, aplica-se a sano
referente infrao mais grave (a mais grave absorve a mais leve). O juiz
no pode mesclar penas das 3 colunas;
Mesmo que no haja pedido expresso, o juiz pode aplicar qualquer uma das sanes. So
pedidos implcitos nas aes de improbidade. No h sentena extra petita nesse caso.
Aspectos processuais da Lei de Improbidade:
A ao de improbidade se inicia com a sua propositura, e seguir o rito ordinrio.
Quem pode propor a ao de improbidade?
- Ministrio Pblico
- Pessoa jurdica lesada pelo ato de improbidade (que pode ser da adm. Pblica ou at de
entidades privadas, como j visto).
Se o MP propuser a ao, a pessoa jurdica lesada ser intimada e, querendo, ingressar como
litisconsorte. No h litisconsrcio ativo necessrio, mas se ela no for intimada para participar
h um vcio.
Se a ao for proposta pela pessoa jurdica lesada, o MP entra como custo legis,
imparcialmente, e no como litisconsorte.
indispensvel a presena do MP na ao de improbidade.
Art 17, 4 O Ministrio Pblico, se no intervir no processo como parte, atuar obrigatoriamente, como fiscal da
lei, sob pena de nulidade.
Em regra, a ao ser proposta perante um juiz singular, que poder deferir ou indeferir a
petio inicial. Se ele indeferir cabe apelao. Se ele receber, diferentemente do que ocorre no
processo civil comum, cabe agravo de instrumento.
Art 17, 10. Da deciso que receber a petio inicial, caber agravo de instrumento.
A causa de pedir necessariamente devem ser uma das condutas dos artigos 9, 10 e 11 e os
pedidos devem ser uma das sanes j estudadas.
No admitida a transao ou o termo de ajustamento de conduta, nem nenhuma espcie de
composio ou delao premiada.
Art 17, 1 vedada a transao, acordo ou conciliao nas aes de que trata o caput.
PROPOSITURA
DA AO
Cabendo Agravo
RECEBIMENTO
DA INICIAL
CONTESTAO
SENTENA
Outra medida de natureza cautelar prevista pela lei o sequestro de bens (art. 16):
Art. 16. Havendo fundados indcios de responsabilidade, a comisso representar ao Ministrio Pblico ou
procuradoria do rgo para que requeira ao juzo competente a decretao do seqestro dos bens do agente ou
terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimnio pblico.
1 O pedido de seqestro ser processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Cdigo de Processo Civil.
INDISPONIBILIDADE DE
BENS (ART. 7)
No necessria a
individualizao
de bens
CAUTELARES
NA AO DE
IMPROBIDADE
SEQUESTRO DE BENS
(ART. 16)
necessria a
individualizao
de bens
Prescrio:
Na lei de improbidade, a prescrio varia de acordo com o ru, e no com a sano.
Art. 23. As aes destinadas a levar a efeitos as sanes previstas nesta lei podem ser propostas:
I - at cinco anos aps o trmino do exerccio de mandato, de cargo em comisso ou de funo de confiana;
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei especfica para faltas disciplinares punveis com demisso a
bem do servio pblico, nos casos de exerccio de cargo efetivo ou emprego.
Detentor de
mandato eletivo,
funo, cargo em
comisso ou funo
de confiana
Contados do trmino do
mandato, cargo ou
funo
Detentor de
cargo EFETIVO
5 ANOS,