Relatório de Práticas Pedagógicas III
Relatório de Práticas Pedagógicas III
Relatório de Práticas Pedagógicas III
Universidade Licungo
Beira
2019
Anicha Catemba Biriate
Docente:
dr. Dirceu Bonhenberg
Universidade Licungo
Beira
2019
Índice
Dedicatória........................................................................................................................................i
Declaração de Honra........................................................................................................................ii
Agradecimento................................................................................................................................iii
Lista de abreviaturas........................................................................................................................iv
Lista de Anexos................................................................................................................................v
Resumo............................................................................................................................................vi
Introdução.........................................................................................................................................7
Objectivo..............................................................................................................................7
Estrutura do trabalho............................................................................................................7
Metodologia..........................................................................................................................7
Conclusão.......................................................................................................................................17
Bibliografia.....................................................................................................................................18
i
Dedicatória
Dedico este trabalho a toda minha família, em particular ao meu esposo, aos meus colegas; aos
estudantes da Unilicungo e ao que sempre me deram a força espiritual para a concretização.
ii
Declaração de Honra
Declaro que este relatório das Práticas Pedagógicas de Filosofia II, é o resultado feito pelas
investigações no campo. O seu conteúdo e todas as fontes consultadas estão devidamente citadas
na sua respectiva bibliografia.
Declaro ainda que este relatório não foi apresentado na sua essência em nenhuma outra
instituição de Ensino Superior.
__________________________________
Agradecimento
Lista de abreviaturas
PP – Práticas Pedagógicas
AS – Avaliação Sistemática
v
Lista de Anexos
Anexo 1 – Credencial
Anexo 5 – Avaliação
Resumo
O presente relatório, tem em vista, apresentar toda a informação relevante colectada a quando da
realização das práticas pedagógicas de Filosofia, realizadas na Escola Secundária Sagrada
Família, que teve como foco principal, o sector pedagógico, isto é, a assistência das aulas de
Filosofia nas turmas da A01 e B01 da 11ª Classe. O mesmo relatório começa por fazer uma
breve descrição geográfica da escola e dos seus aspectos organizacionais. Estão focalizadas
também neste relatório, as assistências de aulas que duraram três semanas, e que durante este
tempo de permanência na escola, observou-se a leccionação das aulas, no concernente aos
métodos de ensino, técnicas de aula e avaliação.
Palavras-chave: práticas pedagógicas, assistência, aulas, escola, avaliação.
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Introdução
Objectivo
O mesmo tem como objectivo geral: conhecer o campo prático de actuação do professor, a sala
de aula. E como específicos:
Estrutura do trabalho
Quanto a estrutura do trabalho, o mesmo encontra-se organizado num único capítulo, em que
dentro do mesmo encontra-se a conceitualização dos conceitos chaves para a compreensão desta
cadeira e actividade curricular de campo. A parte seguida está centrada na escola em análise,
Secundária Sagrada Família onde estão descritos os aspectos físicos, geográficos e pedagógicos.
E por último está o prato forte da investigação, que é a descrição das assistências as aulas.
Metodologia
Para conferir o grau de cientificidade do presente relatório, foram usadas como métodos de
pesquisa bibliográfica, conforme constam na última página do trabalho e nos anexos. Assim
como durante as actividades de campo, foi usada como técnica a observação directa, que
consistiu na análise, observação e assistência das aulas. Também foram direccionadas aos
membros da direcção da escola, com vista para melhor se informar sobre o funcionamento da
escola, situação relativa ao material escolar e documentação existente.
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Este relatório possui um único capítulo, resultante das actividades de campo realizadas na Escola
Secundária Sagrada Família. O mesmo teve como principal foco, a assistência das aulas de
Filosofia no nível médio, concretamente nas turmas A01 e B01, da décima primeira classe, curso
diurno.
Para compreender as práticas pedagógicas é necessário associar alguns conceitos, tais como:
pedagogia, prática educativa, ensino e instrução. Entende-se por Pedagogia ao “campo de
conhecimento que investiga a natureza das finalidades da educação numa determinada sociedade”
(LIBÂNEO, 2006: 96). A pedagogia assegura e orienta a prática educativa para finalidades
sociais e políticas, criando condições metodológicas e organizativas.
O relatório de práticas pedagógicas é um trabalho que resulta de uma pesquisa científica sobre
determinadas questões pedagógicas, relacionadas com as práticas pedagógicas escolares,
sobretudo com o ensino.
No campo prático de trabalho, que foi a escola Sagrada Família, esta cadeira curricular do curso
de Filosofia é de extrema importância para a formação do futuro docente, visto que, a
aprendizagem pela prática é mais eficaz e envolvente que a teoria aprendida em sala de aula. Esta
assistência permitiu conhecer de perto os documentos normativos que regem uma instituição de
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ensino, assim como, analisar os recursos humanos que fazem parte do ensino e aprendizagem em
sala de aula.
Segundo MARCONI e LAKATOS (2001: 102), “os objectivos gerais estão ligados a uma visão
global e abrangente. Conhecer os dados informativos de uma escola, avaliando sobre o seu
funcionamento no seio de toda actividade educacional.”
O relatório das PPs tem como propósitos divulgar informações sobre um determinado assunto
pedagógico e servir de registo sobre um trabalho já executado. Apesar do presente relatório
também fazer parte da componente avaliativa da mesma cadeira.
Segundo o Regulamento académico (2005: 14), as práticas pedagógicas tem como objectivos
específicos os seguintes:
Criar convivência do meio escolar através do contacto com os alunos, professores, pais e
encarregados de educação, formar um ambiente de relação familiar entre os estudantes,
instituições escolares, comunidade geral;
Identificar adequadamente instrumentos e técnicas de observação e criar capacidades de
análise, crítica e criadora para melhoria da qualidade de ensino-aprendizagem.
Possibilitar a vivência do meio escolar em contacto com alunos, professores, pais e
encarregados de educação, funcionários e colegas, de modo a criar hábitos de colaboração
e de convivências próprias desse meio.
Foi também um dos objectivos desta actividade de campo: identificar os documentos constantes
na escola, relativos ao sector pedagógico e administrativos também (planos de aula, planificações
quinzenais e dosificações trimestrais, avaliações – conforme ilustra o anexo) ligados ao processo
de leccionação. Assim como, descrever a utilidade de tais documentos e o funcionamento dos
mesmos.
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A importância das práticas pedagógicas é conhecer quais os documentos que são usados nas
escolas, a estrutura ou organigrama da mesma, e sobretudo para este relatório observar a relação
entre professores e alunos, professores entre si e com os demais funcionários.
Outro ponto não menos importante é: possibilita-nos a vivência do meio escolar em contacto com
os alunos. Desenvolvem actividades do PEA, pesquisa o desenvolvimento de competências de
saber ensinar, aprender, conviver profissionalmente assim como desenvolver capacidades de
análise e contribuição crítica e criadora para um melhor ensino de qualidade.
As práticas pedagógicas são de grande consideração uma vez que estas tornam possível a
interacção entre o aluno e a Escola, isto constitui passo importante para a melhoria da qualidade
de ensino, possibilitando uma análise crítica e criadora.
A escola encontra-se no mesmo recinto que a Igreja Católica, com o mesmo nome. A mesma
possui dois blocos, composto ao todo por dez salas de aula, sendo uma delas reservada aos
professores, um bloco administrativo, composto por uma secretaria, sala da directora da escola e
sala dos pedagógicos.
Para além dessas infra-estruturas, a escola possui um ginásio, reservado para a prática de
educação física e para concentração dos alunos e entoação do hino nacional antes do início das
aulas. Todas salas de aulas possuem um quadro preto, uma secretária e respectiva cadeira para os
1
De acordo com MARCONI e LAKATOS (2004: 275) “observação é uma técnica de colecta de dados para
conseguir informações utilizando os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste
apenas em ver e ouvir, mas também em examinar factos ou fenómenos que se deseja estudar”.
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docentes, e trinta cadeiras duplas. A escola possui apenas uma casa de banho comum, partilhada
pelos alunos de ambos os sexos, incluindo professores.
Quanto aos horários a escola possui dois turnos de leccionação (matutino e vespertino), sendo
que no período da manhã esta reservado simplesmente para as aulas do nível médio (11ª e 12ª
classes) e no período da tarde para o nível básico (8ª, 9ª e 10ª classes). Mas é de salientar que
uma vez por semana, os alunos realizam aulas de educação física em período oposto ao das aulas
lectivas.
Na área administrativa a escola, possui uma directora, dois pedagógicos, um chefe da secretaria e
quatro funcionários (sendo dois técnicos e dois auxiliares de limpeza) e dois guardas.
As credenciais para a assistência das aulas foram entregues a escola, no dia 04 de Outubro. Sendo
prática já habitual da instituição receber estudantes em formação docente, a resposta a credencial
foi imediata, tendo nos sido apresentado de seguido a directora da escola, e a mesmo encaminhou
os assistentes ao respectivo delegado da disciplina, que posteriormente fez a distribuição das
turmas e prestação dos horários.
O primeiro dia de assistência aula: a primeira aula foi assistida no dia 09 de Outubro, na 11ª
classe, turma A01. A mesma tinha como tema: Lógica do conceito e termo (vide o anexo 3). A
aula não era nova, mas sim continuação da lição anterior. A turma não estava completa,
encontravam-se somente 25 alunos presentes, dos 51 que perfazem o todo. Este tema,
centralizou-se mais nos princípios da razão.
2
Práticas pedagógicas - são actividades curriculares articuladas da teoria e da prática que garante o conteúdo
experiências com situações psico-pedagógicas e didácticas concretas que contribuem para preparar de forma gradual
ao estudante para a vida profissional. (Regulamento Geral da Universidade Pedagógica, 2003: 14)
3
Segundo LIBÂNEO (2008: 221) a planificação é uma tarefa docente que inclui previsões das actividades didácticas
em termos da sua organização e coordenação em face dos objectivos propostos.
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Quanto a relação professor-aluno, o comportamento dos estudantes durante a aula, não foi de
louvar, houve muita conversa entre os alunos no decorrer da aula, não só como também, alguma
desatenção dos mesmo devido ao uso dos telefones em sala de aula, o que obrigava o professor a
interromper a aula repetidas vezes para dar uma chamada de atenção.
Segundo dia de assistência: foi no dia seguinte a primeira assistência, isto é, dia 10 de Outubro,
na 11ª classe, turma B01. O tema da aula foi: Definição: tipos e regras(vide o anexo 4). De
acordo com o tema da aula, em comparação com a dosificação e as aulas da turma A01, pode se
perceber que esta turma encontrava-se ligeiramente adiante nos seus conteúdos de leccionação.
Estavam presentes na aula 75 dos 78 alunos que perfazem o total, facto que chamou mais atenção
em comparação com a turma das letras. A aula foi muito participativa, apesar da professora optar
pelo método expositivo. A turma pareceu mais agitada em relação a A01, facto que levou a
hipóteses de ser devido ao número excesso de alunos em comparação ao espaço físico da sala de
aula, facto este que não permitia com que o professor explorasse os corredores entre as carteiras.
Embora a turma estivesse um pouco agitada, pode se dizer que os objectivos da aula foram
alcançados, tendo em conta o momento de domínio e consolidação, os mesmos levantaram
dúvidas inteligentes e posteriormente responderam a altura ao questionário oral feita pelo
professor sobre a aula do dia.
Terceiro dia de assistência: realizada no dia 16 de Outubro, na turma da 11ª classe, A01. O
professor não se fez presente a sala de aula, embora tivesse chegado na escola, o mesmo não
apresentou nenhuma justificação e nem satisfação tanto aos professores assistentes assim como
para os alunos.
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Segundo Libâneo, 2006: 45): método expositivo: “é o método Segundo o qual, o professor apresenta conceitos,
princípios, deduções ou afirmações a partir da qual se tiram conclusões ou consequências. Quase sempre é o
professor a tirar as conclusões mas podem ser os alunos”.
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Quarto dia de assistência: a aula decorreu no dia 23 de Outubro, na turma da B01. O professor
reservou a aula, para correcção e entrega da segunda avaliação5 escrita, (realizada antes do inicio
da assistência às aulas – vide o anexo 5) e também para avaliar os estudantes que haviam perdido
o segundo teste, assim como, para os que desejavam recuperar as suas notas. A contar pelo
número de estudantes presentes e interessados na prova de recuperação, pode se concluir que, a
maior parte teve aproveitamento negativo, sendo a mínima nota de 1,7 valores. As notas
positivas, estavam entre 10 à 14 valores.
Segundo Libâneo (1994: 195) “avaliação é uma tarefa didáctica necessária e permanente do
trabalho docente que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem”.
Quinto dia de assistência: a assistência foi no dia 24 de Outubro, na turma A01, a agenda foi
idêntica à última aula da turma A01, isto é, correcção e entrega da 2ª avaliação sistemática,
recuperação para aqueles estudantes que tiveram notas não satisfatórias e para os que haviam
perdido um dos testes. Quanto ao aproveitamento foi similar a outra turma, onde as negativas
foram superiores as positivas. Esta foi a última aula, assistida, durante o processo das práticas
pedagógicas.
Após o término da assistência das aulas, dentro dos prazos previstos, o colectivo dos colegas ou
professores assistentes despediram-se primeiramente pelas turmas e de seguida dirigiu-se a
direcção da escola e aos professores presentes para fazer o mesmo. O director da escola,
enalteceu a nossa presença, procurou saber sobre os prós e contras detectados pelos assistentes
para que a partir das críticas dos mesmos, pudessem melhor cada dia mais o seu processo de
ensino e aprendizagem.
5
Segundo LIBÂNEO (2006: 196) avaliação é uma apreciação qualitativa relevantes do processo de ensino e
aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho.
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Outro aspecto positivo sobretudo para os alunos, foi simplesmente pelo facto da equipa dos
professores assistentes estavam presentes nas suas aulas e serem constituídos por jovens quase da
mesma faixa etária, notou-se que os mesmos sentiam-se mais motivados para continuar com os
estudos e desmistificavam a ideia de que a disciplina de Filosofia era “um bicho de sete cabeças”.
No tocante aos aspectos negativos, a começar pela área espacial da escola, o muro de vedação
na parte oeste, encontra-se destruído devido a passagem do ciclone IDAI (embora já decorrem
obras de reabilitação da mesmo), o que dificulta o controle da pontualidade dos alunos no recinto
escolar, sobretudo no primeiro tempo.
Outro aspecto que chamou atenção, foi de que embora uma das salas da escola estivesse a ser
usada pelos professores, a escola não possui uma sala especificamente construída para este fim, o
que dificulta a planificação das aulas. Assim como a falta de sala de informática põe em
dificuldades a assimilação dos conteúdos das disciplinas de tecnologia de informação e
comunicação.
A escola não possui biblioteca para que os alunos possam realizar pesquisas científicas ou
estudos independentes, assim como a mesma não tem laboratórios (de química, física e biologia)
para aulas práticas das mesmas disciplinas. Sobre a higiene e saneamento do meio a escola
mostrou-se bastante limpa, embora as casas de banho não fossem suficientes para os todos os
estudantes.
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A nível pedagógico, embora a actividade de assistência de aulas centrou-se mais nas turmas da
décimas primeiras classe, a professora, Boavinda da Glória, não facultou correctamente o horário
das turmas da décima segunda classe.
Sobre as aulas assistidas, partindo da máxima Kantiana, de que não se ensina filosofia, mas sim a
filosofar, em muitas aulas pode se assistir mais o uso do método expositivo em detrimento do
dialógico, que ampliaria a capacidade discursiva dos alunos.
Freire (1980: 83) “o diálogo é o encontro no qual a reflexão e a acção inseparáveis daqueles que
dialoga, orientam-se para o mundo que é preciso transformar e humanizar, este diálogo não pode
reduzir-se a depositar ideias em outro”. Assim sendo, a variação do método despertaria nos
alunos novas formas de aquisição de conhecimentos, assim como tornaria os mesmo, centro e
fazedores do processo de ensino e aprendizagem.
Para a Universidade Licungo, a negatividade vai para o processo de envio tardio das credenciais,
facto este que fez com que a assistência as aulas fossem realizadas em menos de um mês e
consequentemente só foi possível participar em apenas uma planificação quinzenal.
Segundo LIBÂNEO (1994: 177) “aula é um conjunto de meios e condições pelas quais, o
professor dirige e estimula o processo de ensino, em função das actividades próprias do aluno no
processo de ensino, em função das actividades próprias do aluno no processo de ensino e
aprendizagem escolar, ou seja, a assimilação consciente e activa dos conteúdos.”
O uso de recursos audiovisuais é outro item importante por forma a tornar a aula mais dinâmica e
compreensível. Estes recursos não são só mais motivacionais mas também, carregados de uma
enorme bagagem de saberes. De acordo com os planos de aula, assim como as aulas assistidas
pode se notar que a professora simplesmente usava os intervenientes básicos, que eram: quadro,
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giz, apagador, caneta e manual do aluno. Se houvessem mais recursos audiovisuais como por
exemplo: cartolinas, vídeos ou sons, as aulas seriam mais dinâmicas e interactivas.
“a relação professor-aluno não deve ser uma relação de imposição, mas sim, uma relação de
cooperação, de respeito e de crescimento, no qual o aluno deve ser considerado como um sujeito
interactivo e activo no seu processo de construção de conhecimento”.
Não que se com isso dizer que o professor era autoritária, mas pelo contrário, demais pacifica,
facto que fazia com que os estudantes em certas turmas criassem sons perturbadores através de
conversas, obrigando o professor a ter de interromper a aula por várias vezes para chamar-lhes
atenção.
A nível da instituição de ensino por forma a dinamizar cada vez mais o processo de ensino, a
mesma deve com urgência apetrechar a sua instituição com salas para: os professores, de
informática, bibliotecas, casas de banho, laboratórios para as mais variadas disciplinas, assim
como uma reprografia e papelaria, para melhor aquisição e reprodução de matérias didácticos,
como alguns manuais e brochuras.
Para o sector administrativo, o mesmo preciso de dobrar o número de funcionários para melhor
servir, assim como informatizar o sistema de pagamento de propinas mensais, visto que muitos
alunos eram surpreendidos e obrigados a sair em plena aula por falta de regularização das
propinas.
Quanto as avaliações, o professor deveria insistir mais nas avaliações continuas por forma a
melhorar cada vez mais o desempenho dos alunos, isto é, valorizar e classificar mais as
intervenções dos alunos na sala de aula, classificar os trabalhos de casa, assim como as ideias e
opiniões construtivas e filosóficas levantadas por eles.
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Conclusão
O relatório que se acaba de apresentar, reúne um conjunto de conhecimentos que vão permitir a
compreensão das actividades pedagógicas, realizadas na Escola Secundária Sagrada Família, com
maior destaque para a assistência das aulas, que decorreram num período de aproximadamente
três semanas.
De uma geral, as práticas pedagógicas são de grande valia para a formação docente, porque
permitem conciliar os conhecimento teóricos aprendidos nas aulas da academia com o prático que
vivenciamos na escola em análise.
A realização destas práticas como uma cadeira curricular, permitem que a escola seja vista como
um campo de socialização, preparação de capacidades cognitivos e personalidade e preparação
para o ingresso na educação como docente de Filosofia.
No aspecto pedagógico ou durante a assistência das aulas notou-se que a escolha do método de
ensino adequado para uma determinada aula, pode ser a peça chave para a compreensão da
mesma por parte dos alunos. O professor dava preferência o aristotélico ou expositivo em relação
ao socrático ou dialógico, típico da escola nova, em que o aluno é visto como o centro e fazedor
do próprio conhecimento.
Um dos principais aspectos positivos detectados em sala de aula é que foi considerado pela
assistente como favorável para o ensino da filosofia, foi a socialização entre os alunos e o
professor, os mesmos sentiam-se livre de expor as suas opiniões mesmo achando que não
estivessem cem por cento correctas.
Sem mais de momento, louvar a recepção calorosa da direcção da escola, facto este que permitiu
que o trabalho de campo decorresse sem sobressaltos. E como recomendação para os tutores
ficou a diversificação do método de ensino como ferramenta importante para uma aprendizagem
significativa.
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Bibliografia
Fontes Orais
Objectivos:
Bibliografia: CHAMBISSE, Ernesto Daniel, COSSA, José Francisco, Filosofia 11ª Classe, Texto Editores, 2ª edição, Maputo, 2017.
Temp Função Conteúdos Programáticos Actividades
o Didáctica Professor Aluno
10 Motivação e * Validade formal e material * Controla a * Escuta e
min. introdução * Validade de um enunciado. assiduidade (faz responde.
do conteúdo Ex: Armando Guebuza proclamou a independência em 1987. chamada). * Escuta e copia
* Apresenta e para o seu
escreve o tema. caderno.
* Questiona sobre a * Dá sua opinião.
validade do enuncia.
45 Assimilação * Validade Formal e Material * Explica e escreve * Escuta e toma
min. e Validade formal refere-se à estrutura ou articulação dos elementos de no quadro. nota.
acomodação um raciocínio ou argumento, isto é, a sua estrutura formal. Ex: A é A, * Dita * Escuta o copia
A não é B. apontamentos. para o seu
A validade material ou verdade refere-se a adequação do conteúdo do caderno.
nosso raciocínio ou argumento à realidade pensada ou ao mundo real.
* A validade ou invalidade de um argumento ou pensamento diz
respeito à conformidade ou inconformidade com as regras gramaticais
e com as lógicas de inferências ou pensamento válido.
* Certos argumentos ou pensamentos apresentam-se formalmente
válidos, embora seus elementos constituintes não sejam verdadeiros.
20 Domínio e * Formas gramáticas e verdade. * Questiona se * Escuta e
min. Consolidaçã existem dúvidas. apresenta dúvidas
o * Esclarece as ou outros pontos
dúvidas. de vista.
15 Avaliação e * Exercícios * Apresenta e * Escuta,
min. controle - O que é necessário para que um enunciado seja verdadeiro. explica a tarefa para responde no seu
R% presença de validade formal e material. sala de aula. caderno e
* Trabalho para Casa. * Distribui a tarefa posteriormente
- Quando que um enunciado é formalmente válido? para casa. apresenta a turma.
- Pesquisa sobre o conceito “definição”. * Copia para o
seu caderno e vai
pesquisar.
Anexo 4
Plano de Aula
Escola Secundária Sagrada Família – Beira
Objectivos:
Bibliografia: CHAMBISSE, Ernesto Daniel, COSSA, José Francisco, Filosofia 11ª Classe, Texto Editores, 2ª edição, Maputo, 2017.
Temp Função Conteúdos Programáticos Actividades
o Didáctica Professor Aluno
10 Motivação e Definição: * Controla a assiduidade (faz * Escuta e responde.
min. introdução * Como definir um conceito chamada). * Escuta e copia para
do conteúdo * Recapitula a aula passada o seu caderno.
* Corrige o T.P.C * Dá sua opinião.
* Apresenta e escreve o tema.
* Questiona sobre o conceito
“definição”.
45 Assimilação Definição * Explica e escreve no quadro. * Escuta e toma nota.
min. e * Etimologicamente significa colocar limites. * Dita apontamentos. * Escuta o copia para
acomodação * Para se definir um conceito primeiro precisamos do o seu caderno.
género próximo e de seguida da diferença específica.
Tipos e subtipos: Real (essencial, descritiva, final e
operacional)
Nominal: etimológica, sinonímica, estipulativa.
Extensão e compreensão dos conceitos; relação entre a extensão e compreensão dos conceitos.
Classificação dos conceitos e termos.
Realização da 2ª A.S.
Definição: tipos e regas da definição.
Observações___________________________________________________________
E nada mais havendo a tratar, o delegado deu por terminado o encontro do qual se lavrou a
presente acta que vai ser assinado pelo presidente e por mim, o secretário.
O Secretário__________________ O Presidente___________________