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Diretrizes Metodológicas para o Reforço Escolar

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SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

Caderno de Orientações
Metodológicas - “Reforço
Escolar para Fortalecimento
das Aprendizagens”
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

Sumário
Introdução ............................................................................................................. 2

Competências Básicas .......................................................................................... 4

Habilidades ........................................................................................................... 4

Metodologias ativas .............................................................................................. 7

Ambientes de aprendizagem ............................................................................... 11

Alfabetização: Processo Contínuo ...................................................................... 13

Sugestão para aplicar em sala de aula ................................................................ 20

Dicas e Sugestões para Português ........................................................... 20

Dicas e Sugestões para Matemática ........................................................ 24

Referências ......................................................................................................... 45
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INTRODUÇÃO

Este caderno traz as diretrizes metodológicas a serem priorizadas no planejamento


do “Reforço Escolar para Fortalecimento das Aprendizagens”, que, conforme
especificado no Documento Orientador, é uma ação do Programa Gestão pela
Aprendizagem, desenvolvida com o objetivo de promover condições de aprendizagem
diferenciadas para os estudantes que não consolidaram as habilidades e competências para
o seu ano de escolaridade.

O caderno tem a finalidade de orientar e subsidiar o docente em seu planejamento,


a partir do diagnóstico das competências e habilidades a serem trabalhadas, para um
atendimento pedagógico mais individualizado e direcionado, possibilitado por uma nova
forma de organização das turmas, pelas orientações do Currículo Referência de Minas
Gerais e por metodologias de ensino mais dinâmicas e interativas.

Considerando os diferentes níveis de aprendizagem, as metodologias aqui


apresentadas devem ser adaptadas para atender ao estudante em seu contexto, ou seja, o
professor deverá, juntamente com a equipe pedagógica da escola, criar as condições
necessárias para desenvolvê-las junto aos estudantes contemplados pelas aulas de reforço.
Para tanto, importante considerar as defasagens do processo de aprendizagem, sem
desmerecer as competências básicas que são esperadas deles no ano de escolaridade que
estão cursando.

Na organização deste material, são apresentados dois tópicos relevantes que


envolvem a prática pedagógica: “Metodologias Ativas” e “Ambientes de Aprendizagem”,
como importantes estratégias de organização escolar, para proporcionar uma experiência
integrada de aprendizagem. Consta, também, um tópico destinado a discutir aspectos da
alfabetização e a importância de sua consolidação para o prosseguimento da vida escolar
dos estudantes e o consequente êxito em todos os componentes curriculares. Para
finalizar, são apresentadas dicas pedagógicas e sugestões de atividades para o trabalho
em sala de aula.
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Ressaltamos que nos documentos com as diretrizes para as Ações de Intervenção


Pedagógica dos dias 30/03, 29/06 e 30/08 há bastantes sugestões de atividades a serem
trabalhadas em sala de aula para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita e
atividades interdisciplinares com foco em habilidades da matemática.
Esperamos que o presente caderno possa contribuir com o planejamento do trabalho
do professor para o desenvolvimento das atividades no “Reforço Escolar para o
Fortalecimento das Aprendizagens”.

Bom trabalho!
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COMPETÊNCIAS BÁSICAS

Em consonância com o Currículo Referência de Minas Gerais, o CBC Ensino


Médio e a BNCC, para atender a essa ação específica que trata do reforço escolar, as
seguintes competências básicas devem ser consideradas no planejamento das aulas:

● Pesquisa e investigação: capacidade de identificar, processar e sintetizar


informações relevantes, revisar abordagens. Desenvolver o raciocínio lógico, o
espírito de investigação e a capacidade de produzir argumentos convincentes,
recorrendo aos conhecimentos matemáticos para compreender e atuar no mundo.
● Comunicação: capacidade de apresentar ideias, opiniões, convicções e
experiências;
● Resolução de problemas: capacidade de usar ferramentas e procedimentos
baseados em rotinas, como na aplicação de fluxograma e gráficos;
● Análise, interpretação e síntese de informações e conhecimentos: capacidade
de estabelecer relações entre os diversos conhecimentos de aprendizagem.

Cada uma dessas competências permite ao professor o desenvolvimento de


habilidades que são fundamentais para a aprendizagem, não somente dos conteúdos
prioritários de Língua Portuguesa e Matemática, foco das “Reforço Escolar para O
Fortalecimento das Aprendizagens”, mas também para os demais componentes
curriculares.

A cada uma dessas competências, há um conjunto de habilidades que representa


as aprendizagens essenciais para a formação plena do estudante.

HABILIDADES

Para que os alunos alcancem o aprendizado esperado nas aulas de reforço escolar
e o professor tenha clareza do que ensinar, faz-se necessário que os tópicos/habilidades
do CBC de Língua Portuguesa e de Matemática, ainda vigentes como o currículo
referência no ano de 2019, sejam selecionados após o diagnóstico da turma. Após a
seleção dos conteúdos, o professor deve dar sequência a eles, considerando as habilidades
e competências que os estudantes devem adquirir e desenvolver.
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No entanto, ressaltamos que ao planejar a aula, o professor, além dos conteúdos


selecionados como prioritários para o aprendizado do aluno, contemplem outras
habilidades que são essenciais para o desenvolvimento integral do estudante. Segue, a
seguir, uma lista de algumas dessas habilidades que são destacadas por compreendermos
que elas são imprescindíveis durante todo o processo ensino e aprendizagem.

Habilidades a serem desenvolvidas dentro da competência Pesquisa e Investigação:

● Processar informações de várias fontes;


● Apropriar-se de diferentes processos de pesquisa e busca de informação, por meio
de ferramentas digitais, em processos de produção coletiva, colaborativa e
projetos autorais em ambientes digitais;
● Revisar abordagens e hipóteses, com base em novas evidências;
● Usar e avaliar as tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) para
pesquisas e práticas sociais;
● Aprender conceitos e desenvolver representações e procedimentos, envolvendo
ou não tecnologias.
● Desenvolver o pensamento, ampliando o uso do conhecimento e competências
matemáticas;
● Criar a capacidade de trabalhar de forma autônoma.

● Habilidades a serem desenvolvidas dentro da competência Comunicação:

● Analisar diferentes argumentos e opiniões manifestados;


● Compreender e posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo,
considerando contextos de produção e de circulação;
● Negociar e sustentar posições;
● Compreender e utilizar, com flexibilidade e precisão, diferentes registros de
representação matemáticos (algébrico, geométrico, estatístico, computacional
etc.), na busca de solução e comunicação de resultados de problemas;
● Formular propostas e intervir para decisões democráticas, que levem em conta o
bem comum e os Direitos Humanos;
● Discutir princípios e objetivos de maneira crítica, criativa, solidária e ética;
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● Selecionar, compreender e produzir textos em ambiente digital, de modo ético,


responsável e crítico.

● Habilidades a serem desenvolvidas dentro da competência Resolução de


problemas:

● Resolver problemas de diferentes naturezas;


● Negociar sentidos e produzir entendimento mútuo, com vistas ao interesse comum
pautado em princípios e valores de equidade assentados na democracia e nos
Direitos Humanos;
● Debater questões polêmicas de relevância social;
● Atuar ativamente em situações sociais, políticas, artísticas e culturais para
enfrentamento dos desafios contemporâneos;
● Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de língua adequados à
situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso, respeitando
os usos das línguas e combatendo situações de preconceito linguístico;
● Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nos
discursos e textos;
● Utilizar estratégias, conceitos, definições e procedimentos matemáticos para
interpretar, construir modelos e resolver problemas em diversos contextos,
analisando a plausibilidade dos resultados e a adequação das soluções propostas,
de modo a construir argumentação consistente;
● Organizar informações sobre problemas.

Habilidades a serem desenvolvidas dentro da competência Análise, interpretação e


síntese de informações:

● Analisar, interpretar e produzir criticamente discursos e textos em diversos


campos de atuação social;
● Compreender a natureza sistêmica de processos e fenômenos;
● Colocar em funcionamento estruturas explicativas da realidade, aplicando
princípios e leis;
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● Recuperar informações (identificar, reconhecer e organizá-las);


● Compreender informações (comparar, distinguir, estabelecer relações e
inferências entre elas);
● Analisar diálogos e conflitos entre diversidades e os processos de disputa
presentes nos textos e nos discursos;
● Analisar textos de modo a caracterizar a Língua Portuguesa como um fenômeno
(geo)político, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de
uso;
● Ler e analisar produções e formas de expressão diversas – literatura juvenil,
literatura periférico-marginal, o culto, o clássico, o popular, cultura de massa,
cultura das mídias, culturas juvenis etc. – e em suas múltiplas repercussões e
possibilidades de apreciação, em processos que envolvem adaptações,
remidiações, estilizações, paródias, HQs (história em quadrinhos), minisséries,
filmes, videominutos, games etc.;
● Ter domínio de gêneros do discurso/gêneros textuais, sobretudo aqueles que
supõem um grau maior de análise, síntese e reflexão.

Nos próximos tópicos serão detalhadas algumas metodologias que atendem ao


desenvolvimento dessas habilidades.

METODOLOGIAS ATIVAS

O professor responsável pelas aulas do reforço escolar deve trabalhar com


estratégias metodológicas diferenciadas, que sejam capazes de atender a alunos com
diferentes necessidades, ritmos de aprendizagem e bagagens culturais. Levando em
consideração que eles já passaram por um processo de ensino que não foi suficiente para
que eles desenvolvessem todas as habilidades esperadas, então, torna-se ainda mais
urgente, (re)organizar as metodologias, para que essas aulas possam ser atraentes e
significativas para melhorar a aprendizagem.

O objetivo desta seção é apresentar algumas estratégias metodológicas que podem


ser usadas para o desenvolvimento das competências e habilidades mencionadas
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anteriormente, reforçando que todas estratégias de ensino e aprendizagem devem ser


apropriadas a cada grupo de estudantes e a cada realidade.

Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva


dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada,
híbrida (MORAN, 2017, p. 24). Flexível porque o planejamento do professor, por melhor
que seja, deve ser modificado ao longo de seu desenvolvimento, para melhor atender às
necessidades dos estudantes; interligada porque um conhecimento não tem um fim nele
mesmo, pois está ligado a vários outros e, por fim, híbrida por combinar atividades
presenciais com outras realizadas por meio da internet e das tecnologias digitais de
informação e comunicação (TDIC). Elas se opõem às metodologias tradicionais que têm
como centro do processo o professor, que desconsideram o protagonismo dos estudantes
e pouco contribuem para o desenvolvimento do pensamento reflexivo e para a
aprendizagem.

Nesse modelo pedagógico, o professor deve despertar o interesse do aluno em


aprender, de forma autônoma e participativa, a partir de situações reais, pesquisas,
argumentos e informações para a articulação de hipóteses, resolução de problemas e de
questões polêmicas, desenvolvimento de projetos, de forma individual ou em equipe.
Ainda cabe ao professor considerar o estudante como o centro do processo de
aprendizagem, valorizando-o e incentivando-a a tornar-se responsável pela construção de
seu conhecimento.

Há diversas estratégias ou metodologias que podem ser consideradas como ativas,


como a aprendizagem baseada em pesquisas, baseada em problemas, aprendizagem em
grupos, uso e/ou criação de jogos e vídeos e a sala invertida. Considerando que as
metodologias baseadas em pesquisas, em problemas e em grupos já fazem parte da prática
pedagógica de todos os professores e podem estar presentes nas outras estratégias,
daremos mais ênfase às metodologias que utilizam a gamificação e a sala invertida.

Metodologias baseadas em uso e/ou criação de jogos:

Os jogos podem ser fundamentais para promover o aprendizado cognitivo, físico,


motor, social, afetivo e linguístico dos estudantes, pois favorecem princípios de
cooperação, protagonismo, liderança, competição, ao mesmo que desenvolve habilidades
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como concentração, memória, atenção e raciocínio lógico. Ensinam componentes


curriculares como língua portuguesa, matemática, estatística, por meio de aulas mais
modernas, lúdicas e atrativas. Assim, no contexto escolar, o uso de jogos com objetivo de
aprendizagem e de promover intercâmbio entre os componentes, de resolver problemas
reais, despertar o interesse, desenvolver talentos e habilidades naturais e a participação
dos alunos em atividades pedagógicas, ganhou o nome de gamificação.

Com os jogos aprende-se com experimentações, métodos, interações, tentativas,


regras e erros. Portanto, os jogos (gamificação) podem ser usados como instrumentos
pedagógicos para melhorar a aprendizagem e para avaliar os alunos pelo engajamento nas
atividades realizadas, pela cooperação entre os participantes, os métodos usados para se
chegar aos resultados, o aprendizado pelos erros, o cumprimento das regras, dentre outros
critérios. Eles podem ser de tabuleiros, analógicos ou digitais.

Cabe ao professor o papel de orientar sobre as regras, os métodos, os objetivos


dos jogos e acompanhar o desenvolvimento desses, de modo que todos os alunos
envolvidos participem ativamente e que respeitem as regras e uns aos outros e, por fim,
administrar a construção do conhecimento. O professor não pode tomar as decisões pelos
estudantes, a fim de que eles desenvolvam autonomia intelectual e social.

Para que o jogo possa ser realmente significativo no processo de ensino e


aprendizagem, o professor deve verificar a faixa etária, se os alunos estão aptos a jogá-
los, pois eles não podem ser fáceis nem difíceis demais, se têm relação com o que está
sendo ensinado, pois não devem ser utilizados sem propósito pedagógico.

A sala invertida:

Nesta metodologia, o estudante é comunicado antecipadamente sobre o


conteúdo/tema da aula e ele buscará um conhecimento prévio, em locais diferentes da
sala de aula (casa, biblioteca, laboratório), em materiais impressos ou online (textos,
vídeos, imagens, gráficos, mapas, fluxogramas, filmes, livro, uma aula no Youtube), a
fim de evitar longas aulas expositivas, de otimizar o tempo de explicação e,
principalmente, para que o estudante seja o responsável pela pesquisa e por parte da
aprendizagem daquele conteúdo.
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Essa dinâmica explica o nome dessa metodologia, pois a sala de aula já não é o
primeiro local onde os estudantes têm contato com o conteúdo/tema, o professor não é o
transmissor da informação, a sala de aula é o local onde o assunto é aprofundado, e o
estudante não recebe a informação de forma passiva, pois ele mesmo já fez pesquisas e
tem conhecimento sobre o assunto, antes de chegar à sala de aula. Depois desse estudo,
cabe ao professor o aprofundamento do ensino, as propostas de discussão, resolução de
atividades e de problemas individuais e/ou em grupos, atividades realizadas nos
laboratórios e desenvolvimento de projetos.

Sugerem-se essas metodologias a fim de favorecer a aprendizagem, tornando-a


mais atrativa e significativa. Diversos educadores já indicam os benefícios delas, sendo
que um dos principais deles é levar o estudante a compreender e participar da construção
de seu aprendizado, como resumido na figura 1.

Figura 1. Fonte: https://novaescola.org.br. Como-as-metodologias-ativas-


favorecem-o-aprendizado. Débora Garofalo.25 de Junho | 2018

Fica claro pela figura que as metodologias podem beneficiar muito o processo de
ensino e aprendizagem, por desenvolver o pensamento crítico e as habilidades
relacionadas ao cognitivo e à formação integral dos alunos.
Integradas a essas metodologias, a aprendizagem também é favorecida pelo
aproveitamento dos diferentes espaços escolares, como é abordado na próxima seção.
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AMBIENTES DE APRENDIZAGEM

Para favorecer as situações de aprendizagem, o ambiente de aprendizagem deve


ser considerado pela equipe pedagógica e pelo professor. Entende-se aqui como ambiente
de aprendizagem a organização de situações de aprendizagem que irão possibilitar a
compreensão dos temas a serem trabalhados nas atividades de reforço escolar. Aqui
consideramos as situações de aprendizagem mais importantes que os espaços de apoio
didáticos em si, pois nem sempre um laboratório bem equipado é aproveitado para o
ensino.

É fato que a qualidade da aprendizagem dos alunos precisa melhorar a partir,


inclusive, do uso adequado dos espaços, equipamentos multimídias, auditórios e/ou
outros espaços existentes. Objetiva-se obter melhores resultados de ensino e
aprendizagem, tornando a rotina escolar mais participativa e interessante. Nesta proposta,
a ambientalização dos espaços escolares deve servir como mais um estímulo que aguce a
curiosidade e o interesse pela busca do conhecimento.

Sendo assim, além da sala de aula, os demais ambientes da escola podem e devem
ser considerados para o desenvolvimento da aprendizagem. Seguem algumas reflexões
sobre cada um deles:

Biblioteca:

A biblioteca escolar é um desses espaços que contribuem para o desenvolvimento


de práticas pedagógicas diferenciadas. Um exemplo, seria criar roteiros, seja de leitura ou
pesquisa, para os estudantes trabalharem em grupo. Importante que o professor conheça
esse espaço e analise quais as atividades seriam melhor indicadas. Na biblioteca há a
possibilidade de realização de trabalhos manuais, oficinas, exposições, debates e saraus
que são importantes práticas que se integram e são concebidas, quase sempre, em sala de
aula.
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Laboratórios:

Caso a escola possua esse espaço, como laboratório de informática ou de ciências,


é importante que o professor de reforço escolar veja esses ambientes como um espaço
que privilegia o desenvolvimento de atividades experimentais, de pesquisas, de uso das
tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) no contexto da
interdisciplinaridade e da produção de textos.

Salas multimídias e/ou auditórios:

A tecnologia permite que o estudante traga algo comum do seu mundo para dentro
da sala de aula e demais ambientes escolares, auxiliando no processo ensino-
aprendizagem, tornando o aprendizado cada vez mais prazeroso e significativo. Assim,
as salas de multimídias aproximam o estudante do cotidiano, promovem discussões sobre
temas do dia a dia com o intuito de ajudá-lo a desenvolver o senso crítico. A proximidade
entre sala de aula e mundo, diminui a lacuna existente entre a escola e o conhecimento
prévio que o estudante traz consigo.

O auditório é um espaço utilizado para promover a cultura e a socialização e


permite o planejamento de eventos, a leitura de produções textuais e literárias em voz
alta, a apresentação de trabalhos e discussões em grupos, a implementação de atividades
interdisciplinares.

Sala de aula:

A sala de aula é o espaço privilegiado quando pensamos em escola, em


aprendizagem, em troca de experiências. É um espaço de ensino-aprendizagem
totalmente dedicado ao estudante, um espaço de formação mútua, onde professor e
estudante aprendem e ensinam. É nela que são construídas as relações
estudante/professor. Portanto, temos que a sala de aula deve ser estimulante, rica em
informações, oportunidades e em interações interpessoais.

A sala de aula atual também deve ser um ambiente receptivo às tecnologias como
o celular, TV, notebooks, tablets para que os estudantes possam ter experiências
educativas e possam aprender a usá-los com responsabilidade.
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A organização da sala de aula também pode contribuir para que as atividades


sejam mais produtivas e interessantes para os estudantes. Por exemplo, as fileiras
horizontais ou verticais são indicadas para apresentações de professores ou estudantes,
apresentações audiovisuais e testes, mas já não atendem a discussões centradas nos alunos
ou trabalhos em grupos. Outras formas são em formato de meia-lua, indicada para
trabalhar aulas expositivas, apresentações de vídeo, filmes e leitura de textos ou redações;
duplas, trios ou grupos com mais de quatro estudantes, para discussões e trabalhos em
grupo. Assim, o professor deve organizar a sala de aula de forma que o arranjo atenda à
estratégia de ensino que escolheu e às atividades que serão desenvolvidas.

ALFABETIZAÇÃO: PROCESSO CONTÍNUO

Aprender compreende várias facetas, pois integra o cerebral, o psíquico, o


cognitivo e o social, que atuam de forma interdependente. Não é uma ação passiva de
recepção, supõe uma construção, que ocorrerá durante toda a vida. Portanto, é preciso
pensar a aprendizagem na perspectiva da integralidade, que não depende somente do
cognitivo, e onde cada indivíduo terá a sua forma particular de processar a informação e
o aprendizado.

Os resultados educacionais têm nos mostrado índices preocupantes de baixo


desempenho na aprendizagem, de retenção, evasão e abandono escolar, principalmente,
nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Pesquisas e avaliações
educacionais apontam este fenômeno como decorrente de uma alfabetização deficitária,
que não é garantida aos estudantes durante a sua trajetória escolar.

Entender toda a complexidade que envolve o ato de ensinar e o de aprender,


pressupõe entender que o fenômeno da heterogeneidade é intrínseco aos processos
educativos, e que aprender a ler e escrever precisa significar ter a competência de usar a
leitura e a escrita nas práticas sociais cotidianas vividas por cada indivíduo. E que a
dificuldade de aprender, geralmente, não é por falta de capacidade, mas pela necessidade
de vivência de uma estratégia mais específica e direcionada.
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Os estudantes iniciam o seu percurso escolar com diferentes conhecimentos e


habilidades, o que se dá, também, na evolução durante o percurso. Ao chegar ao final do
ano, alguns podem não apresentar os conhecimentos esperados para o ano em curso, mas
todos terão agregado saberes, é preciso identificar, valorizar essas conquistas, e utilizar o
diagnóstico para o planejamento de estratégias didáticas específicas que alcancem o
estudante.

Para um professor encontrar estudantes que chegam ao 6º ano do Ensino


Fundamental sem ter consolidado os princípios do Sistema de Escrita Alfabética - SEA
pode gerar uma sensação de impotência em como conduzir o conteúdo das suas aulas,
mas em hipótese alguma, podemos dar as aulas como se esses estudantes não estivessem
presentes na sala de aula.

Os estudantes são diferentes entre si, com experiências e níveis de


desenvolvimento distintos. É fundamental identificar os conhecimentos e habilidades já
construídos por esses estudantes sobre os Sistema de Escrita Alfabética, para a partir
dessas informações estabelecer as práticas de alfabetização que serão desenvolvidas,
pensadas de forma direcionada para a necessidade de cada um.

A equipe pedagógica da escola poderá utilizar diversos instrumentos para o


diagnóstico da alfabetização: produção escrita, testes diagnósticos, conversa com o
estudante, ditado de palavras de um mesmo campo semântico, de diferentes tamanhos
(monossílaba, dissílaba, trissílaba, polissílaba) e diferentes estruturas (Consoante-vogal/
Consoante- consoante- vogal/ Vogal- consoante/ Consoante- vogal- consoante), o que
permitirá identificar as habilidades do SEA que foram construídas pelos estudantes.

A partir do diagnóstico é necessária a continuidade do trabalho com a análise


linguística, leitura, oralidade e a produção de texto para o desenvolvimento das
habilidades inerentes a sistematização das correspondências som/letra, a coesão, a
coerência, a ortografia, a fluência, a interpretação e compreensão global do texto, dentre
outras.

A leitura compreensiva é imprescindível para a compreensão do texto


matemático. Muitos estudantes se saem bem nos cálculos matemáticos, oralmente, na
vida cotidiana e não conseguem ir bem na escola. A leitura está presente em todas as áreas
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do conhecimento. Portanto, é compreensível que o estudante não alfabetizado, tenha


dificuldade em realizar os cálculos na escola. Na Resolução de Problemas, o estudante
primeiro precisa tomar conhecimento do texto inteiro, para depois reler as partes fazendo
os encadeamentos necessários, para depois concluir com o que se pede. Assim, não é
simplesmente um procedimento mecânico.

Assim como na consolidação do Sistema de Escrita Alfabética, também temos


princípios para a compreensão do Sistema de Numeração Decimal – SND.

É importante que os professores promovam atividades de reflexão sobre as


propriedades que estruturam tanto o SEA quanto o SND para que o estudante consiga
operar com eles. Ressalta-se que as atividades sempre precisam ser pensadas
considerando a faixa etária e o nível de desenvolvimento em que o estudante se encontra.

A Programação Neurolinguística nos apresenta quatro etapas que o aprendiz


percorre durante a aprendizagem. Na primeira delas, o indivíduo não sabe como realizar
a tarefa, e nem sabe o que precisaria saber ou fazer para realizá-la. Posteriormente, o
indivíduo ainda será incompetente, mas já sabe o que precisa fazer para aprender e se sair
bem na realização da tarefa, seguido da capacidade de realizá-la desde que preste muita
atenção e esteja apoiado em algum recurso. Por último o aprendiz desenvolve a habilidade
de realizar a tarefa de maneira consciente e espontânea.

Entendendo como se dá o processo evolutivo da aprendizagem, o professor estará


mais instrumentalizado para compreender o erro, cometido pelo estudante, de forma
significada, e utilizá-lo para ajudar o estudante a avançar na aprendizagem.

De posse do diagnóstico da aprendizagem dos seus estudantes, os professores,


juntamente à equipe pedagógica da escola, deverão fazer uma análise pedagógica dos
resultados para (re) organizar o ensino a eles propostos.

Algumas questões são fundamentais para o planejamento do Professor


Alfabetizador:

1º - o estudante que chegou aos anos finais do Ensino Fundamental sem saber ler
e escrever possui experiências escolares muito negativas decorrentes do mau êxito, o
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primeiro passo é ajudá-lo a conhecer os próprios pontos fortes e adquirir confiança de que
é capaz de aprender;

2º - o não estar alfabetizado, não significa que todos os estudantes estejam no


mesmo nível de desenvolvimento, é preciso identificar a etapa de aprendizagem que cada
estudante se encontra;

3º - é condição indispensável proporcionar um ambiente seguro e estimulante,


livre de zombaria e passividade;

4º - garantir que não haja rótulo aos estudantes e estigma ao atendimento, vê-lo
como um momento ampliado de aprendizagem;

5º - proporcionar atividades integradoras, desafiadoras, mas possíveis;

6º - considerar na definição das estratégias e atividades, que o cérebro tende a


armazenar as memórias que são carregadas de emoção, que remetem a estímulos
repetidos, que fazem conexão com conhecimentos anteriores;

7º - fornecer aos estudantes, nas atividades propostas informações auditivas,


visuais e sinestésicas;

8º - entender o erro do estudante como ponto de partida para o recomeço;

9º - criar nas turmas a interação cooperativa entre os estudantes e situações de


ensino e de aprendizagem produtivas;

10º - adequar os modos de organização da turma aos objetivos pretendidos;

11º - conhecer os variados recursos didáticos e avaliativos e utilizá-los de acordo


com as necessidades da turma.

12º - estabelecer a interlocução com os professores das turmas regulares para


definir as habilidades que deverão ser estimuladas e priorizar aquelas que são mais
necessárias para o estudante avançar.

Não existe um único modelo de atuação ou estratégia didática que garantirá o


sucesso na realização do reforço escolar da alfabetização. As reais possibilidades de
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sucesso estão vinculadas a uma organização norteada pelo diagnóstico das aprendizagens,
pautada por objetivos claros a serem alcançados, avaliada de forma precisa e
retroalimentada.

O “Reforço Escolar para Fortalecimento das Aprendizagens” remete à


reorganização dos tempos e espaços escolares, e portanto, a forma de organização das
aulas pressupõe considerar o estudante em uma postura ativa frente ao conhecimento.
Algumas formas de encaminhamentos potencializam o protagonismo do aprendiz:

● Ensino baseado em Sequência Didática - como forma de sistematizar o


conteúdo trabalhado, na perspectiva da interdisciplinaridade e da
heterogeneidade, por meio de atividades sequenciais, usando cada módulo
para trabalhar um objetivo específico, mas de forma interligada aos
demais.
● Ensino baseado em Projetos Didáticos - como forma de ampliar um
conteúdo trabalhado em sala ou responder, interdisciplinarmente a
questões surgidas, através da definição de etapas que retro se alimentam e
pressupõem a participação ativa dos estudantes, e uma culminância na
finalização das ações.
● Ensino com a utilização de jogos - como forma de propiciar a construção
do conhecimento de forma lúdica, mas com intencionalidade pedagógica,
sendo imprescindível ter os estudantes ativos e desafiados durante o
percurso, mediados pelo professor capacitado para orientar a atividade nas
três etapas - antes, durante e depois.
● Ensino organizado considerando Rotinas de Alfabetização - como forma
de ampliar e sistematizar os conhecimentos, usando a repetição, aliada a
emoção, para ativar a memória de longa duração, como por exemplo, a
leitura deleite diária, a prática de realizar desafios matemáticos
cotidianamente, a identificação da data do dia no calendário e dos
aniversariantes da sala, o levantamento da quantidade de estudantes
presentes e a contabilização dos ausentes etc.
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Algumas dicas aos Professores:

- Esteja atento ao diagnóstico da aprendizagem do seu estudante, considere que ele


já tem vários anos de vivência escolar e, portanto, muitos dos princípios do
Sistema de Escrita Alfabética e do Sistema de Numeração Decimal, ele já pode
ter consolidado. Considere, sempre, partir o ensino do conhecimento que o aluno
já adquiriu.
- O público a ser atendido está na adolescência, e existem muitas adolescências,
estabelecer o respeito às diferenças é fundamental, contudo há pontos de
convergência e um deles é que as atividades infantilizadas não farão mais sentido
e não despertarão o interesse. Adeque as atividades de alfabetização para o estágio
dos estudantes atendidos.

- Conheça os assuntos de interesse do seu público, geralmente trabalhar com


gêneros textuais e temas dos quais os estudantes gostam é bem produtivo. Pense
na possibilidade de trabalhar a compreensão do texto a partir da leitura de charges
e piadas, por exemplo.

- Um aspecto fundamental para o trabalho com os estudantes no processo inicial da


alfabetização é o desenvolvimento da consciência fonológica. Abuse das
atividades orais para que os estudantes possam desenvolver a habilidade de
manipular os sons da fala (rimas, aliterações, retirar sílabas ou mudá-las de
posição para formar novas palavras etc.). Inicie com atividades de análise
fonológica sem fazer correspondência com a escrita, para depois associar o som a
letra e assim o estudante fazer a relação entre as partes faladas e as partes escritas
das palavras.
- Se o estudante não tem fluência na leitura, não adianta trabalhar com textos
grandes, pois demandará muito esforço na decifração o que compromete a
interpretação. Inicie com textos curtos, levantando hipóteses sobre a leitura a
partir do título para motivá-lo, despertar a curiosidade.

- Proponha leituras intercaladas, o estudante lê, o professor lê. Ensine-o a prestar


atenção à pontuação, colorir o ponto final, se for necessário. Checar a
compreensão por frases, parágrafos. Se não fizer sentido, reler, em outras
situações contar com a releitura pelo professor, para conseguir explicar o trecho
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lido ou ouvido ou recontar com as próprias palavras. Não é necessário lembrar


todas as informações, detalhes, basta, nesse momento de aprendizado, lembrar o
que for mais significativo. O trabalho deve ser sistemático e contínuo até o
estudante conseguir ler e compreender com autonomia.
- Identifique se o estudante sabe realizar as quatro operações de forma oral,
utilizando recursos próprios ou material concreto. Investigue se a dificuldade está
atrelada a algo específico do conteúdo, como por exemplo, armar as operações,
trabalhar com o “Resto”, saber o próximo passo da operação, compreender o texto
matemático e não vinculada ao cálculo em si.
- Traga para a turma, também, atividades que o estudante já consiga realizar
sozinho para que ele se sinta estimulado.
- Existe uma variedade de atividades envolvendo a sistematização da consciência
fonológica das correspondências som/letra, para fluência na leitura, produção de
textos, e desenvolvimento das habilidades fundantes da matemática, portanto,
conhecer e explorar os recursos didáticos distribuídos pela SEE e pelo MEC, e os
materiais elaborados pelos próprios professores e equipe pedagógica da escola é
essencial no planejamento das situações didáticas.

E para concluir, esteja sempre atento, professor, para a importância de acreditar


no potencial de cada estudante, considerar a heterogeneidade das aprendizagens para
adequar os modos de organização do ensino aos objetivos pretendidos, avaliar e replanejar
as estratégias e atividades de alfabetização, elaborando e executando o seu planejamento
de forma compartilhada com o especialista de educação, a direção e com os professores
dos estudantes que ministram as aulas no turno regular. O importante é você sinta-se
instrumentalizado para trabalhar para que o estudante aprenda e avance no seu
desenvolvimento, garantindo assim um percurso escolar possível e com êxito. Este é o
resultado esperado.
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SUGESTÃO PARA APLICAR EM SALA DE AULA

Professor, neste tópico iremos indicar materiais, dicas pedagógicas e algumas


sugestões de plano de aula. Importante dizer que conhecer o aluno e saber em qual nível
de aprendizagem se encontra facilitará o processo de escolha do material a ser
desenvolvido para a sala de aula.

DICAS E SUGESTÕES PARA PORTUGUÊS

1. Jogos e Sites

Jogo digital Pontos de Vista - Autor: Programa Escrevendo o Futuro

Link: https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/noticias/sobre-o-
programa/artigo/2546/jogo-pontos-de-vista-incentiva-a-argumentacao-sobre-
temas-do-cotidiano

No Programa Escrevendo o Futuro é explicado que com o jogo interativo Pontos


de Vista, os estudantes são convidados a opinar e argumentar sobre assuntos do cotidiano:
questões de gênero, padrões de beleza, fake news, bullying e o papel da política na
comunidade, dentre outros. O jogo possui três níveis: Fato ou Boato; Meu Corpo, Meus
Padrões; e Participação Política.

A criadora do jogo aponta que ele parte de uma ferramenta que é muito comum
para os jovens de hoje, que é o game, para fazê-los pensar e opinar sobre situações
cotidianas, e ao final, elaborarem um texto, que dentro do jogo, é publicado no blog da
escola, por exemplo.

O jogo está disponível em formato de aplicativo (APP) e o acesso a ele é feito por
meio das lojas virtuais de aplicativos, como o Play Store, do Google, e Apple Store, do
iOS. O usuário baixa em seu dispositivo móvel (celular ou tablet) ou em seu computador
e já pode começar a jogar.
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Jogo de tabuleiro QP Brasil: a importância de “saber argumentar” - Autor:


Programa Escrevendo o Futuro

link: https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/noticias/sobre-o-
programa/artigo/2540/qp-brasil-a-importancia-de-saber-argumentar

O QP Brasil é um jogo que propõe a discussão de questões polêmicas que usa


confronto e o desenvolvimento de argumentos consistentes e embasados para desenvolver
a capacidade reflexiva e argumentativa de estudantes. Ele está organizado em torno de
questões atuais veiculadas pela mídia, que podem gerar discussões e opiniões diversas.

Por meio do jogo espera-se que os alunos:

● discutam questões socialmente relevantes;


● identifiquem diferentes tipos de argumento;
● compreendam a necessidade de buscar subsídios para a construção de seus
próprios argumentos;
● reflitam sobre a qualidade das informações utilizadas (CAMARGO, 2019,
s/p).

O Portal Escrevendo o Futuro disponibiliza uma versão do jogo em pdf e os


professores podem imprimir o arquivo e montar o seu próprio jogo. Acrescentamos que
podem até reconstruí-lo, de acordo com as especificidades das turmas.

Aplicativos para celular

Além desses jogos, no App Store ou no Play Store, na categoria “Educação”, é


possível encontrar muitos jogos e aplicativos gratuitos que podem ser usados nas salas de
aula. Conheça-os e trabalhe com aqueles que mais identificam com os assuntos/temas que
estão sendo estudados.

2. Revistas e Sites

No texto “Aplicação de sala de aula invertida para o aprendizado de língua


portuguesa no ensino médio de escola pública”, os autores Maria Izabel Oliveira da Silva;
Lucila Pesce e Antonio Valerio Netto vão discutir vários temas que são citados nestas
diretrizes como: metodologias ativas, a sala invertida usada na disciplina de língua
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portuguesa de uma escola estadual de ensino médio, utilização das Tecnologias Digitais
de Informação e Comunicação (TDIC) aliadas às metodologias ativas, uso das
ferramentas do google form nas salas de aula.

https://www.nied.unicamp.br/revista/index.php/tsc/article/view/190/223

Site Nova Escola - Link: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/4246/oficina-


de-escrita. Ele está disponível em:

No site Nova Escola, há milhares de planos de aula que já estão de acordo com a
BNCC Ensino Fundamental, para trabalhar a leitura, a oralidade e a escrita com os
estudantes, que podem servir de sugestões para você, professor de língua portuguesa.
Vamos indicar um desses planos de aula que trabalha habilidades sobre o
desenvolvimento da escrita, porém, após realizar o diagnóstico sobre as competências e
habilidades ainda não alcançadas pelos seus estudantes, você pode entrar no site e
escolher o plano que melhor atende às necessidades deles.

Revista na Ponta do Lápis – N° 29

Sugerimos, também, a Revista na Ponta do Lápis, número 29, que traz uma
entrevista com a escritora e educadora mineira Conceição Evaristo, que reafirma a
importância de enxergarmos a literatura e os bens culturais como um direito fundamental
de todos. Traz um Relato que nos faz pensar sobre o papel de autor e formador do
professor e tem dicas de registros que podem ajudá-lo a organizar seu trabalho e ter
registros para avaliação dos alunos. Essas dicas podem ser importantes para
acompanhamento da aprendizagem da turma do reforço escolar. Há uma reportagem
sobre o trabalho da oralidade no ensino da língua portuguesa, qual oralidade ensinar
atualmente, sua finalidade, os desafios de ensiná-la.

A revista pode ser encontrada no site:

https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/6528/npl29-jul2017.pdf

Revista na Ponta do Lápis – N° 30

Também sugerimos a Revista na Ponta do Lápis, número 30, que traz experiências
e desafios vividos em sala de aula por docentes, de diferentes lugares do país, para ensinar
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língua portuguesa; a matéria “Da argumentação à cidadania”, projeto completo


desenvolvido para solucionar um problema social, a partir de trabalhos dos alunos e uma
conversa com Marcelino Freire, que é autor de vários livros e criador da “Balada
Literária”, evento que reúne escritores e artistas para debates sobre arte contemporânea,
para tratar sobre “Como LER o que NÃO está ESCRITO ”.

A revista pode ser encontrada no link:

https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/7139/20171212-npl30-web.pdf
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DICAS E SUGESTÕES PARA MATEMÁTICA

EXPLORANDO O MATERIAL DO PROGRAMA GESTAR II

1. Resolvendo Problemas

Introdução

“Matemática não é apenas números, e sim envolve letras


e toda a capacidade que o ser humano conseguir expressar. ”
François Viète1

Professor,

A dica aqui é divulgar o material do Programa Gestar II, que utiliza a metodologia
de resolução de problemas. Esse material foi desenvolvido pelo MEC para formação
docente. A sugestão é explorar as atividades disponíveis no caderno de apoio à
aprendizagem desse programa para desenvolver seu planejamento de aula com a
qualidade necessária para o reforço escolar.

O link do material do GESTAR II Matemática:

http://portal.mec.gov.br/par/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-
2007048997/13056-programa-gestao-da-aprendizagem-escolar-gestar-ii-matematica

Atividade Exemplo

Contexto de aprendizado - A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CONTRIBUINDO


NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO/CONSUMIDOR CRÍTICO, PARTICIPATIVO E
AUTÔNOMO

1
François Viète - Matemático Francês - 1540-1603.
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Fragmento do caderno - atividade-de-apoio-a-aprendizagem-4

Link:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13053

Aula 1

Pesos e medidas

Pensar os nossos direitos enquanto consumidores é uma prática social que vem
crescendo na sociedade brasileira nos últimos anos. Leia o texto abaixo e reflita sobre a
necessidade de uma educação para o consumo.

Quer saber mais sobre como as aulas foram desenvolvidas a partir desse texto?
Acesse o material disponível no link acima.
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PLANOS DE AULAS – sugestões diversas

Neste tópico, o objetivo é mostrar ao professor algumas situações em que


conteúdos básicos da disciplina e situações cotidianas podem ser trabalhados de formas
diferenciadas.

1. Plano de aula - Equações Quadráticas

Introdução

As relações lineares costumavam ser as únicas formas de explicar o mundo, no


entanto, esse mundo era limitado, por isso, as relações quadráticas começaram a fazer
parte dos modelos matemáticos que explicam os fenômenos da natureza e diversas
situações do nosso cotidiano. O gráfico de uma relação quadrática possui algumas
propriedades como interseção, simetria, concavidade, que interagem entre si e podem ser
usadas para prever a outra.

A forma algébrica de uma relação quadrática e as operações que realizamos a


partir dela demonstram essas propriedades com mais clareza que o gráfico sozinho. As
relações quadráticas também se aplicam a situações no mundo que envolvem aceleração
sob gravidade e área.

Competências Básicas: Resolução de Problemas

Habilidades: Utilizar estratégias, conceitos, definições e procedimentos


matemáticos para interpretar, construir modelos e resolver problemas em diversos
contextos, analisando a plausibilidade dos resultados e a adequação das soluções
propostas, de modo a construir argumentação consistente. Desenvolver a compreensão da
utilidade e das características básicas das funções quadráticas.

Metodologia Ativa: Trabalho em grupos


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Orientações para o professor sobre o Plano de aula - Equações Quadráticas

Instrução para os docentes sobre o site: https://teacher.desmos.com

● Primeiramente faça seu cadastro (Não é obrigatório para acessar a atividade). Poderá
utilizar sua conta google para se cadastrar.
● Explore as atividades disponíveis. Nem todas têm tradução em Português, mas você
poderá criar suas próprias atividades.
● Para este plano de aula acesse o link:
https://teacher.desmos.com/activitybuilder/custom/5d2b745bfe4da53fbabf8c5c
● Explore as atividades para os alunos clicando em Student Preview

Caso tenha um laboratório de informática disponível, crie um código para sua


turma, clicando em “Create Class Code”.

Observação: Para abrir a atividade, não precisa do cadastro no site, apenas para
usar o recurso de “Create Class Code” é necessário o login.

Caso não tenha um laboratório, utilize o Datashow para que os alunos possam
acompanhar o passo a passo da atividade. No próximo tópico, sugestão de como distribuir
folhas de atividades e instruir os alunos a fazerem manualmente as atividades.

Implementação

Para facilitar o entendimento da atividade, segue alguns procedimentos e


orientações para à atividade disponível no site. Disponibilizamos também uma sugestão
para o caso de não haver o laboratório de informática na escola.

Procedimento

a. Antecipação

Faça uma breve introdução conversando com os alunos sobre o que eles sabem
sobre o basquete e ao assistirem a uma partida o que mais chama atenção no jogo. Se
possível apresente um vídeo curto.

Contexto de aprendizado

Por que precisamos de relações quadráticas?


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Os alunos assistem a várias fotos de um jogador jogando uma bola de basquete


em uma cesta. Cada imagem termina quando a bola atinge a sua altura máxima. Os alunos
adivinhem se a bola entra ou não em cada tacada. Isso leva à pergunta: "Existe um gráfico
que modela o caminho de uma bola de basquete?" Os alunos tentam modelar esse
relacionamento com linhas que falham e depois com parábolas. A conclusão é que,
embora as linhas fossem adequadas para a modelagem matemática que fazemos em nosso
mundo, precisamos de um novo tipo de função, se quisermos descrever novos
relacionamentos.

b. Instrução direta

Em duplas os alunos recebem o material e as instruções para realizarem as


atividades no site.

No caso de o professor estar utilizando o material para sala de aula, deve dar as
instruções e entregar as folhas de atividades para cada dupla.

Verificação do entendimento

Acompanhe como as duplas estão realizando as atividades e faça intervenções


quando julgar necessário.

Encerramento

Faça perguntas que ajudem os alunos a perceber a importância da aula e que


possam levá-los à reflexão, por exemplo: “Como você usará estas informações na sua
vida? ” Mesmo que não respondam adequadamente, é uma forma de fazerem uma
conexão sobre como entendem o que aprendem em sala de aula e a vida.

Materiais e recursos

Esta atividade deve ser realizada no laboratório de Informática, ou ser adaptada


para uso pelo professor de notebook e datashow em sala de aula.

Caso o professor tenha acesso ao laboratório de informática, deve primeiramente


se cadastrar no site e criar uma classe, para que os alunos possam realizar a atividade e
acompanhar os resultados.
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Para a adaptação da atividade, sugerimos que o professor use o notebook e


datashow, e assim, cada passo da atividade será acompanhada pelos alunos.

Materiais instrucionais: somente no caso de não estarem em um laboratório de


informática. Folha de atividades - pode ser criada pelo professor.

Recursos: laboratório de informática. Notebook ou computador; Datashow no


caso de não ter o laboratório de informática.

Avaliação

Formativa e processual, o professor vai acompanhando os alunos na realização de cada


etapa da atividade.

Atividades - para o aluno - o Plano de aula - Equações Quadráticas

Para acessar a atividade clique no link:


https://teacher.desmos.com/activitybuilder/custom/5d2b745bfe4da53fbabf8c5c

Crie a melhor reta

Ver Tela 1: criar uma linha reta que mais corresponda aos pontos azuis.
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Ver Tela 2: Antigamente as retas eram as únicas relações matemáticas que


precisávamos. Muitos modelos são lineares.

Ver a tela 3: Mas a reta não é um bom exemplo aqui! O que a sua reta mostra
sobre o que acontecerá com a bola de basquete?

Resposta:
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Ver Tela 4 - 1º Arremesso

Veja o vídeo e diga:

O que você acha? Cestou ou não cestou?

Resposta:
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Ver Tela 5 - 2º Arremesso

Veja o vídeo e diga:

O que você acha? Cestou ou não cestou?

Resposta:
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Repetir as questões até o 7º arremesso.

A partir da 11ª até a 17ª tela, discuta com os alunos as possibilidades, analisando
cada situação, solicitando que alguns alunos vão até o computador e realize a tarefa
solicitada. Importante que todos tenham a oportunidade de falar e dar sugestões ao colega
que estiver manipulando o simulador no computador.
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Da 18ª até a 25ª tela, faça juntamente com os alunos a verificação dos resultados
obtidos e discuta sobre as respostas dadas em cada uma das situações propostas. Finalize
a atividade.

2. Plano de aula - Função Exponencial e Notação Científica

A função exponencial é usada para explicar muitos fenômenos naturais e sociais.


Como exemplo, temos o crescimento populacional, a meia-vida de uma substância, a
medida da pressão atmosférica, cálculo do montante em um sistema de juros compostos.

Competências Básicas: Resolução de problemas

Habilidades: utilizar estratégias, conceitos, definições e procedimentos


matemáticos para interpretar, construir modelos e resolver problemas em diversos
contextos, analisando a plausibilidade dos resultados e a adequação das soluções
propostas, de modo a construir argumentação consistente.

Metodologia Ativa: Sala de Aula Invertida

Implementação

Nessa atividade o estudante é comunicado sobre o conteúdo/tema da aula e deve


ser incentivado a buscar conhecimento prévio em locais diferentes da sala de aula (em
casa, na biblioteca etc.). A sugestão do link abaixo fica a seu critério o professor utilizá-
la, pois você deverá saber em qual nível seus alunos se encontram para utilizar essa
autonomia.

Caso o professor tenha dificuldade de desenvolver a 1ª parte, considerando o


acesso à internet pelos alunos, sugerimos que uma aula seja disponibilizada para que o
vídeo seja exibido na própria escola, em uma sala multimídia ou por meio de um notebook
e Datashow, deixando os alunos livres para discutirem, sem a interferência do docente.

Para a 2ª Parte, é necessário que o docente disponibilize atividades para os alunos


trabalharem em grupo, o que pode ser feito também utilizando o notebook e Datashow,
exibindo as atividades que devem ser resolvidas em duplas ou em grupos.

Contexto de aprendizado - Crescimento Bacteriano e a Função Exponencial


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1ª Parte - Atividade a ser desenvolvida pelos alunos, sem a interferência do


professor

Reflita sobre as questões abaixo, após assistirem ao vídeo: Reino Monera - O


Crescimento Bacteriano e a Função Exponencial | Profs. Samuel Cunha e Paulo -
https://www.youtube.com/watch?v=4QBuyBpeDMg

Texto introdutório

As bactérias crescem exponencialmente, de modo que são capazes de colonizar


rapidamente um meio, geralmente vazio.

No entanto, depois de atingir altas densidades populacionais, eles experimentam


uma redução em seu número, até extinção total. Isso ocorre devido, por exemplo, à falta
de alimentos ou ao acúmulo de resíduos tóxicos. Essa diminuição no número de bactérias
resultantes da superpopulação também pode ser exponencial e expressa como uma
potência de base fracionária inferior a 1.

Responda as perguntas seguintes:

1. O que significa dizer que as bactérias crescem exponencialmente?

2. O que é densidade populacional?

3. O que é uma potência de base fracionária menor que 1?

4. Por que você acha que uma colônia de bactérias pode ser reduzida ou extinta?

2ª Parte - Atividade a ser desenvolvida pelos alunos em sala de aula com


orientação do professor.

Neste momento, sugere-se ao professor que a partir do tema previamente estudado


pelos alunos, crie atividades que combinem estratégias de cálculo e procedimentos
diversos, envolvendo operações com números inteiros e potenciação, assim como o uso
da notação científica.

Na Ficha de atividades segue a sugestão de exercícios a serem exploradas após


discussão com os alunos sobre o conteúdo.
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Procedimento sugerido para organização da aula

Antecipação

Nesta metodologia, os alunos devem realizar a atividade da 1ª Parte


individualmente ou em duplas, mas sem a interferência do professor. Devem ser
incentivados a responderem as questões e anotarem as dúvidas para discussão em sala de
aula.

Instrução direta

Em duplas ou grupos, os alunos recebem o material e as instruções para realizarem


em sala de aula as atividades disponíveis na 2ª parte.

Verificação do entendimento

Acompanhe como as duplas ou os grupos estão se envolvendo nas resoluções das


atividades e faça intervenções quando julgar necessário.

Encerramento

Faça perguntas que ajudem os alunos a perceber a importância da aula e que


possam levá-los à reflexão, por exemplo: “Como você usará estas informações na sua
vida? ” Mesmo que não respondam adequadamente, é uma forma de fazerem uma
conexão sobre como entendem o que aprendem em sala de aula e a vida.

Materiais e recursos

Notebook ou computador; Datashow.

Avaliação

Formativa e processual, o professor vai acompanhando os alunos na realização de


cada etapa da atividade.
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Ficha de atividades - sugestões para 2ª parte - Função Exponencial e Notação


Científica

Trabalho em grupo em sala de aula


Em um laboratório, observa-se que um grupo de bactérias diminui
exponencialmente todos os dias, 1/4 de sua população. No começo, as bactérias eram
aproximadamente 65.536.

Preencha a tabela a seguir, que relaciona os dias decorridos com a redução na


quantidade de bactérias.

Dias transcorridos Fator de decrescimento Quantidade de bactérias

0
𝟏 𝟎 𝟏 𝟎
( ) ( ) x 65536
𝟒 𝟒

5
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Respondam as questões abaixo, a partir dos dados obtidos no preenchimento da


tabela:

a) Quantas bactérias morreram no primeiro e no terceiro dia?


b) Em que momento a população de bactérias será considerada extinta? Por
quê?

Notação Científica

Analise a situação abaixo e reflita sobre o que é notação científica:

A Massa do sol é aproximadamente 333000 vezes a massa da Terra. Se a massa


da terra é 6x1024 Kg. Qual a massa do sol?

Resolução:

Primeiramente, devemos compreender a situação:

Pedem-nos a massa do sol

Para calculá-la, devemos multiplicar, mas antes iremos converter 330000 para
notação científica:

330 000 = 3,3 x 105

Agora podemos calcular a massa do sol:

3,3 × 105 × 6 × 1024 = 1,98 × 1030

Considerando o exemplo acima, responda:

A massa de um vírus é de 10-21 kg; o de um homem, 70 kg. Qual é a relação entre


a massa de homem e a massa do vírus? Faça os cálculos e marque a resposta:

a) 17 x 10-22 b) 7 x 10-24 c) 7 x 1022 d) 7 x 1024

O menor ser vivo conhecido é um vírus, que pesa aproximadamente 10-18. O maior
conhecido é a grande baleia azul, que pesa aproximadamente 138 toneladas. Quantos
vírus seriam necessários para conseguir o peso de uma baleia?
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2
Uma população de 810 000 insetos decresce de seu total, por ação de um
3
predador natural a cada ano. Complete a tabela abaixo e responda as questões.

Anos transcorridos Fator de tamanho da população


decrescimento

0 2 0 2 0
( ) x 810 000 = 810 000
( ) 3
3

1 2 1 2 1
( ) x 810 000 = 540 000
( ) 3
3

2 2 2
( )
3

3 2 3
( )
3

a) Em quanto tempo essa população chegará à sua quarta parte?


b) Em que ano a população chegará a 240000 insetos?
c) Quantos insetos terão diminuído no terceiro e quarto ano?
d) Depois de quantos anos se extinguirá esse tipo de inseto?

Observação: Professor, veja que as atividades utilizam cálculos simples, mas


desenvolvem no aluno a capacidade de interpretar e compreender os problemas. Explore
essas atividades e crie outras que forem necessárias para que o conteúdo seja
compreendido e aprendido.
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3. Resolução de Problemas 2 - Atividades

Introdução

Esta sugestão está baseada em atividades de resolução de problemas com o


objetivo de estruturar o pensamento e criar estratégias de solução. Alunos
matematicamente proficientes conseguem explicar por meio da linguagem matemática
conceitos e soluções, utilizando dados gráficos, tabelas e descrições verbais.

São atividades criadas pelo projeto de Avaliação de Matemática, disponível para


docentes usarem com a licença Creative Commons.

Site: https://www.map.mathshell.org/ . Acesso em 11/09/2019

Competências Básicas: Resolução de Problemas

Habilidades: Utilizar estratégias, conceitos, definições e procedimentos


matemáticos para interpretar, construir modelos e resolver problemas em diversos
contextos, analisando a plausibilidade dos resultados e a adequação das soluções
propostas, de modo a construir argumentação consistente. Organizar informações sobre
problemas

Metodologia Ativa: Atividades em grupos

Avaliação

Formativa e processual, o professor vai acompanhando os alunos na realização de


cada etapa da atividade.

O objetivo é fazer com que os alunos realizem as três atividades, para depois o
professor abrir uma discussão sobre as estratégias usadas para as soluções. Obviamente o
professor deve mediar o processo, para que os alunos não se sintam frustrados e desistam
de resolver os problemas. A quantidade de aulas necessárias deve ser avaliada pelo
professor.
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ATIVIDADE 1. Organizando um torneio de Ping Pong

Você está com a tarefa de organizar um torneio de ping pong em sua escola. As
opções abaixo devem ser seguidas:

● 7 jogadores participantes para jogar individualmente;


● cada jogador deverá jogar uma vez com cada um dos outros.

Considerando as regras acima, responda as questões:

a) Nomeie os jogadores de A, B, C, D, E, F, G e complete a lista abaixo,


formando os pares que irão jogar:

AvB BvC ……..

AvC BvD --------

Existem quatro mesas no clube e cada jogo leva meia hora. A primeira partida
começará às 13:00.

Copie e preencha a tabela abaixo para mostrar a ordem dos jogos, de forma que o
torneio leve o menor tempo possível. Lembre-se que um jogador não pode estar em dois
lugares ao mesmo tempo! Pode não ser necessário usar todas as linhas e colunas da tabela.
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Início do Jogo Mesa na qual o jogador vai estar


(tempo)
Mesa 1 Mesa 2 Mesa 3

1:00 AvB

1:30

2:00

2:30

3:00

3:30

4:00

ATIVIDADE 2. Projetando uma caixa para embalar 18 doces

Você trabalha em uma companhia de projetos de design e


tem a função de desenhar uma caixa que caiba 18 doces. Cada doce
tem 2 cm de diâmetro e 1 cm de espessura.

A caixa deve ser feita de uma única folha de cartão com o


mínimo de corte possível.

No papel quadriculado abaixo, mostre claramente


como o cartão pode ser dobrado e colado para formar a
caixa.
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ATIVIDADE 3. Cálculo do índice de massa corporal

Esta calculadora é usada para ajudar os adultos a descobrir se estão com o peso
médio indicado. A calculadora abaixo está disponível no site:

https://www.tuasaude.com/calculadora/imc/

Professor, utilize o notebook e data show para que os alunos tenham acesso à
calculadora ou peçam que eles utilizem o celular, baixando um aplicativo de cálculo de
IMC. Há diversos modelos para serem escolhidos.

Fixe a altura em 2 metros. Preencha a tabela abaixo e responda as questões:

PESO (Kg) 60 70 80 90 100 110 120 130 140

IMC

a) Qual é o maior IMC para alguém que está abaixo do peso?


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b) Qual é o menor IMC para alguém que está acima do peso?


c) Quando você dobra o peso, o que acontece com o IMC?
d) Você consegue encontrar uma regra para calcular o IMC a partir do peso?
e) Fixe o peso em 80 kg e tente variar a altura.
f) Quando você dobra a altura, o que acontece com o IMC?
g) Você consegue encontrar uma regra para calcular o IMC a partir da altura?

Desenhe um gráfico para mostrar a relação entre a altura e o IMC.

Nota para os alunos: se você colocar suas próprias medidas nesta calculadora,
não leve os resultados muito a sério! Ele foi projetado para adultos que pararam de crescer
e fornecerá resultados enganosos para crianças ou adolescentes!

NOTAS SOBRE OS PROBLEMAS PARA OS PROFESSORES:

ATIVIDADE 1. Organizando um torneio de Ping Pong

Os alunos devem perceber rapidamente que é impossível usar as quatro mesas


simultaneamente, pois há apenas sete jogadores. Em cada ocasião, portanto, alguém tem
que descansar. Uma maneira possível de organizar as partidas é mostrada abaixo.

Início das
Mesa 1 Mesa 2 Mesa 3
Partidas
1.00 AvB CvD EvF G sobra
1.30 CvA EvB GvD F sobra
2.00 EvC GvA FvB D sobra
2.30 GvE FvC DvA B sobra
3.00 FvG DvE BvC A sobra
3.30 DvF BvG AvE C sobra
4.00 BvD AvF CvG E sobra

Essa solução foi obtida escrevendo todos os nomes dos jogadores em pedaços de
papel e colocando-os ao lado das três tabelas, como mostrado. A cada meia hora, os

G SOBRA
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jogadores se movem um lugar no sentido horário. Desta forma, cada jogador joga contra
todos os outros uma vez. Também é "justo" de outras maneiras; cada jogador joga em
cada lado de cada mesa exatamente uma vez. Observe que, se houvesse 8 jogadores, as
partidas não demorariam mais. O jogador adicional pode jogar com o jogador em repouso.

ATIVIDADE 2. Projetando uma caixa para embalar 18 doces

Projetando uma caixa para 18 doces de diferente maneiras. Por exemplo:

Cada arranjo levará a um design de caixa diferente. Suas dimensões podem ser
calculadas teoricamente ou uma abordagem mais concreta pode ser adotada, desenhando
doces redondos com dimensões apropriadas. Além disso, qualquer projeto pode ser
construído a partir de maneiras diferentes. Alguns projetos possíveis de caixas são
ilustrados a seguir:

ATIVIDADE 3. Cálculo do índice de massa corporal

É fácil encontrar os limites em que alguém fica abaixo do peso/acima do


peso/obeso, se uma variável for mantida constante enquanto o outro varia
sistematicamente. Os limites ocorrem em:
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Para descobrir como a calculadora funciona, é melhor esquecer os valores realistas


de altura e peso e simplesmente manter uma variável constante enquanto altera a outra
sistematicamente. Por exemplo, se os alunos mantiverem a altura constante a 2 metros
(não se preocupe se isso é realista!), eles obterão a seguinte tabela e/ou gráfico:

PESO 60 70 80 90 100 110 120 130 140


(Kg)

IMC 15 17,5 20 22,5 25 27,5 30 32,5

magreza normal sobrepeso obesidade

Esta tabela irá variar conforme a precisão dos dados inseridos na calculadora
escolhida, como sexo, idade, atividade física. Importante levar os alunos a pensarem que
cada um desses dados se torna uma variável para obter os resultados. Mas para essa
atividade, é importante que algumas dessas variáveis fiquem fixas para se comparar os
resultados.

A partir disso, observa-se uma relação proporcional entre peso e IMC. (Se você
dobrar peso, você dobra o IMC; Aqui IMC = Peso /4). Se eles agora mantiverem o peso
constante e dobrarem a altura, verão que o IMC diminui em um fator de 4. Essa é uma lei
do quadrado inverso, que pode estar fora da experiência de muitos estudantes. No entanto,
eles podem ser capazes de explorar o relacionamento por meio de gráficos. Portanto, se
o IMC é proporcional ao peso e inversamente proporcional ao quadrado da altura, faz
sentido tentar a relação IMC = k x (peso) / (altura) 2. O resultado é que k = 1.

Professor, nos documentos que foram enviados para as intervenções de Língua


Portuguesa e Matemática, aulas dos sábados letivos que aconteceram no primeiro
semestre, também há muitas referências e exemplos de planos de aulas e atividades que
podem servir de apoio para seu trabalho.
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REFERÊNCIAS

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Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: A
Aprendizagem do Sistema de Escrita Alfabética. Brasília. MEC, SEB, 2012.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à


Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Construção
do Sistema de Numeração Decimal. Brasília. MEC, SEB, 2014.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à


Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Jogos na
Alfabetização Matemática. Brasília. MEC, SEB, 2014.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Programa Gestão da


Aprendizagem Escolar - Gestar II. Matemática: Atividades de Apoio à Aprendizagem
1 - AAA1: matemática na alimentação e nos impostos (Versão do Aluno). Brasília:
Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13053.
Acesso em 11/09/2019.

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Ajuda. Brasil: Cultural, 2009.

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MORAIS, Artur G. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

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Solange e outros (Orgs). Novas Tecnologias Digitais: Reflexões sobre mediação,
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Contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações
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Foto-PROEX/UEPG, 2015

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PESQUISAS EM COMUNICAÇÃO, 9., Resende, 2014. Anais... Resende: Associação
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invertida para o aprendizado de língua portuguesa no ensino médio de escola pública

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Aplicação de sala de aula invertida para o aprendizado de língua portuguesa no
ensino médio de escola pública. UNICAMP: NIED tecnologias, sociedade e
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