Psicologia Infantil
Psicologia Infantil
Psicologia Infantil
Porto Alegre
2009
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Porto Alegre
2009
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AGRADECIMENTOS
RESUMO
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...................................................................................... 5
2 OBJETIVOS.......................................................................................... 7
3 REVISÃO DE LITERATURA................................................................. 8
4 METODOLOGIA.................................................................................... 18
4.2 Contexto.................................................................................. 18
4.3 Amostra................................................................................... 19
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................. 25
REFERÊNCIAS........................................................................................ 26
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1 INTRODUÇÃO
O apego foi conceituado por Bee (2003) como uma variação do vínculo
afetivo, onde existe a necessidade da presença do outro e um acréscimo na
sensação de segurança na presença deste. No apego o outro é visto como uma
base segura, a partir da qual o indivíduo pode explorar o mundo e experimentar
outras relações. O relacionamento pais e filhos pode ser usado para exemplificar a
diferença existente entre apego e vínculo afetivo. O sentimento do bebê em relação
a seus pais é um apego, na medida em que ele sente nos pais a base segura para
explorar e conhecer o mundo à sua volta. O sentimento dos pais em relação ao filho
é mais corretamente descrito por vínculo afetivo, já que os pais não experimentam
um aumento em seu senso de segurança na presença do filho, e tampouco o filho
tem para os pais a característica de base segura.
Segundo Neme et al. (2008) o vínculo do bebê com sua mãe nos primeiros
anos de vida é considerado, na abordagem psicanalítica, como sendo fundamental
para o desenvolvimento e construção das estruturas afetivas da criança. Embora a
maioria das crianças desenvolvam apego, o tipo e a qualidade variam muito. Para
Goodman e Scott (2004) em termos de desenvolvimento é importante lembrar que
os apegos inseguros podem muito bem ser respostas adaptativas às circunstâncias
desfavoráveis, assim como a restrição do crescimento, o nanismo, é uma resposta
adaptativa à má nutrição crônica. Diversas doenças infantis, tais como transtornos
respiratórios, alimentares e dermatológicos, têm etiologia desconhecida e muitas
vezes estão relacionadas a fatores emocionais.
Durante a realização do estágio da disciplina de Enfermagem no Cuidado à
Criança em uma Unidade de Internação Pediátrica vivenciei a experiência de cuidar
de uma menina com diagnóstico de desnutrição grave. O quadro patológico de
desnutrição que a criança apresentava era diagnosticado primariamente como um
distúrbio de vínculo afetivo entre a mãe e a criança. Assim, surgiram várias
inquietações a respeito desse assunto: Qual era a relação de apego entre essa
criança e seus cuidadores? Como pode uma mãe não alimentar adequadamente
sua filha? O que significava para a mãe ver sua filha não crescendo e
desenvolvendo-se equilibradamente para a idade apresentada e não fazer nada?
Como a psicopatologia da mãe pode influenciar a saúde de uma criança?
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2 OBJETIVOS
3 REVISÃO DA LITERATURA
Bee (2003) afirma que a influência teórica mais forte nos estudos do
relacionamento do bebê com os pais é a Teoria do Apego, sobretudo o trabalho de
Jonh Bowlby e Mary Ainsworth.
Brum e Schermann (2004) relatam que, numa perspectiva histórica, o início
do estudo das primeiras relações encontra-se no trabalho de Freud, cuja
argumentação é de que a criança possui necessidades fisiológicas que devem ser
satisfeitas, sobretudo de alimento e conforto, e que o bebê se torna interessado em
uma figura humana, especificamente a mãe, por ela ser a fonte de sua satisfação.
Assim, a vinculação com a figura materna é vista como impulso secundário, ou
seja, que o bebê se liga à mãe afetivamente como conseqüência de esta ser o
agente de suas satisfações fisiológicas básicas.
O próprio Jonh Bowlby acentua que sua teoria, embora incorporando muito do
pensamento psicanalítico, distancia-se da psicanálise de Freud, pois a teoria do
apego confere uma nova dimensão para a compreensão da natureza e origem dos
vínculos afetivos. Segundo ele, até meados da década de mil novecentos e
cinquenta predominava uma concepção de que a formação e manutenção dos
vínculos sustentavam-se na necessidade de satisfazer certos impulsos, como a
alimentação na infância. Em contrapartida, ele alicerça sua teoria no pressuposto,
amparado pelo relato de farta pesquisa empírica, de que existe nos bebês uma
propensão inata para o contato físico com um ser humano, o que significa a
existência da “necessidade” de um objeto independente do alimento, tão primária
quanto a “necessidade” de alimento e conforto (RAMIRES, 2003).
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4 METODOLOGIA
4.2 Contexto
4.3 Amostra
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2006.