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1 Direitos:
1
O projeto ou a proposta de lei afetará os direitos das mulheres ou
.
dos homens de forma direta ou indireta?
1
Notas:
2 Acesso:
2
O número de homens e mulheres que beneficiam da aplicação da lei
.
é igual?
1
Notas:
2
. A lei permite que os homens e mulheres participem de igual modo?
2
Notas:
3 Recursos:
3 Homens e mulheres têm o mesmo acesso aos recursos (tempo,
. financeiros, informação) necessários para poderem beneficiar da
1 aplicação da lei?
Notas:
3
A lei promove uma distribuição igual de recursos entre homens e
.
mulheres?
2
Notas:
4 Normas e Valores:
4 Caso a lei entre em vigor, os estereótipos de género, bem como as
. normas e valores sociais e culturais, irão afetar homens e mulheres
1 de forma diferente?
Notas:
5- Conclusão/propostas de melhoria
Nada a apontar.
Notas de Preenchimento
1 – Identificação da iniciativa
Identificação formal da iniciativa com uma breve descrição do conteúdo e objetivos a atingir.
3 – A iniciativa consiste num ato normativo de caráter meramente repetitivo e não inovador?
Este ponto permite aferir da dispensa de avaliação prévia de impacto de género. Uma iniciativa legislativa pode ser considerada
um ato normativo repetitivo e não inovador em relação a legislação já existente, sendo que, alterações repetitivas e sem
qualquer elemento inovador dispensam avaliação prévia. Se a resposta à questão for afirmativa, o preenchimento da ficha de
avaliação estará concluído, pois a iniciativa não carece de avaliação prévia de impacto de género. Se a resposta for negativa, a
avaliação prossegue através do preenchimento dos pontos subsequentes.
1. Direitos: pretende-se aferir se e de que forma a aprovação da norma afeta os direitos de homens e mulheres “alvo” da
medida; no caso de resposta afirmativa pretende-se saber se se trata de um impacto direto ou indireto.
1.1. Considera-se que há um impacto direto quando afeta o acesso das pessoas a recursos (concessões, posições, empregos,
composição de comissões, etc.). Regista-se um impacto indireto quando a lei afeta os meios de provisão (ou forma de acesso)
a certos recursos ou serviços, por trás dos quais estão pessoas como beneficiários finais.
2. Acesso: avalia o número de homens e mulheres que beneficiam da aplicação da norma e se há igualdade de
participação/acesso entre homens e mulheres.
2.1. Tem como objetivo verificar se o benefício da aplicação da medida é equitativo entre homens e mulheres (ex.: aumento de
reformas);
2.2. A medida permite igualdade de participação entre homens e mulheres (ex.: abertura de maior número de vagas em
universidades).
3. Recursos: analisa a igualdade de acesso aos recursos necessários para que possa beneficiar da aplicação da medida e,
simultaneamente, se a distribuição de recursos proporcionada pela medida é equitativa.
3.1. Mede se homens e mulheres tem o mesmo acesso a recursos (tempo, financeiros, informação) necessários para poderem
beneficiar da aplicação da lei. Ex: licenças de maternidade/paternidade, esperança média de vida, salário médio, acesso à
saúde, etc.
3.2. Pretende verificar se a distribuição de recursos potencialmente previstos na lei é realizada de modo igual entre homens e
mulheres, podendo existir situações em que as medidas incidem sobre uma população alvo com predominância de um dos
géneros (ex.: reformas, abonos de família, desemprego, setor de atividade, rendimentos, etc.).
4. Normas e Valores: avalia o impacto das normas sociais e dos papéis associados a cada género e de que forma é que se
poderá contribuir para promover a igualdade de género nestes aspetos.
4.1. No caso de a norma entrar em vigor, pretende avaliar se os estereótipos de género, bem como as normas e valores culturais
vigentes irão afetar de forma diferenciada homens e mulheres, nomeadamente em áreas como a divisão de trabalho,
organização da vida privada, organização da cidadania, representatividade em órgãos de decisão, etc.
4.2. Tem como objetivo verificar e avaliar se os estereótipos de género, bem como as normas sociais e valores sociais existentes
serão uma barreira para o usufruto pleno dos benefícios da lei. Importa compreender se aspetos decorrentes da organização
da vida privada, representação em órgãos de decisão, diferenças salariais, divisão de trabalho, violência doméstica, etc. são
barreiras impeditivas da maximização dos benefícios que são concedidos pela Lei.
5 – Conclusão/propostas de melhoria
Este ponto permite a apresentação das conclusões da avaliação prévia de impacto de género, e, quando necessário face à
avaliação dos resultados prováveis da medida, apresentar propostas de melhoria ou recomendações, quanto à redação do
projeto ou quanto às medidas tendentes à sua execução, nomeadamente através de: i) Medidas adicionais, para melhorar o
impacto de género; ii) Modificação de medidas existentes iii) Alteração à linguagem e aos conceitos utilizados; iv) Medidas
complementares ou dirigidas a outros departamentos relevantes para a implementação da medida; v) sugestões de
acompanhamento da execução.
Exemplos de ações:
i) Promoção e incorporação da perspetiva de género: melhorando o conhecimento da situação de diferencial entre os homens
e mulheres desencadeando um procedimento de participação de pessoas especializadas em igualdade de género;
ii) Incentivar a participação equilibrada de mulheres e homens em órgãos de decisão públicos e privados;
iii) Integrar medidas de ação positiva (para mulheres, envolvimento dos homens a favor da igualdade) ou aparentemente
neutras, mas com impacto positivo (vitimas de violência, famílias monoparentais, para os que assumem apoio a pessoas
dependentes, etc.);
iv) Diminuição das desigualdades das mulheres que sofrem de múltipla descriminação (por idade, classe social, opção sexual,
incapacidade, etnia, nacionalidade, etc.);
v) Inclusão de medidas proibitivas ou sancionatórias de comportamentos (descriminação por razões de sexo, pela existência
de linguagem ou imagens sexistas, etc.);
vi) Complementar a implementação dos objetivos das medidas com ações de reforço de divulgação, sensibilização, formação,
ações de acompanhamento da implementação, regulamentação da medida, criação de serviços ou estruturas e
estabelecimento de prazos para avaliação de resultados obtidos.