O Pirata
O Pirata
O Pirata
O pirata tem uma espada muito afiada, uma meia dúzia de canhões,
pode-se dizer que ele já enfrentou muitos perigos na sua vida em terra e em
alto mar. Quando chega a alguma cidade portuária, de longe os moradores
podem ver seu navio e temer. Pois o pior está prestes a acontecer.
Ele é violento, tem má fama, sequestra pessoas, rouba tudo o que elas
possuem de valor ou o que lhe convier, desde comidas, vestimentas a moedas
de ouro. Todos os que o conhecem chegam a tremer de medo.
Esse homem esperto, hábil, bravo, ganancioso, que usa sua força para
saquear os tesouros das outras pessoas está à procura da ilha perdida, onde
existe muito ouro, muito mais ouro do que ele já conseguira saquear em sua
vida.
Por sorte usando uma luneta ele vê ao longe a suposta ilha perdida. O
pirata caolho consegue vencer as grandes ondas do mar e ancorar próximo da
praia. Seu coração se agita de alegria. É noite de festa, todos os marinheiros
comem, bebem, cantam e dançam praticamente a noite inteira.
Quando chega à praia sabe que tem que caminhar para dentro da mata.
A primeira atividade é encontrar água potável. Depois os marinheiros e
escravos têm que encontrarem papagaios e outros animais na mata e
aprisioná-los em gaiolas para depois vendê-los, nas cidades em que a pirataria
domina.
Um, dois, três marujos correm na frente com a intenção de encher os bolsos,
mas assim que põem as mãos no tesouro viram estátua, brilhante de puro
ouro. Ao verem o acontecido os outros tripulantes ficam assustados e preferem
observar o local antes de tocar em mais alguma coisa.
É então que eles veem em uma das paredes da caverna algo escrito.
“Aquele que for ganancioso e tocar no tesouro morrerá.” A inscrição na parede,
aquele lugar, tudo passou a ter algo de terrível e assustador. Assim a maioria
da tripulação foge deixando apenas o capitão com seus marujos em forma de
estátua de ouro na caverna.
Calisto Read não consegue acreditar no que está vendo. No que acabara
de acontecer com seus marinheiros. Havia muitos outros piratas também
transformados em estátua. Sentiu um frio percorrer a extensão de sua coluna,
um calafrio medonho, como nunca havia sentido, que ele acabou dando no pé.
Calisto Read ficava com metade do dinheiro das obras que vendia e a
outra parte ele doava para pessoas pobres e necessitadas da região em que
vivia.