Procedimentos: Gustavo Cedro Souza Laís Fernanda Correia Pimentel
Procedimentos: Gustavo Cedro Souza Laís Fernanda Correia Pimentel
Procedimentos: Gustavo Cedro Souza Laís Fernanda Correia Pimentel
YELLOWBOOK
PROCEDIMENTOS
2022
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YELLOWBOOK PROCEDIMENTOS
CEDRO, Gustavo; FERNANDA, Laís. Yellowbook procedimentos. 1. ed. Salvador, BA: Editora Sanar, 2022.
28. ACESSO VENOSO CENTRAL
Laís Fernanda Correia Pimentel
Gustavo Cedro Souza
Marconi Moreno Cedro Souza
MATERIAIS NECESSÁRIOS
Máscara Cateter
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ACESSO VENOSO CENTRAL
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Lembrar sempre de Administrar anestésico local via subcutânea e
aspirar a agulha antes de profundamente no local de inserção. Utilizar lidocaína a 1%
injetar o anestésico.
sem epinefrina.
Passar o fio-guia
pela agulha, com a
orientação da
ponta J medialmente.
Após a passagem do
fio-guia, remover a
agulha.
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Passar o dilatador sobre o fio-guia usando um movimento de
saca-rolhas, criando um trato maior para a colocação do cateter. Remover o dilatador,
mantendo o fio-guia no local.
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Introduzir o cateter sobre o fio-guia para dentro do vaso. Inserir o cateter sobre
o fio-guia até uma profundidade predeterminada. Remover o fio-guia.
Conectar o cateter
ao equipo de soro e testar
sua permeabilidade.
Após a colocação do
cateter, o sangue deve ser
aspirado de cada porta e,
em seguida, cada porta
deve ser lavada.
Fonte: Daria Serdtseva/Shutterstock.com
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Suturar o cateter
na pele e colocar curativo
sobre o cateter.
Solicitar uma
radiografia de tórax.
VEIA SUBCLÁVIA
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Infraclavicular: A agulha é
inserida 2 a 3 cm abaixo do ponto
médio da clavícula (aproximadamente
1 a 2 cm lateral à curva da clavícula)
e dirigida apenas posteriormente à
fossa supraesternal/fúrcula. Com o
bisel da agulha para cima, puncionar
a pele na junção dos terços médio e
proximal da clavícula. Com a agulha
paralela a pele, direcionar a agulha
à fúrcula esternal, inserindo-a por
trás da clavícula. Aspirar a seringa
continuamente durante a inserção da
agulha.
Fonte: Banco de Imagens Sanar.
VEIA FEMORAL
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INDICAÇÕES
Acesso venoso periférico inadequado.
Monitorização hemodinâmica:
permite a medição da pressão venosa central, saturação da oxi-hemoglobina venosa
(ScvO2) e parâmetros cardíacos (via cateter de artéria pulmonar).
Terapias extracorpóreas:
o acesso venoso de grande calibre é necessário para suportar o fluxo de alto volume
necessário para muitas terapias extracorpóreas, incluindo hemodiálise, terapia de subs-
tituição renal contínua e plasmaférese.
CONTRAINDICAÇÕES
CONTRAINDICAÇÕES RELATIVAS
Coagulopatia e trombocitopenia.
Distorção anatômica.
Necessidade de mobilidade.
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COMPLICAÇÕES
Pneumotórax ou hemotórax.
Trombose venosa.
Fístula arteriovenosa.
Quilotórax.
Infecção.
Embolia gasosa.
Posicionamento inadequado.
Sangramento e hematoma.
Arritmias.
SAIBA MAIS
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Fonte: Banco de Imagens Sanar. Fonte: Banco de Imagens Sanar.
Em relação à veia jugular interna direita, podem ser usados dois métodos para definir a profundi-
dade de inserção do cateter.
A primeira é a fórmula descrita por Peres: altura (cm)/10.
O segundo método é feito por meio da mensuração topográfica, que é feita colocando-se o
cateter naturalmente com curvatura própria sobre a pele (sem contato direto com a pele), a partir
do ponto de inserção da agulha através da incisura clavicular ipsilateral, e até o ponto de inserção
da segunda cartilagem costal direita com a articulação manúbrio-esternal.
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COMO FAZER O CURATIVO NOS PRIMEIROS DIAS?
Para fazer o curativo você deve calçar a luva de procedimentos, retirar delicada-
mente o curativo anterior com uma pinça dente de rato ou luva de procedimento,
observando o aspecto da inserção e da gaze retirada.
Descarte o material em saco plástico, inclusive as luvas se utilizadas na remoção
do curativo anterior.
Calce as luvas (procedimentos se usar a pinça Kelly ou estéreis).
Limpe o local de inserção do cateter com gaze embebida de solução fisiológica.
Seque com gaze estéril, observando o aspecto da inserção e da pele ao redor.
Passe a gaze embebida em clorexidina na inserção do cateter.
Oclua com gazes esterilizadas e fixe com adesivo. Ou oclua o cateter com filme
transparente, preferencialmente.
Visualização no ultrassom:
Veias = formato oval com paredes finas e mais facilmente comprimidas com leve
pressão, veias geralmente se distendem com manobras que impedem ou aumentam
o retorno venoso.
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Artérias = circulares com paredes mais grossas e menos facilmente comprimidas,
apresentam pulsação arterial.
Passo a passo:
1º passo: assepsia e antissepsia do operador e do paciente, colocação de campos
estéreis, utilização de dispositivos estéreis protegendo o transdutor (luva estéril ou
dispositivo específico de transdutor, colocação de gel estéril entre a interface do trans-
dutor e da superfície corpórea do paciente).
Observação: a técnica pode ser realizada com dois operadores, ou seja, um posicio-
nando o transdutor e o outro realizando a punção, ou um operador realizando todo o
procedimento.
2º passo: posicionar a orientação do transdutor em relação às estruturas anatômicas
pode ser com eixo transversal (eixo curto) ou eixo longitudinal (eixo longo). A diferen-
ciação das estruturas anatômicas se faz por meio de movimentos de compressão,
utilizando o transdutor.
3º passo: deve-se posicionar a veia no centro do monitor e realizar a inserção da
agulha em um ângulo de 45 graus em relação ao transdutor e equidistante deste com
a veia. Uma vez ultrapassado a pele no sentido transversal com a agulha, deve-se
progredir a agulha em direção à parede anterior da veia, tendo como referência sua
movimentação.
4º passo: após certificar de que a agulha está dentro da veia, por meio da aspiração de
sangues pelo embolo, retira-se o embolo e introduz o fio pela técnica usual (Seldinger).
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Eixo tranversal (eixo curto). A – demonstrando artéria carótida direita em amarelo e
veia jugular interna direita em verde; B – Sinal de colabamento de veia jugular interna
com realização de compressão do transdutor (sinal de compressibilidade).
REFERÊNCIAS
1. Alan CH, Mark PA. Overview of central venous access in adults. UpToDate,
2021[acesso em 11 nov 2021]. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/
overview-of-central-venous-access-in-adults.
2. Vinay M, Tejesh CA. Depth of insertion of right internal jugular central venous catheter:
Comparison of topographic and formula methods. Saudi J Anaesth . 2016; 10 (3):
255-258. doi: 10.4103 / 1658-354X.174904- Índia
3. Yoon Ji Choi, Kyung-Don Hahm, Koo Kwon, Eun-Ho Lee, Young Jin Ro, Hong Seuk
Yang. Previsão do comprimento de inserção de cateter em veia subclávia direita à
beira do leito. Rev Bras Anestesiol. 2014;64 (6): 419 -424.
4. Gaynes R, Jacob JT. Intravascular catheter-related infection: Prevention. UpToDate,
2021[acesso em 5 nov 2021]. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/
intravascular-catheter-related-infection-prevention.
5. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de Infecção
Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa: 2017.
6. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Acesso venoso central por
cateteres de curta permanência. Uberaba: Núcleo de Protocolos Assistenciais
Multiprofissionais do HC-UFTM; 2017.
7. Alan CH, Mark PA. Placement of subclavian venous cetheters[acesso em 5 nov
2021]. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/placement-of-subclavian-
venous-catheters.
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