Novo Regimento Interno Tjse
Novo Regimento Interno Tjse
Novo Regimento Interno Tjse
O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE, no uso das suas atribuições, conferidas pelo art. 96, I,
“a” da Constituição Federal, do art. 105, I, da Constituição Estadual do Estado de Sergipe e do art. 10 da Lei
Complementar Estadual nº 88, de 30 de outubro de 2003 (Código de Organização Judiciária do Estado de Sergipe),
e tendo em vista o que consta no processo SEI nº 0017895-41.2022.8.25.8825,
R E S O L V E:
Art. 1º Aprovar o Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, parte integrante desta Resolução.
Sala das Sessões do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, em Aracaju, capital do Estado, aos onze dias do mês
de janeiro do ano de dois mil e vinte e três.
Seção II - Do Relator............................................................................................................................................................... 13
Seção II - Da Pauta.................................................................................................................................................................. 36
Seção I - Da Súmula................................................................................................................................................................ 76
Art. 2º O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, com sede na capital e jurisdição em todo o Estado,
compõe-se por Desembargadores, conforme estabelecido pelo Código de Organização Judiciária do
Estado de Sergipe, nomeados em conformidade com a Constituição do Estado e das leis de regência.
I - Presidência;
II - Vice-Presidência;
CAPÍTULO I - DA PRESIDÊNCIA
III - exercer a inspeção e a correição da atividade jurisdicional do Tribunal de Justiça, de seus Órgãos
Colegiados e Membros, gabinetes e estrutura auxiliar, diretamente ou por delegação aos órgãos da estrutura
administrativa;
IV - analisar os pedidos de mutirão e outras medidas de apoio feitas pelos gabinetes dos Desembargadores e
pelas demais estruturas auxiliares de segunda instância;
V - publicar, mensalmente, os dados estatísticos sobre os trabalhos do Tribunal de Justiça, nos termos deste
regimento;
VIII - promover a aposentadoria de Magistrado, por implemento de idade ou por invalidez comprovada;
XII - encaminhar, ao Governador do Estado de Sergipe, a lista tríplice para nomeação de Desembargadores
nas vagas destinadas aos Membros do Ministério Público e aos Advogados;
XIII - apreciar os expedientes relativos aos Servidores da justiça de primeira e segunda instâncias;
XIV - baixar os atos relativos às promoções, remoções, permutas, transferências e readaptações dos
Servidores;
XVI - conceder licença e férias aos Servidores e aos Magistrados, ouvido o Tribunal Pleno quanto a estes
últimos;
XVIII - prover, baixando os atos necessários, os cargos públicos no âmbito do Poder Judiciário;
XIX - empossar o Juiz de Paz eleito na forma do Código de Organização Judiciária e das Constituições Federal
e Estadual;
XX - receber e processar as denúncias relativas aos Desembargadores e encaminhar ao Tribunal Pleno, quando
for o caso, a proposta de instauração de processo administrativo disciplinar;
XXIII - elaborar e encaminhar ao Poder Legislativo, após aprovação do Tribunal Pleno, a proposta
orçamentária do Poder Judiciário, bem como os pedidos de abertura de créditos extraordinários, especiais ou
suplementares;
XXIV - designar:
b) os Juízes de Direito indicados pelo Corregedor-Geral da Justiça para exercer as funções de Juízes-
Corregedores;
c) os Juízes de Direito indicados pelo Corregedor-Geral da Justiça para exercer a direção de fórum;
b) a criação de comitês, bem como sua composição, quando não lhe couber designação direta;
XXVII - designar, quando autorizado pelo Pleno, os membros dos comitês instituídos;
XXVIII - presidir as sessões do Tribunal Pleno e do Conselho da Magistratura, assim como convocar sessões
extraordinárias destes Órgãos;
a) dos julgamentos de natureza administrativa, salvo quando tiverem por objeto ato discricionário da própria
Presidência;
XXXI - proferir voto de desempate, quando não tiver participado do julgamento, vedada, em qualquer hipótese,
em feitos administrativos ou judiciais, votar mais de uma vez, ainda que mantido o empate colegiado;
XXXII - expedir precatórios e requisitar o pagamento de débito nas execuções contra a Fazenda Pública e
ordenar o sequestro de rendas, nos casos previstos na Constituição, bem como baixar normas relativas ao seu
processamento, nos termos deste regimento;
XXXIV - determinar a distribuição dos recursos e outros feitos da competência do Tribunal e das Câmaras,
julgando o recurso interposto das decisões dos Juízes Auxiliares;
XXXVI - Relatar:
a) a medida cautelar que busca conferir efeito suspensivo aos recursos para os Tribunais Superiores, nos casos
em que ainda não tenha sido proferido o juízo de admissibilidade;
Parágrafo único. Não atuará como substituto do Presidente o Corregedor-Geral da Justiça ou Desembargador
que já esteja substituindo outra função da mesa diretora ou que atue no Tribunal Regional Eleitoral.
Art. 7º O Presidente será assessorado por 2 (dois) Juízes de Direito provenientes da entrância final, cuja
denominação será Juízes Auxiliares da Presidência, e que exercerão suas atribuições administrativas e
jurisdicionais na forma da lei, deste regimento interno e dos atos do Presidente.
§ 1º O exercício das atribuições dos Juízes Auxiliares cessa com o término do mandato do Presidente;
§ 2º Os Juízes Auxiliares, uma vez designados, podem ser dispensados dos serviços das Varas de que forem
titulares.
§ 3º Além da hipótese de que trata o caput deste artigo, a Presidência do Tribunal também poderá convocar
um Juiz Auxiliar para atuar exclusivamente na gestão e supervisão dos procedimentos relacionados aos
precatórios e requisições de pequeno valor.
I - representar o Presidente nas comissões, comitês, reuniões e outros eventos, quando necessário;
II - promover reuniões com os representantes de órgãos externos com o fito de se buscar o aprimoramento das
atividades jurisdicionais;
CAPÍTULO II - DA VICE-PRESIDÊNCIA
III - dirigir os serviços de divulgação judiciária do Diário Oficial da Justiça e outras publicações que lhe sejam
confiadas pelo Tribunal Pleno;
IV - realizar o serviço de degravação dos interrogatórios e depoimentos prestados nas sessões de julgamento
do Tribunal do Júri, nos termos estabelecidos em lei e conforme atos normativos do Tribunal;
VII - receber e indexar as determinações de destaque, acrescentar novos julgados relevantes e organizar e
formatar o boletim de jurisprudência.
Art. 10. O Vice-Presidente será substituído em seus afastamentos e impedimentos pelo Desembargador mais
antigo.
Art. 11. Cabe à Corregedoria-Geral da Justiça, órgão de inspeção, fiscalização, disciplina e orientação
administrativa nos serviços judiciários de primeira instância e dos delegatários:
a) a forma com que os Juízes de Direito, os Servidores e os delegatários servem seus cargos e seus ofícios;
e) a regularidade do exercício dos ofícios dos Delegatários no exercício de suas funções, a qualidade do serviço
prestado e a regularidade dos emolumentos recebidos.
b) ordenar o andamento dos processos pendentes, que se acharem demorados, qualquer que seja a fase em que
estiverem.
III - proceder à inspeção nas unidades prisionais do Estado e, dentre outras medidas:
a) visitá-los, verificando se está sendo obedecido o regime penal a que foi o réu condenado;
c) verificar se há alguém neles mantido ilegalmente, adotando, em cada caso, a providência legal;
e) dar audiência aos presos, cooperando com os órgãos inerentes e com os advogados;
f) verificar se há julgamentos atrasados, providenciando junto aos Juízes de Direito respectivos a conclusão
dos processos.
VII - gerir as regras dos sistemas de controle processual afetas à sua competência e determinar, aos setores
responsáveis, as correções e alterações que entender necessárias;
VIII - realizar correições que entenda necessárias ou que tenham sido determinadas pelo Tribunal Pleno;
X - analisar os pedidos de mutirão e outras medidas de apoio feitas pelas unidades judiciárias de primeira
instância;
XI - elaborar projetos estratégicos e de relevância jurídica, propor seus cadastros no plano de gestão e gerenciar
os projetos de sua iniciativa;
XIII - receber e processar as representações relativas aos Juízes de Direito, servidores e delegatários e,
conforme o caso:
c) processar e julgar o processo administrativo disciplinar em face dos delegatários, e aplicar as sanções
cabíveis.
XIV - representar ao Presidente do Tribunal quanto à aplicação de sanções disciplinares que ultrapassem de
sua competência;
XV - remeter ao Órgão competente do Ministério Público, para os devidos fins, cópias de peças dos processos
administrativos, quando houver elementos indicativos da ocorrência de crime cometido por servidor ou
delegatário;
XVII - propor a designação de Magistrados para servirem em unidades jurisdicionais, quando necessário ao
cumprimento dos princípios constitucionais e no interesse da justiça;
XVIII - indicar ao Presidente, para designação, os Juízes de Direito de entrância final para os cargos de Juízes
Auxiliares;
XIX - indicar, anualmente, nas comarcas providas de duas ou mais varas, para apreciação pelo Presidente, o
Juiz que exercerá a direção do fórum;
XX - julgar os recursos das decisões administrativas não disciplinares dos Juízes de Direito, dentre eles:
XXI - opinar, no que couber, sobre o vitaliciamento dos Juízes de Direito, bem como seus pedidos de remoção,
promoção, permuta, férias e licenças;
XXIII - regulamentar sua estrutura administrativa e o correspondente quantitativo de Servidores em cada setor,
inclusive a discriminação de atribuições dos Juízes-Corregedores.
II - a organização dos modelos, tarefas e rotinas de trabalho, quando não estabelecidos em lei;
X - custas e despesas;
I - a função correicional;
II - emolumentos e despesas;
VIII - procedimentos dos registros públicos civis de pessoas naturais, de pessoas jurídicas, de títulos e
documentos, e de imóveis;
Parágrafo único. Não atuará como substituto o Desembargador que já esteja substituindo outra função da mesa
diretora, que exerça funções administrativas no Tribunal ou que atue no Tribunal Regional Eleitoral.
§ 1º O exercício das atribuições dos Juízes Auxiliares cessa com o término do mandato do Corregedor-Geral
da Justiça;
§ 2º Os Juízes Auxiliares, uma vez designados, podem ser dispensados pelo Corregedor-Geral da Justiça dos
serviços das varas de que forem titulares.
II - auxiliar o Corregedor-Geral:
VII - proceder ao levantamento de dados estatísticos junto aos setores competentes para subsidiar o
Corregedor-Geral da Justiça na modificação da organização e divisão judiciária, assim como opinar sobre a
melhor eficiência da jurisdição, na forma da lei, das resoluções do Conselho Nacional de Justiça e deste
regimento;
I - o Tribunal Pleno;
II - o Conselho da Magistratura;
Art. 19. Os Órgãos Colegiados são compostos por gabinetes que, por sua vez, serão referenciados por
numeração, inalterável em decorrência de mudança do Desembargador que exerça a sua titularidade, nos
seguintes termos:
§ 1º Os gabinetes da mesa diretora terão o prefixo “MD”, seguido de sua sequência numérica, observado o
seguinte:
§ 2º Os gabinetes dos Desembargadores terão o prefixo “G”, seguido de sua sequência numérica, observado o
seguinte:
§ 3º Não haverá, para fins de composição de quórum ou substituição, vínculo de gabinete diverso daqueles
referenciados no §2º, salvo quando verificada a ampliação de julgamento.
§ 4º Nos casos em que seja necessária atuação definitiva de Membro que não pertença ao Colegiado ou grupo,
em substituição ao Desembargador titular originário do gabinete, abaixo da numeração do gabinete deverá
constar o nome do Membro substituto, seguido da expressão “em substituição”.
§ 6º A titularidade dos gabinetes somente poderá ser alterada nas hipóteses de vacância, transferência, permuta
ou exercício de mesa diretora.
§ 7º Ressalvadas as exceções previstas neste regimento, os feitos permanecerão nos gabinetes aos quais foram
originalmente distribuídos e serão de competência do Desembargador que exerça sua titularidade.
Art. 21. O Presidente do Tribunal de Justiça presidirá o Tribunal Pleno e o Conselho da Magistratura; a Seção
Especializada Cível, as Câmaras Cíveis Isoladas e Câmara Criminal serão presididas pelo Desembargador mais
antigo, por um período de 2 (dois) anos, vedada a recondução até que todos os componentes da Câmara tenham
exercido a presidência, observada a ordem decrescente de antiguidade.
§ 1º O disposto no caput não se aplica ao Desembargador eleito para completar período de mandato inferior a
um ano.
§ 2º A recusa do cargo, quando existente, deverá ser manifestada por escrito e fundamentada, antes da escolha.
§ 3º A escolha dos Presidentes das Câmaras, observado o critério estabelecido no caput, ocorrerá na primeira
sessão ordinária que suceder a posse da nova mesa diretora.
§ 4º Em caso de vacância definitiva, será feita nova escolha, em sessão ordinária, imediatamente posterior à
ocorrência da vaga, hipótese em que o novo Presidente complementará o mandato.
§ 5º O Presidente da Câmara será substituído, nas suas ausências ou impedimentos eventuais e temporários,
pelo Desembargador mais antigo dentre os membros que a compõe.
§ 6º É vedado o exercício da Presidência dos Órgãos Colegiados por Juiz de Direito que atue em substituição
aos Desembargadores.
I - presidir as sessões, das quais participará também na condição de relator ou membro, conforme o caso;
II - proferir o voto de desempate, quando não tiver votado, nos termos deste regimento;
III - convocar, quando necessário, Membro para complementação do quórum, nos termos deste regimento;
V - organizar as sessões e pautar os feitos encaminhados pelo Relator para julgamento colegiado;
VIII - assinar a correspondência do Órgão, as atas das sessões, os ofícios executórios e quaisquer
comunicações referentes aos processos julgados ou de interesse do respectivo Órgão;
IX - publicar a frequência, o dia e o horário das sessões ordinárias dos respectivos Órgãos, aprovados nos
termos deste regimento;
X - assinar mandados de prisão e alvarás de soltura, quando a ordem de prisão é determinada durante a sessão
de julgamento;
XII - decidir os pedidos de sustentação oral não previstos em lei ou neste regimento.
Seção II - Do Relator
I - presidir todos os atos do processo, exceto os que se realizam em sessão, podendo delegar a Juiz de Direito
competência para quaisquer atos instrutórios e diligências;
a) quando verificar que, pendente recurso por ele interposto, já sofreu prisão por tempo igual ao da pena a que
foi condenado, sem prejuízo do julgamento;
a) quando for incompetente o Tribunal, ou o pedido for reiteração de outro, salvo se fundado em novas provas;
b) quando julgar insuficientemente instruído o pedido e inconveniente ao interesse da Justiça a requisição dos
autos originais.
VII - zelar pela correta classificação processual de acordo com as classes e assuntos instituídas pelo Conselho
Nacional de Justiça;
VIII - determinar as diligências necessárias à instrução do pedido de revisão criminal, quando entender que o
defeito na instrução não se deveu ao próprio requerente;
X - negar provimento ao recurso que for contrário a súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior
Tribunal de Justiça ou do próprio Tribunal, a acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo
Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos e a entendimento firmado em incidente de
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;
XI - depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for
contrária a súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal, a
acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de
recursos repetitivos e a entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de
assunção de competência;
XII - ouvir o Ministério Público, no prazo de 15 (quinze) dias e, nos casos previstos em lei, promover o
andamento do feito, sem prejuízo da posterior juntada do parecer;
XIV - lançar o relatório nos autos, quando for o caso e nos prazos previstos em lei;
XV - encaminhar os autos para designação de dia para julgamento ou ao Revisor, quando houver;
XVII - encaminhar os autos para designação de dia para que o Tribunal delibere sobre o recebimento, a
rejeição da denúncia ou da queixa-crime ou a improcedência da acusação, se a decisão não depender de outras
provas;
XXII - submeter, para referendo do Plenário e na primeira sessão subsequente à decisão, independentemente
de inclusão em pauta a liminar deferida em mandado de segurança impetrado contra ato de Relator e a medida
liminar concessiva em ação direta de inconstitucionalidade, nos termos do Art. 255. § 1º, deste regimento.
XXVI - designar audiência pública para ouvir depoimentos de pessoas com experiência e conhecimento na
matéria;
XXVIII - decidir o pedido de carta de sentença do processo que relatou, assinando o instrumento, salvo se o
processo estiver em fase de juízo de admissibilidade de recurso para o Supremo Tribunal Federal ou para os
Tribunais Superiores, caso em que a competência será do Presidente do Tribunal;
XXIX - executar as decisões liminares do processo em que seja Relator e as decisões definitivas dos processos
da competência do Tribunal, ou dos seus Órgãos fracionários, em que tenha lavrado o acórdão;
XXX - conceder efeito suspensivo a recurso ou antecipação da tutela recursal, nos termos da lei;
XXXIII - homologar as desistências, ainda que o feito se ache em mesa para julgamento;
XXXIV - praticar os demais atos que lhe incumbam ou que lhe sejam facultados neste regimento interno ou
em lei.
Art. 24. O relatório lançado obedecerá às prescrições constantes das leis processuais, complementadas por este
regimento e deve conter a exposição sucinta das matérias controvertidas pelas partes e das que, de ofício,
possam vir a ser objeto de julgamento.
Art. 25. Quando a lei exigir, o Revisor será o Desembargador que se seguir ao Relator na ordem decrescente
de antiguidade.
§ 1º A antiguidade, para fins deste artigo, será fixada no momento da distribuição ou da redistribuição.
§ 2º Quando for necessária a substituição do Revisor, por qualquer motivo, a designação poderá ocorrer na
própria sessão de julgamento, nos termos deste regimento.
IV - determinar a juntada de petição, enquanto os autos lhe estiverem conclusos, submetendo, conforme o
caso, desde logo, a matéria à consideração do Relator, decidindo os pedidos de preferência de julgamento.
Art. 27. O Tribunal Pleno e o Conselho da Magistratura serão auxiliados pela secretaria judiciária e as Câmaras
Cíveis e Criminal pelas subsecretarias respectivas, que desenvolverão os trabalhos necessários ao
funcionamento das sessões colegiadas.
§ 1º A Sessão Especializada Cível será auxiliada pela subsecretaria escolhida pelo seu Presidente dentre as
subsecretarias da 1ª e da 2ª Câmaras Cíveis.
§ 2º A secretaria judiciária e suas subsecretarias são responsáveis pelo cumprimento imediato dos expedientes
que tratem da liberdade das partes, seja em processo cível ou criminal e desde que determinados em sessão,
neles incluídos os alvarás de soltura, os salvo-condutos, os mandados e contramandados de prisão e as
comunicações de habeas corpus.
Art. 28. O Cartório do Tribunal, composto por três escrivanias, nos termos da lei, desenvolverá todo o serviço
cartorário que não seja de competência da secretaria judiciária e de suas subsecretarias, sendo assim nomeadas:
Art. 29. O Tribunal Pleno é constituído pela totalidade dos Desembargadores, sendo presidido pelo Presidente
do Tribunal, observadas as regras de substituição em caso de impedimento ou afastamento.
II - aprovar, por maioria absoluta de seus membros, seu regimento interno, suas emendas regimentais e
resolver as omissões e dúvidas quanto à sua execução;
V - aprovar:
c) a lista anual de antiguidade dos Desembargadores, Juízes de entrância final, Juízes de entrância inicial e
Juízes substitutos, até a última sessão do mês de fevereiro de cada ano.
VI - traçar normas relativas à administração e ao uso dos prédios destinados aos serviços da Justiça;
VII - autorizar, previamente, a aquisição, devolução, cessão, transferência ou alienação de bem imóvel do
Tribunal;
VIII - conceder licença, férias e outros afastamentos previstos em lei aos Magistrados, podendo ser delegada
tal atribuição ao Presidente do Tribunal;
XI - organizar as listas para acesso ao Tribunal e de remoção ou promoção de Juízes, bem como formar a lista
tríplice para preenchimento do quinto das vagas destinadas aos membros do Ministério Público e Advogados;
XII - prover, na forma prevista na Constituição Estadual e nas leis e regulamentos, os cargos de Juiz de Direito
da respectiva jurisdição;
XIII - aprovar a criação de comitês, eleger seus membros ou homologar suas indicações, conforme o caso;
XIV - definir as hipóteses e valores das gratificações por participação em comitês e comissões, observadas as
disposições deste regimento;
XV - eleger:
c) o Ouvidor-Geral de Justiça;
c) assuntos de ordem interna, quando especialmente convocado pelo seu Presidente ou a requerimento de um
ou mais Desembargadores;
f) o concurso para ingresso na magistratura de carreira ou para provimento dos cargos dos serviços auxiliares
do Poder Judiciário.
XVII - determinar, pelo voto da maioria dos seus membros, a mudança temporária da sede de Comarca ou do
Tribunal;
b) estadual, para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual ou para prover a
execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
b) as ações rescisórias de seus julgados e os recursos das decisões que as indeferirem “in limine”;
c) a revisão criminal, quando se tratar de revisão de acórdão ou decisão proferida pelo Tribunal de Justiça;
d) a exceção da verdade, quando o querelante, por prerrogativa de função, deva ser julgado originariamente
pelo Tribunal Pleno;
j) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou atos normativos estaduais em face da Constituição Estadual,
e de lei ou de ato normativo municipal em face da Constituição Federal ou da Estadual;
k) as ações de inconstitucionalidade contra ato ou omissão que atente contra a Constituição do Estado;
l) o habeas data, quando a autoridade coatora ou a responsável pelos dados sejam o Governador do Estado, os
Prefeitos Municipais, os Secretários de Estado, o Juiz de Direito, o Procurador Geral de Justiça, o Procurador
Geral do Estado e o Presidente da Assembleia Legislativa;
m) o mandado de segurança contra atos das autoridades mencionadas na alínea anterior, do Presidente de
Comissão Parlamentar de Inquérito, de membro da mesa diretora da Assembleia Legislativa, do Tribunal de
Contas, de Desembargador Relator e Corregedor;
n) o mandado de injunção, nos termos das Constituições Federal e Estadual, quando a elaboração da norma
regulamentadora for atribuição do Governador do Estado, da Assembleia Legislativa ou de sua Mesa, do
Tribunal de Contas do Estado, do próprio Tribunal de Justiça ou de Órgão, entidade ou autoridade da
administração direta ou indireta do Estado ou dos Municípios;
p) as ações e incidentes previstos em lei para a segunda instância, ressalvada a competência das Câmaras;
r) a reclamação para preservar sua própria competência, garantir a autoridade de suas próprias decisões e a
observância de seus precedentes;
s) os incidentes de assunção de competência propostos pela Câmara Criminal, pela Seção Especializada Cível
ou, nos seus feitos, pelo Relator, bem como a revisão das teses firmadas em tais procedimentos;
t) as ações rescisórias de seus próprios julgados e dos julgados da Seção Especializada Cível.
II - julgar:
a) os embargos infringentes e de nulidade dos julgados da Câmara Criminal, na forma do Código de Processo
Penal e deste regimento;
c) os agravos ou outros recursos cabíveis das decisões proferidas, nos feitos de sua competência, pelo
Presidente, Vice-Presidente ou Relator;
III - instruir os procedimentos investigatórios criminais quando lhe couber o processamento da ação penal
originária;
Art. 32. A Seção Especializada Cível é composta pela totalidade dos Desembargadores que integram as
Câmaras Cíveis.
c) os incidentes de assunção de competência propostos pelas Câmaras Cíveis, bem como a revisão das teses
firmadas em tais procedimentos;
d) os incidentes de resolução de demandas repetitivas, ressalvada a competência do Tribunal Pleno, bem como
a revisão e cancelamento das suas teses firmadas;
e) a reclamação para preservar sua própria competência, garantir a autoridade de suas próprias decisões e a
observância de seus precedentes;
II - julgar:
b) os conflitos de jurisdição ou competência entre Juízos Cíveis comuns em primeira instância ou entre estes
e os Juizados Especiais Cíveis e da Fazenda Pública;
III - decidir, nos seus feitos, sobre o incidente de assunção de competência proposto pelo Relator e encaminhá-
lo ao Tribunal Pleno para julgamento.
Art. 34. As Câmaras Cíveis, compostas por quatro Desembargadores cada uma, funcionarão em quatro grupos,
constituídos, cada um deles, de três dos seus Membros:
I - grupo I, composto pelos gabinetes G-03, G-04 e G-05, na 1ª Câmara Cível, e pelos gabinetes G-07, G-08
e G-09, na 2ª Câmara Cível;
II - grupo II, composto pelos gabinetes G-03, G-04 e G-06, na 1ª Câmara Cível, e pelos gabinetes G-07, G-08
e G-10, na 2ª Câmara Cível;
III - grupo III, composto pelos gabinetes G-03, G-05 e G-06, na 1ª Câmara Cível, e pelos gabinetes G-07, G-
09 e G-10, na 2ª Câmara Cível;
IV - grupo IV, composto pelos gabinetes G-04, G-05 e G-06, na 1ª Câmara Cível, e pelos gabinetes G-08, G-
09 e G-10, na 2ª Câmara Cível.
Art. 35. Os Presidentes das Câmaras Cíveis presidirão todos os grupos e, nos julgamentos dos processos
distribuídos aos grupos a que não pertencerem, limitar-se-ão a presidir a sessão.
I - processar e julgar:
c) a reclamação para preservar sua própria competência ou garantir a autoridade de suas próprias decisões;
II - julgar:
a) os recursos cíveis de decisões de Juízes de primeira instância que não sejam de competência de outro
Tribunal ou Órgão julgador;
b) os agravos das decisões singulares do Relator ou do Presidente da Câmara, nos feitos de sua competência;
III - determinar, de ofício, a ampliação de julgamento não unânime, nos casos previstos em lei;
IV - decidir, nos seus feitos, sobre o incidente de assunção de competência proposto pelo Relator e encaminhá-
lo à Seção Especializada Cível para julgamento.
I - processar e julgar:
a) os habeas corpus, quando os atos de violência, coação ilegal ou ameaça forem atribuídos a Juízes de Direito
ou Substituto, membros do Ministério Público Estadual, Procurador-Geral de Justiça, Procurador-Geral do
Estado, Vice-Governador do Estado, Prefeitos Municipais, Deputados Estaduais e Secretários de Estado;
d) a exceção da verdade, quando o querelante for Juiz de Direito ou substituto, membros do Ministério Público
Estadual, Procurador-Geral de Justiça, Procurador-Geral do Estado, Vice-Governador do Estado, Prefeitos
Municipais, Deputados Estaduais e Secretários de Estado;
j) a revisão criminal, quando se tratar de sentença proferida por Juiz de Direito em exercício de jurisdição de
primeira instância;
k) a reclamação para preservar sua própria competência e garantir a autoridade de suas próprias decisões;
II - julgar:
b) os conflitos de jurisdição ou competência entre Juízos Criminais comuns em exercício em primeira instância
ou entre estes e os Juizados Especiais Criminais;
c) os recursos de decisão do Tribunal do Júri e dos Juízes de primeira instância, em matéria criminal;
e) a correição parcial requerida pelas partes ou Ministério Público, decorrente de inversão tumultuária do
processo ou procedimento.
III - Instruir os procedimentos investigatórios criminais quando lhe couber o processamento da ação penal
originária.
IV - Decidir sobre o incidente de assunção de competência proposto pelo Relator e encaminhá-lo ao Tribunal
Pleno, para julgamento.
Art. 39. O Conselho da Magistratura, Órgão com função disciplinar, possui a seguinte composição:
§ 2º A escolha dos membros eleitos será feita nominalmente em relação a cada gabinete, de sorte que se possa
identificar a sucessão de membros.
§ 4º Nos casos de impedimentos, suspeições ou afastamentos provisórios dos membros natos, será convocado
o Desembargador suplente.
§ 5º Os 2 (dois) Desembargadores eleitos receberão, por redistribuição, os feitos não baixados dos gabinetes
de seus antecessores.
a) das decisões administrativas não disciplinares relativas aos Juízes e aos Servidores;
Art. 42. A Ouvidoria-Geral de Justiça, presidida por Desembargador, tem por missão servir de canal de
comunicação direto entre a sociedade e o Tribunal de Justiça, com vistas a orientar, transmitir informações e
colaborar com o aprimoramento das atividades jurisdicionais.
§ 1º O Ouvidor-Geral será indicado pelo Presidente do Tribunal para aprovação do Tribunal Pleno, pelo
período de 2 (dois) anos, sempre coincidente com o biênio da administração do Tribunal de Justiça.
Art. 43. Aos comitês, de natureza permanente, e as comissões, de natureza temporária, competem desenvolver
estudos, elaborar pareceres e executar outras atribuições que lhes forem conferidas no seu ato constitutivo.
§ 1º De todas as reuniões será lavrada ata, que será disponibilizada publicamente, após aprovação, na página
oficial deste Tribunal.
§ 2º As funções de secretário das comissões e comitês serão sempre remuneradas, nos termos da lei e dos atos
normativos do Tribunal.
Art. 44. O Tribunal contará com os seguintes comitês, sem prejuízo de outros eventualmente instituídos:
Art. 45. Os membros dos comitês serão indicados pelo Presidente do Tribunal de Justiça, mediante aprovação
do Plenário.
I - Não poderão compor os comitês os Servidores que respondam a processo administrativo disciplinar ou que
tenham sido condenados nos últimos 5 (cinco) anos.
§ 2º Os membros dos comitês exercerão suas atividades pelo período de 2 (dois) anos, sempre coincidente com
o biênio da administração do Tribunal de Justiça, permitida a recondução.
§ 2º Não poderão compor as comissões os Servidores que respondam a processo administrativo disciplinar ou
que tenham sido condenados nos últimos 5 (cinco) anos.
Art. 47. Os comitês e comissões serão secretariados por servidor escolhido dentre os seus membros pelo
Presidente, que terá como atribuições, sem prejuízo de outras que lhe sejam conferidas:
II - organizar a pauta das reuniões e enviá-las para os membros com antecedência mínima de 5 dias úteis,
salvo urgência;
Art. 48. O Comitê de Organização Judiciária e Regimento Interno é composto por 8 (oito) membros, a saber:
II - o Corregedor-Geral da Justiça;
IV - o Secretário Judiciário;
Parágrafo único. A Escola Judicial disponibilizará, sempre que solicitado, capacitação em técnica legislativa
para os integrantes do Comitê.
I - Opinar sobre todos os assuntos relativos à organização judiciária de segunda instância de que se relacionem
com o regimento interno;
IV - emitir parecer, oferecer emendas e apresentar substitutivos a todos os projetos de lei, normas internas e
regimentais de iniciativa do Tribunal;
VII - opinar, quando consultada, sobre a interpretação ou integração das normas regimentais no contexto
administrativo diante do caso concreto.
LIVRO II - DO FUNCIONAMENTO
Art. 50. O Tribunal de Justiça prestará a jurisdição de forma ininterrupta através de seu expediente ordinário
e do plantão judiciário.
Parágrafo único. O plantão judiciário terá sua disciplina normatizada por ato do Tribunal de Justiça.
Art. 51. O recesso forense será compreendido entre 20 de dezembro a 06 de janeiro, ficando suspenso o
expediente e, com ele:
I - os prazos processuais;
§ 1º O peticionamento eletrônico não será interrompido no recesso forense, mas, naquilo que entender urgente,
os peticionantes deverão protocolar seus pedidos, iniciais ou incidentais, junto ao plantão Judiciário, nos
termos da regulamentação própria.
§ 2º A suspensão prevista no caput não obsta a prática de ato processual necessário à preservação de direitos e
de natureza urgente.
Art. 52. Ressalvados os casos expressos em lei, no período de 07 a 20 de janeiro ficam suspensos os prazos
processuais e a realização ordinária de audiências, sendo consideradas como praticadas as disponibilizações e
publicações de atos processuais e a intimação de partes ou advogados, na primeira e segunda instâncias.
§ 1º A contagem do prazo dos atos processuais publicados no período referido no caput deste artigo só se
iniciará a partir do primeiro dia útil após 20 de janeiro.
§ 2º O expediente forense será executado normalmente, mesmo com a suspensão de prazos, audiências e
sessões, com o exercício, por Magistrados e Servidores, de suas atribuições regulares, ressalvadas férias
individuais e feriados.
§ 3º A suspensão descrita no caput deste artigo não obsta a prática de ato processual urgente e necessário à
preservação de direitos.
Art. 53. Nenhuma petição será recebida no Tribunal em meio físico, exceto no caso de habeas corpus
impetrado por pessoa física sem advogado, caso em que será imediatamente convertido para a forma eletrônica.
§ 2º Nos casos de indisponibilidade absoluta dos sistemas devidamente certificada e para evitar perecimento
de direito ou ofensa à liberdade de locomoção, poderá ser admitido o protocolo de petições em meio físico,
com posterior digitalização e inserção no sistema imediatamente após o reestabelecimento dos serviços.
§ 3º Eventuais processos físicos que ainda tramitem na primeira instância deverão ser convertidos para a forma
eletrônica, pelo juízo de origem, antes de serem remetidos ao Tribunal.
§ 4º Não serão aceitas peças ou processos físicos remetidos por outros Tribunais, cabendo-lhes a realização de
protocolo eletrônico através dos sistemas disponíveis e na forma instituída pela Presidência em ato próprio.
Art. 54. Os anexos, documentos, objetos ou mídias que não possam ser vinculados eletronicamente aos
sistemas de tramitação ou ao repositório arquivístico digital deverão ser depositados nas respectivas secretarias
e registrados no sistema com vinculação ao processo e com a devida categorização quanto aos seus atributos.
Art. 55. As prioridades legais de tramitação serão anotadas nos autos do processo eletrônico, que deverão ser
exibidos de forma prioritária em todos os sistemas de tramitação processual e seus respectivos relatórios.
Parágrafo único. As partes poderão solicitar o reconhecimento ou modificação incidental das situações
prioritárias de tramitação.
TÍTULO I - DA DISTRIBUIÇÃO
Art. 56. Os protocolos serão registrados eletronicamente, de forma imediata e na ordem de recebimento, e
serão, desde logo, numerados de acordo com o padrão adotado pelo Conselho Nacional de Justiça, ainda que
não distribuídos.
Parágrafo único. Além dos documentos necessários à propositura da ação, recurso ou sucedâneo, devem ser
anexados os comprovantes de custas ou preparo, conforme os casos e valores definidos em lei.
Art. 57. A distribuição atenderá aos princípios de publicidade e alternatividade e será feita por processamento
eletrônico de dados, mediante sorteio aleatório e uniforme, diária e imediatamente, observadas as regras de
compensação aplicáveis.
§ 2º Os feitos serão distribuídos, preferencialmente, de forma automática, salvo quando não seja possível
identificar os dados necessários à definição da competência ou quando estiverem ausentes elementos essenciais
de classificação, caso em que serão encaminhados ao setor competente para a distribuição.
§ 3º As petições de habeas corpus cuja impetração seja feita por parte sem advogado, de forma física, serão
sempre recebidas nos protocolos do Tribunal de Justiça e imediatamente convertidas em peça eletrônica,
seguida da distribuição.
§ 1º A Presidência, diretamente ou por delegação, poderá instituir limitação de classes e assuntos de acordo
com a competência de cada Órgão Colegiado.
Art. 59. Antes de realizada a distribuição, as dúvidas porventura existentes poderão ser encaminhadas aos
Juízes Auxiliares da Presidência, que decidirão no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.
Parágrafo único. Cópia da decisão proferida será encaminhada ao Comitê de Organização Judiciária e
regimento interno para que avalie a necessidade de modificação regimental.
Art. 60. As distribuições serão automaticamente registradas pelo sistema informatizado, do qual serão
extraídos os termos respectivos, que conterão:
III - os nomes das partes e seus registros no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa
Jurídica, além do endereço eletrônico, se houver;
IV - os dados dos advogados ou da sociedade de advogados referentes a cada parte, seus números de inscrição
na Ordem dos Advogados do Brasil, além do endereço eletrônico, se houver;
V - o Órgão Julgador;
IX - os gabinetes dos Desembargadores que, nos casos autorizados por este regimento, não concorreram à
distribuição;
Parágrafo único. Os termos de distribuição deverão ser juntados de forma automática assim que distribuídos
os autos.
Art. 61. Sorteados o Relator e o grupo de julgamento, será estruturada a composição colegiada, formada pelos
gabinetes que compõem o grupo ou Câmara, em ordem decrescente de antiguidade de seus titulares, indicando-
se o Revisor, quando existente.
§ 2º A composição colegiada será formada, exclusivamente, pelos gabinetes instituídos neste regimento como
integrantes do Órgão e grupo de julgamento respectivos, sendo vedada a vinculação de gabinete diverso, salvo
nos grupos de julgamento e desde que seja trazido para composição gabinete que componha o mesmo
Colegiado.
§ 3º Quando, por qualquer motivo, houver alteração da composição colegiada do grupo de julgamento, este
deverá ser alterado para refletir a nova composição.
I - Afastado, a qualquer título, por período igual ou superior a 03 (três) dias úteis;
II - que tenha requisitado férias, nos 03 (três) dias anteriores à data do efetivo afastamento, nos habeas corpus,
mandados de segurança e demais feitos que reclamem solução urgente, salvo quando verificada sua prevenção
ou quando for designado substituto.
§ 1º Nos casos de afastamento do Desembargador titular, o gabinete voltará a participar da distribuição assim
que for designado Juiz convocado em substituição, nos termos deste regimento.
§ 3º Os feitos distribuídos após o afastamento de fato do Desembargador, mas antes do registro oficial no
sistema informatizado para fins de suspensão da distribuição, permanecerão sob a relatoria do Desembargador
sorteado e somente serão redistribuídos na hipótese de ser identificado vínculo de prevenção ou urgência da
medida pleiteada, nos termos deste regimento, sendo devida a compensação.
§ 4º Ressalvados os casos de afastamento descritos neste artigo, não haverá exclusão prévia de Desembargador
do sorteio de distribuição por qualquer motivo, inclusive por impedimento ou suspeição.
Art. 63. Obedecida a competência do Órgão Colegiado, preferencialmente não serão relatores os
Desembargadores que tenham atuado, em qualquer fase do processo, nos seguintes casos:
a) ações rescisórias;
b) agravo em execução penal, quando a fase de conhecimento for de competência originária do Tribunal;
Art. 64. Quanto às classes processuais específicas, serão observadas as seguintes regras:
I - A classe reclamação será autuada e distribuída ao Relator que lavrou o acórdão do processo cuja
competência se busca preservar ou cuja autoridade se pretenda garantir.
II - Nos conflitos que envolvam Órgãos Colegiados do Tribunal, Desembargadores e Juízes convocados, não
participarão do julgamento os gabinetes dos Membros envolvidos no conflito, ainda que constatado
afastamento temporário do Desembargador titular e haja designação de substituto.
§ 1º Nos processos administrativos e nos que a distribuição tenha ocorrido por prevenção do Relator afastado,
os autos, após manifestação da assessoria originária acerca da urgência da matéria, serão encaminhados, sem
redistribuição, ao Desembargador mais antigo do Colegiado competente, em ordem decrescente de antiguidade
ao Relator, exclusivamente para análise da matéria urgente.
§ 2º A manifestação, nos termos do parágrafo anterior, não constituirá motivo para alterar a prevenção ou a
instituir a vinculação de julgamento.
Art. 66. O Relator, ao declarar nos autos o seu impedimento ou suspeição, determinará nova distribuição, com
compensação oportuna.
§ 2º Os registros realizados nos termos deste artigo não constarão no termo de distribuição e servirão apenas
para fins de consulta interna e orientação aos gabinetes, sendo vedada a exclusão prévia dos Magistrados do
sorteio com base nas informações registradas.
Art. 67. Em caso de declaração de impedimento ou suspeição do Revisor, deverá ser feita a substituição de
seu gabinete por outro do mesmo Órgão ou grupo de julgamento, seguida a ordem de antiguidade em relação
ao Relator.
§ 1º Nos Colegiados compostos por grupos de julgamento, esgotados os gabinetes do grupo original, a
substituição passará aos demais gabinetes do Colegiado, em ordem de antiguidade de seus titulares em relação
ao Relator, alterando-se o grupo de tal forma que reflita a nova composição.
CAPÍTULO I - DA COMPENSAÇÃO
Art. 68. A compensação, quando autorizada nos termos deste regimento, será feita de acordo com cada classe
processual e executada tanto para os gabinetes que integram o mesmo colegiado quanto para os colegiados de
mesma competência.
§ 1º A compensação só será calculada e efetivada com relação às classes distribuídas como casos novos,
conforme definição do Conselho Nacional de Justiça aplicável à jurisdição.
§ 2º A compensação terá início no mês seguinte ao do fato que a gerou, até que ocorra a integralização da
diferença.
§ 4º A compensação será devida em relação ao gabinete e persistirá ainda que haja mudança do Desembargador
titular.
CAPÍTULO II - DA PREVENÇÃO
Art. 69. A distribuição ou redistribuição de ação, recurso ou feitos de qualquer natureza prevenirá a
competência do Órgão Colegiado e do Relator para todos os feitos posteriores referentes ao mesmo processo
ou processos relacionados por conexão ou continência, inclusive na fase de cumprimento de decisão.
§ 1º Formulado pedido de concessão de efeito suspensivo em apelação no período anterior à remessa dos autos
ao Tribunal, ficará firmada a prevenção do Desembargador a quem for distribuído o pedido.
§ 2º A prevenção do Relator é precedida pela prevenção do Órgão Julgador e não subsiste quando o
Desembargador não integrar o Colegiado prevento, ainda que verificada a vinculação para julgamento, salvo
no julgamento dos embargos de declaração ou dos embargos infringentes.
§ 3º Nos feitos de natureza penal, a prevenção será caracterizada pela prática de qualquer ato do processo ou
de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa.
§ 4º A prevenção da relatoria será atribuída, exclusivamente, ao Desembargador titular do gabinete, ainda que
afastado temporariamente, e não vinculará seu substituto.
§ 5º Quando ocorrer a reunião de feitos na primeira instância, em momento posterior à distribuição de recursos
a diferentes relatores, a prevenção será do Órgão Julgador e do Relator que receberam o primeiro recurso.
§ 6º Se houver mudança de titularidade do gabinete, por qualquer motivo, a prevenção dos feitos recairá sobre
o novo titular, não sendo restabelecida em face do Relator originário em razão de retorno posterior ao mesmo
Órgão.
Art. 70. O julgador que lavrar o acórdão em decorrência de voto vencedor não herdará a prevenção do Relator,
salvo quanto aos embargos de declaração.
a) quando o processo principal e suas causas conexas das quais decorreu a prevenção tenham transitado em
julgado.
Art. 72. O Desembargador que suceder a titularidade de outro de forma definitiva herdará todo o acervo do
gabinete que ocupar, inclusive os autos suspensos ou sobrestados, mesmo quando a sucessão ocorrer em
decorrência de mudança de mesa diretora ou de opção de permuta ou transferência.
§ 1º Para a definição de acervo, deve ser considerado o conceito de casos pendentes definido pelo Conselho
Nacional de Justiça.
§ 2º Os feitos em grau de recurso nos Tribunais Superiores, quando devolvidos ao Órgão Julgador, em qualquer
hipótese, retornarão ao gabinete originário e serão de responsabilidade de quem esteja no exercício de sua
titularidade, vedada a vinculação ao Relator que não mais ocupar o gabinete.
§ 3º Os feitos baixados que, por qualquer motivo, retornem ao Tribunal de Justiça, serão conclusos ao gabinete
originário e a responsabilidade caberá a quem estiver no exercício de sua titularidade.
Art. 73. Apenas quando a sucessão ocorrer por transferência, o novo titular do gabinete receberá, na nova
atuação, acervo em quantidade igual ou superior ao do gabinete ao qual pertencia, até o limite da média de
feitos não julgados do Órgão Colegiado que vier a integrar, aferida na data da posse.
§ 1º Para atingir os limites descritos no caput, será realizada distribuição suplementar ao gabinete até a
integralização da diferença, verificada na data da posse, considerados apenas os casos novos, assim
considerados aqueles instituídos por ato do Conselho Nacional de Justiça.
§ 3º É vedada a redistribuição de feitos entre os gabinetes para os fins definidos neste artigo.
Art. 74. As audiências serão públicas, salvo nos casos previstos em lei ou quando o interesse da Justiça
determinar o contrário.
Art. 75. Nos processos de competência originária do Tribunal, as audiências serão presididas pelo respectivo
Relator.
§ 1º Ao Presidente da audiência caberá manter a disciplina dos trabalhos com os poderes previstos nas leis
processuais e neste regimento.
Art. 76. O Relator poderá delegar competência aos Juízes de Direito para realização de atos instrutórios.
II - São extraordinárias as sessões convocadas pelo Presidente do respectivo Órgão para apreciação e
julgamento de matéria judicial ou administrativa em dias ou horários diferentes dos previamente estabelecidos
para as sessões ordinárias.
§ 1º As sessões ordinárias e extraordinárias podem ser, conforme a matéria, judiciais ou administrativas, sendo
estas últimas compostas, exclusivamente, por Desembargadores.
§ 3º Os ritos das sessões solenes serão regulados por ato do Presidente do Tribunal de Justiça, observadas as
regras gerais deste regimento.
Art. 78. As sessões ordinárias serão realizadas nos dias e horários definidos por decisão da maioria dos
Membros que compõe cada Colegiado.
Art. 79. As sessões, judiciais ou administrativas, ordinárias, extraordinárias ou solenes, poderão ocorrer pelas
formas:
I - presencial física;
III - virtual.
§ 2º Aplicam-se às sessões presenciais por videoconferência e às virtuais, no que couberem, as regras atinentes
às sessões presenciais físicas.
Art. 80. Nas sessões, o Presidente ocupará o centro da mesa; imediatamente à sua direita, o Membro do
Ministério Público; imediatamente à sua esquerda, o Secretário; na cadeira seguinte à direita, o Desembargador
mais antigo; na cadeira seguinte à esquerda, o Desembargador que seguir em ordem de antiguidade e assim
sucessivamente.
§ 2º Ficará vazia a cadeira do Desembargador que não comparecer à sessão ou dela se retirar, permanecendo
inalteráveis os lugares, ressalvados os casos de vacância.
Art. 81. As sessões serão públicas, podendo, quando a lei e a preservação ao sigilo ou ao interesse público
exigirem, ser limitada a presença às próprias partes e a seus Advogados, ou somente a estes, e ao representante
do Ministério Público, tanto no ambiente físico quanto no virtual.
§ 1º Nos casos previstos no caput, estarão presentes o secretário do Órgão julgador, os funcionários essenciais
aos trabalhos e outras pessoas especialmente admitidas pelo Presidente.
§ 2º Ainda que não haja restrição à publicidade, o Presidente, quando verificar a necessidade de manutenção
da ordem, da segurança ou do andamento dos trabalhos, poderá, mesmo que preventivamente, restringir a
quantidade de pessoas presentes no ambiente físico, observadas as prerrogativas do caput e sem prejuízo da
continuidade da transmissão ao vivo da sessão.
§ 3º Salvo autorização do Presidente, não será permitida a presença de pessoas em número superior às cadeiras
disponibilizadas em cada sala de sessão, observada a prioridade aos advogados e às partes, nesta ordem.
Art. 82. As sessões judiciais e administrativas do Plenário e dos Órgãos Fracionários, serão gravadas em áudio
e vídeo e transmitidas em tempo real em endereço eletrônico público e oficial.
§ 1º A transmissão pública da sessão será suspensa quando a lei e a preservação ao sigilo ou ao interesse
público exigirem, mantido o acesso às partes e seus advogados, ao Ministério Público, ao secretário do
Colegiado e aos funcionários do Tribunal especialmente admitidos.
§ 2º O acesso à íntegra da transmissão audiovisual das sessões será garantido aos interessados, pelo período
mínimo de 3 (três) meses, de acordo com os meios técnicos disponíveis no Tribunal de Justiça.
§ 3º Encerrado o prazo do parágrafo anterior, as partes poderão requerer a gravação ao secretário do Colegiado
correspondente, que a encaminhará, exclusivamente, por meios digitais.
§ 4º A transmissão audiovisual das sessões por atores externos deve ser previamente autorizada pela
Presidência respectiva, que poderá limitar o uso de equipamentos ou métodos que atrapalhem o
desenvolvimento dos trabalhos.
§ 2º Os Advogados ocuparão a tribuna para formularem requerimentos, produzirem sustentação oral ou para
responderem às perguntas que lhes forem feitas pelos julgadores, sendo-lhes exigido o uso de capa, beca ou
traje social completo.
II - advertir e, quando reincidentes, ordenar que se retirem da sala da sessão aqueles que se comportarem de
tal modo que perturbem o andamento da sessão;
III - prender quem cometer infrações penais no recinto, autuando-os na forma prescrita pelo Código de
Processo Penal;
V - aconselhar os Advogados e o representante do Ministério Público para que discutam as causas com
urbanidade, sem tolerar o uso de termos ofensivos nem de intervenções impróprias e cassar a palavra a quem,
advertido, reincidir.
Seção I - Do Quórum
Art. 85. As sessões terão sua regularidade condicionada aos quóruns de instalação e funcionamento e o
anúncio de votação referente a cada processo está condicionado ao quórum de julgamento.
§ 1º Para o cálculo do quórum, será considerado o número total de cargos existentes no Colegiado, excluídos
os que se encontrem vagos e os ocupados por membros afastados, em caráter não eventual, por determinação
dos Tribunais Superiores ou do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º São considerados, no cálculo de quórum, os cargos em que os titulares estejam afastados em razão de
férias, licenças ou outros motivos temporários, ainda que sem substitutos designados, bem como o Presidente,
ainda que seu voto só seja permitido para desempate de votação.
§ 3º Nas sessões administrativas, além dos casos descritos na regra geral de composição, não será computado
no cálculo o Juiz de Direito que atue como substituto.
Art. 86. A instalação e o funcionamento das sessões requerem a presença de, no mínimo:
IV - 03 (três) membros, na 1ª e 2ª Câmaras Cíveis e na Câmara Criminal, exigida a presença de, ao menos, 01
(um) Desembargador titular do Órgão respectivo.
Art. 87. O quórum de julgamento, assim considerado aquele necessário para que a votação seja iniciada ou
continuada, será aferido em relação a cada processo e equivalente ao mínimo de votos necessários para definir
o resultado de julgamento.
§ 1º Quando a votação ocorrer pelo cômputo de votos possíveis, em maioria absoluta ou qualificada, o quórum
de julgamento será aquele apto a garantir o número mínimo de votos necessários.
§ 2º Nos casos em que o julgamento exija maioria absoluta ou qualificada para resultado específico da
deliberação, o quórum de julgamento será aquele que garanta o resultado com maior exigência.
§ 3º Os votos já proferidos em sessão anterior servirão para cômputo do quórum de julgamento, ainda que
ausente o Magistrado, salvo em relação às questões ainda não decididas e desde que mantido o quórum de
funcionamento.
Seção II - Da Pauta
Art. 88. O Relator ou o Revisor, quando houver, pedirá dia para julgamento e encaminhará os autos para
inclusão em pauta.
Parágrafo único. Quando a convocação do Revisor ocorrer durante a sessão de julgamento, caberá ao Relator
pedir dia de julgamento, sem prejuízo da atuação posterior do Revisor e do exercício de suas prerrogativas,
inclusive com retirada de pauta dos autos.
Art. 89. Ressalvados os casos de menção expressa acerca da possibilidade de apresentação dos autos em mesa,
os feitos serão incluídos em pauta que, tanto das sessões judiciais quanto das administrativas, será pública,
franqueando-se a todos, nos termos deste regimento, o acesso e a presença no local da reunião.
Parágrafo único. Somente em caso de comprovada urgência e mediante aprovação da maioria dos integrantes
do colegiado poderão ser objeto de deliberação matérias que não se encontrem indicadas na pauta da sessão,
divulgada nos termos do caput.
Art. 90. Os recursos e processos originários serão pautados, preferencialmente, nas sessões virtuais, salvo
designação diversa do Relator ou Revisor, quando existente.
Art. 91. É requisito para inclusão em pauta que o Relator lance no sistema o relatório e o voto de seus
processos, ao pedir dia para julgamento.
Parágrafo único. Ressalvados nos processos em grau máximo de sigilo, o Relator deverá liberar o voto para
leitura dos pares até 02 (dois) dias antes da sessão de julgamento, cabendo ao secretário do colegiado retirar
os processos em desconformidade e incluí-los em mesa na próxima sessão.
Art. 92. Caberá aos secretários dos Órgãos julgadores, com a aprovação dos respectivos Presidentes, a
organização da pauta de julgamento.
§ 2º As pautas serão afixadas na entrada da sala em que se realizará a sessão presencial física, publicadas no
endereço eletrônico do Tribunal e disponibilizadas com antecedência aos Desembargadores e ao Ministério
Público, de forma eletrônica.
§ 3º As pautas das sessões presenciais por videoconferência e das sessões virtuais deverão conter menção à
sua forma de realização, em destaque.
Art. 93. Independem de inclusão em pauta para julgamento, sem prejuízo de outras hipóteses previstas em lei
ou neste regimento:
I - as correições parciais;
III - os embargos de declaração, desde que sua apresentação ocorra na primeira sessão subsequente à sua
oposição;
V - os feitos cujo julgamento tiver sido expressamente adiado para a primeira sessão seguinte;
VI - o referendo de liminar deferida em mandado de segurança contra ato do Relator e a medida liminar
concessiva em ação direta de inconstitucionalidade, nos termos do Art. 255. § 1º, deste regimento;
VIII - os pedidos de destaque em sessão virtual, quando solicitados pelas partes ou pelo Ministério Público,
desde que a apresentação em mesa ocorra na primeira sessão subsequente ao destaque.
Art. 94. A apelação não será incluída em pauta antes do agravo de instrumento ou do recurso em sentido
estrito interposto no mesmo processo.
Parágrafo único. O agravo e o recurso em sentido estrito poderão ser pautados na mesma sessão da apelação,
desde que apreciados antes.
Art. 95. Constatada a existência de conexão entre dois ou mais processos, o Relator deverá propor o
julgamento em conjunto.
Parágrafo único. O procedimento previsto no parágrafo anterior poderá ser adotado quando, em mais de um
processo, for versada a mesma matéria jurídica.
Art. 96. Nos processos e recursos administrativos de competência do Tribunal que versem sobre aplicação de
penalidades, a Secretaria disponibilizará eletronicamente, em caráter reservado, o relatório e as peças indicadas
pelo Relator para distribuição aos componentes do órgão julgador.
Art. 97. Quando for verificada a vinculação de julgamento, o secretário, imediatamente após a publicação da
pauta, comunicará sobre a realização da sessão a todos os Magistrados vinculados, ainda que já tenham
proferido voto em julgamento adiado.
Art. 99. A reunião dos feitos para julgamento conjunto será determinada pelo Presidente do Colegiado, de
ofício ou a pedido do Relator de qualquer um dos feitos.
Art. 100. No horário designado para as sessões, ocupados os lugares pelos Membros do Órgão Julgador, o
Presidente, constatado o quórum de instalação, declarará aberta a sessão e iniciará os trabalhos, na seguinte
ordem:
§ 1º Poderá o Colegiado, por unanimidade, dispensar a leitura da ata anterior ou de qualquer outra.
§ 2º Se não houver quórum de instalação nos 15 (quinze) minutos seguintes ao horário designado para o início
da sessão, esgotada a tentativa de convocação complementar, o Presidente do Órgão julgador mandará
consignar a ocorrência em ata e designará novo dia para julgamento.
§ 3º Após iniciada a sessão e constatada ausência superveniente de membros de tal sorte que reste prejudicado
o quórum de funcionamento, esgotada a tentativa de convocação complementar, o Presidente do Órgão
julgador mandará consignar a ocorrência em ata e designará novo dia para julgamento dos feitos pendentes.
II - os feitos em que atue Desembargador de outra Câmara para composição de quórum ou por vinculação de
julgamento;
III - os feitos onde atue Juiz vinculado por convocação prévia, quando sua presença ocorrer apenas em virtude
da vinculação;
IV - os feitos em que tenha sido solicitada prioridade por Membro do Colegiado, em decorrência de
afastamento eventual durante a sessão;
b) nos que figure, como parte ou interessado, pessoa idosa ou acometida de doença grave;
X - os mandados de segurança;
XIII - as apelações.
§ 3º Observado o disposto no caput, os processos de cada classe serão chamados pela ordem de antiguidade
decrescente dos respectivos Relatores.
§ 4º Poderão as partes ou o Desembargador Relator propor preferência para o julgamento de determinado feito,
observando-se as preferências legais estabelecidas na legislação processual.
§ 5º O Presidente do Colegiado poderá, respeitadas as prerrogativas legais, alterar a ordem dos processos em
sessão.
§ 1º Em quaisquer casos:
I - o julgador que não tiver assistido ao relatório ou aos debates, salvo quando se der por esclarecido;
II - nas matérias administrativas, o Juiz de Direito convocado para substituição de Desembargador afastado;
III - o Presidente do Tribunal, salvo nas questões administrativas ou constitucionais e, nos demais casos, para
compor quórum de julgamento ou para proferir voto de desempate.
§ 3º Nas matérias criminais, o voto pela absolvição, quando vencido, constituirá impedimento do Julgador para
decidir sobre a dosimetria da pena.
§ 1º O Desembargador que efetivamente completar o quórum não participará por 02 (duas) convocações
seguintes, salvo se não houver outro apto a substituir.
§ 2º O Desembargador convocado poderá opor-se à substituição apenas quando a sessão conflitar com outra
previamente agendada ou nos casos de impedimento ou suspeição.
§ 3º Não serão convocados Juízes de Direito que atuem em substituição nem os Desembargadores que integrem
o Tribunal Regional Eleitoral.
§ 5º Nas convocações de membros de outra Câmara, os substitutos atuarão no gabinete do substituído, sendo
vedada a alteração da composição colegiada para integrar gabinete que não componha originariamente o
Colegiado respectivo.
Art. 104. Após exposição do relatório, o Presidente dará a palavra às partes e interessados para que sustentem
suas razões no julgamento dos seguintes feitos:
II - apelação;
VI - mandado de injunção;
VII - reclamação;
XV - em que seja aplicada a técnica de ampliação de julgamento, quando qualquer dos julgadores não tiver
participado da sessão em que a sustentação oral tenha sido realizada;
XVIII - agravo interno interposto contra decisão monocrática do Relator que julgar o mérito ou não conhecer
dos seguintes recursos ou ações:
a) recurso de apelação;
b) ação rescisória;
c) mandado de segurança;
d) reclamação;
e) habeas corpus;
Art. 105. Nas sessões presenciais, físicas ou por videoconferência, as sustentações orais poderão ser realizadas
de forma remota.
§ 1º Verificada dificuldade de ordem técnica que impeça a realização da sustentação oral remota, o julgamento
poderá ser adiado ou retirado de pauta o processo ou recurso, a critério do Relator e mediante certificação pelo
secretário.
§ 3º Ato da Presidência do Tribunal disciplinará, nos limites deste regimento, os procedimentos e ferramentas
utilizados para sustentação remota.
Art. 106. Poderão solicitar preferência de julgamento ou de sustentação oral, de acordo com a ordem
cronológica de inscrição para tal e com a respectiva indicação da prioridade no campo específico, os
advogados:
e) que residirem em local diverso da sede do Tribunal, salvo se a sustentação ocorrer por videoconferência.
Art. 107. O requerimento de sustentação oral ou de preferência deve ser registrado até 2 (dois) dias úteis antes
da data da sessão de julgamento.
§ 1º O requerimento de sustentação oral ou de preferência deverá ser feito, exclusivamente, através de registro
eletrônico específico para esse fim, vedado o uso de peticionamento genérico ou outros meios de comunicação,
exceto se comprovada a indisponibilidade da ferramenta.
§ 2º O requerente deverá especificar, nas sessões presenciais físicas, se a sustentação oral ocorrerá por
videoconferência.
III - de 30 (trinta) minutos, nos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas e nos Incidentes de
Assunção de Competência;
IV - de 01 (uma) hora, no mérito das Ações Penais Originárias, assegurado ao assistente um quarto do tempo
da acusação.
§ 2º Se houver litisconsortes ou terceiros intervenientes que não estiverem representados pelo mesmo
advogado, o prazo será concedido em dobro e dividido igualmente entre os representantes do mesmo grupo,
salvo convenção das partes em sentido contrário e no limite de tempo estabelecido neste dispositivo.
§ 3º Sempre que houver interesse público, o Procurador-Geral e os Procuradores de Justiça poderão intervir
no julgamento e participar dos debates, manifestando-se após a sustentação das partes e nos mesmos prazos
estabelecidos para estas.
§ 4º No processo criminal, a sustentação oral do representante do Ministério Público, sobretudo quando seja
recorrente único, deve sempre preceder à da defesa.
§ 5º No julgamento de medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade, será facultada sustentação oral
aos representantes judiciais do requerente e das autoridades ou órgãos responsáveis pela expedição do ato.
II - em posição não antagônica e que não possuam o mesmo defensor, o prazo será contado em dobro e dividido
igualmente entre os defensores, salvo se convencionarem outra divisão do prazo.
Art. 109. Nos processos administrativos cujo tema tenha pertinência à natureza da entidade, poderão requerer
a palavra, uma única vez, independente de prévia habilitação nos autos:
III - os representantes das demais entidades que, estatutariamente, tenham dentre suas finalidades temas
relacionados ao objeto sob apreciação do Tribunal Pleno.
§ 1º Ressalvados os casos urgentes, as entidades descritas que não tenham tido prévio acesso aos autos poderão
requerer a retirada de pauta para conhecimento do conteúdo, cabendo a apresentação em mesa na próxima
sessão de julgamento.
§ 2º Se não apresentados os autos na sessão subsequente, o Secretário fará constá-los em pauta, designada pelo
Presidente.
Art. 110. Os Advogados e o órgão do Ministério Público poderão, a qualquer tempo e independente da
sustentação oral, usar da palavra para, pela ordem e de forma pontual e sumária, esclarecer equívoco ou dúvida
surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influenciem a decisão.
Parágrafo único. A intervenção será dirigida ao Presidente da sessão, que decidirá sobre seu prosseguimento.
Art. 111. Os Advogados e o órgão do Ministério Público, quando no uso da palavra, não poderão ser
aparteados, salvo para esclarecimento de questão de fato suscitado pelos Membros, com autorização do
Presidente.
Art. 112. Não participarão do julgamento os julgadores que não tenham assistido ao relatório ou aos debates,
salvo quando se derem por esclarecidos, e assegurada a renovação da sustentação oral, na segunda hipótese,
se requerida.
Art. 113. Concluído o debate oral, o Presidente dará a palavra ao Relator para proferir seu voto, e, em seguida,
ao Revisor, se houver, seguindo-se os votos dos demais na ordem decrescente de antiguidade.
Art. 114. Em cada deliberação colegiada, não será admitida quantidade de votos superiores à quantidade de
membros do Órgão competente, salvo nos casos de ampliação de julgamento, nos termos legalmente admitidos
e conforme procedimento descrito neste regimento.
Art. 115. Os Juízes de Direito convocados votarão após os Desembargadores, em ordem decrescente da
antiguidade dos titulares dos gabinetes.
Parágrafo único. Quando, após o voto do Relator, o julgamento for adiado por qualquer motivo, os julgadores
que se considerarem aptos poderão antecipar o voto, vedada a antecipação de mérito quando pendente a
deliberação das questões preliminares ou prejudiciais.
Parágrafo único. Além dos casos definidos em lei ou neste regimento, dependem de voto da maioria absoluta
dos membros do Colegiado:
Art. 117. Os votos, em quaisquer tipos de sessões, poderão ser previamente disponibilizados de forma
eletrônica aos membros da composição colegiada.
Art. 118. Quando forem convergentes as conclusões e os fundamentos, os votos poderão limitar-se à
declaração de acompanhamento.
Parágrafo único. Quando forem convergentes as conclusões e divergentes os fundamentos decisórios, os votos
de acompanhamento conterão, obrigatoriamente, a fundamentação da divergência.
b) sem que haja declaração verbal, com o início da sessão de julgamento, quando disponibilizados previamente
de forma eletrônica a todos os membros, desde que esteja presente o Julgador e não se oponham os demais
Membros, o Ministério Público ou as partes;
b) com o registro eletrônico e consequente disponibilização do voto durante o período em que a sessão estiver
em andamento.
Art. 120. Quando o objeto da decisão puder ser decomposto em questões distintas, cada uma delas será votada
separadamente, a critério do Presidente ou do Relator.
Parágrafo único. Computar-se-ão separadamente os votos com relação a cada uma das questões preliminares
ou prejudiciais, e, no mérito, quanto a cada parte do pedido e causa de pedir, se mais de uma houver.
Art. 121. Ninguém falará durante a sessão sem que lhe seja dada a palavra pelo Presidente e os julgadores
somente poderão apartear uns aos outros com autorização do aparteado.
Parágrafo único. Durante o julgamento, se o permitir o Presidente do Órgão julgador, poderão o Ministério
Público e os Advogados das partes, solicitando a palavra pela ordem, fazer intervenção sumária para esclarecer
equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos ou documentos que possam influir no julgamento, limitando-
se ao esclarecimento, sem argumentar.
Parágrafo único. Analisados os autos em mesa, a sessão prosseguirá sem a necessidade de retirada de pauta ou
adiamento do julgamento.
Art. 123. As questões preliminares ou prejudiciais suscitadas no julgamento serão apreciadas antes do mérito,
deste não se conhecendo se incompatível com a decisão daquelas, inclusive para fins de antecipação de voto.
§ 1º Versando a preliminar sobre nulidade suprível, será o julgamento convertido em diligência, determinando
o Relator as providências necessárias, podendo ordenar a remessa dos autos à instância inferior.
Art. 124. Se, durante os debates, surgir fato novo ou questão a respeito da qual não se tenha dado às partes
oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual se deva decidir de ofício, será o
julgamento suspenso, oportunizando-se que as partes apresentem manifestação no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 2º As partes serão intimadas mediante publicação da certidão de julgamento no diário de justiça eletrônico.
§ 3º As partes poderão se manifestar na própria sessão de julgamento, cada uma pelo prazo de 15 (quinze)
minutos, caso estejam presentes e se sintam habilitadas a fazê-lo, hipótese em que não haverá a suspensão do
julgamento.
§ 5º Se a constatação se der em vista dos autos ou durante a disponibilização prévia do voto do Relator, o
julgador poderá fundamentar seu entendimento e encaminhar os autos à relatoria, que intimará as partes na
forma do caput e, decorrido o prazo de manifestação, solicitará novo dia para julgamento, com submissão da
nova questão aos julgadores.
§ 6º Na hipótese do parágrafo anterior, se a manifestação das partes ocorrer antes da data da sessão previamente
designada, o Relator poderá manter os autos na pauta prevista e submeter, de pronto, a nova questão ao
Colegiado.
Art. 125. Sempre que os órgãos fracionários do Tribunal se inclinarem pela inconstitucionalidade de lei ou de
ato normativo, determinarão a remessa do processo ao Tribunal Pleno, após lavrado o acórdão respectivo e
comunicados todos os Desembargadores.
Parágrafo único. A arguição de inconstitucionalidade não será submetida ao Tribunal Pleno quando já houver
pronunciamento deste Órgão ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão.
Art. 126. Até a proclamação do resultado pelo Presidente, os votos só poderão ser alterados por quem
pessoalmente os proferiu, sendo vedada a modificação tanto pelo substituto do Desembargador, a qualquer
título, quanto pelo Desembargador titular do gabinete, quando cessar a substituição temporária.
§ 2º O Desembargador substituto só votará no mérito quando o voto do sucedido não o tenha enfrentado.
§ 4º Quando houver interrupção do julgamento em sessão na qual o Relator já tenha proferido o seu voto, a
sessão prosseguirá computando-se os votos já proferidos, ainda que ausente o Relator, salvo em relação às
questões ainda não decididas.
§ 5º Os votos dos Membros ausentes serão dispensados, desde que atingido o quórum de julgamento.
§ 6º Havendo antecipação de voto e posterior suspensão do julgamento, caso o julgador que já tenha votado
deixe de integrar o Tribunal ou esteja afastado por qualquer motivo, não haverá a modificação do voto por ele
já proferido e seu substituto só votará nas questões não resolvidas, se existentes.
§ 7º Aplica-se a regra do caput ainda que o julgador ausente tenha acompanhado o pronunciamento de outro
julgador, e este, posteriormente, tenha modificado seu voto.
§ 8º O julgador substituto votará nas questões em que não tenha votado o substituído, ainda que não tenha
assistido aos votos já proferidos ou a sustentação oral das partes, desde que se considere habilitado para tanto.
§ 9º A correção de erros materiais não configura modificação do voto para efeitos do caput e nem alteração de
autoria, sendo de responsabilidade do Magistrado que estiver em exercício no gabinete originário realizar as
alterações e disponibilizar o voto para composição do acórdão, mantendo-se a assinatura original e o histórico
de versões do documento.
Art. 127. Qualquer Magistrado que não se considerar habilitado a proferir imediatamente seu voto poderá
requerer, ao Presidente do Colegiado, vista pelo prazo máximo de 10 (dez) dias úteis.
§ 2º Após o pedido de vista, o Presidente dará oportunidade aos demais julgadores que desejem antecipar seu
voto para que o façam, na ordem decrescente de antiguidade, veda a antecipação de mérito quando pendente
questão preliminar ou prejudicial.
Art. 128. Na sessão designada, o Membro que pediu vistas poderá, uma única vez, solicitar a prorrogação pelo
prazo máximo de 10 (dez) dias.
§ 1º Se os autos não forem devolvidos tempestivamente ou se não for solicitada prorrogação de prazo, o
Presidente do Órgão Colegiado deverá requisitar os autos para julgamento na sessão ordinária subsequente,
com publicação da pauta em que for incluído.
§ 3º Nos feitos da Sessão Especializada Cível e do Tribunal Pleno, o julgamento prosseguirá, retirado o direito
de voto do Magistrado, sem embargo da sua presença para fins de instalação da sessão.
Art. 129. Nos feitos administrativos, o prazo de pedido de vista será de 10 (dez) dias, renovável por igual
período.
§ 1º Nos casos de urgência, o Colegiado poderá, por maioria simples, acordar prazo diverso do descrito no
caput.
§ 2º Aplicam-se ao pedido de vista em feito administrativo, no que não forem incompatíveis, as regras de
pedido de vista dos processos judiciais.
Art. 130. Se, na análise da causa, em suas preliminares ou no mérito, em matéria integral ou decomposta, cíveis
ou criminais, forem concorrentes dois entendimentos sem que nenhum deles atinja a maioria necessária,
consubstanciando-se o empate:
II - serão colhidos os votos dos membros em atuação nos gabinetes que não tenham registro de voto sobre a
matéria, salvo quando o titular ou o substituto já tenha votado.
§ 1º Se for constatado que o voto do Presidente não será suficiente para composição de maioria, primeiro serão
convocados os membros ausentes e, se persistir a indefinição, votará o Presidente para desempate.
§ 2º Sob nenhuma hipótese haverá dupla votação do Presidente ou de qualquer membro, ainda que constatado
o empate de resultado.
§ 3º Exclusivamente nos casos de recursos em matéria criminal e habeas corpus, após o voto do Presidente e
ainda que nem todos os membros tenham participado do julgamento por estarem ausentes, se persistir a
impossibilidade de composição de maioria será adotado o resultado mais favorável ao réu.
Art. 131. Se, na análise da causa, em suas preliminares ou no mérito, em matéria integral ou decomposta, forem
concorrentes três ou mais entendimentos sem que nenhum deles atinja a maioria necessária:
II - se, ainda assim, não houver formação de entendimento majoritário, o julgamento prosseguirá da seguinte
forma:
a) quando a divergência for quantitativa, o Presidente do Colegiado disporá os diversos votos, com as
quantidades que cada qual indicar, em ordem decrescente de grandeza, prevalecendo a quantidade que, com
as que lhe forem superiores ou iguais, reunir votos em número suficiente para constituir a maioria.
II - nas ações penais originárias e nos recursos criminais, será observado o que segue:
a) se a divergência for quanto à classificação das infrações sem que nenhuma obtenha maioria de votos,
prevalecerá a classificação mais favorável ao réu;
b) se a divergência for quanto à espécie da pena, os votos que fixarem a pena mais grave somar-se-ão aos que
escolherem a imediatamente inferior, e assim sucessivamente, até ser alcançada a maioria;
c) se a divergência for só em relação à quantidade da pena, os votos que fixarem a pena maior somar-se-ão
aos que escolherem a imediatamente inferior, e assim sucessivamente, até ser alcançada a maioria.
III - nos demais recursos em matéria judicial, considerar-se-á mantida a sentença recorrida.
Art. 133. Quando cabível a técnica de ampliação de julgamento, haverá o prosseguimento em sessão do mesmo
órgão julgador, com a presença de outros julgadores em número suficiente para garantir a possibilidade de
inversão do resultado inicial.
§ 1º O quórum mínimo para continuação de julgamento será de cinco membros, neles compreendidos aqueles
que integram a competência originária acrescidos dos demais convocados, na seguinte ordem:
II - Os membros da outra câmara de mesma competência, que seguirem o Relator em ordem decrescente de
antiguidade.
III - Os membros de câmara de competência diversa, que seguirem o Relator em ordem decrescente de
antiguidade.
§ 2º Antes de iniciado o novo julgamento, o Presidente do órgão julgador solicitará a confirmação do voto dos
membros originários, que poderão rever seus entendimentos, mantida a ampliação.
Art. 134. Ficarão pessoalmente vinculados ao julgamento do feito os Desembargadores, independente da forma
pela qual a sessão for realizada:
III - que tiverem pedido destaque, em sessão virtual, para julgamento presencial;
IV - que tiverem participado de julgamento adiado em virtude de conversão em diligência relacionado com o
mérito de arguição de inconstitucionalidade, de incidente de assunção de competência ou de incidente de
resolução de demandas repetitivas.
§ 1º O exercício de função da mesa diretora, decorrente de eleição pelo Tribunal, não constituirá motivo para
desvinculação do Desembargador.
§ 2º Ao Juiz convocado para substituição ou para auxílio de Desembargador serão aplicadas as hipóteses de
vinculação de julgamento previstas nos incisos I, II e III, cabendo-lhe atuar como representante do gabinete
no qual o vínculo foi efetivado, ainda que esteja presente na sessão o Titular ou que o substitua outro Juiz.
II - com o afastamento definitivo do Magistrado do quadro do Tribunal de Justiça, sendo vedada a transferência
do vínculo a quem ocupar a vaga;
III - quando, por motivo de afastamento temporário, o processo não puder ser posto em pauta para julgamento
em até 90 (noventa) dias corridos, contados da data da sessão que gerou o vínculo.
§ 1º A proclamação poderá ser feita em blocos, dispensado o anúncio individual dos resultados, salvo se de
outra forma solicitarem os Membros, o Ministério Público ou os Advogados.
§ 2º Os processos não julgados serão apresentados na próxima sessão, independente de nova publicação de
pauta.
Art. 137. De cada sessão será lavrada ata pelo secretário, na qual constarão:
II - os nomes dos julgadores que tenham presidido, os dos que compareceram, pela ordem decrescente de
antiguidade, e o do representante do Ministério Público;
d) o resultado da votação das preliminares, com indicação dos votos vencidos e seus respectivos
acompanhamentos;
e) o resultado da votação do mérito, com indicação dos votos vencidos e seus respectivos acompanhamentos;
f) nas ações penais originárias, a classificação da infração, a qualidade e a quantidade das penas impostas;
h) o adiamento de julgamento;
Art. 138. As atas serão lavradas e encaminhadas com antecedência, por meio eletrônico, para a análise dos
Desembargadores e, na sessão seguinte, após discutidas e aprovadas, serão assinadas pelo Presidente do Órgão
Julgador.
§ 1º Depois de assinadas, as atas serão publicadas e disponibilizadas para consulta eletrônica na página oficial
do Tribunal de Justiça.
§ 2º Se, após a publicação da ata, for constatado erro material ou divergência entre o que foi publicado e o que
foi decidido em sessão, o secretário, de ofício ou por provocação, retificará a ata original, que será novamente
submetida aos procedimentos descritos no caput.
§ 3º Nos casos de retificação de ata, o áudio da sessão deverá ser preservado até a baixa definitiva dos autos.
Art. 139. Dos julgamentos colegiados será proferido acórdão, composto pela ementa, relatório, votos
declarados e conclusão de julgamento.
§ 1º Não haverá necessidade de lavratura de acórdão quando o julgamento for convertido em diligência, caso
em que o Relator, por ato nos autos, mencionará o resultado da decisão e mandará cumpri-la, no prazo
estabelecido pelo colegiado.
§ 2º A ementa, o relatório e os votos somente serão tornados públicos com a publicação do acórdão do
julgamento.
§ 3º Também integrarão o acórdão, quando existentes, as notas de sessão que substituírem os votos, nas
hipóteses previstas neste regimento.
Parágrafo único. Considera-se vencido o voto que, ainda que tenha apontado o mesmo resultado do voto
vencedor, divergiu dos seus fundamentos decisórios, reputando-se vencedor o voto que inaugurou o
fundamento prevalente.
Art. 141. Os acórdãos serão lavrados e assinados eletronicamente pelo Relator, cabendo aos demais julgadores
a assinatura individual dos respectivos votos declarados.
Art. 142. Vencido o Relator, lavrará e assinará o acórdão o julgador que proferiu o primeiro voto vencedor.
II - quando houver empate ou dispersão de votos, ainda que a resolução, nos termos da Lei ou deste regimento,
divirja do voto.
§ 3º Deverão ser aplicadas as disposições do presente artigo às declarações de voto, naquilo em que forem
compatíveis.
Art. 143. Decorrido o prazo de 30 (trinta) dias da data da sessão de julgamento sem que o acórdão tenha sido
lavrado, o secretário comunicará aos gabinetes cujos votos não tenham sido encaminhados para que o faça no
prazo de 02 (dois) dias.
§ 1º Decorrido o prazo do caput, o secretário redigirá as notas da sessão e as encaminhará, junto com a
comunicação do fato, ao Presidente do Órgão Colegiado, que determinará sua publicação em substituição aos
votos ausentes e lavrará a ementa e a conclusão de julgamento.
§ 2º Quando o Presidente do Colegiado estiver ausente ou for seu o voto não liberado, o secretário encaminhará
as notas ao Presidente do Tribunal.
§ 3º Fará parte das notas de sessão descritas a redução a termo das razões do voto vencido não lavrado.
§ 4º As sessões de julgamento onde as notas de sessão sejam lançadas em substituição aos votos terão suas
gravações preservadas até a baixa definitiva dos autos.
Art. 144. Quando houver divergência entre o acórdão e o voto prolatado em sessão, prevalecerá a manifestação
verbal do julgador, devendo o áudio da sessão ser preservado até a baixa definitiva dos autos.
Parágrafo único. Os votos proferidos por Julgador afastado definitivamente ou temporariamente por prazo
superior a 30 (trinta) dias e que demandem alteração por divergência, nos termos do caput, ou por erro material,
serão substituídos pelas notas de sessão, encaminhadas ao Presidente do Órgão Julgador ou, em caso de
impossibilidade, ao Presidente do Tribunal, que determinará sua publicação como parte integrante do acórdão.
Art. 145. É vedada a alteração de voto já proferido por Julgador diverso do prolator originário.
Parágrafo único. Tratando-se de acórdão com declarações de voto, estas integrarão o arquivo eletrônico
respectivo.
Art. 147. Serão imediatamente comunicados pelo Secretário de Sessão, no caso dos atos proferidos de forma
colegiada, ou pelos Escrivães, no caso dos atos monocráticos, sem prejuízo das comunicações processuais
ordinárias:
III - a formação de súmula e o julgamento dos incidentes de resolução de demanda repetitiva e dos incidentes
de assunção de competência, bem como sua revisão, cancelamento, a toda jurisdição do Tribunal.
§ 1º As comunicações serão realizadas pelo meio mais rápido para sua efetivação.
§ 2º Considera-se enviada a comunicação quando, por integração de sistemas, seja possível lançar informação
automática, sem intervenção humana.
§ 3º Nas decisões liminares decorrentes de tutela de urgência e nos habeas corpus, as decisões serão
comunicadas ainda que pendente a publicação oficial do ato.
Art. 148. São virtuais as sessões em que não haja presença física dos participantes e cuja votação ocorra de
forma assíncrona, mediante disponibilização eletrônica dos votos.
Art. 149. As sessões virtuais serão realizadas semanalmente, com início a partir da 00:00h das sextas-feiras,
respeitado o prazo de 5 (cinco) dias úteis entre a data da publicação da pauta e o início do julgamento, e terá
duração máxima de 5 (cinco) dias úteis contados do dia de seu início, com encerramento até às 23:59h do
último dia.
§ 1º A sessão poderá ser encerrada antes do horário limite desde que os votos de todos os julgadores tenham
sido computados.
§ 2º As sessões virtuais poderão ser realizadas de forma simultânea com as sessões presenciais, a critério do
Presidente do Colegiado respectivo.
§ 3º Aplicam-se à sessão virtual as hipóteses de apresentação dos autos em mesa, assegurado o direito de
destaque.
Art. 150. Os votos do relator e dos demais Magistrados componentes do quórum de julgamento serão lançados
em ambiente eletrônico próprio ao julgamento virtual.
§ 1º O Relator, antes da solicitação de dia para julgamento, inserirá ementa, relatório e voto no ambiente
virtual.
§ 4º Após iniciada a sessão virtual, os votos serão de responsabilidade de quem estiver em exercício nos
gabinetes que componham o órgão, sejam titulares ou substitutos, ressalvados os casos de vinculação de
julgamento.
§ 5º Os votos serão computados na ordem cronológica das manifestações, ainda que haja divergência quanto
à ordem de antiguidade.
§ 6º Durante o período de realização da sessão, não haverá qualquer espécie de óbice ao peticionamento
eletrônico, competindo à secretaria informar imediatamente ao relator sobre a juntada.
§ 7º Encerrada a sessão, os processos com pendência de voto serão apresentados em mesa para continuação de
julgamento na próxima sessão virtual, salvo quando os votos proferidos forem suficientes para composição do
quórum de julgamento, hipótese em que se considerará julgado o feito.
Art. 151. Não serão incluídos em sessão virtual ou dela serão excluídos os processos destacados para
julgamento presencial:
II - por quaisquer das partes ou pelo Ministério Público, por manifestação escrita ou cadastro em ferramenta
própria, até 2 (dois) dias úteis antes do início da sessão, independente de motivo e sem prejuízo ao pedido de
sustentação oral.
Parágrafo único. Sempre que o pedido de destaque for feito por Magistrado, o Relator encaminhará o processo
para julgamento presencial, com publicação de nova pauta.
Art. 152. Requisitado o destaque, o julgamento será reiniciado em sessão presencial, desconsiderados os votos
já proferidos.
§ 2º A vinculação dos julgadores à sessão seguirá as regras gerais de vinculação, observado o momento da
prolação do voto.
Art. 153. Aplicam-se à modalidade de julgamento virtual, quando não forem incompatíveis, as regras
pertinentes aos julgamentos presenciais.
Seção I - Da Eleição
Art. 154. O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral da Justiça serão eleitos para mandato de dois
anos, em sessão do Tribunal Pleno, por voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, proibida a reeleição
para os mesmos cargos.
§ 1º A eleição ocorrerá na primeira sessão ordinária ou extraordinária de novembro e o mandato terá início no
primeiro dia útil do mês de fevereiro.
§ 2º O Desembargador que tiver exercido quaisquer cargos de direção por quatro anos, ou o de Presidente, não
figurará mais entre os elegíveis até que se esgotem todos os nomes na ordem decrescente de antiguidade, salvo
se tiver sido eleito para completar período de mandato inferior a um ano.
§ 6º Os eleitos para os cargos da mesa diretora tomarão posse conjuntamente no primeiro dia útil de fevereiro,
correspondente ao término do mandato dos seus antecessores, em sessão solene do Tribunal Pleno.
Art. 155. O Presidente do Tribunal e o Corregedor-Geral da Justiça, ao deixarem o cargo, passarão a integrar
os gabinetes aos quais pertenciam o novo Presidente e Corregedor-Geral, respectivamente.
Art. 156. A posse dos Membros da mesa diretora ocorrerá em sessão solene, no primeiro dia útil de fevereiro.
Art. 157. O período de transição dos cargos de direção do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe tem por
objetivo fornecer, aos membros eleitos para o próximo biênio, subsídios para a elaboração e implementação
do programa de gestão dos correspondentes mandatos.
Art. 158. O Presidente eleito poderá indicar formalmente equipe de transição, com coordenador e membros de
todas as áreas do Tribunal, os quais terão acesso integral aos dados e informações referentes à gestão em curso.
§ 1º O Presidente que estiver no exercício do mandato poderá designar interlocutores para atuar junto ao
coordenador da equipe de transição, devendo a indicação recair, preferencialmente, nos titulares das unidades
responsáveis pelo processamento e execução da gestão administrativa.
§ 2º Os dirigentes das unidades administrativas em exercício deverão entregar aos dirigentes indicados, em até
10 (dez) dias após a eleição, relatório circunstanciado com os seguintes elementos:
I - planejamento estratégico;
II - estatística processual;
IV - proposta orçamentária e orçamento com especificação das ações e programas, destacando possíveis
pedidos de créditos suplementares em andamento, com as devidas justificativas;
V - estrutura organizacional com detalhamento do quadro de pessoal, cargos providos, vagos, inativos,
pensionistas, cargos em comissão e funções comissionadas, indicando a existência ou não de Servidores
cedidos para o tribunal, bem como em regime de contratação temporária;
IX - situação atual das contas do Tribunal perante o Tribunal de Contas da União ou do Estado, indicando as
ações em andamento para cumprimento de diligências expedidas pela respectiva Corte de Contas;
§ 3º Será disponibilizada a infraestrutura, com espaço físico e equipamentos, necessária aos trabalhos da equipe
de transição.
§ 4º As unidades administrativas do Tribunal deverão fornecer em tempo hábil as informações solicitadas pela
equipe de transição, por meio do seu coordenador, que poderá solicitar dados e informações complementares,
se considerarem necessário.
Art. 159. Aplicam-se, no que couberem, as disposições constantes nesta seção à Vice-Presidência e à
Corregedoria-Geral da Justiça.
Art. 160. Na vacância dos cargos de direção, serão observadas as seguintes regras:
III - na vacância conjunta dos cargos de Presidente e de Vice-Presidente, o decano assumirá a Presidência e
convocará eleições no prazo de 30 (trinta) dias;
IV - vago o cargo de Corregedor-Geral da Justiça, será realizada eleição do novo titular, que completará o
mandato, assumindo, interinamente, o Desembargador mais antigo.
Art. 161. A lista de antiguidade dos Desembargadores, Juízes de entrância final, Juízes de entrância inicial e
Juízes Substitutos será atualizada anualmente, até o mês de fevereiro, devendo ser incluídos os Juízes
empossados, desde que tenham informado que assumiram suas funções, e excluídos os Magistrados em razão
de aposentadoria, falecimento, perda do cargo e demissão.
§ 1º Para o cálculo da primeira quinta parte da lista de antiguidade, quando não se obtiver um número exato,
este deverá ser aproximado para o primeiro número inteiro seguinte.
§ 2º A lista de antiguidade será encaminhada ao Tribunal Pleno pelo Presidente e, em caso de aprovação, será
publicada na imprensa oficial.
§ 4º Competirá ao Tribunal Pleno decidir quanto à impugnação apresentada, no prazo de 30 (trinta) dias.
Art. 163. Antes de proclamado o vitaliciamento, poderá ocorrer a exoneração de Juiz não vitalício, em análise
motivada de conveniência, que levará em consideração a avaliação do desempenho jurisdicional, a aptidão
funcional, a idoneidade moral e higidez psicológica do Magistrado.
Art. 164. O procedimento de vitaliciamento será instaurado mediante portaria expedida pela Corregedoria-
Geral de Justiça, que encaminhará ao Tribunal Pleno, nos últimos 60 (sessenta) dias que antecederem o fim do
biênio de vitaliciedade, seu parecer sobre a idoneidade moral, a capacidade intelectual e a adequação ao cargo,
revelada pelos Juízes que aspirem à vitaliciedade.
IV - as informações reservadas obtidas junto aos Magistrados, Promotores, Ordem dos Advogados do Brasil e
autoridades em geral que tenham atuado junto a eles;
§ 3º Não utilizado o prazo, este será devolvido ao defensor designado, que acompanhará o feito até o final.
§ 4º Com a defesa e os documentos eventualmente juntados, os autos serão encaminhados ao Tribunal Pleno,
sorteando-se Relator, que instruirá o feito em até 20 (vinte) dias.
§ 7º Na sessão aprazada, o Tribunal Pleno declarará a aquisição da vitaliciedade ou, pelo voto de dois terços
dos seus integrantes, negará a confirmação de carreira.
Art. 165. O desempenho jurisdicional do magistrado em estágio probatório comportará avaliação quantitativa
e qualitativa.
I - número de processos iniciados na Comarca ou Vara para a qual o Magistrado foi designado;
VII - número de pessoas atendidas, exceto Advogados, Defensores Públicos, Promotores de Justiça e outras
autoridades;
III - a linguagem exteriorizada nos despachos, decisões, sentenças e termos de audiência, a qual, além do
vernáculo correto, deve estar em conformidade com a técnica jurídica, em estilo claro, direto e impessoal;
IV - a clareza, objetividade e acerto da parte dispositiva da sentença, além da indicação das disposições legais
aplicáveis;
Art. 166. Durante o estágio probatório, a Corregedoria-Geral da Justiça verificará se o Magistrado apresenta
aptidão para o exercício do cargo, exigindo, sobretudo:
II - a guarda fiel às proibições previstas na Constituição Federal, art. 95, parágrafo único;
III - o cumprimento dos atos normativos e das determinações do Tribunal de Justiça, da sua Presidência e da
Corregedoria-Geral da Justiça.
Art. 167. A Corregedoria-Geral da Justiça poderá, observados os parâmetros estabelecidos por este regimento
interno, estabelecer os procedimentos e os critérios complementares necessários à operacionalização do
vitaliciamento.
Art. 168. Para fins de aposentadoria por invalidez, será considerado inválido o Magistrado que comprovar se
achar permanentemente inabilitado ou incompatibilizado para o exercício do cargo.
Art. 169. O processo terá início a requerimento do Magistrado, por ato do Presidente do Tribunal de Justiça,
de ofício, em cumprimento de deliberação do Tribunal ou por provocação da Corregedoria-Geral da Justiça.
§ 2º O Tribunal Pleno decidirá sobre o recebimento do processo e designará relator, por sorteio.
I - afastará do exercício do cargo o Magistrado que não esteja licenciado para tratamento de saúde,
concedendo-lhe licença, de ofício, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, prorrogável por igual período a critério do
relator;
III - designará junta médica, constituída de 3 (três) membros, preferencialmente do quadro de médicos do
Tribunal de Justiça, para proceder ao exame de verificação de invalidez, formulando, desde logo, os quesitos
que julgar necessários;
IV - mandará cientificar o Magistrado da nomeação da junta médica e, se for o caso, o seu curador nomeado
ou procurador constituído.
§ 1º Os médicos nomeados para integrar a junta podem escusar-se, no prazo de 5 (cinco) dias, alegando motivo
justo ou, no mesmo prazo, serem recusados por suspeição ou impedimento, nos casos estabelecidos na
legislação processual, competindo ao Relator decidir sobre a escusa e julgar a arguição de suspeição ou de
impedimento.
§ 2º No mesmo prazo estabelecido no parágrafo anterior, o Magistrado, pessoalmente ou por seu curador ou
procurador, poderá indicar médico assistente para o exame, oferecendo desde logo os quesitos.
§ 4º O Magistrado, seu Advogado e o seu curador nomeado poderão comparecer a quaisquer atos do processo.
Art. 171. Constituída a junta médica, o relator designará local, dia e hora para a realização do exame,
cientificando o magistrado, seu curador e seu procurador, se houver, bem como os membros da junta médica
e o assistente.
§ 1º Feito o exame, a junta médica, no prazo de 15 (quinze) dias, oferecerá laudo fundamentado assinado por
seus membros e pelo assistente, se houver, cabendo prorrogação, por igual período, quando justificadamente
for solicitada.
Art. 172. Oferecido o laudo, o magistrado apresentará sua defesa definitiva em 10 (dez) dias, seguindo-se a
instrução.
Art. 173. Concluída a instrução, as alegações finais serão apresentadas no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 174. Após a instrução, o Relator, em 5 (cinco) dias, lançará relatório escrito para ser distribuído com as
peças que entender convenientes a todos os membros do Tribunal Pleno.
Art. 175. Encerrado o prazo para alegações finais, o Relator lançará relatório escrito no prazo de 5 (cinco) dias
e pedirá a designação de data para o julgamento pelo Tribunal Pleno.
Art. 176. O Magistrado que por 2 (dois) anos consecutivos afastar-se, ao todo, por 6 (seis) meses ou mais para
tratamento de saúde, deverá, ao requerer nova licença para igual fim no período de 2 (dois) anos contados da
última concessão, submeter-se a exame para verificação de invalidez.
Art. 177. Se o Tribunal concluir pela incapacidade do Magistrado, o Presidente lavrará o ato de sua
aposentadoria.
Art. 178. As irregularidades atribuídas a Magistrados serão apuradas e instruídas observadas as seguintes fases:
I - Apuração preliminar;
II - Sindicância;
Art. 179. São autoridades competentes para instaurar e instruir os procedimentos disciplinares por Magistrados
e propor, ao Tribunal Pleno, a instauração de processo administrativo disciplinar:
Art. 180. Qualquer pessoa poderá noticiar falta disciplinar cometida por Magistrado, exigindo-se representação
por escrito, com confirmação de autenticidade, a identificação e o endereço do denunciante.
Art. 181. A apuração preliminar de irregularidade atribuída a Magistrado ocorrerá de acordo com os seguintes
procedimentos:
II - Reclamação Disciplinar.
Art. 182. A autoridade competente que tiver ciência de irregularidade praticada por Magistrado é obrigada a
promover a sua apuração imediata, de ofício ou por provocação.
Parágrafo único. A ausência de comunicação oficial do fato ou a desistência das realizadas não afastará a
obrigatoriedade da apuração das irregularidades sobre as quais a autoridade tenha tomado conhecimento.
Art. 183. Os procedimentos de apuração serão instaurados com a descrição do fato, identificação do reclamado
e as provas da irregularidade atribuída, vedado seu uso como instrumento de análise ou exame de matéria
eminentemente jurisdicional.
Art. 184. Quando não forem atendidos os requisitos legais ou se constatar que o fato narrado não configura
infração disciplinar ou ilícito penal, o procedimento será arquivado de plano pela autoridade competente.
§ 1º O arquivamento deverá ser comunicado à Corregedoria Nacional de Justiça no prazo de 15 (quinze) dias
da decisão.
§ 2º Da decisão que arquivar de plano a apuração, caberá recurso pelo autor da representação e no prazo de 5
(cinco) dias, observadas as regras gerais do recurso administrativo.
I - decidir sobre o arquivamento da apuração preliminar quando considerar satisfatório o esclarecimento dos
fatos, for alcançado o resultado ou for justificada a conduta;
Parágrafo único. Se os indícios recolhidos na apuração preliminar forem, desde logo, indicativos suficientes
da prática de infração imputada, poderá ser diretamente submetida ao Plenário a proposta de instauração de
processo administrativo disciplinar.
Subseção II - Da Sindicância
Art. 187. Quando for necessária a investigação das irregularidades atribuídas aos Magistrados em apuração
preliminar, poderá ser instaurado procedimento investigativo sumário em sindicância.
Parágrafo único. A sindicância será instaurada mediante portaria da autoridade competente, que conterá o
nome do sindicado e o fundamento legal ou normativo ofendido.
Art. 188. A autoridade sindicante intimará o investigado para acompanhar a sindicância e indicar as provas
que desejar produzir, no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 189. Quando for necessária a prestação de informação ou a apresentação de documentos pelo investigado
ou por terceiros, será expedida intimação para esse fim com indicação de prazo, forma e condições de
atendimento.
Art. 190. Se da conclusão da sindicância resultarem elementos que evidenciem a prática de infração punível,
a autoridade competente proporá, ao Tribunal Pleno, a instauração de processo administrativo disciplinar.
Art. 191. O processo administrativo disciplinar será precedido da apuração preliminar, podendo ser dispensada
a sindicância.
Art. 192. Antes de encaminhar a proposta de processo administrativo disciplinar, a autoridade responsável
pela acusação concederá ao Magistrado prazo de 15 (quinze) dias para a defesa prévia, contado da data da
entrega da cópia do teor da acusação e das provas existentes.
§ 1º Findo o prazo da defesa prévia, haja ou não sido apresentada, o procedimento só poderá ser arquivado
mediante deliberação plenária.
§ 2º A autoridade competente submeterá ao Tribunal Pleno relatório conclusivo com a proposta de abertura do
processo administrativo disciplinar ou de arquivamento, intimando o Magistrado ou seu defensor, se houver,
da data da sessão do julgamento.
§ 4º Caso a apreciação da proposta de instauração ou arquivamento seja adiada ou deixe de ser apreciada por
falta de quórum, cópia da ata da sessão respectiva, com a especificação dos nomes dos presentes, dos ausentes,
dos suspeitos e dos impedidos será encaminhada pela Presidência à Corregedoria do Conselho Nacional de
Justiça, no prazo de 15 (quinze) dias contados da respectiva sessão.
§ 5º A apreciação ocorrerá pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal de Justiça, observadas as
regras de composição de quórum, publicando-se acórdão do resultado.
§ 7º Na distribuição não haverá Revisor e nem será Relator o Magistrado que tenha dirigido os procedimentos
preparatórios.
Art. 193. O Tribunal, observada a maioria absoluta de seus membros, na oportunidade em que determinar a
instauração do processo administrativo disciplinar, decidirá fundamentadamente sobre o afastamento do
Magistrado de suas funções até a decisão final ou por prazo determinado.
§ 1º O afastamento do Magistrado previsto no caput poderá ser cautelarmente decretado pelo Tribunal, por
proposta da autoridade competente para a apuração dos fatos e antes da instauração do processo administrativo
disciplinar, quando necessário ou conveniente a regular apuração da infração disciplinar.
Art. 194. O Relator determinará a intimação do Ministério Público para manifestação no prazo de 5 (cinco)
dias.
Art. 195. Findo o prazo de manifestação do Ministério Público, o Relator determinará a citação do Magistrado
para apresentar as razões de defesa e as provas que entender necessárias, em 5 (cinco) dias, encaminhando-lhe
cópia do acórdão que ordenou a instauração do processo administrativo disciplinar, com a respectiva portaria.
§ 1º Caso haja dois ou mais Magistrados requeridos, o prazo para defesa será comum e de 10 (dez) dias
contados da intimação do último.
§ 3º Quando o Magistrado estiver em lugar incerto ou não sabido, será citado por edital, com prazo de 30
(trinta) dias, a ser publicado uma única vez na imprensa oficial.
§ 4º Será considerado revel o Magistrado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo assinado.
§ 5º Declarada a revelia, o relator poderá designar defensor dativo ao requerido, concedendo-lhe igual prazo
para a apresentação de defesa.
Art. 196. Decorrido o prazo para a apresentação da defesa prévia, o Relator decidirá sobre a realização dos
atos de instrução e a produção de provas requeridas.
§ 2º O depoimento das testemunhas, as acareações e as provas periciais e técnicas destinadas à elucidação dos
fatos serão realizados com aplicação subsidiária, no que couber, das normas da legislação processual penal e
da legislação processual civil, sucessivamente.
§ 3º A inquirição das testemunhas e o interrogatório deverão ser feitos em audiência una, ainda que, se for o
caso, em dias sucessivos, e poderão ser realizados por meio de videoconferência nos termos da legislação e
atos normativos vigentes.
§ 5º Os depoimentos poderão ser documentados pelo sistema audiovisual, sem a necessidade, nesse caso, de
degravação.
Art. 197. Finda a instrução, o Ministério Público e o Magistrado terão 10 (dez) dias para apresentação de
manifestação e razões finais.
Art. 198. O julgamento do processo administrativo disciplinar será realizado em sessão pública e serão
fundamentadas todas as decisões, inclusive as interlocutórias.
§ 1º A presença em atos processuais e de julgamento específicos poderá ser limitada às próprias partes e a seus
advogados, ou somente a estes, desde que a preservação da intimidade não prejudique o interesse público.
§ 2º Serão previamente disponibilizados aos integrantes do órgão julgador acesso à integralidade dos autos do
processo administrativo disciplinar.
Art. 199. A punição ao Magistrado somente será imposta pelo voto da maioria absoluta dos membros do
Tribunal, observadas as regras de composição de quórum.
§ 1º É vedada a realização de nova sessão de julgamento com o objetivo único de se atingir o quórum de
condenação de processos disciplinares quando não tiver sido alcançado em sessão anterior.
§ 2º Na hipótese em que haja divergência quanto à pena sem que se tenha formado maioria absoluta por uma
delas, será aplicada a mais leve, ou, no caso de mais de duas penas alternativas, aplicar-se-á a mais leve que
tiver obtido o maior número de votos.
Art. 200. Prover-se-á imediatamente a vaga aberta por aposentadoria ou disponibilidade compulsórias.
Parágrafo único. No caso de remoção compulsória, se não houver vaga, o Magistrado aguardará a sua
designação para nova Comarca ou Vara, de acordo com o critério de conveniência do Tribunal de Justiça,
podendo servir junto à Corregedoria-Geral da Justiça.
Art. 201. O Magistrado posto em disponibilidade em razão de processo disciplinar somente poderá pleitear o
seu aproveitamento quando decorridos 2 (dois) anos do afastamento.
Art. 202. O pedido, devidamente instruído e justificado com os documentos que o Magistrado entender
pertinentes, será distribuído, quando possível, ao mesmo Relator do processo disciplinar que determinou a
aplicação da penalidade, que o porá em mesa para deliberar sobre o seu processamento ou indeferimento
liminar, quando não fundamentado ou deficientemente instruído.
Art. 203. A apreciação do reaproveitamento de Magistrado em disponibilidade disciplinar pode ser provocada,
de ofício, pela Corregedoria-Geral da Justiça, pelo Conselho da Magistratura ou pelo Tribunal Pleno, que
fundamentará a indicação, independentemente da aquiescência do Magistrado.
Art. 204. A permanência do Magistrado em disponibilidade só poderá ocorrer por motivo plausível, de ordem
ética ou profissional, diverso dos fatos que ensejaram a pena, mediante procedimento administrativo próprio.
Parágrafo único. Não será aproveitado o Magistrado que esteja liminarmente afastado de suas funções em
decorrência de processo administrativo disciplinar autônomo, enquanto durar o afastamento.
III - reavaliação da capacidade técnica e jurídica, por meio de frequência obrigatória a curso oficial ministrado
pela Escola da Magistratura.
Art. 206. A decisão sobre o aproveitamento será tomada pelo voto da maioria absoluta.
Art. 207. O Tribunal decidirá quanto ao retorno imediato ou gradual e adaptativo do Magistrado.
§ 1º O retorno à judicância dependerá do critério de conveniência estrita do Tribunal de Justiça, para Comarca
ou Vara da mesma entrância em que se encontrava o Magistrado quando da sua disponibilidade.
Art. 208. O cargo de Desembargador será provido mediante acesso dos Juízes de Direito pelo critério de
merecimento e antiguidade, alternadamente, ou por nomeação, quando se tratar de Advogado ou Membro do
Ministério Público.
§ 1º Quando houver mais de um gabinete vago, o Desembargador mais antigo empossado assumirá o gabinete
de vaga mais antiga, prosseguindo as demais posses de acordo com a mesma regra, sucessivamente, em regra
decrescente de antiguidade.
§ 2º O gabinete vago em decorrência da transferência de Desembargador, nos termos deste regimento, herdará
a antiguidade da vaga originária.
Art. 211. Na composição do Tribunal de Justiça, um quinto dos lugares será preenchido, alternadamente, por
Membros do Ministério Público e Advogados que preencham os requisitos exigidos pela Constituição Federal
e Estadual, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes.
§ 1º Recebidas as indicações, o Tribunal formará lista tríplice, em sessão pública, mediante votos abertos,
nominais e fundamentados, por maioria absoluta do voto de seus Membros efetivos, enviando-a ao Poder
Executivo para que escolha um de seus integrantes para a nomeação.
§ 2º Para a posse, o nomeado provará sua integridade física e psíquica, mediante exames realizados pelo serviço
médico do Poder Judiciário e, no ato da posse, apresentará declaração pública dos bens.
Subseção II - Da Posse
Parágrafo único. Serão convidados a participar da solenidade, sem prejuízo de outras instituições e
personalidades:
II - o Ministério Público;
IV - o Governador do Estado;
V - o Prefeito da Capital.
Parágrafo único. O secretário lavrará o termo do compromisso, em livro especial, que será assinado pelo
Presidente e pelo empossado.
Art. 214. O Desembargador deverá tomar posse e entrar no exercício do cargo dentro de 30 (trinta) dias
contados da publicação do ato de nomeação na imprensa oficial; este prazo poderá ser prorrogado por motivo
superior, a critério do Tribunal.
§ 1º Se o nomeado estiver em férias ou em licença, o prazo será contado do dia em que deveria voltar ao
serviço.
Art. 215. Os Desembargadores poderão requerer transferência para outro Órgão fracionário onde haja vaga,
antes da posse de novo Desembargador, ou, em caso de permuta, para qualquer outra, submetendo o pleito à
aprovação do Tribunal Pleno.
§ 1º Caso seja submetido mais de um pedido, terá preferência o Desembargador mais antigo.
§ 3º Somente poderá ocorrer a permuta quando o Desembargador requerente possuir quantitativo de processos
inferior à média de todos os que compõem a Câmara de origem.
Art. 216. O Magistrado receberá todo o acervo do gabinete para o qual for transferido, observadas as regras
gerais de vinculação, impedimento e prevenção.
Art. 217. Em caso de afastamento a qualquer título de membro do Tribunal por período superior a 30 (trinta)
dias ou nos casos de vacância, o Tribunal Pleno, por maioria de seus membros, convocará, para a substituição,
Juiz de Direito que compuser a quinta parte da lista de antiguidade da mais elevada entrância.
Art. 218. É vedado o afastamento do Tribunal ou de qualquer de seus Órgãos Judicantes, em gozo de férias
individuais e no mesmo período, de Desembargadores em número que possa comprometer o quórum.
§ 1º Se não houver entendimento entre os interessados às férias, a decisão caberá ao Plenário do Tribunal.
§ 2º A vedação do caput não se aplica quando a concorrência dos afastamentos ocorrer por conta de licenças,
concessões, afastamentos disciplinares ou aposentadorias dos Desembargadores.
Art. 219. O Presidente do Tribunal poderá convocar o Desembargador em férias para o julgamento de matéria
administrativa, sempre que o Tribunal julgar conveniente a convocação.
Parágrafo único. Nos casos de convocação, os dias de interrupção serão restituídos ao final das férias.
Art. 220. O afastamento temporário do Desembargador, a qualquer título, não impede seu comparecimento e
atuação espontâneos:
a) Como Relator, nos feitos que, antes do afastamento, tenham sido conclusos;
Parágrafo único. O comparecimento de Desembargador nas hipóteses previstas não acarretará compensação
quanto ao período de férias ou de afastamento.
Art. 221. Verificada a vacância na composição do Tribunal Regional Eleitoral de vaga destinada a Juiz de
Direito, Desembargador ou advogado, será publicado edital no Diário da Justiça para que os interessados, no
prazo de 3 (três) dias, requeiram registro da candidatura.
Art. 222. A eleição para vagas pertencentes a Desembargador e Juiz de Direito ocorrerá por voto secreto,
permitida votação eletrônica, inclusive remota, desde que seja assegurado o sigilo do escrutínio.
Parágrafo único. Somente poderão concorrer às vagas destinadas a Juízes de Direito aqueles titulares da
Comarca de Aracaju.
Art. 223. A indicação em lista para as vagas de advogado ocorrerá em sessão pública do Tribunal Pleno, por
votos abertos e nominais.
Parágrafo único. Para concorrer à indicação mencionada no caput, os candidatos deverão apresentar declaração
de que atendem os requisitos estabelecidos no inciso III do §1º do art. 120 da Constituição da República e nos
atos normativos do Tribunal Superior Eleitoral.
Parágrafo único. No encaminhamento da lista tríplice, os nomes dos advogados devem ser indicados em ordem
de classificação, com a quantidade de votos computada para cada candidato e, se for o caso, o número de
escrutínios em que eventualmente se deliberou para a escolha.
Art. 225. O Presidente do Tribunal responde pelo poder de polícia administrativa, cujo exercício se dará por
ele, pelos Presidentes dos Órgãos Colegiados ou por quem exerça a função de polícia judicial, podendo, quando
necessário, requisitar a colaboração de autoridades externas.
Parágrafo único. O exercício do poder de polícia administrativa se destina a assegurar a boa ordem dos
trabalhos do Tribunal, a proteger a integridade dos seus bens e serviços, bem como a garantir a incolumidade
dos Magistrados, Servidores, advogados, partes e demais frequentadores das dependências físicas do Tribunal.
Art. 226. Constatada a prática de infração penal nas dependências físicas do Tribunal envolvendo pessoa
sujeita à sua jurisdição, o Presidente poderá, sem prejuízo da requisição da instauração de inquérito policial,
instaurar procedimento apuratório preliminar ou delegar tal função a outra autoridade competente.
§ 1º. Havendo flagrante delito nas dependências do Tribunal, será dada voz de prisão ao autor do fato,
mantendo-o sob custódia até a entrega à autoridade policial competente para as providências legais
subsequentes.
§ 2º. Caso seja necessária à instrução do procedimento apuratório preliminar mencionado no caput deste artigo,
a autoridade judicial poderá determinar aos agentes e inspetores da polícia judicial a realização de diligências
de caráter assecuratório que se entendam essenciais.
III - Negocial, quando contiverem declaração de vontade do Tribunal de Justiça, normalmente em relações
com particulares na qualidade de parte de um negócio jurídico;
IV - Punitiva, quando estabelecerem sanção aplicada pelo Tribunal decorrentes de infrações administrativas e
condutas irregulares de Magistrados e servidores.
I - Regimentos;
III - Resoluções;
IV - Recomendações.
§ 1º Salvo disposição em contrária, os atos normativos de competência do Tribunal de Justiça serão aprovados
por maioria simples.
§ 2º Os regimentos e as Emendas Regimentais serão aprovados por maioria absoluta dos membros do Tribunal
de Justiça, observadas as regras gerais de cálculo de quórum.
§ 3º Ressalvados os casos de urgência, as minutas dos atos normativos que necessitem de deliberação colegiada
devem ser apresentadas de forma eletrônica a todos os Membros, ainda que temporariamente afastados, com
antecedência mínima de 5 (cinco) dias úteis da data da sessão deliberativa.
Art. 229. São atos administrativos normativos de competência do Presidente do Tribunal de Justiça:
I - Instruções Normativas, assim consideradas aquelas que estabelecem diretrizes procedimentais aos órgãos
de execução quanto à forma de realização de serviços ou atividades;
III - Provimentos: atos normativos de caráter geral, com a finalidade de regulamentar, esclarecer ou orientar
quanto à aplicação de leis ou atos normativos, bem como modificar as Consolidações Normativas;
IV - Instruções Normativas: atos normativos que estabelecem diretrizes procedimentais aos órgãos de
execução quanto à forma de realização de seus serviços ou atividades;
I - Normativas, as que tracem ou aprovem normas regulando serviços ou atividades no âmbito do Poder
Judiciário, identificadas pela sigla GP1;
II - Constitutivas, aquelas que tratam de nomeações e dispensa, bem como as que tratam de núcleos de trabalho,
comissões ou grupos com finalidades específicas, identificadas pela sigla GP2;
IV - Atributivas, as de nomeação, delegação, admissão, reintegração, bem como as que designem Magistrados
para responder por varas ou comarcas em substituição, ou servidores para responder por cargos em comissão,
funções de confiança ou gratificadas, identificadas pela sigla GP4;
V - Desconstitutivas ou Extintivas, as de exoneração, dispensa, revogação e avocação, assim como outras que
desconstituam determinada situação jurídica, identificadas pela sigla GP5;
VI - Punitivas, as que tenham por escopo aplicar penas disciplinares aos servidores, identificadas pela sigla
GP6;
VII - Atípicas, as que, por sua natureza e conteúdo, não se enquadrem nas classes acima ou que reúnam
características de portarias que em duas ou mais das aludidas classes poderiam enquadrar, identificadas pela
sigla GP7.
Parágrafo único. Quando a Portaria tratar de matérias cujas competências sejam comuns à Presidência e à
Corregedoria-Geral da Justiça, sua expedição se dará de forma conjunta, em um único ato.
Art. 232. São atos administrativos ordinatórios os ofícios, ofícios circulares e portarias, cuja competência será
definida pelo órgão expedidor.
Art. 233. São atos administrativos negociais os contratos, os convênios, os termos de cooperação e os atos
administrativos congêneres.
Art. 234. A qualquer Desembargador é facultada a apresentação de emendas ao regimento interno, que devem
ser encaminhadas à Presidência na forma de processo administrativo eletrônico.
§ 2º A proposta de emenda regimental e o parecer prévio do Comitê serão encaminhados para apreciação de
todos os Desembargadores, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias à votação plenária.
Art. 235. Os atos administrativos punitivos são aqueles previstos na Lei Complementar nº 35 - LOMAN, de
14 de março de 1979, bem como na Lei Estadual nº 2.148 - Estatuto dos Servidores Públicos Estaduais, de 21
de dezembro de 1977, ressalvando-se a possibilidade de aplicação da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990,
nos casos permitidos por lei.
Art. 236. A estrutura dos atos normativos, que deverá fazer parte integrante de sua publicação, será composta
por:
I - Tipo do ato;
II - Classe, se houver, seguida de sua abreviação, quando instituída por este regimento;
§ 1º O número sequencial será reiniciado ao fim de cada ano, salvo quanto às emendas regimentais, resoluções
e provimentos, cuja numeração será contínua.
Art. 237. Compete à Divisão de Atos a confecção, o arquivamento e a respectiva publicação na imprensa
oficial.
§ 1º Para efeito de arquivamento de Portarias, serão abertas pastas pertinentes a cada classe.
§ 2º O arquivamento dos atos administrativos que façam referência às atribuições funcionais dos Magistrados
e servidores deverá ser efetuado em suas respectivas pastas individuais.
Art. 238. A propositura de anteprojeto de lei cuja iniciativa caiba ao Tribunal de Justiça poderá ser proposta
por qualquer Desembargador.
§ 1º O anteprojeto de lei, quando não for proposto pelo próprio Presidente do Tribunal, deverá ser protocolado
junto à Presidência, por escrito e em formato eletrônico, acompanhado da exposição de motivos e observada
as regras de técnicas legislativas vigentes.
§ 2º Quando o projeto buscar alterar lei existente, deverá trazer tabela comparativa entre a lei anterior e a
proposta.
§ 3º O anteprojeto deverá indicar, se for o caso, sobre a necessidade de estudos complementares, informando,
desde logo, os setores responsáveis.
Art. 239. A proposta de anteprojeto, após ser recebida, poderá ser encaminhada ao Comitê de Organização
Judiciária e Regimento Interno que, em 5 (cinco) dias, lançará parecer opinativo, que conterá:
§ 2º A Presidência, com base no parecer prévio, poderá determinar aos setores competentes que realizem os
estudos complementares necessários, em prazo não superior a 30 (trinta) dias, bem como avaliará a
conveniência de convocar as entidades externas para audiências públicas sobre a matéria.
§ 1º As emendas deverão ser apresentadas de forma articulada, que permita integrá-las ao texto-base do
anteprojeto, e acompanhadas de justificativas, ainda que sucintas.
§ 2º Findo o prazo para apresentação de emendas, a Presidência incluirá o processo em pauta administrativa,
observados os prazos dispostos neste regimento e a obrigatoriedade de disponibilização do conteúdo da
proposta.
Art. 241. Os Desembargadores poderão solicitar vista dos autos, observadas as regras gerais atinentes à
matéria.
Art. 242. Concluída a votação de todas as propostas de emenda, o texto será consolidado e encaminhado, de
forma eletrônica, a todos os Desembargadores, que poderão impugnar a versão final no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 1º Findo o prazo, o texto final será apresentado em sessão para leitura e aprovação.
§ 2º Aprovado o texto final, o anteprojeto será encaminhado, pelo Presidente do Tribunal e sob a forma de
projeto de lei, à Assembleia Legislativa.
Art. 243. O Presidente do Tribunal, justificadamente, poderá determinar que a apreciação de proposta de
anteprojeto de lei ocorra em regime de urgência.
§ 1º Nos casos do caput, o Comitê de Organização Judiciária e Regimento Interno, quando instado a se
manifestar, deverá lançar parecer, no prazo de 2 (dois) dias.
Art. 244. A jurisprudência do Tribunal será divulgada através dos seguintes meios:
I - Diário de Justiça;
Art. 245. A ferramenta de consulta jurisprudencial deve permitir a consulta de todas as decisões dos
julgamentos do Tribunal, colegiadas ou monocráticas, independente de seleção, observadas as limitações dos
feitos em segredo de justiça.
Parágrafo único. Os feitos selecionados para destaque no boletim informativo de jurisprudência devem possuir
anotação de destaque na ferramenta de consulta jurisprudencial.
Art. 246. O boletim informativo de jurisprudência será constituído por julgados selecionadas que melhor
representem o posicionamento do Tribunal de Justiça e seus Órgãos Fracionários ou que tratem de inovações.
§ 2º Caberá à Vice-Presidência do Tribunal, com auxílio dos setores definidos por ato do Presidente, receber
e indexar as determinações de destaque, acrescentar novos julgados relevantes e organizar e formatar o boletim
de jurisprudência,
§ 3º Os acórdãos que julgarem o mérito dos incidentes de assunção de competência e dos incidentes de
resolução de demandas sempre constarão no boletim informativo, independente de encaminhamento.
Art. 247. A Presidência do Tribunal de Justiça exercerá, diretamente ou por delegação à secretaria judiciária
ou demais órgãos da administração, as atividades de fiscalização da segunda instância, seus órgãos
fracionários, gabinetes, secretarias, cartórios e unidades auxiliares.
I - a inspeção periódica, assim considerada a verificação do funcionamento dos serviços mediante relatórios
e indicadores, de forma presencial ou remota, a ser realizada em períodos previamente estabelecidos;
II - a autoinspeção, assim considerada a verificação de regularidade realizada pelos próprios responsáveis pelos
órgãos, gabinetes ou demais setores, de forma provocada ou voluntária, mediante encaminhamento de
relatórios periódicos;
§ 2º As inspeções periódicas serão realizadas, ao menos, uma vez a cada biênio para cada setor, e deverão
resultar em relatório detalhado das atividades e indicadores.
§ 3º A Presidência do Tribunal estabelecerá, por ato próprio, os critérios e os procedimentos referentes à sua
atividade fiscalizadora.
Art. 248. O Tribunal publicará, mensalmente e independente do efetivo exercício das atividades de
fiscalização, dados estatísticos sobre seus trabalhos no mês anterior.
Parágrafo único. A publicação mensal dos dados estatísticos sobre os trabalhos do Tribunal de Justiça conterá:
a) o número de votos que cada um dos Desembargadores, nominalmente indicado, proferiu como relator;
c) a relação de pedidos de vista, por Desembargador, com indicação do tempo decorrido por cada processo
até sua devolução;
d) a relação de feitos conclusos e não devolvidos, com as datas das respectivas conclusões;
Art. 249. O interessado que se considerar prejudicado, em procedimento administrativo, por decisão do
Presidente ou do Corregedor-Geral da Justiça, poderá, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da sua intimação,
interpor recurso administrativo.
§ 1º São recorríveis apenas as decisões monocráticas terminativas de que manifestamente resultar ou puder
resultar restrição de direito ou prerrogativa, determinação de conduta ou anulação de ato ou decisão, nos casos
de processo disciplinar, reclamação disciplinar, representação por excesso de prazo, procedimento de controle
administrativo ou pedido de providências.
§ 2º O recurso será apresentado, por petição fundamentada, ao prolator da decisão atacada, que poderá
reconsiderá-la no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 3º Se não for exercido o juízo de retratação, o recurso será redistribuído a novo Relator, que deverá submetê-
lo à apreciação pelo Colegiado respectivo na primeira sessão subsequente.
§ 4º O recurso administrativo não suspende os efeitos da decisão, salvo disposição expressa do Relator.
§ 5º A decisão final do Colegiado substitui a decisão recorrida para todos os efeitos e dela não cabe recurso.
Art. 250. A ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal perante a
Constituição Estadual será dirigida ao Presidente do Tribunal, e conterá, em sua integralidade, a lei ou do ato
normativo impugnado.
Art. 251. O Relator pedirá informações aos órgãos ou às autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo
impugnado que serão prestadas no prazo de 30 (trinta) dias contado do recebimento do pedido.
Art. 252. Vencidos os prazos do artigo anterior, o Relator lançará o relatório, com cópia a todos os
Desembargadores e pedirá dia para julgamento.
Art. 253. Somente pelo voto da maioria absoluta dos Membros do Tribunal Pleno será declarada a
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.
Art. 254. A decisão que declarar a inconstitucionalidade será imediatamente comunicada, pelo Presidente do
Tribunal, aos órgãos interessados.
Art. 255. A medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade será concedida por decisão da maioria
absoluta dos Membros do Tribunal, assegurado o quórum necessário antes de ser anunciado o julgamento em
pauta e ouvindo-se, se não for caso de excepcional urgência, os órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei
ou ato normativo impugnado, que deverão pronunciar-se no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 1º O Relator poderá conceder a medida liminar ad referendum do Tribunal Pleno, em caso de extrema
urgência ou perigo de lesão grave e irreparável.
§ 2º Na apreciação de medida cautelar, o Relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado
para a ordem social e a segurança jurídica, poderá, após a prestação das informações, no prazo de 10 (dez)
dias, e a manifestação do Procurador-Geral do Estado e do Procurador-Geral da Justiça, sucessivamente, no
prazo de 5 (cinco) dias, submeter o processo diretamente ao Tribunal Pleno, que terá a faculdade de julgar
definitivamente a ação.
Art. 256. A intervenção do Estado nos Municípios será promovida mediante representação do Procurador-
Geral da Justiça, de interessado, ou de ofício pelo Presidente do Tribunal.
Parágrafo único. Se o descumprimento for de decisão de Tribunal diverso, ou de Juiz a ele vinculado, a
representação se processará mediante solicitação do Tribunal de onde emanou a ordem descumprida.
Art. 257. Na hipótese de representação, ou se impondo de ofício a medida, o Presidente tomará as providências
que lhe parecerem adequadas para remover administrativamente a causa do pedido ou da medida.
Art. 258. Ultrapassadas as providências do artigo anterior, serão solicitadas informações à autoridade
municipal, com fixação do prazo de 10 (dez) dias para a resposta.
Parágrafo único. Findo o prazo, com ou sem informações, dentro de cinco dias, ouvido o Procurador-Geral da
Justiça, se não for este o autor da representação, será a matéria levada à decisão do Tribunal Pleno, relatada
pelo Presidente.
Art. 259. Decidida a intervenção, o Presidente do Tribunal comunicará, imediatamente, a decisão aos poderes
constituídos, ao Tribunal de Contas, à Procuradoria Geral da Justiça, à Procuradoria Geral do Estado e a todos
os órgãos do Poder Público que sejam interessados e requisitará ao Governador do Estado que seja o executor
da intervenção.
Seção I - Da Súmula
Art. 260. Poderá ser objeto de súmula qualquer matéria jurisdicional ou administrativa a cujo respeito não haja
divergência na aplicação do direito ou na interpretação da lei.
§ 2º A hipótese de que trata o caput deste artigo deverá ser apresentada com o respectivo projeto de enunciado,
sua fundamentação e indicando-se os precedentes em que se baseia.
§ 3º A proposta de edição, revisão ou cancelamento de enunciado de súmula não autoriza a suspensão dos
processos em que se discuta a mesma questão.
Art. 261. A deliberação da proposta de súmula ocorrerá em sessão administrativa do Tribunal Pleno e sua
aprovação ocorrerá por maioria absoluta de seus membros.
Art. 262. A revisão ou cancelamento das súmulas do Tribunal de Justiça poderá ser proposta, perante os órgãos
fracionários, por qualquer Desembargador.
§ 1º. A sugestão de revisão ou cancelamento será votada pelo Órgão Fracionário e, se aprovada, encaminhada
para deliberação do Tribunal Pleno.
§ 2º. A votação, pelo Tribunal Pleno, da revisão ou cancelamento de súmula, seguirá os mesmos requisitos e
rito previstos para sua aprovação.
III - houver alteração na composição do órgão uniformizador capaz de modificar a orientação anterior.
Parágrafo único. Ficarão vagos, com a nota correspondente, para efeito de eventual restabelecimento, os
números dos enunciados que o Tribunal de Justiça cancelar ou alterar, tomando os que forem modificados
novos números de série.
Art. 264. O Ministério Público será instado a se manifestar, no prazo de 15 (quinze) dias, acerca das propostas
de edição, revisão ou cancelamento de súmula.
Art. 265. No julgamento das propostas de súmulas, o Tribunal Pleno terá quórum de funcionamento de dois
terços de seus Membros, sendo considerada aprovada aquela que alcançar a maioria absoluta de votos.
Art. 266. O pedido de instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas será dirigido ao Presidente
do Tribunal ou da Seção Especializada Cível, conforme o caso:
§ 2º Recebido o ofício ou a petição, o incidente será distribuído de acordo com as competências previstas neste
regimento e observará as regras de prevenção instituídas.
§ 3º A suspensão dos processos que tratam da questão de direito suscitada será comunicada aos órgãos
judiciários competentes.
Art. 267. O Presidente do Tribunal determinará a alimentação do banco de dados específico, de acesso público,
e o envio das informações ao Conselho Nacional de Justiça, registrando-se, em ambos os casos:
Art. 268. Instruído o incidente nos termos da lei, o Relator designará pauta para julgamento.
§ 1º A deliberação será tomada por maioria absoluta, observadas as regras de composição de quórum.
Art. 269. A revisão ou cancelamento da tese jurídica firmada no incidente e a modulação de seus efeitos será
feita pelo mesmo Órgão, por maioria absoluta de seus membros, de ofício ou mediante requerimento dos
mesmos legitimados para propositura original.
Parágrafo único. Quando constatado conflito entre as teses firmadas pelo Tribunal e as instituídas pelos
Tribunais Superiores, o reconhecimento de superação de entendimento poderá ser feito nos próprios autos, de
forma incidental, com remessa ao Colegiado originalmente competente para revisar ou cancelar a tese, que
ratificará seu cancelamento nos termos do caput.
Art. 270. O Relator que, na ação ou recurso, identificar a ocorrência de relevante questão de direito não
repetitiva, poderá propor incidente de assunção de competência, quando:
Parágrafo único. A proposição de assunção de competência poderá ser realizada de ofício ou por provocação
das partes, do Ministério Público ou da Defensoria Pública.
Art. 271. Aprovada a instauração do incidente no órgão de origem, os autos serão remetidos para julgamento
pelo Órgão Colegiado definido regimentalmente, mantendo-se a relatoria.
§ 1º. O Órgão competente para o julgamento da assunção deliberará, preliminarmente, sobre o interesse público
na assunção de competência.
§ 2º. Inadmitida a assunção de competência, será lavrado acórdão e os autos retornarão ao Órgão Originário
para julgamento do recurso, da remessa necessária ou do processo de competência originária.
§ 3º. Admitida a assunção de competência, o Colegiado julgará o recurso, a remessa necessária ou o processo
de competência originária, por maioria absoluta, e fixará a tese respectiva.
Art. 272. Admitido o incidente, o Presidente do Tribunal determinará a alimentação do banco de dados
específico, de acesso público, e o envio das informações ao Conselho Nacional de Justiça, registrando-se, em
ambos os casos:
Art. 273. O Presidente do Órgão Colegiado que julgar o incidente determinará, após a publicação do acórdão,
a comunicação eletrônica do julgamento a todas as unidades que compõem o Tribunal de Justiça, donde
constará informação acerca da vinculação do entendimento.
Art. 274. A revisão ou cancelamento da tese jurídica firmada no incidente e a modulação de seus efeitos será
feita pelo mesmo Órgão que a instituiu, por maioria absoluta de seus membros, de ofício ou mediante
requerimento dos mesmos legitimados para propositura original.
Parágrafo único. Quando constatado conflito entre as teses firmadas pelo Tribunal e as instituídas pelos
Tribunais Superiores, o reconhecimento de superação de entendimento poderá ser feito nos próprios autos, de
forma incidental, com remessa ao Colegiado originalmente competente para revisar ou cancelar a tese, que
ratificará seu cancelamento nos termos do caput.
Seção I - Do Inquérito
Art. 275. A denúncia nos crimes de ação pública, a queixa nos de ação privada, bem como a representação,
quando indispensável ao exercício da primeira, serão dirigidas ao Presidente do Tribunal, que a mandará
distribuir na forma deste regimento.
Parágrafo único. O Relator terá as atribuições que a legislação processual confere aos Juízes singulares, bem
como as constantes no presente regimento.
Art. 276. Instaurado o inquérito, a autoridade policial deverá reunir os elementos necessários à conclusão das
investigações, no prazo de 60 (sessenta) dias, efetuando as inquirições e realizando as demais diligências
necessárias à elucidação dos fatos, apresentando, ao final, a peça informativa.
§ 1º O Relator poderá deferir a prorrogação do prazo sob requerimento fundamentado da autoridade policial
ou do Procurador-Geral de Justiça, que deverão indicar as diligências que faltam ser concluídas.
§ 2º Os requerimentos de prisão, busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico, bancário, fiscal, e telemático,
interceptação telefônica, além de outras medidas invasivas, serão processados e apreciados, em autos apartados
e sob sigilo, pelo Relator.
§ 4º Diligências complementares poderão ser deferidas pelo Relator, com interrupção do prazo deste artigo.
§ 6º O procedimento investigatório e a ação penal serão distribuídos sob sigilo, desde que haja pedido nos
autos, salvo determinação posterior contrária do Relator.
Art. 277. A abertura de procedimento investigatório criminal (PIC) em face de detentor da prerrogativa de
foro dependerá de autorização do Tribunal de Justiça, através do Desembargador Relator.
Parágrafo único. É vedada à autoridade policial a abertura, de ofício, de inquérito para ação pública, sendo da
atribuição do Procurador-Geral de Justiça a iniciativa para a instauração do procedimento investigatório.
Art. 278. O Relator será o Juiz da instrução, que se realizará segundo o disposto neste regimento e no Código
de Processo Penal, no que for aplicável, e terá as atribuições que a legislação penal confere aos Juízes
singulares, podendo submeter diretamente à decisão do órgão colegiado competente as questões surgidas
durante a instrução, competindo-lhe:
III - apreciar pedidos de homologação em colaboração premiada, nos termos da lei federal de regência;
§ 1º Nos casos de pedido de instauração de inquérito proveniente da autoridade policial e do ofendido, deverá
ser ouvido o Procurador-Geral de Justiça que se manifestará em 10 (dez) dias, antes da decisão, autorizativa
ou não, do Relator.
§ 2º O Tribunal não processará comunicação de crime, nem inquérito proveniente da instância inferior,
cabendo-lhe o encaminhamento ao Procurador-Geral de Justiça, após verificada a competência do foro.
Art. 279. Apresentada a denúncia ou a queixa ao Relator, far-se-á a notificação do acusado para oferecer
resposta no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 1º Com a notificação, serão entregues ao acusado cópias da denúncia ou da queixa, do despacho do Relator
e dos documentos por este indicados.
§ 2º Se desconhecido o paradeiro do acusado ou se este criar dificuldades para que o oficial cumpra a diligência,
proceder-se-á a sua notificação por edital, no prazo de 30 (trinta) dias, contendo o teor resumido da acusação,
para que compareça à subsecretaria do Tribunal Pleno, em 5 (cinco) dias, onde terá vista dos autos pelo prazo
de 15 (quinze) dias, a fim de apresentar a resposta prevista neste artigo.
3º Se com a resposta forem apresentados novos documentos, será intimada a parte contrária para sobre eles se
manifestar, no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 280. A seguir, o Relator pedirá dia para que o Tribunal, em sessão plenária, delibere sobre o recebimento,
a rejeição da denúncia ou da queixa, ou a improcedência da acusação, se a decisão não depender de outras
provas.
§ 1º No julgamento de que trata este artigo será facultada sustentação oral, nos termos deste regimento.
§ 2º Nas ações penais privadas, será facultada a intervenção oral do Ministério Público, depois das partes.
§ 3º Encerrados os debates, o Tribunal Pleno passará a deliberar, determinando o Presidente as pessoas que
poderão permanecer no recinto.
Seção II - Da Instrução
Art. 281. Recebida a denúncia ou a queixa, o Relator designará dia e hora para o interrogatório, mandando
citar o acusado ou o querelado e intimar o órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente,
se for o caso.
Art. 282. Nenhum acusado, ainda que foragido, será processado sem defensor, sendo-lhe nomeado, pelo
Relator, ressalvado o seu direito de, a qualquer tempo, nomear outro de sua confiança.
§ 1º Se o réu não comparecer, sem motivo justificado, no dia e na hora designados, o prazo para defesa será
concedido ao defensor constituído ou ao nomeado pelo Relator.
§ 2º O acusado que não for pobre, na forma da lei, arcará com o pagamento dos honorários do defensor dativo,
arbitrados pelo Relator.
Art. 283. O prazo para a defesa prévia será de 5 (cinco) dias, contado do interrogatório ou da intimação do
defensor.
Art. 284. A instrução obedecerá aos procedimentos da legislação regente e deste regimento.
§ 1º O Relator poderá delegar a realização do interrogatório ou de outro ato da instrução ao Juiz de primeira
instância com competência territorial no local de cumprimento da carta de ordem.
§ 2º A critério do Relator, poderá ser determinado que as intimações se façam por mandado ou por carta
registrada com aviso de recebimento, se realizadas dentro da Comarca da capital ou contíguas, ou por Carta
de Ordem se em Comarca diversa.
Art. 285. Concluída a inquirição das testemunhas, serão intimadas a acusação e a defesa para requerimento de
diligências, no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 286. Realizadas as diligências ou não sendo estas requeridas, nem determinadas pelo Relator, serão
intimadas a acusação e a defesa, para, sucessivamente, apresentarem, no prazo de 15 (quinze) dias, alegações
escritas.
§ 2º Na ação penal de iniciativa privada, o Ministério Público terá vista, por igual prazo, após as alegações das
partes.
§ 3º O Relator poderá, após as alegações escritas, determinar de ofício a realização de provas reputadas
imprescindíveis para o julgamento da causa.
Art. 287. As testemunhas de acusação serão ouvidas, em regra, dentro do prazo de 20 (vinte) dias, quando o
réu estiver preso e de 40 (quarenta) dias, quando solto.
Parágrafo único. Estes prazos começarão a correr depois de findo o prazo da defesa prévia ou se tiver
desistência, da data do interrogatório ou do dia em que este deveria ter sido realizado.
Art. 288. O defensor não poderá abandonar o processo senão por motivo imperioso, a critério do Relator.
Parágrafo único. A falta de comparecimento do defensor, ainda que motivada, não determinará o adiamento
de ato algum do processo, devendo o Relator ou Juiz instrutor nomear substituto, ainda que para só esse efeito.
Parágrafo único. Manifestada a desistência, será ouvida a parte contrária e haja ou não concordância, o Relator
decidirá da conveniência de ouvir ou dispensar a testemunha.
Art. 290. Se as testemunhas de defesa não forem encontradas e o acusado, dentro de 03 (três) dias, não indicar
outras em substituição, prosseguir-se-ão nos demais termos do processo.
Art. 291. O Relator, quando julgar necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas
partes, bem como as referidas.
Art. 292. Finda a instrução, decorridos os prazos relativos a diligências, o Relator, no prazo de 10 (dez) dias,
lançará relatório escrito, que será distribuído a todos os Membros do Órgão julgador e determinará a remessa
do processo ao Revisor que, depois de examiná-lo, pelo mesmo prazo do Relator, designará dia para o
julgamento.
Art. 293. Se o querelante deixar de comparecer sem motivo justificado, será declarada de ofício a perempção
da ação penal.
Parágrafo único. Se a ação for privada por delito de ação pública e o querelante não comparecer, o Ministério
Público tornar-se-á parte principal, prosseguindo-se no julgamento.
Art. 294. Se alguma das partes deixar de comparecer, com motivo justificado, a critério do Órgão julgador, a
sessão poderá ser adiada.
Art. 295. A sustentação oral ocorrerá nos termos gerais descritos neste regimento.
§ 1º Nas ações penais privadas, será facultada a intervenção oral do Ministério Público, depois das partes.
§ 2º Havendo mais de um acusador ou mais de um defensor, combinarão entre si a distribuição do tempo que,
na falta de entendimento, será fixado pela Presidência do Órgão julgador.
§ 3º Ocorrendo caso de extinção da punibilidade suscitado pelas partes ou de ofício, a matéria será destacada,
assegurando-se a cada uma das partes o prazo de 15 (quinze) minutos para falar sobre o incidente.
Art. 296. Quando não for unânime a decisão de segunda instância desfavorável ao réu, caberão embargos
infringentes e de nulidade, que têm por escopo ver reconhecida nulidade processual que favoreça o réu, no
prazo de 10 (dez) dias.
§ 1º Os embargos infringentes e de nulidade são cabíveis de decisões proferidas em apelação criminal, carta
testemunhável, recurso de ofício, recurso em sentido estrito ou agravo criminal e nos demais casos previstos
em lei.
§ 2º Da decisão que não admitir os embargos caberá agravo, em 5 (cinco) dias, para o órgão competente para
o julgamento do recurso.
§ 3º O agravo será processado como incidente e distribuído ao Relator do acórdão embargado que o porá em
mesa para julgamento na primeira sessão seguinte.
Art. 298. Depois de efetuada a admissibilidade dos embargos, será sorteado novo Relator, cuja escolha recairá,
preferencialmente, em Magistrado que não haja participado do julgamento anterior.
Art. 299. Contra a decisão monocrática do Relator caberá agravo interno, no prazo de 15 (quinze) dias e
condicionado a preparo, inclusive nos seguintes casos:
IV - decisão que julgar de plano o conflito de competência em virtude de decisão do Supremo Tribunal Federal,
do Superior Tribunal de Justiça ou de precedente do próprio Tribunal;
VII - indeferimento da ação rescisória por ausência de comprovação do depósito previsto no art. 968, II, do
Código de Processo Civil;
VIII - decisão do Relator que indeferir a inicial, extinguir o processo sem julgamento do mérito ou decretar a
perempção ou a caducidade da medida nos mandados de segurança;
Parágrafo único. Se a decisão recorrida for proferida em regime de plantão ou no recesso forense, o agravo
será dirigido ao Relator a quem for distribuído o feito.
Art. 300. A correição parcial é instrumento recursal destinado a impugnar decisão judicial que acarreta
inversão tumultuária do processo ou procedimento, por ação ou omissão, quando incabível recurso específico
previsto em lei.
Parágrafo único. O recurso é incabível se destinado a impugnar as razões jurídicas da decisão judicial.
Art. 301. Podem interpor o recurso as partes ou o Ministério Público, desde que o erro ou o abuso que
caracterizem a inversão tumultuária, ou a omissão do Juiz de Direito, justifiquem o interesse de agir.
Art. 302. A correição parcial será distribuída ao Relator, no prazo de 5 (cinco) dias, contados da data da
intimação ou ciência do despacho que indeferir o pedido de reconsideração da decisão ou ato omissivo objeto
da reclamação.
Art. 303. É condição para a interposição do recurso o pedido de reconsideração do ato, que assim deve ocorrer
dentro do prazo preclusivo de 5 (cinco) dias da sua intimação ou ciência.
III - demais peças indicadas pelo reclamante que embasem a decisão reclamada.
Art. 305. Compete ao Relator conhecer da correição parcial, podendo ordenar a suspensão do ato judicial, por
até 30 (trinta) dias, quando a sua execução possa decorrer dano irreparável.
Art. 306. O Relator poderá solicitar informações ao juízo reclamado, que as prestará em 5 (cinco) dias, e ouvido
em igual prazo o Procurador Geral da Justiça, colocará o processo em mesa para julgamento na primeira sessão
desimpedida.
Art. 307. Se a Câmara Criminal prover a correição parcial, ainda que em parte, e entender que houver falta
grave do Juiz de Direito, deverá encaminhar os autos à Corregedoria-Geral da Justiça, para providências.
Art. 309. Os feitos não baixados, cuja relatoria esteja atrelada a Desembargador afastado definitivamente do
Tribunal, serão redistribuídos ao gabinete ocupado pelo Desembargador que tenha seguido o afastado na cadeia
sucessória.
Art. 310. A atribuição numérica dos gabinetes será feita no âmbito de cada Órgão Julgador, respeitados os
gabinetes que os compõem e equiparando-se a sequência numérica à respectiva ordem decrescente de
antiguidade dos Desembargadores, aferida na data de entrada em vigor deste regimento.
Art. 311. Este regimento entrará em vigor 60 (sessenta) dias após sua publicação.
Art. 312. Com a vigência deste Regimento, fica revogada a Resolução nº 17, de 20 de outubro de 2004,
ressalvados os dispositivos da Parte I, Título IV, Capítulo VII – Da Promoção e da Remoção de Juízes de
Direito, até que seja publicada resolução que discipline a matéria.
a) Resolução nº 10, de 06 de abril de 2005, que dispõe sobre a redistribuição dos feitos de competência da
segunda instância em virtude de mudança de mesa diretora;
b) Resolução nº 25, de 24 de outubro de 2012, que disciplina a forma de expedição e arquivamento dos atos
administrativos de competência do Tribunal de Justiça
c) Resolução nº 23, de 30 de setembro de 2015, que dispõe sobre o recesso forense e a suspensão de prazos
processuais no âmbito da jurisdição do Poder Judiciário do Estado de Sergipe e dá outras providências.