Abrindo Uma Empresa
Abrindo Uma Empresa
Abrindo Uma Empresa
Disposições Gerais
Conceito de MEI
Tributos compreendidos
Tributos não compreendidos
Conceito de MEI
O Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como
pequeno empresário.
A Lei Complementar n° 128/2008 criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como
informal possa se tornar um MEI legalizado.
Entre as vantagens oferecidas por essa lei, está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
(CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas
fiscais.
Para ser um MEI, de acordo com o artigo 100 da Resolução CGSN n° 140/2018, o empresário (artigo
966 da Lei n° 10.406/2002), ou o empreendedor que exerça as atividades de industrialização,
comercialização e prestação de serviços no âmbito rural, optante pelo Simples Nacional, que tenha
auferido receita bruta acumulada nos anos-calendário anterior e em curso de até R$ 81.000,00 e que:
Atenção: Com a publicação da Lei Complementar n° 188/2021, foi ampliado para R$ 251.600,00
o limite da receita bruta anual auferida na prestação de serviços de transporte autônomo de
cargas. Mais orientações acesse a Guia “MEI Caminhoneiro(a)”.
No caso de início de atividade, o limite será de R$ 6.750,00 multiplicados pelo número de meses
compreendidos entre o mês de início de atividade e o final do respectivo ano-calendário, consideradas as
frações de meses como um mês inteiro (Resolução CGSN n° 140/2018, artigo 100, § 1°).
O salário do único empregado não poderá exceder a um salário mínimo previsto em lei federal ou
estadual ou o piso salarial da categoria profissional, definido em lei federal ou por convenção coletiva da
categoria (Resolução CGSN n° 140/2018, artigo 105).
Caso ocorra afastamento legal deste empregado, será permitida a contratação de outro empregado,
inclusive por prazo determinado, até que cessem as condições do afastamento, segundo as normas
disponibilizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (Resolução CGSN n° 140/2018, artigo 105, § 2°).
Não serão incluídos no limite salarial os valores recebidos a título de horas extras e adicionais de
insalubridade, periculosidade e por trabalho noturno, bem como os relacionados aos demais direitos
constitucionais do trabalhador decorrentes da atividade laboral, inerentes à jornada ou condições do
trabalho, e que incidem sobre o salário, exceto a percepção de valores a título de gratificações, gorjetas,
percentagens, abonos e demais remunerações de caráter variável que implica o descumprimento do
limite mencionado (Resolução CGSN n° 140/2018, artigo 105, §§ 3° e 4°).
O MEI não pode guardar, cumulativamente, com o contratante do serviço, relação de pessoalidade,
subordinação e habitualidade, sob pena de exclusão do Simples Nacional (Resolução CGSN n°
140/2018, artigo 100, § 4°).
Tributos compreendidos
O recolhimento mensal do MEI, independente da receita bruta por ele auferida, compreende os seguintes
tributos, de acordo com o artigo 101 da Resolução CGSN n° 140/2018:
Tributo Competência
- Contribuição Patronal Previdenciária (CPP) para a Seguridade Social na
qualidade de contribuinte individual conforme previsto no § 2°, artigo 21 da Lei n° Federal
8.212/1991)
- Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Estado
Comunicação (ICMS), caso seja contribuinte deste imposto *
- Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), caso seja contribuinte
Município
deste imposto *
* O valor a título de ICMS e ISS será determinado mediante o código de atividades econômicas previstas
no CNAE registrado no CNPJ, observado o enquadramento previsto no Anexo XI da Resolução CGSN n°
140/2018.
O MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos seguintes tributos:
a) valores fixos estabelecidos por Estado, Município ou pelo Distrito Federal na forma prevista no artigo
33 da Resolução CGSN n° 140/2018;
f) reduções ou isenções de ICMS para produtos da cesta básica, estabelecidos por Estado ou pelo Distrito
Federal, em lei específica destinada às ME ou EPP optantes pelo Simples Nacional, na forma prevista
no artigo 36 da Resolução CGSN n° 140/2018.
Benefícios
Benefícios
Dicas de planejamento
Custo para contratação de um empregado
Benefícios
Cobertura
Com essa cobertura, o empreendedor estará protegido em caso de
previdenciária
afastamento por doença, aposentadoria ou maternidade, no caso de
gestantes e adotantes, após um número mínimo de contribuições.
Sua família terá direito a pensão por morte e auxílio reclusão, quando
preenchidos os requisitos exigidos.
Poder registrar até 1 empregado, com baixo custo (3% Previdência e 8%
FGTS do salário mínimo vigente no mês).
Sem burocracia Ausência de burocracia para se manter formal, fazendo uma única
declaração por ano sobre o seu faturamento que deve ser controlado mês a
mês para ao final do ano estar devidamente organizado.
Com a formalização o Empreendedor terá condições de obter crédito junto
aos Bancos, principalmente Bancos Públicos como Banco do Brasil, Caixa
Acesso a serviços Econômica Federal e Banco do Nordeste.
bancários, inclusive
crédito
Esses Bancos dispõem de linhas de financiamento com redução de tarifas e
taxas de juros adequadas.
Permitir a união para compras em conjunto através da formação de consórcio
de fins específicos.
Menos tributos
O custo da formalização é de fato muito baixo.
Controles muito Além do custo reduzido, a formalização é rápida e simples, sem burocracia.
simplificados Após a formalização o empreendedor terá de fazer, anualmente, uma única
Declaração de faturamento, também de forma fácil e simples através da
Internet.
Toda atividade comercial, industrial ou de serviço precisa de autorização da
Prefeitura para ser exercida.
Emissão de alvará
pela internet Para o Microempreendedor Individual essa autorização (licença ou alvará)
será concedida de graça, sem o pagamento de qualquer taxa, o mesmo
acontecendo para o registro na Junta Comercial.
Possibilidade de O Governo é um grande comprador de mercadorias e serviços, nas suas três
vender para o esferas: Federal, Estadual e Municipal. Para vender para o Governo é
Governo preciso estar formalizado.
O Microempreendedor Individual - MEI tem acesso a assessoria contábil
gratuita para a realização da inscrição e da opção ao SIMEI e à primeira
declaração anual simplificada da microempresa individual (DASN - SIMEI),
por meio de uma rede de empresas contábeis optantes pelo Simples
Serviços gratuitos Nacional".
Dicas de planejamento
O planejamento é uma ferramenta administrativa que irá possibilitar a análise, a avaliação e execução
das tarefas, além de auxiliar na tomada de decisão e por consequência garantir a continuidade no
negócio.
Como determinar
Entenda como coletar informações fundamentais sobre os custos durante o
os custos de
processo de produção.
produtos
O MEI pode ter um empregado ganhando até um salário mínimo ou o piso salarial da profissão. Em
razão dessa contratação, deverá transmitir o eSocial, entregue até o dia 7 de cada mês, através do
Webservice ou Módulo Simplifiado Web MEI.
No cumprimento dessas alterações, o MEI deve depositar o FGTS, calculado à base de 8% sobre o
salário do empregado. Além disso, deverá recolher 3% desse salário para a Previdência Social
(Resolução CGSN n° 140/2018, artigo 105, § 1°).
Com esse recolhimento, o MEI protege-se contra reclamações trabalhistas e o seu empregado tem
direito a todos os benefícios previdenciários como, por exemplo, aposentadoria, seguro-desemprego,
auxílio por acidente de trabalho, doença ou licença maternidade.
Em resumo, o custo total do empregado para o MEI é 11% do respectivo salário. O cálculo é sempre
feito pelo valor do salário multiplicado por 3% (INSS) e por 8% (FGTS).
É preciso lembrar também que todos os demais direitos trabalhistas do empregado devem ser
respeitados.
De acordo com o artigo 108 da Resolução CGSN n° 140/2018 o MEI que não contratar empregado
estará dispensado de:
c) declarar ausência de fato gerador para a Caixa Econômica Federal para emissão da Certidão de
Regularidade Fiscal junto ao FGTS.
Obrigações Acessórias
Documentos Fiscais
Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e)
DASN-SIMEI
Relatório Mensal de Receitas Brutas
Contabilidade
Certificado Digital
Documentos Fiscais
O artigo 106, § 1° da Resolução CGSN n° 140/2018 dispensa o MEI da emissão de documento fiscal
eletrônico, quando se referir a operação ou prestação sujeita à incidência de ICMS, exceto se exigida
pelo respectivo ente federado e disponibilizado sistema gratuito de emissão.
Frisa-se que a partir de 01.09.2023, essa dispensa será aplicada, apenas, quando se referir a operação
ou prestação sujeita à incidência de ICMS.
Nas operações sujeitas ao ISS, o MEI fica dispensado da emissão de outro documento fiscal municipal
relativo ao ISS quando, para a mesma operação ou prestação, tenha emitido a Nota Fiscal de Serviço
eletrônica (NFS-e) de padrão nacional.
A nota fiscal deverá ser emitida diretamente por sistema nacional informatizado, com autorização
eletrônica, sem custos para o MEI, quando se referir a operações tributadas ou não pelo ICMS, e houver
sua disponibilização no Portal do Simples Nacional.
De acordo com o artigo 106-A da Resolução CGSN n° 140/2018, a emissão da Nota Fiscal de Serviço
Eletrônica (NFS-e) de padrão nacional passa a ser obrigatória, a partir de 01.09.2023, para os
Microempreendedores Individuais (MEI).
O MEI emitirá a NFS-e de padrão nacional nas operações não compreendidas no campo de incidência
do ICMS, por meio de sistema informatizado disponível no Portal do Simples Nacional, nas seguintes
versões:
A NFS-e terá validade em todo o território nacional e fica dispensada da exigibilidade da certificação
digital para autenticação nos sistemas de emissão e assinatura do documento fiscal emitido. Além disso,
a NFS-e terá suficiência para fundamentação e constituição do crédito tributário.
Destaca-se que a emissão da NFS-e é facultativa quando se trata de tomador consumidor final (pessoa
física).
Além disso, a emissão da NFS-e de padrão nacional dispensa a emissão de outro documento fiscal
municipal relativo ao ISS.
Frisa-se que, até 01.09.2023, a emissão da NFS-e será facultativa e poderá ser emitida a partir da
disponibilização dos sistemas indicados anteriormente, conforme esclarece o artigo 144-A da Resolução
CGSN n° 140/2018.
Nota ECONET: disponibilizamos na aba Vídeos um passo a passo de como emitir a NFSe padrão
nacional.
DASN-SIMEI
Todo ano, o MEI deve declarar o valor do faturamento do ano anterior através da Declaração Anual
Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI). A primeira declaração pode ser
preenchida pelo próprio Microempreendedor Individual ou pelo contador optante pelo Simples,
gratuitamente (Lei Complementar n° 123/2006, artigo 18, § 22-B).
A DASN-SIMEI deverá ser apresentada à RFB até o último dia de maio de cada ano, e conterá:
b) a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior, referente às atividades sujeitas ao
ICMS;
c) informação referente à contratação de empregado, quando houver, onde esses dados poderão ser
encaminhados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) ao Ministério do Trabalho e
Previdênica, observados procedimentos estabelecidos entre as partes.
Segundo o artigo 109, § 1°, da Resolução CGSN n° 140/2018, relativamente à situação especial de
extinção, a DASN-SIMEI deverá fazer a entrega até:
a) o último dia do mês de junho, quando o evento ocorrer no primeiro quadrimestre do ano-calendário;
Nos casos em que ocorra desenquadramento do empresário individual do SIMEI, inclusive, pelo
desenquadramento ter decorrido da exclusão do Simples Nacional, o contribuinte deverá entregar a
DASN-SIMEI abrangendo os fatos geradores ocorridos no período em que esteve na condição de
enquadrado, último dia de maio de cada ano.
Devem ser anexados ao Relatório Mensal de Receitas Brutas os documentos fiscais comprobatórios das
entradas de mercadorias e serviços tomados referentes ao período, bem como os documentos fiscais
relativos às operações ou prestações realizadas eventualmente emitidos (Resolução CGSN n°
140/2018, artigo 106, § 2°, inciso I).
Contabilidade
Conforme o artigo 106, § 1° da Resolução CGSN n° 140/2018, o MEI está dispensado da escrituração
dos livros fiscais e contábeis e da Declaração Eletrônica de Serviços.
Contudo, o empreendedor deve zelar pela sua atividade e manter um mínimo de controle em relação ao
que compra, ao que vende e quanto está ganhando. Essa organização mínima permite gerenciar melhor
o negócio e a própria vida, além de ser importante para crescer e se desenvolver.
Certificado Digital
O MEI não está obrigado ao uso da certificação digital para cumprir as obrigações principais ou
acessórias, bem como para recolhimento do FGTS. Mas, poderá ser exigida a utilização de códigos de
acesso para cumprimento das referidas obrigações (Resolução CGSN n° 140/2018, artigos 110 e 111).
Nota ECONET: no Módulo WEB MEI do eSocial, a partir de Abril de 2023, o código de acesso foi
descontinuado definitivamente, cabendo o login pela conta gov.br com nível ouro e prata.
Recolhimento
Nota ECONET: a Portaria CGSN/SE n° 098/2023, publicada no DOU de 08.09.2023 - Edição Extra,
prorroga o vencimento dos tributos apurados no Simples Nacional, incluindo o MEI, para os contribuintes
com sede nos municípios constantes em lista anexa à esta, para os seguintes períodos:
I - PA agosto de 2023, com vencimento original em 20.09.2023, terá sua data de vencimento prorrogada
para 28.03.2024;
II - PA setembro de 2023, com vencimento original em 20.10.2023, terá sua data de vencimento
prorrogada para 30.04.2024;
III - PA outubro de 2023, com vencimento original em 20.11.2023, terá sua data de vencimento
prorrogada para 31.05.2024.
Recolhimento
Prazo
Emissão da guia
Débito automático
Pagamento online
Atraso no pagamento
Parcelamento
Relatório mensal das receitas brutas
Recolhimento
No exercício de 2023, o valor do salário mínimo entre 01.01.2023 e 30.04.2023 foi de R$ 1.302,00 e, a
partir de 01.05.2023, o valor passou a ser de R$ 1.320,00. (Medida Provisória n° 1.143/2022, Medida
Provisória n° 1.172/2023 e Lei n° 14.663/2023)
Assim, de 01.01.2023 a 30.04.2023, o empreendedor pagará apenas o valor fixo mensal de:
Ocupação não sujeita Comércio ou Prestação de Comércio ou Indústria e
ao ICMS e ISS Indústria Serviços Prestação de Serviço
R$ 65,10 R$ 66,10 R$ 70,10 R$ 71,10
a) Ocupação não sujeita ao ICMS e ISS: R$ 65,10 (R$ 65,10 de CPP = 5% salário mínimo)
d) Comércio ou Indústria e Prestação de Serviços: R$ 71,10 (R$ 65,10 de CPP + R$ 1,00 de ICMS + R$
5,00 de ISS).
a) Ocupação não sujeita ao ICMS e ISS: R$ 66,00 (R$ 66,00 de CPP = 5% salário mínimo)
d) Comércio ou Indústria e Prestação de Serviços: R$ 72,00 (R$ 66,00 de CPP + R$ 1,00 de ICMS + R$
5,00 de ISS).
Com essas contribuições, o MEI terá acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio por
incapacidade temporária (antigo auxílio doença), aposentadoria, entre outros.
Prazo
O pagamento poderá ocorrer em até duas quotas mensais, iguais e sucessivas, sendo que a primeira
quota deverá ser paga até a data de vencimento do período de apuração respectivo e a segunda deverá
ser paga até o dia 20 do mês subsequente.
Para o ICMS, ISS, IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, CPP e IPI apurados no PGMEI os novos prazos são:
(Resolução CGSN n° 158/2021)
Para o ICMS, ISS, IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, CPP e IPI apurados no PGMEI o novo prazo será:
(Resolução CGSN n° 157/2021)
O motivo da prorrogação é para atender aqueles contribuintes que fizeram a opção pelo Simples Nacional
até o último dia do prazo (29.01.2021), para que possam regularizar suas pendências a tempo e terem a
opção aprovada. Para essas empresas, as pendências relativas a débitos fiscais poderiam ser
regularizadas até o dia 15.02.2021, conforme notícia da RFB.
Para o CPP, ICMS e ISS apurados no PGMEI os novos prazos são: (Resolução CGSN n° 154/2020)
Emissão da guia
A emissão da guia de recolhimento mensal é feita a partir do aplicativo PGMEI, que está disponível Portal
do Simples Nacional.
Débito Automático
O débito automático é uma funcionalidade desenvolvida no Portal do Simples Nacional que permite ao
Microempreendedor Individual - MEI pagar os valores mensais apurados no SIMEI (INSS, ICMS, ISS), de
forma automática, debitando de sua conta corrente Pessoa Física ou Jurídica.
Essa opção pode ser acessada em “Simei Serviços > Débito Automático”, e serão necessários o CNPJ, o
CPF e o Código de Acesso.
Devido a prorrogação do vencimento dos períodos de apuração de março, abril e maio de 2020, os
valores serão debitados conforme os novos vencimentos. Assim, em cada um dos meses de outubro,
novembro e dezembro/2020 serão debitados dois valores: um relativo ao período com prorrogação e
outro do período corrente.
O MEI deve ter conta corrente em algum dos bancos da rede arrecadadora abaixo:
Atenção:
a) o MEI, é de responsável pela confirmação da realização do débito na conta corrente, ou seja, o efetivo
pagamento do DAS;
b) a opção pelo débito automático é válida até que o MEI faça a desativação;
c) o MEI, em gozo de benefício previdenciário, não deve fazer a opção pelo débito automático no ano em
que gozou de benefício previdenciário. Por esse motivo, DESATIVE sua opção pelo Débito Automático do
MEI e só REATIVE após o dia 20 de janeiro do ano seguinte, caso não esteja mais em gozo de benefício
previdenciário.
d) o MEI que passar a usufruir de benefício previdenciário deve solicitar a DESATIVAÇÃO do débito
automático. Nova opção só deverá ser feita no ano seguinte, após o dia 20 de janeiro, caso não esteja
mais em gozo de benefício previdenciário;
e) a solicitação de inclusão / Alteração / Desativação, para ter efeito no mesmo mês, deve ser feita até 10
dias antes do vencimento efetivo do DAS.
Exemplo: Em outubro de 2018, o vencimento efetivo será no dia 22 de outubro, pois o dia 20 de
outubro é sábado. Neste caso, o MEI terá até o dia 12 (22 menos 10) para fazer a solicitação de
inclusão pelo débito automático, para que tenha efeito dentro do mês de outubro (para período de
apuração 09/2018, com o vencimento em 22/10/2018). As solicitações de inclusão realizadas de
13 a 31 de outubro terão efeito a partir do mês seguinte.
Quando o MEI confirma o débito automático, o aplicativo exibe mensagem informando qual será o
primeiro período de apuração, e respectivo vencimento, que será objeto de débito automático.
f) a geração de DAS para pagamento, fora do Débito Automático do MEI, deve ser feita utilizando-se o
PGMEI, APP MEI ou Totem Sebrae, mas, no caso do MEI estar em gozo de benefício previdenciário, a
geração deverá ser feita exclusivamente pelo PGMEI.
Pagamento online
O pagamento online, é uma forma de pagamento via débito em conta corrente dos DAS do Simples
Nacional.
Até o presente momento, a funcionalidade está disponível somente para o DAS Avulso, DAS-DAU e DAS-
MEI.
Essa opção pode ser acessada em “Simei Serviços > PGMEI - Programa Gerador do DAS para o MEI”.
No momento, o Banco do Brasil é o único conveniado, portanto apenas usuários desse banco, que
tenham acesso ao Internet Banking, poderão usufruir do serviço.
Atraso no pagamento
Caso o pagamento não seja efetuado na data certa, serão cobrados juros e multa. A multa será de 0,33%
por dia de atraso e está limitada a 20%, e os juros serão calculados com base na taxa SELIC, sendo que,
para o primeiro mês de atraso, os juros serão de 1%.
Após o vencimento, deve ser gerado novo DAS, relativo ao mês em atraso, que já virá com os acréscimos
dos juros e multa.
Parcelamento
Os débitos apurados pelo no Sistema de Recolhimentos em Valores Fixos Mensais dos Tributos
Abrangidos pelo Simples Nacional (SIMEI) poderão ser parcelados no aplicativo “Parcelamento -
Microempreendedor Individual” que é um sistema que permite a inclusão de todos os débitos em
cobrança na RFB (INSS, ISS e ICMS), em no máximo 60 parcelas.
Segundo o artigo 106, inciso I, da Resolução CGSN n° 140/2018, o MEI fará a comprovação da receita
bruta mediante apresentação do registro de vendas ou de prestação de serviços, que deverá ser
preenchido até o dia 20 do mês subsequente àquele em que houver sido auferida a receita bruta.
Devem ser anexadas ao relatório as notas fiscais de compras de produtos e de serviços, bem como as
notas fiscais emitidas.
A seguir, modelo de relatório mensal da receita bruta disponível no Anexo X da Resolução CGSN n°
140/2018:
ATO DECLARATÓRIO
Ato Declaratório Executivo COCAD n° 04/2010
Autoriza solicitação de serviço por meio de Processo Digital aberto no Centro Virtual de
Atendimento (e-CAC), conforme disposto na Instrução Normativa RFB n° 1.995, de 24 de
novembro de 2020.
Ato Declaratório Executivo CODAC n° 02/2010
Dispõe sobre a instituição de código de receita para o caso que especifica.
LEI
Lei n° 10.406/2002
Institui o Código Civil.
LEI COMPLEMENTAR
Lei Complementar n° 193/2022
Institui o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples
Nacional (Relp).
Lei Complementar n° 123/2006
Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos
das Leis n°s 8.212/91 e 8.213/91, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei n° 5.452/43, da Lei n° 10.189/2001, da Lei Complementar n° 63/90; e revoga as Leis
n°s 9.317/96 e 9.841/99.
PORTARIAS MDIC
Portaria MDIC n° 10/2010
Declara a disponibilização, no Portal do Empreendedor, do processo de inscrição eletrônica do
Microempreendedor Individual - MEI.
Portaria MDIC n° 11/2009
Estabelece regras de atendimento e inscrição do Microempreendedor Individual - MEI.
RESOLUÇÕES CGSIM
Resolução CGSIM n° 61/2020
Dispõe sobre medidas de simplificação e prevê o modelo operacional de registro e legalização de
empresários e pessoas jurídicas.
Resolução CGSIM n° 59/2020
Altera as Resoluções CGSIM n° 22/2010; n° 48/2018; e n° 51/2019.
Resolução CGSIM n° 51/2019
Dispõe sobre o procedimento especial para o registro e legalização do Microempreendedor
Individual - MEI, por meio do Portal do Empreendedor.
Resolução CGSIM n° 48/2018
Dispõe sobre o procedimento especial para o registro e legalização do Microempreendedor
Individual - MEI, por meio do Portal do Empreendedor.
Resolução CGSIM n° 36/2016
Dispõe sobre o procedimento de cancelamento de inscrição de Microempreendedor Individual -
MEI inadimplente.
Resolução CGSIM n° 03/2009
Dispõe sobre a designação dos suplentes membros do Comitê para a Gestão da Rede Nacional e
Negócios Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios - CGSIM.
Resolução CGSIM n° 05/2009
Institui Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) com o objetivo de assessorar a Secretaria
Executiva do Comitê para Gestão da REDESIM - CGSIM, composto, por titulares e suplentes, de
cada um dos órgãos e entidades participantes de que trata o artigo 2° do Decreto n° 6.884/2009.
Resolução CGSIM n° 06/2009
Constituir o Grupo de Trabalho de Sistemas, no âmbito da Secretaria-Executiva do CGSIM, com a
finalidade de apoiar os trabalhos do CGSIM e propor a criação de soluções informatizadas e
sistemas para o atendimento das demandas de registro e integração de dados entre os órgãos
participantes da REDESIM.
Resolução CGSIM n° 07/2009
Constitui o Grupo de Trabalho de Normas, no âmbito da Secretaria-Executiva do CGSIM, com a
finalidade de apoiar os trabalhos do CGSIM, de formular e propor normas e procedimentos de
legalização de negócios e instrumentos para a sua efetivação.
Resolução CGSIM n° 08/2009
Constitui o Grupo de Trabalho de Licenciamento e Avaliação de Risco, no âmbito da Secretaria-
Executiva do CGSIM, com a finalidade de apoiar os trabalhos do CGSIM no tocante à
simplificação dos procedimentos de licenciamento adotados por órgãos participante da REDESIM,
e apresentar propostas de identificação de atividades econômicas de alto risco.
Resolução CGSIM n° 10/2009
Dispõe sobre a padronização de endereços a serem utilizados na REDESIM e no cadastramento
do Microempreendedor Individual.
Resolução CGSIM n° 12/2009
Institui Subcomitês do Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da
Legalização de Empresas e Negócios - CGSIM nos Estados e no Distrito Federal.
Resolução CGSIM n° 14/2009
Constitui o Grupo de Trabalho de Apoio ao Desenvolvimento e Implementação do Cadastro
Nacional de Documentos Extraviados, Roubados ou Furtados.
Resolução CGSIM n° 15/2009
Prorroga o Grupo de Trabalho de Licenciamento e Avaliação de Risco.
Resolução CGSIM n° 22/2010
Dispõe sobre regras a serem seguidas quanto às pesquisas prévias e à regulamentação da
classificação de risco da atividade para a concessão do Alvará de Funcionamento Provisório ou
Definitivo de empresários e de sociedades empresárias de qualquer porte, atividade econômica ou
composição societária, no âmbito da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da
Legalização de Empresas e Negócios - REDESIM.
RESOLUÇÕES CGSN
Resolução CGSN n° 171/2022
Altera as Resoluções CGSN n° 140/2018, que dispõe sobre o Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte (Simples Nacional), e n° 169/2022, que alterou a Resolução CGSN n° 140/2018.
Resolução CGSN n° 169/2022
Altera a Resolução CGSN n° 140/2018, que dispõe sobre o Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte (Simples Nacional).
Resolução CGSN n° 166/2022
Dispõe sobre o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples
Nacional.
Resolução CGSN n° 165/2022
Altera a Resolução CGSN n° 140/2018, que dispõe sobre o Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte (Simples Nacional).
Resolução CGSN n° 164/2022
Altera a Resolução CGSN n° 140/2018, que dispõe sobre o Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte (Simples Nacional), e dispõe sobre a regularização de pendências relativas a débitos
impeditivos à opção pelo Simples Nacional realizadas até 31.03.2022 pelas empresas já
constituídas que formalizarem a opção até 31.01.2022.
Resolução CGSN n° 163/2022
Aprova o Regimento Interno do Comitê Gestor do Simples Nacional de que trata o inciso I do
caput do artigo 2° da Lei Complementar n° 123/2006.
Resolução CGSN n° 158/2021
Dispõe sobre a prorrogação de prazos de pagamento de tributos no âmbito do Simples Nacional.
Resolução CGSN n° 157/2020
Dispõe sobre a prorrogação de prazo de pagamento de tributos no âmbito do Simples Nacional.
Resolução CGSN n° 154/2020
Dispõe sobre a prorrogação de prazos de pagamento de tributos no âmbito do Simples Nacional,
em razão da pandemia da Covid-19.
Resolução CGSN n° 153/2020
Prorroga, excepcionalmente, prazos de declarações do Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte (Simples Nacional).
Resolução CGSN n° 151/2019
Revoga o artigo 3° da Resolução CGSN n° 150/2019 que previa a exclusão de 14 ocupações do
MEI.
Resolução CGSN n° 150/2019
Altera a Resolução CGSN n° 140/2018, que dispõe sobre o Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte (Simples Nacional).
Resolução CGSN n° 140/2018
Dispõe sobre o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas
de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (Pert-SN), destinado ao Microempreendedor
Individual.
Resolução CGSN n° 139/2018
Dispõe sobre o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas
de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (Pert-SN), destinado ao Microempreendedor
Individual.
Resolução CGSN n° 134/2017
Dispõe sobre o parcelamento previsto no artigo 9° da Lei Complementar n° 155/2016, destinado
ao Microempreendedor Individual.
RECOMENDAÇÕES CGSN
Recomendação CGSN n° 08/2019
Recomenda à Secretaria-Executiva do CGSN e ao Grupo Técnico GT-14 do CGSN a proposição
de critérios para permissão ou vedação de ocupações ao MEI, bem como a revisão do Anexo XI
da Resolução CGSN n° 140/2018.
RESOLUÇÃO INPI
Resolução INPI n° 240/2010
Dispõe sobre a extensão da redução de valores de retribuições de serviços prestados pelo INPI ao
Microempreendedor Individual - MEI.
Perguntas e Respostas