João George Moreira - Dissertação de Mestrado PDF-A
João George Moreira - Dissertação de Mestrado PDF-A
João George Moreira - Dissertação de Mestrado PDF-A
UBERLÂNDIA
2018
JOÃO GEORGE MOREIRA
UBERLÂNDIA
2018
JOÃO GEORGE MOREIRA
UBERLÂNDIA-MG
2018
FICHA CATALOGRÁFICA
DEDICO
A minha Mãe Valdeci Moreira de Souza (in memoriam)
Ao meu pai, Paulo, pela dedicação e apoio;
A minha esposa, Andressa Lissandra, pelo amor e companheirismo.
Minha gratidão!
AGRADECIMENTOS
Tabela 12. Relações entre bases e com a CTC aos 5 dias de incubação............................. 45
Tabela 13. Relações entre bases e com a CTC aos 15 dias de incubação........................... 46
Tabela 14. Relações entre bases e com a CTC aos 60 dias de incubação........................... 47
LISTA DE SIGLAS
BM Biomassa Microbiana
C Carbono
Ca Cálcio
CO Carbono orgânico
CO2 Dióxido de Carbono
COT Carbono Orgânico Total
CTC Capacidade de troca de cátions
ETE Estações de Tratamento de Esgotos
EUA Estados Unidos da América
FAO Food and Agriculture Organization
K Potássio
LABAS Laboratório de Análise de Solos
LAFER Laboratório de Tecnologia de Fertilizantes
MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Mg Magnésio
MMA Ministério do Meio Ambiente
MO Matéria Orgânica
MOS Matéria orgânica do solo
N Nitrogênio
P Fósforo
RESUMO
In addition to plant essential nutrients availability, soil fertility has been also connected to
many other aspects due to modernization of agriculture. One of the relevant aspects is the
sustainability of the system. In this sense, the use of waste has been a very important demand.
The use of filter cake has already been a common practice in sugarcane mills, as well as the
use of sewage sludge tends to increase due to its nutritional value to soils. The objective of
this study was to analyze the soil chemical changes and the solubility of nutrients from
organomineral fertilizers pelletized with biosolids and filter cake. The experiment was
conducted from 09/19/16 to 11/19/16 under greenhouse conditions at the Federal University
of Uberlândia, Umuarama campus. It was arranged in a completely randomized design, with 4
replicates and 3x5+1 factorial scheme, comprising 3 fertilizers: organomineral fertilizers
pelleted with different organic residues (biosolid or filter cake) and mineral fertilizer; 5
fertilizers doses, referring to 60%, 80%, 100%, 120%, and 140% of the standard P2O5 dose for
maize crops, and a control treatment without fertilizer application. Fertilizer formulations
were performed at concentrations of 5-17-10 (+ 10% TOC). The organomineral fertilizers
were pelleted and the minerals were coated with an organic base. An incubation test was
carried out using a sandy-loam soil collected at the Glória experimental farm, Federal
University of Uberlândia. Each experimental plot consisted of a plastic pot containing 1 kg of
air-dried fine soil and the source of fertilizer in its proper dose. The samples of fertilizers were
packed on a mesh placed about 1 cm below the soil surface. The sources were incubated
during 60 days and three subsamples collections were performed at 5, 15, and 60 days of
experiment. Chemical analyzes were carried out to determine soil acidity and nutrient factors.
It was observed that organomineral fertilizers pelletized with biosolids or filter cake did not
acidify the soil, requiring less frequent soil liming. Organomineral fertilizers based on
biosolids and filter cake have a buffering effect on the soil, maintaining pH stability. The
organomineral fertilizer pelletized with biosolids promotes a significant reduction in the soil
aluminum saturation. Organomineral fertilizers pelletized with biosolids or filter cake have
slow release of nutrients. Pelletized organomineral fertilizers allow more balanced base
relations in the soil, resulting in a more adequate balance of nutrients with higher base sum,
cation exchange capacity and base saturation.
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................... 14
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.................................................................................. 15
2.1 Fertilidade do solo e Matéria Orgânica.................................................................. 15
2.2 Uso De Resíduos Orgânicos Na Agricultura.......................................................... 16
2.3 Lodo De Esgoto e Utilização na Agricultura......................................................... 18
2.4 Torta De Filtro e Utilização na Agricultura........................................................... 19
2.5 Fertilizantes Organominerais.................................................................................. 21
3 MATERIAL E MÉTODOS....................................................................................... 23
3.1 Condução............................................................................................................... 26
3.2 Análise Estatística................................................................................................... 28
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................... 29
4.1 Acidez do Solo e Relações com a CTC................................................................. 29
4.2 Nutrientes do Solo................................................................................................. 34
4.3 Relações Entre Nutrientes e a CTC....................................................................... 43
5 CONCLUSÕES........................................................................................................ 48
REFERÊNCIAS........................................................................................................... 49
14
1 INTRODUÇÃO
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
1 Serapilheira é a camada superficial do solo de florestas e bosques, feita de folhas, ramos etc., em
decomposição, misturados à terra.
16
frutos e cascas, tortas e bagaços. Assim também, observam-se muitos materiais com alto
potencial de aproveitamento no meio urbano e industrial como o próprio lodo de esgoto, lixo;
subprodutos industriais e agroindustriais, como a torta de filtro e bagaços, sendo que nesse
caso, deve-se ter uma maior atenção às características do material, bem como a sua
estabilização e esterilização, visto que a diversidade de origem pode impactar na sua riqueza
de nutrientes, ou na contaminação por elementos tóxicos (MAGELA, 2017).
Para o devido aproveitamento de resíduos orgânicos, faz-se mister obedecer a certas
etapas de preparo, desde o levantamento das garantias químicas do material, bem como suas
propriedades biológicas (MAGELA, 2017).
Para avaliação de garantias, deve-se atentar para o máximo de uniformidade do
material, e a adequada amostragem, a fim de se caracterizar adequadamente. Assim, dever-se-
á conhecer os teores de nutrientes essenciais contidos no resíduo, bem como características
agronômicas relevantes (PIRES; MATIAZZO, 2008).
Conectado a esses levantamentos, esses autores ainda consideram que é importante
determinar a relevância econômica do material, considerando a demanda do mercado e a
possibilidade de aproveitamento do composto em formulações. Ainda assim, deve ser
avaliada a viabilidade de aplicação e comercialização, tanto do ponto de vista econômico,
quanto tecnológico.
Confirmada a usabilidade do respectivo resíduo, cabe a adequação do mesmo à
aplicação agrícola. Um dos principais processos de adequação dos resíduos orgânicos à
produção agrícola, a compostagem consiste na produção do composto orgânico formado por
matéria orgânica humificada, alcançada pela decomposição biológica de restos orgânicos pela
ação microbiana do solo. No final desse processo, o composto apresenta estrutura fofa, cheiro
agradável, temperatura ambiente, pH próximo de 7, livre de agentes patogênicos e de
sementes de plantas infestantes (OLIVEIRA et al., 2005).
Outros processos precisam ser aplicados para diferentes materiais. No caso do estudo
em questão, tratar-se-á especificamente do uso do lodo de esgoto e da torta de filtro.
os mananciais, rios e biomas em geral. Uma das atividades destacadas para a melhoria da
qualidade de vida é o tratamento de esgotos, que ainda é precário ou inexistente na maior
parte do território nacional. As águas e os dejetos depositados nela deveriam ser destinados
(em sua totalidade) para as Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), para serem submetidos
a processos que possibilitem o retorno da água de forma potável ao ambiente, disponibilizada
para o consumo em geral, separando o resíduo gerado que é denominado lodo de esgoto.
Lodos de esgoto são resíduos semissólidos de constituição orgânica, com cerca de 30 a 40%
de carbono (QUINTANA et al., 2011).
Um problema facilmente observado é a destinação final do lodo de esgoto,
normalmente remetido para a incineração, à deposição oceânica e florestal, a aterros sanitários
(com elevados custos de manutenção, além de proporcionar risco de contaminação de solos e
lençóis freáticos). Contudo, direcioná-lo para a utilização agrícola como fertilizante e/ou
condicionador de solo, é considerada uma alternativa promissora. Os lodos de esgoto podem
afetar a dinâmica da matéria orgânica devido à sua composição e processo de mineralização
após serem aplicados no solo sucessivamente, podendo impactar no estoque de carbono
(QUINTANA et al., 2011).
O lodo de esgoto é usado como recurso opcional na agricultura, na atividade florestal;
reuso industrial (produção de agregado leve, fabricação de tijolos e cerâmica e produção de
cimento); conversão em óleo combustível e recuperação de solos, de forma satisfatória.
Contudo, os autores acentuam que deve ser observada a origem e qualidade do material,
considerando os índices de metais pesados e agentes patogênicos que possam estar presentes.
Sua reciclagem para finalidade agrícola deve obedecer às regras que definem aspectos, tais
como: limitações ambientais e edáficas, taxa de aplicação e cultura agrícola recomendada
(BETTIOL; CAMARGO, 2000)
Neste sentido, apesar da potencialidade observada no lodo de esgoto como
biofertilizante, estudos são necessários para confirmar a segurança de seu uso ao meio
ambiente e à saúde humana, para determiná-lo efetivamente como matéria-prima
(QUINTANA et al., 2011).
O uso do lodo de esgoto na agricultura no Brasil e em diversos países da Europa
(Alemanha, Dinamarca, Suécia, entre outros), não é aleatório, havendo pesquisas em relação à
complexidade dos resíduos que estão sendo inseridos no solo, juntamente com os nutrientes,
19
mediante a realização de pesquisas, sendo observado que muitos cuidados devem ser tomados
(SAITO, 2007).
O biossólido, para ser usado como fertilizante, é tratado e submetido a controles de
qualidade, garantindo parâmetros de higienização e eficácia. Sua utilização como
biofertilizante em permuta aos fertilizantes industriais reduz gastos econômicos e energéticos
destinados aos processos de fertilização do solo (QUINTANA et al., 2011).
Segundo Malta (2001), o lodo de esgoto altera as propriedades físicas do solo, melhora
sua densidade, nível de fertilidade, porosidade e capacidade de retenção de água, eleva o pH,
diminui o teor de alumínio trocável, aumenta a capacidade de troca de cátions (CTC), fornece
nutrientes para as plantas, promove o crescimento de organismos do solo que são
fundamentais para a ciclagem dos elementos.
Mudanças qualitativas da MO em solos fertilizados com lodo têm sido associadas ao
aumento da concentração de ácidos fúlvicos e húmicos, podendo evidenciar menor grau de
humificação da MO e provavelmente residual do biossólido no solo (QUINTANA, 2006).
fertilizam o solo somente com esse material, reduzindo, de maneira significativa, os custos
com a produção. A composição química média da torta de filtro varia de acordo com a região
de produção em função de fatores associados à variedade e ao estádio fisiológico da cana
processada, bem como dos materiais empregados no processo de clarificação do caldo
(FAVRET et al., 2010).
Os benefícios da aplicação da torta de filtro sobre a fertilidade do solo e a
produtividade das lavouras vêm sendo observados há anos. A torta de filtro é um resíduo
enriquecido em matéria orgânica, com elevado teor de nutrientes, tais como Ca2+, S-SO4 e
P2O5, e que possui, da mesma forma que o vermicomposto, matéria humificada com
capacidade de estimular o desenvolvimento vegetal (MOLINA, 1995; BUSATO, 2008).
Em função da concentração dos nutrientes, a torta de filtro pode substituir
completamente, em condições específicas, a aplicação de fertilizante fosfatado quando
utilizada em doses superiores a 20 Mg ha-1 no sulco de plantio. Ademais, a aplicação em
conjunto da torta de filtro com fosfatos naturais possibilita a disponibilização mais rápida do
P, uma vez que foi observada a capacidade de melhorar a solubilidade destes compostos e a
aplicação de torta de filtro ou o produto da sua compostagem incrementa significativamente,
num único ciclo de crescimento da cana, a atividade biológica, a matéria orgânica e a
agregação física do solo, bem como a produtividade da cultura (MOLINA, 1995).
Importante salientar que o elemento vegetal não estabelece diferenças entre nutrientes
oriundos de fertilizantes minerais ou da mineralização da matéria orgânica, porém, a
qualidade física do solo depende da fonte do nutriente e, sendo orgânica, haverá benefícios
observáveis à qualidade físico-química do solo, cabendo destacar: melhoria na agregação;
melhor equilíbrio entre macro e microporos; equilíbrio na relação sólidos e vazios do solo.
Estes atributos, na realidade, acabam por se refletirem na absorção dos nutrientes e,
consequentemente, no desenvolvimento do cultivo.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de acordo com a
legislação brasileira, define que os fertilizantes organominerais, são aqueles produzidos pela
associação entre fontes orgânicas (como turfas, dejetos animais e compostos orgânicos) e
fontes minerais (como fertilizantes solúveis e agrominerais). Conforme destaca o MAPA
(2017), em relação à Legislação de Fertilizantes, a Instrução Normativa Nº 25 – Nova
Redação cita duas classes (A e B), que se distinguem pela origem dos resíduos, onde a
primeira é representada por matérias-primas tipicamente agrícolas, isentos de despejos
sanitários e a segunda é representada por matérias-primas tipicamente urbanas e industriais,
inclusive despejos sanitários, devendo qualquer resíduo das duas classes ser produto de
utilização segura na agricultura.
Com a presença de um componente orgânico na adubação, o acúmulo de nutrientes no
solo é aumentado, visto que o mesmo amplia a capacidade de troca catiônica, viabilizando a
perda menor de nutrientes por lavagem e potencialização do fertilizante às plantas, ainda que,
confrontados aos sintéticos, os organominerais possuam liberação mais lenta de nutrientes. A
adubação organomineral utilizando fertilizantes minerais conseguidos por processos físicos,
como a moagem de rochas, está sendo empregada para o provimento de nutrientes às culturas
em substituição aos fertilizantes sintéticos, que são obtidos de processos de grande gasto de
energia em sua maior parte (MOLINA, 1995; LOSS, 2011).
Pelá (2005) enfatiza que mesmo os adubos orgânicos apresentando baixas
concentrações de N, P e K, ao serem adicionados à adubação mineral, permitem resultados
positivos às plantas, visto que estas empregam melhor os nutrientes através do sincronismo de
liberação ao longo de seu desenvolvimento. A adubação orgânica demonstra efeito
acumulativo de produtividade de grãos na segunda safra em comparação à adubação mineral,
devido ao efeito residual dos mesmos.
22
O mesmo autor refere ainda que o beneficio dos nutrientes inclusos nos adubos
orgânicos pelas plantas deve considerar a taxa de mineralização e os fatores que acometem a
eficácia residual de cada nutriente no solo. No caso do esterco de aves, por exemplo, esse
efeito pode perdurar entre três a quatro anos. Inobstante, através do tempo, com incremento
paulatino da fertilidade do solo, haverá a efetivação dos nutrientes e, portanto, o aumento da
produtividade.
O acréscimo na produção de fertilizantes organominerais impactará diretamente a
demanda externa por NPK no Brasil, podendo representar cerca de 25% do consumo total de
nutrientes até 2020. Embora o fortalecimento do setor desses fertilizantes não seja uma ação
necessária para reverter a dependência brasileira por exportações de fertilizantes e nem
impacte diretamente na formação de preços dos mesmos, os fatores ambientais e
socioeconômicos relacionados a essa atividade justificam plenamente a adoção de medidas
estratégicas que estimulem esse setor (PELÁ, 2005; LOSS, 2011).
23
3 MATERIAL E MÉTODOS
4,9 0,7 0,03 0,2 0,1 0,2 2,50 0,33 0,58 2,83 12 43 1,0 0,6
Caracterizado conforme metodologia de Raij et al. (2001). Fonte: O autor (2016).
3.1 Condução
O período de incubação foi de 60 dias, tendo sido feitas três coletas de subamostras,
aos 5, 15 e 60 dias de experimento, para realização das determinações aqui estudadas. As
coletas foram feitas logo abaixo da tela com o fertilizante. Realizou-se a identificação,
secagem e peneiramento para posterior determinação dos parâmetros químicos estudados.
Realizou-se análises químicas para determinação de fatores de acidez, como pH em
água, pH em SMP e Alumínio; íons do solo, como Potássio, Cálcio, Magnésio; por fim, a
Matéria Orgânica do Solo (RAIJ et al., 2001), bem como Fósforo através do extrator Melich e
silício, conforme metodologia de Korndörfer et al. (2004). Essas determinações também
permitiram a obtenção de parâmetros relativos à acidez, CTC, e relações de bases entre si e
com a CTC.
28
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
organomineral formulada com biossólido a resultados melhores que a testemunha, bem como
superiores às outras fontes. A liberação dos nutrientes por essa fonte possibilitou maior
equilíbrio do solo nesse aspecto, permitindo assim redução na saturação por alumínio ao
longo do período, de maneira gradual, dada a mineralização das fontes orgânicas. Aos 60 dias
de incubação, a adubação possibilitou que o aumento em 8,20% da dose de adubação
possibilitasse a redução em 1% da saturação por alumínio (FIGURA 5).
Os resultados relativos à acidez indicam efeito positivo das fontes em relação à
saturação por alumínio, destacando-se as fontes organominerais. De maneira geral, as fontes
estudadas não alteram grandemente o pH e as formas de acidez, porém, o fertilizante mineral
promove maior acidificação do solo.
pH H2O - Biossólido
5 y = -1E-04x2 + 0,0134x + 4,283
4,9 R² = 0,8055
4,8
4,7
pH
4,6
4,5
4,4
4,3
4,2
0 20 40 60 80 100 120 140
Dose (%)
Figura 3 – pH em água aos 5 dias de incubação do solo e em diferentes doses (%) de fertilizante organomineral
peletizado com biossólido. Fonte: O autor (2018).
31
4,5 56
mmolc dm-3
4 51
y = -0,0001x2 + 0,0258x + 3,4376 %
3,5 R² = 0,9453 46
3
0 20 40 60 80 100 120 140 41
Dose (%)
36
0 20 40 60 80 100 120 140
Dose (%)
Torta de Filtro y = -0,0661x + 56,481
R² = 0,7766
y = -0,1465x + 61
Mineral
R² = 0,8159
Figura 4 – Modelos de regressão para alumínio (mmolcdm-3) e Saturação por Alumínio (%) aos 15 dias de
incubação do solo e em diferentes doses. Fonte: O autor (2018).
Figura 5 – Modelo de regressão para saturação por alumínio (%) aos 60 dias de incubação do solo e em
diferentes doses. Fonte: O autor (2018).
34
orgânica, a de torta de filtro possui liberação mais rápida, porém, muito abaixo da fonte
mineral, sendo que o aumento em 1 mg dm-3 do teor do nutriente no solo se dá pelo aumento
em 6,33% da dose (FIGURA 6). Aos 15 dias esse padrão se repete, porém, com interação
significativa entre fonte e dose (TABELA 10). Aos 60 dias de incubação do solo, percebe-se
certa uniformidade entre as fontes, apesar de ainda ser mais alto o teor de fósforo na fonte
mineral (TABELA 11). Os teores de fósforo foram superiores no fertilizante mineral,
comparado às fontes orgânicas, e o aumento da dose contribui para o aumento do teor de
fósforo do solo, independentemente da fonte (TABELA 9). Esse resultado confirma a
condição de maior solubilidade do fósforo em fertilizante mineral. Magela (2017) observou
maiores teores de fósforo nas fontes orgânicas em relação à dose padrão de fósforo no
fertilizante mineral (100%), porém, o presente estudo incluiu o fertilizante mineral no teste
com as diferentes doses, ressaltando a maior disponibilidade do mesmo no solo, enquanto que
as fontes orgânicas contribuem de maneira mais gradual. Ainda assim, a maior dose de
organomineral a base de biossólido possibilitou um incremento superior ao observado na
testemunha (TABELA 11).
Os fertilizantes organominerais disponibilizam fósforo mais lentamente, tendo uma
gradativa solubilização ao longo do cultivo. Isso se dá, pois a transformação da matéria
orgânica em substâncias húmicas permite o aumento das cargas negativas próximas ao sítio de
liberação de fosfato nesses fertilizantes (SILVA et al., 2010). Os resultados indicam a
necessidade de se fazer experimentos de maior duração, a fim de se verificar o efeito residual
do fósforo nas fontes organominerais. A aplicação de adubação foi efetiva na elevação dos
teores de fósforo do solo.
A aplicação de resíduos orgânicos repõe os ácidos orgânicos do solo, que contribuem
para a redução da adsorção do fósforo no solo (NOVAIS; SMYTH, 1999). Assim, a aplicação
de fontes orgânicas se faz importante para favorecer a disponibilidade de fósforo no solo.
Os resultados de potássio são semelhantes aos de fósforo aos 5 dias de incubação,
porém, pode ser observado que as fontes de base orgânica possuem liberação mais rápida em
relação ao potássio, de modo que há tratamentos que diferem significativamente da
testemunha (TABELA 9). Aos 15 dias, mantém-se o mesmo padrão, tendo a adubação
evidenciado efeito muito positivo no teor de potássio do solo (TABELA 10). O aumento da
dose dos fertilizantes proporciona aumento em taxa contínua no teor de potássio do solo,
como mostra a figura 7, sendo que o efeito maior ocorre na fonte mineral, seguida do
36
organomineral com torta de filtro e depois pelo biossólido. Na dose padrão (100%), temos que
o fertilizante organomineral peletizado com biossólido alcança teores próximos a 60% do
resultado para fertilização mineral, enquanto que a torta de filtro alcança 75% (FIGURA 7).
Aos 60 dias de incubação do solo, percebe-se o efeito positivo da adubação, com todos os
resultados superiores à testemunha (TABELA 11). Com interação significativa, verifica-se
que nas doses mais altas (100, 120 e 140%), os resultados de P e K são superiores para a fonte
mineral. Por outro lado, o efeito residual dos fertilizantes organominerais pode ser
interessante para manutenção da fertilidade do solo ao longo do tempo.
Sendo o potássio monovalente, sua retenção às cargas do solo é menor, por ser mais
facilmente substituído por outros elementos nos sítios de retenção. Assim, a adição de matéria
orgânica possibilita a geração de mais cargas, de modo a conter a lixiviação desse nutriente no
solo (MEURER, 2006).
Cálcio e Magnésio são extremamente importantes para o metabolismo vegetal e para o
equilíbrio iônico do solo. As fontes de base orgânica possuíam pequena porção de cálcio
proveniente de mineral ulexita, utilizado na sua composição. Pode-se observar entre os
resultados, que os teores desses nutrientes permaneceram em patamares muito baixos entre
todos os tratamentos, o que é natural, visto ser baixo o seu teor no solo estudado, bem como
também é baixo o fornecimento para o solo pelos fertilizantes. Entretanto, faz-se necessário
avaliar esses nutrientes, para compreender como a adubação com as fontes analisadas
interfere na dinâmica dos íons do solo, em suas relações e disponibilidade.
Assim, observando os resultados, aos 5 dias de incubação do solo, não há interferência
da adubação nos teores de Ca (TABELA 9). Houve diferença significativa que indica
resultado superior para a fonte mineral aos 5 e aos 15 dias de incubação (TABELAS 9 e 10).
Resultado muito semelhante pôde ser observado aos 60 dias de incubação do solo (TABELA
11). Ressalta-se que os teores ainda foram um pouco menores aos 15 dias de incubação
(TABELA 10), fato que demanda maiores estudos para elucidação.
As variações nos teores de magnésio foram semelhantes aos do cálcio, não tendo sido
percebida nenhuma diferença entre os tratamentos aos 5 e aos 15 de incubação (TABELAS 9
e 10). Todavia, aos 60 dias, o teor de Mg nos tratamentos com biossólido foi
significativamente superior às demais fontes em todas as doses, com interação significativa
entre fontes e doses. Esse fato pode ser indicativo de presença de magnésio na composição do
biossólido, favorecendo o fornecimento desse nutriente para o solo.
37
solo (FIGURA 6). Aos 15 dias, já se tem uma eficiência melhor das fontes organominerais,
que alteraram a CTC do solo em mais doses (TABELA 10). Entretanto, analisando os
resultados em cada dose, bem como a curva de regressão das fontes, pode-se inferir que a
fonte mineral, nesse período de 60 dias é superior na liberação de nutrientes. Desse modo, a
maior CTC obtida com adubação mineral, na dose de 97,76% do fertilizante, foi de 39,20
mmolcdm-3 (FIGURA 7). Já a fertilização com organomineral de torta de filtro possibilitou
um maior desempenho, com 35,29 mmolcdm-3 na dose relativa de 136,06% (FIGURA 7). Aos
60 dias de incubação houve interação significativa entre os fatores (TABELA 11). Verificou-
se apenas dois tratamentos diferindo da testemunha.
Em todos os períodos de coleta do solo evidenciou-se um efeito relevante da adubação
na saturação por bases do solo. Entretanto, é importante observar que mesmo superando a
testemunha, os fertilizantes não a elevaram a patamares adequados para os cultivos agrícolas.
De maneira geral, observa-se para este aspecto, um reflexo do comportamento dos nutrientes
ao longo dos períodos analisados. Assim, aos 5 e aos 15 dias de incubação (TABELAS 9 e
10), os valores são maiores para a fonte mineral e aos 60 dias (TABELA 11), há uma
inversão, com os resultados superiores apresentados pelo organomineral de biossólido.
A matéria orgânica mostrou-se sem diferenças entre todos os tratamentos em todos os
períodos analisados. Aos 5 e 15 dias de incubação (TABELAS 9 e 10), os teores
permaneceram constantes, tendo aumentado aos 60 dias de incubação (TABELA 11). Há que
se ressaltar que o experimento realizado avalia a solubilidade dos fertilizantes, de modo que a
tela disposta entre o solo e o fertilizante não possibilita o maior contato possível do material
orgânico das fontes organominerais no solo, de modo que não é esperado alterações para esse
componente do solo neste experimento.
É importante ressaltar que a qualidade do composto utilizado na formulação do
fertilizante organomineral influi fortemente na disponibilidade do nitrogênio do solo, onde a
relação C/N muito alta pode imobilizar o N do solo (JAHNEL et al., 1999). Para tanto, faz-se
mister promover a completa maturação do composto, garantindo a degradação necessária e a
estabilização das características do composto. Neste estudo, as fontes orgânicas possuíam
relações C/N com diferença significativa, 28 para o biossólido e 13 para a torta de filtro
(TABELA 1).
39
Potássio
Fósforo Meh
350
87 300
77
67 250
mg dm-3
200
mg dm-3
57
47 150
37 100
27
17 50
7 0
-3 0 20 40 60 80 100 120 140
0 20 40 60 80 100 120 140
Dose (%)
Dose (%) Biossólido y = 0,9316x + 29,475
Torta de Filtro y = 0,1578x - 2,4408 R² = 0,9086
R² = 0,7947 Torta De Filtro y = 1,4109x + 29,745
R² = 0,8958
Mineral y = -0,0049x2 + 1,3256x - 2,0149 Mineral y = 2,1976x + 30,313
R² = 0,8714 R² = 0,8489
mmolc dm-3
9
38
7
5 34
3
0 20 40 60 80 100 120 140 30
Dose (%) 0 20 40 60 80 100 120 140
Biossólido y = 0,0309x + 3,8722
R² = 0,909 Dose (%)
y = 0,041x + 4,1059 Biossólido y = 0,0302x + 30,168
Torta de Filtro R² = 0,8188
R² = 0,8604
y = 0,063x + 4,0359 Mineral y = 0,0868x + 30,932
Mineral
R² = 0,8624 R² = 0,8832
3,3
mg.kg-1
20
3,1
15 y = -0,0001x2 + 0,0151x + 3,0338
y = -0,0009x2 + 0,2214x + 11,137 2,9
R² = 0,9032
R² = 0,9248
10 2,7
0 20 40 60 80 100 120 140 0 20 40 60 80 100 120 140
Dose (%) Dose (%)
Figura 6 – Modelos de Regressão para os teores de fósforo e potássio (mg.dm-3), soma de bases e CTC Total
(mmolc.dm-3), saturação por bases (%) e silício (mg.kg-1), aos 5 dias de incubação do solo e em diferentes doses.
Fonte: O autor (2018).
41
Tabela 10 – Teores de Fósforo e Potássio (mg dm-3), Cálcio e Magnésio (mmolc dm-3), Silício
(mg.kg-1), Soma de Bases e Capacidade de Troca Catiônica Total (mmolc dm-3), Saturação por
Bases (%) e Matéria Orgânica (g kg-1), aos 15 dias de incubação do solo submetido a
diferentes doses de fertilizante organomineral composto por biossólido, torta de filtro e
fertilizante mineral.
Fósforo Meht Potássio Meh Cálcio Magnésio Silício
Dose (%) Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
----------------------- mg dm3 --------------------- ----------------- mmolc dm-3 -------------- ----- mg kg-1 ----
0 0,72 17,8 1,10 0,55 3,05
60 1,12b* 1,37b* 14,77a* 56,8 66,8* 70,5* 0,86 1,30 1,23 0,59 0,60 0,58 3,26 3,28 2,77
80 1,95b* 3,63b* 20,60a* 74,3* 86,5* 116,2* 1,18 1,03 1,31 0,59 0,62 0,62 3,17 3,03 2,76
100 1,78c* 9,60b* 28,90a* 86,2* 111,7* 157,0* 1,21 1,14 1,41 0,63 0,65 0,64 3,32 3,05 2,97
120 2,30c* 5,10b* 19,73a* 105,0* 122,2* 160,5* 1,10 1,08 1,70 0,63 0,68 0,64 3,16 3,06 2,95
140 2,85c* 5,47b* 49,67a* 81,7* 123,2* 169,5* 0,97 0,91 1,25 0,64 0,65 0,66 2,62* 2,70 2,54*
Média 2,00 5,03 26,73 80,8c 102,1b 134,7a 1,06b 1,09b 1,38a 0,62 0,64 0,63 3,10a 3,02a 2,80b
CV% 21,90 22,48 32,04 8,63 6,74
DMS Dunnett 0,24 47,00 0,78 0,11 0,42
DMS Médias - 17,26 0,29 0,04 0,15
DMS Linhas 0,20 - - - -
Soma de Bases CTC Total Saturação por Bases Matéria Orgânica
Dose (%) Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
---------------------------- mmolc dm-3 --------------------- -------------%------------- --------- g kg-1 ---------
0 2,63 29,0 10,9 7,8
60 3,45 4,20* 4,03* 31,0c 35,0b* 39,8a* 11,2a 12,0a 10,1a 8,0 7,8 8,3
80 4,15* 4,20* 5,23* 34,9a* 32,2b 37,5a* 11,9a 13,0a 13,9a 7,8 8,0 8,0
100 4,48* 4,88* 6,28* 33,7b* 35,4b* 38,3a* 13,2b 13,8ab 16,4a* 7,5 7,7 8,0
120 4,70* 5,13* 6,58* 31,7c 35,4b* 38,6a* 14,8a* 14,5a 17,0a* 7,8 7,5 7,8
140 4,08* 5,13* 6,58* 33,3b* 35,4a* 37,8a* 12,2b 14,5b 17,4a* 7,2 8,0 7,5
Média 4,17c 4,71b 5,74a 32,9 34,7 38,4 12,7 13,5 15,0 7,7 7,8 7,9
CV% 13,56 4,50 12,81 5,74
DMS Dunnett 1,34 3,3 3,6 0,3
DMS Médias 0,49 - - 0,6
DMS Linhas - 2,7 2,9 -
*: diferentes da testemunha pelo teste de Dunnett a 0,05. Médias seguidas por letras distintas, na linha, diferem
entre si pelo teste de Tukey a 0.05. t: dados transformados pela função log (x+1) em atenção às pressuposições
do modelo. Bio.: Fertilizante Organomineral peletizado com Biossólido. T.F.: Fertilizante Organomineral
peletizado com Torta de Filtro. Min.: Fertilizante Mineral. Fonte: O autor (2018).
42
175
6,5
155
135
mmolc dm-3
5,5
115
mg dm-3
95 4,5
75
55 3,5
35
15 2,5
0 20 40 60 80 100 120 140 0 20 40 60 80 100 120 140
Dose (%) Dose (%)
Biossólido y = 0,557x + 23,878 Biossólido y = 0,0134x + 2,8022
R² = 0,8408 R² = 0,7623
Torta de Filtro y = 0,8111x + 20,446 y = 0,0186x + 2,8146
Torta de Filtro
R² = 0,9697 R² = 0,9445
Mineral y = 1,1834x + 16,635 y = 0,0315x + 2,5989
Mineral
R² = 0,9467 R² = 0,9436
CTC Total Saturação por Bases
40 18
17
38
16
36 15
mmolc dm-3
mmolc dm-3
14
34
13
32 12
11
30
10
28 9
0 20 40 60 80 100 120 140 0 20 40 60 80 100 120 140
Dose (%) Dose (%)
y = -0,0003x2 + 0,0898x + 29,184 Torta de Filtro y = 0,0284x + 10,755
Torta de Filtro R² = 0,9546
R² = 0,7925
Figura 7 – Modelos de Regressão para os teores de potássio (mg.dm-3), soma de bases e CTC Total (mmolc.dm-
3
) e saturação por bases (%), aos 15 dias de incubação do solo e em diferentes doses. Fonte: O autor (2018).
43
Tabela 11 – Teores de Fósforo e Potássio (mg dm-3), Cálcio e Magnésio (mmolc dm-3), Silício
(mg kg-1), Soma de Bases e Capacidade de Troca Catiônica Total (mmolc dm-3), Saturação por
Bases (%) e Matéria Orgânica (g kg-1), aos 60 dias de incubação do solo submetido a
diferentes doses de fertilizante organomineral composto por biossólido, torta de filtro e
fertilizante mineral.
Fósforo Meh Potássio Meht Cálcio Magnésio Silício
Dose (%) Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
--------------------- mg dm3 -------------------- ------------------- mmolc dm-3 ---------------- ------- mg kg-1 -------
0 0,73 12,9 2,06 0,79 3,05
60 1,18 1,05 3,23 37,0a* 41,2a* 38,0a* 3,56 2,20 3,57 2,08a* 1,18ab 0,89b 4,52* 4,35* 4,01*
80 1,98 1,53 3,48 43,5b* 48,5ab* 62,0a* 2,68 2,25 2,72 2,78a* 1,45b 0,95b 4,09* 4,04* 4,14*
100 2,90 3,13 9,38* 56,5b* 66,2b* 90,2a* 3,46 3,06 3,39 3,51a* 1,70b 1,09b 4,09* 4,02* 3,84*
120 3,18 4,88 6,53* 62,5b* 67,5b* 96,2a* 2,59 2,39 3,40 3,19a* 1,58b 1,97b* 3,81* 3,57* 3,51*
140 12,05* 7,77* 10,50* 68,2b* 86,5ab* 96,7a* 4,83 2,77 3,39 4,37a* 1,81b 1,33b 3,58* 3,36 3,23
Média 4,26b 3,67b 6,62a 53,5 62,0 76,6 3,42a 2,53b 3,29ab 3,18 1,54 1,25 4,02a 3,87b 3,75b
CV% 57,21 3,36 35,29 29,18 4,91
DMS Dunnett 5,53 0,12 2,22 1,16 0,40
DMS Médias 2,03 - 0,81 - 0,15
DMS Linhas - 0,10 - 0,96 -
t
Soma de Bases CTC Total Saturação por Bases Matéria Orgânica
Dose (%) Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
-------------------------- mmolc dm-3 ----------------------- ---------------%-------------- ----------- g kg-1 ------------
0 3,30 30,5 10,9 11,3
60 6,45* 4,05 5,45 33,5ab 30,1b 37,5a* 19,1* 13,5 14,6 16,7 14,8 8,0
80 6,63* 5,00 5,33 32,1a 31,3a 33,1a 20,8* 16,0 16,2 12,3 10,0 12,5
100 7,95* 6,93* 6,55* 31,5a 34,9a 34,1a 25,2* 19,8* 19,1 16,0 8,3 18,5
120 7,38* 5,45 7,75* 32,6a 33,7a 34,8a 22,5* 16,2 21,9* 26,0 29,0 16,3
140 10,50* 6,98* 7,25* 38,3a* 35,0a 35,8a 27,4* 20,0* 20,2* 16,5 20,3 8,7
Média 7,78a 5,68b 6,47b 33,6 33,0 35,0 23,0a 17,1b 18,4b 17,50 16,5 12,8
CV% 21,94 8,12 5,37 73,55
DMS Dunnett 2,94 5,7 0,14 23,7
DMS Médias 1,08 - 0,05 8,6
DMS Linhas - 4,7 - -
*: diferentes da testemunha pelo teste de Dunnett a 0,05. Médias seguidas por letras distintas, na linha, diferem
entre si pelo teste de Tukey a 0.05. t: dados transformados pela função log (x+1) em atenção às pressuposições
do modelo. Bio.: Fertilizante Organomineral peletizado com Biossólido. T.F.: Fertilizante Organomineral
peletizado com Torta de Filtro. Min.: Fertilizante Mineral. Fonte: O autor (2018).
Aos 5 dias, a relação Ca/Mg não apresentou diferença estatística entre os tratamentos
(TABELA 12). Aos 15 e aos 60 dias (TABELAS 13 e 14), a relação foi maior com o
fertilizante mineral. Como observado anteriormente, houve um acréscimo dos teores de Mg
nas fontes de base orgânica, o que influenciou essa diferença. De todo modo, a adubação não
44
Tabela 12 – Relações entre bases e relações das bases com a CTC Total (%) aos 5 dias de
incubação do solo submetido a diferentes doses de fertilizante organomineral composto por
biossólido, torta de filtro e fertilizante mineral.
Ca/Mg Ca/Kt Mg/K Ca+Mg/Kt
Dose (%)
Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
0 2,87 5,98 2,09 8,07
60 2,98 2,95 3,02 0,99* 0,78* 0,97* 0,33* 0,27* 0,33* 1,32* 1,05* 1,31*
80 2,92 2,82 3,05 0,91* 0,62* 0,42* 0,31* 0,22* 0,14* 1,23* 0,85* 0,56*
100 3,05 2,96 2,96 1,04* 0,77* 0,68* 0,34* 0,26* 0,23* 1,39* 1,02* 0,91*
120 2,80 2,83 2,82 0,82* 0,71* 0,40* 0,29* 0,25* 0,14* 1,12* 0,95* 0,55*
140 3,05 2,73 3,06 0,70* 0,45* 0,48* 0,23 0,16* 0,15* 0,93* 0,61* 0,63*
Média 2,96 2,85 2,98 0,89a 0,67b 0,59b 0,30a 0,23b 0,20b 1,20a 0,90b 0,79b
CV% 7,18 25,46 24,95 24,81
DMS Dunnett 0,44 0,55 0,19 0,73
DMS Médias 0,16 0,20 0,07 0,27
Ca/T Mg/T K/T Ca+Mg/T
Dose (%) Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
------------------------------------------------------ % -----------------------------------------------------
0 7,96 2,78 1,30 10,74
60 8,59 7,46 7,74 2,88 2,53 2,57 8,72* 9,57* 9,45* 11,47 9,99 10,30
80 8,21 8,40 8,27 2,81 2,99 2,71 9,15* 13,47* 19,72* 11,02 11,40 10,98
100 8,77 8,51 7,39 2,88 2,88 2,50 8,75* 12,05* 13,90* 11,65 11,39 9,89
120 7,93 8,05 6,76 2,83 2,86 2,40 9,72* 12,37* 18,90* 10,76 10,91 9,15
140 7,61 7,19 7,36 2,50 2,64 2,38 11,60* 16,35* 18,22* 10,11 9,84 9,75
Média 8,22a 7,92ab 7,50b 2,78a 2,78a 2,51b 9,59c 12,76b 16,04a 11,00a 10,70ab 10,02b
CV% 9,92 7,12 27,04 8,72
DMS Dunnett 1,63 0,40 7,21 1,92
DMS Médias 0,60 0,15 2,65 0,71
*: diferentes da testemunha pelo teste de Dunnett a 0,05. Médias seguidas por letras distintas, na linha, diferem
entre si pelo teste de Tukey a 0.05. t: dados transformados pela função log (x+1) em atenção às pressuposições
do modelo. Bio.: Fertilizante Organomineral peletizado com Biossólido. T.F.: Fertilizante Organomineral
peletizado com Torta de Filtro. Min.: Fertilizante Mineral. Fonte: O autor (2018).
46
Tabela 13. Relações entre bases e relações das bases com a CTC Total (%) aos 15 dias de
incubação do solo submetido a diferentes doses de fertilizante organomineral composto por
biossólido, torta de filtro e fertilizante mineral.
Ca/Mg Ca/K Mg/K Ca+Mg/K
Dose (%)
Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
0 2,01 2,43 1,21 3,65
60 1,44 2,15 2,11 0,59* 0,76* 0,69* 0,41* 0,36* 0,34* 1,00* 1,12* 1,02*
80 2,00 1,67 2,11 0,62* 0,48* 0,48* 0,31* 0,28* 0,22* 0,93* 0,76* 0,70*
100 1,90 1,75 2,20 0,54* 0,41* 0,38* 0,28* 0,23* 0,16* 0,83* 0,64* 0,54*
120 1,76 1,61 2,66 0,41* 0,35* 0,43* 0,23* 0,22* 0,16* 0,64* 0,56* 0,59*
140 1,52 1,42 1,88 1,04* 0,30* 0,29* 0,79 0,21* 0,15* 1,83* 0,51* 0,45*
Média 1,73b 1,72b 2,19a 0,64 0,46 0,46 0,41 0,26 0,21 1,05 0,72 0,66
CV% 31,29 61,96 80,83 66,29
DMS Dunnett 1,23 0,82 0,59 1,36
DMS Médias 0,45 0,30 0,22 0,50
Ca/T Mg/T K/T Ca+Mg/T
Dose (%) Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
------------------------------------------------------ % -----------------------------------------------------
0 3,77 1,88 1,73 5,66
60 2,95 4,48 4,24 2,03 2,08 2,00 4,70 4,85 4,45 4,98 6,56 6,24
80 4,06 3,55 4,53 2,04 2,13 2,15 5,42* 6,85* 7,90* 6,10 5,68 6,67
100 4,17 3,92 4,84 2,16 2,25 2,19 6,57* 8,12* 10,55* 6,33 6,17 7,03
120 3,79 3,71 5,87 2,16 2,33* 2,22 8,52* 8,82* 10,55* 5,95 6,03 8,08
140 3,34 3,14 4,31 2,22 2,22 2,28* 6,15* 8,80* 11,55* 5,55 5,36 6,59
Média 3,66b 3,76b 4,76a 3,04 2,89 2,61 6,27b 7,49b 9,00a 5,79b 5,96ab 6,93a
CV% 32,04 8,64 22,26 21,74
DMS Dunnett 2,70 0,39 3,34 2,80
DMS Médias 0,99 0,14 1,22 1,03
*: diferentes da testemunha pelo teste de Dunnett a 0,05. Médias seguidas por letras distintas, na linha, diferem
entre si pelo teste de Tukey a 0.05. Bio.: Fertilizante Organomineral peletizado com Biossólido. T.F.: Fertilizante
Organomineral peletizado com Torta de Filtro. Min.: Fertilizante Mineral. Fonte: O autor (2018).
47
Tabela 14 – Relações entre bases e relações das bases com a CTC Total (%) aos 60 dias de
incubação do solo submetido a diferentes doses de fertilizante organomineral composto por
biossólido, torta de filtro e fertilizante mineral.
Ca/Mg Ca/K Mg/K Ca+Mg/K
Dose (%)
Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
0 2,62 6,26 2,40 8,66
60 1,71 1,86 3,87 3,69* 2,09* 3,92* 2,19 1,13* 0,95* 5,88* 3,22* 4,87*
80 0,98* 1,55 2,86 2,39* 1,80* 1,81* 2,47 1,15* 0,63* 4,85* 2,95* 2,44*
100 0,98* 1,79 2,97 2,38* 1,80* 1,48* 2,42 1,01* 0,48* 4,80* 2,81* 1,96*
120 0,81* 1,52 2,27 1,61* 1,41* 1,58* 1,98 0,94* 1,03* 3,59* 2,35* 2,60*
140 1,10* 1,61 2,83 2,81* 1,27* 1,38* 2,52 0,85* 0,55* 5,33* 2,12* 1,93*
Média 1,12c 1,67b 2,96a 2,57a 1,67b 2,03ab 2,32a 1,02b 0,73b 4,89a 2,69b 2,76b
CV% 34,45 38,48 28,25 30,57
DMS Dunnett 1,41 1,89 0,84 2,40
DMS Médias 0,52 0,69 0,31 0,88
Ca/T Mg/T K/T Ca+Mg/T
Dose (%) Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min Bio T.F Min
------------------------------------------------------ % -----------------------------------------------------
0 7,11 2,73 1,08 9,85
60 12,28 7,58 12,31 7,17* 4,07 3,07 2,85a 3,50a* 2,53a 19,44 11,66 15,38
80 9,22 7,76 9,37 9,57* 4,98 3,28 3,48a* 4,03a* 4,85a* 18,79 12,74 12,66
100 11,93 10,54 11,70 12,10* 5,86 3,76 4,63b* 4,85b* 6,75a* 24,03 16,41 15,46
120 8,94 8,24 11,72 10,99* 5,46 6,78* 4,98b* 5,05b* 7,28a* 19,93 13,70 18,50
140 16,66* 9,55 11,67 15,05* 6,22 4,58 4,58b* 6,40a* 6,98a* 31,71 15,78 16,25
Média 11,81a 8,73b 11,35ab 10,98a 5,32b 4,29b 4,10 4,77 5,68 22,78a 14,05b 15,65b
CV% 35,29 29,18 18,97 28,33
DMS Dunnett 7,65 4,01 1,82 10,04
DMS Médias 2,81 1,47 - 3,69
DMS Linhas - - 1,49 -
*: diferentes da testemunha pelo teste de Dunnett a 0,05. Médias seguidas por letras distintas, na linha, diferem
entre si pelo teste de Tukey a 0.05. Bio.: Fertilizante Organomineral peletizado com Biossólido. T.F.: Fertilizante
Organomineral peletizado com Torta de Filtro. Min.: Fertilizante Mineral. Fonte: O autor (2018).
48
5 CONCLUSÕES
REFERÊNCIAS
BAYER, C.; MIELNICZUK, J. Dinâmica e função da matéria orgânica. In: SANTOS, G. A.;
SILVA, L. S.; CANELLAS, L. P.; CAMARGO, F. A. O. (Ed.). Fundamentos da matéria
orgânica do solo: ecossistemas tropicais e subtropicais. 2. ed. Porto Alegre: Metrópole, 2008.
p. 7-18.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de Agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.
Brasília, 1981. Disponível em:
<www.bvambientebf.uerj.br/arquivos/edu_ambiental/popups/lei_federal.htm>. Acesso em: 10
fev. 2018
KORNDÖRFER, G. H.; PEREIRA; H. S.; NOLLA, A.. 2004. Análise de silício: solo, planta
e fertilizante. Uberlândia: GPSi-ICIAG-UFU. 34p.
ROSSOL, C. D., SCALON FILHO, H.; BERTÉ, L. N.; JANDREY, P. E.; SCHWANTES,
D.; GONÇALVES JR., A. C. Caracterização, classificação e destinação de resíduos da
agricultura. Scientia Agraria Paranaensis. V.11, n. 4, p.33-43, 2012. DOI:
https://doi.org/10.18188/1983-1471/sap.v11n4p33-43. Disponível em: <e-
revista.unioeste.br/index.php/scientiaagraria/article/view/5858>. Acesso em 4 fev. 2018.
SILVA, R. M. O.; RECH, I., FRABÇA, A. A.; SCHIAVINI, J. A.; PIRES C. A.; BALIEIRO,
F. C.; POLIDORO, J. C.; CAMPOS, D. V. B. Liberação de fósforo de fertilizantes
organominerais e sua influencia na fertilidade do solo. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE
FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS, 29.; REUNIÃO
BRASILEIRA SOBRE MICORRIZAS, 12.; SIMPÓSIO BRASILEIRO DE
MICROBIOLOGIA DO SOLO, 11.; REUNIÃO BRASILEIRA DE BIOLOGIA DO
SOLO, 8. 210. [S.l.]: FertBio, 2010.