Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciências Agronômicas Campus de Botucatu
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Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciências Agronômicas Campus de Botucatu
BOTUCATU-SP
Agosto - 2013
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JULIO DE MESQUITA FILHO”
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRONÔMICAS
CAMPUS DE BOTUCATU
BOTUCATU-SP
Agosto - 2013
III
DEDICATÓRIA
AGRADECIMENTOS
SUMÁRIO
LISTA DE TABELAS.......................................................................................................VII
LISTA DE FIGURAS.......................................................................................................VIII
RESUMO.............................................................................................................................XI
SUMARY...........................................................................................................................XII
1 INTRODUÇÃO ..............................................................................................................1
2 REVISÃO DE LITERATURA........................................................................................3
2.1 Extrato Pirolenhoso ..............................................................................................................3
2.2 Extrato Pirolenhoso na Agricultura .......................................................................................7
3 MATERIAL E MÉTODOS........................................................................................... 11
3.1 Enriquecimento do Composto Condicionador de Solo ........................................................ 11
3.2 Aplicação do Composto Condicionador de Solo .................................................................13
3.2.1 Local do Experimento..................................................................................................13
3.2.2 Descrição da Espécie Utilizada .................................................................................... 13
3.2.3 Condução do Experimento ........................................................................................... 14
3.2.4 Características Químicas do Solo ................................................................................. 17
3.2.5 Avaliação de Crescimento das Mudas .......................................................................... 17
3.2.6 Massa de Matéria Seca das Plantas .............................................................................. 17
3.2.7 Diagnose Foliar dos Teores de Nutrientes ....................................................................17
3.2.8 Perfil Químico do Extrato Pirolenhoso e Chorume ....................................................... 18
3.2.9 Análise Estatística ....................................................................................................... 18
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................... 19
4.1 Composto Condicionador de Solo ....................................................................................... 19
4.1.1 Teor de Nutrientes ....................................................................................................... 19
4.2 Aplicação do Composto Condicionador de Solo .................................................................25
4.2.1 Alterações nos Atributos Químicos do Solo .................................................................25
4.2.2 Interações no Desenvolvimento Vegetativo das Mudas ................................................ 44
4.2.3 Diagnose Foliar dos Teores dos Elementos Minerais. ................................................... 59
4.2.4 Perfil Químico do Extrato Pirolenhoso e Chorume ....................................................... 68
4.2.5 Diagnose Visual dos Sintomas Foliares ........................................................................ 68
5 CONCLUSÕES ............................................................................................................ 70
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 71
VII
LISTA DE TABELAS
LISTA DE FIGURAS
Figura 32. Altura (H) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio) e doses de
adubação para o composto 15% E.P. ................................................................................ 53
Figura 33. Altura (H) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio) e doses de
adubação para o composto 20% E.P. ................................................................................ 53
Figura 34. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio)
e doses de adubação para o composto 0% E.P. .................................................................54
Figura 35. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio)
e doses de adubação para o composto 10% E.P. ............................................................... 54
Figura 36. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio)
e doses de adubação para o composto 15% E.P. ............................................................... 55
Figura 37. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio)
e doses de adubação para o composto 20% E.P. ............................................................... 55
Figura 38. Massa de Matéria Seca (M.S.) de Folhas 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto orgânico e doses de adubação. ....................................57
Figura 39. Massa de Matéria Seca (M.S.) de Caule 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação. .................................................. 57
Figura 40. Massa de Matéria Seca (M.S.) de Raízes 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação. .................................................. 58
Figura 41. Massa de Matéria Seca (M.S.) Total 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação. .................................................. 58
Figura 42. Teor de N foliar em relação à concentração de E.P. no composto e doses de
adubação. ......................................................................................................................... 62
Figura 43. Teor de P foliar em relação à concentração de E.P. no composto e doses de
adubação. ......................................................................................................................... 62
Figura 44. Teor de K foliar em relação à concentração de E.P. no composto e doses de
adubação. ......................................................................................................................... 63
Figura 45. Teor de Ca foliar em relação à concentração de E.P. no composto e doses de
adubação. ......................................................................................................................... 63
Figura 46. Teor de Mg foliar em relação à concentração de E.P. no composto e doses de
adubação. ......................................................................................................................... 64
Figura 47. Teor de S foliar em relação à concentração de E.P. no composto e doses de
adubação. ......................................................................................................................... 64
XI
RESUMO
SUMARY
1 INTRODUÇÃO
2 REVISÃO DE LITERATURA
meio de processo industrial com destilação a vácuo ou de forma artesanal via decantação.
Além disso, deve ser filtrado antes do uso (MIYASAKA et al., 1999).
Em 2004, o composto biologicamente ativo butenolida (3-metil-
2H-furo[2,3-c]piran-2-ona) foi isolado com sucesso a partir de celulose carbonizada e
fumaça derivada da carbonização vegetal (FLEMATTI et al., 2004; VAN STADEN et al.,
2004), mais tarde referido como “karrikinolide” (KAR1), pertencente à classe de
compostos “karrikins”, a qual é uma nova família química definida de reguladores de
crescimento vegetal (CHIWOCHA et al., 2009; DIXON et al., 2009; FLEMATTI et al.,
2009; LIGHT et al. 2009; KULKARNI et al. 2011). Pesquisas demonstram que os
compostos bioativos da fumaça líquida ou líquido pirolenhoso promovem o
desenvolvimento de plântulas de milho, tomate, quiabo, feijão (VAN STADEN et al.,
2006) e arroz (KULKARNI et al., 2006). A disparidade no balanço e concentração dos
compostos químicos presentes em lotes distintos de líquido pirolenhoso pode ser eliminada
usando KAR1 puro, permitindo a comparação válida das aditividades biológicas durante os
experimentos (CHIWOCHA et al., 2009; LIGHT et al., 2009). O potencial de KAR1 em
concentração extremamente baixa tem sido demonstrada por pesquisadores da África do
Sul (KULKARNI et al 2008; JAIN et al 2008) e Austrália (ROKICH & DIXON, 2007;
DIXON et al., 2009). Evidências de que a fumaça líquida e o KAR1 são ativos em baixas
concentrações e que não causam efeitos tóxicos (VERSCHAEVE et al., 2006;
KULKARNI et al., 2010; MUNGKUNKAMCHAO et al., 2013) torna-os opções como
agentes promotores da regulação de compostos secundários em vegetais (AREMU, 2012).
Lashari et al. (2013) realizaram experimento de campo de dois anos
com correção/condicionamento físico-químico de um Neossolo salinizado da China
Central com composto de esterco de galinha e biochar (carvão de biomassa) e solução de
E.P. Aplicou-se 12 t ha-1 do composto seguido da aplicação de 0,15 t ha-1 de E.P. Os
resultados demonstraram forte efeito da aplicação do composto enriquecido com E.P. na
redução da salinidade, aumento da fertilidade do solo, aporte de nutrientes à cultura e
acréscimo na produtividade agrícola, mantidos por dois anos. As propriedades do biochar e
a composição química do E.P., base para os estudos de Lashari et al. (2013), foram
reportadas respectivamente por Zhang et al. (2010; 2012) e Yan et al. (2011).
Souza-Silva et al. (2006) relatam que aplicando 100% da adubação
de crescimento e 1% (v/v) de E.P. obteve-se a maior altura média de mudas clonais de
eucalipto (Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla); já com aplicação de 50% da
9
adubação e doses crescentes de E.P. houve decréscimo na altura das plantas. O aumento da
concentração do E.P. provocou diminuição no diâmetro de mudas, massa seca da parte
aérea e massa seca de raiz, demonstrando que em altas concentrações o E.P. causa
fitotoxidez às mudas de eucalipto.
O E.P. possui forte ação antimicrobiana em concentração 50 mg
-1
ml para os fitopatógenos Phytophthora capsici, Colletotrichum orbiculare, Valsamali,
Cochliobolus sativus, Helminthosporium sativum e Phytophthora infestan (WEI et al.,
2010). Jung (2007) relata que o crescimento do fungo fitopatogênico Alternaria mali foi
completamente inibido com E.P. na diluição de 1:32. Tais propriedades são diretamente
relacionadas aos ácidos orgânicos, os quais são os principais componentes do E.P. (WEI et
al, 2008a, 2008b, 2009, 2010).
De acordo com a IN - MAPA Nº 35, de 4 de Julho de 2006
(BRASIL, 2006) entende-se por condicionador do solo: produto que promove a melhoria
das propriedades físicas, físico-químicas ou atividade biológica do solo, podendo recuperar
solos degradados ou desequilibrados nutricionalmente.
Conforme a IN - MAPA No 25, de 23 de Julho de 2009 (BRASIL,
2009) o E.P. é classificado como agente quelante e complexante orgânico e aditivo
estabilizante autorizado para fertilizantes orgânicos e organominerais, também autorizado
para fertilizantes minerais de acordo com a IN - MAPA No 5, de 23 de fevereiro de 2007.
Agente quelatizante é um composto que contém átomos doadores de elétrons ou grupos
(ligantes) que podem combinar com um íon metálico simples para formar uma estrutura
cíclica chamada de complexo quelatizado ou quelato (MORTVEDT, 1999).
Complexos são espécies químicas formadas por um íon metálico
no centro de uma estrutura geométrica, ao redor do qual se dispõem moléculas ou íons
denominados ligantes. Ligante é um íon ou molécula, com pelo menos um par de elétrons
livres, não compartilhados em ligações químicas. Os complexos formados por ligantes
polidentados recebem o nome particular de quelatos. Nos complexos ocorrem ligações
covalentes coordenadas, explicando o nome compostos de coordenação dado aos
complexos. A formação do complexo altera a carga do cátion e seu comportamento, como
a retenção nos coloides do solo. Tal estrutura preserva o íon metálico da formação de
compostos insolúveis com o H2PO4-, com a argila e até certo ponto evita sua precipitação
por íons OH- ou HCO3-. A absorção radicular pode ocorrer com a molécula inteira, ou o
metal isolado via dissociação prévia (MALAVOLTA et al., 1997). As formas
10
organicamente ligadas dos micronutrientes catiônicos são mais disponíveis para as plantas
do que as formas inorgânicas precipitadas insolúveis e as retidas em minerais primários
(CHEN, 1996).
11
3 MATERIAL E MÉTODOS
MADEIRA
CARBONIZAÇÃO
CARVÃO FUMAÇA
CONDENSAÇÃO
DECANTAÇÃO
EXTRATO ALCATRÃO
PIROLENHOSO INSOLÚVEL
0% 100 0 0,7
10% 90 10 0,65
15% 85 15 0,6
20% 80 20 0,55
13
Amostra Na Cu Fe Mn Zn B pH Umidade
(65 oC)
-------------- mg kg-1 matéria seca --------------------
a b
Figura 2. Incorporação do composto ao solo para enchimento dos vasos (a) e plantio (b).
Condução do experimento (c). Mudas clonais de híbrido de Eucalyptus grandis x
Eucalyptus urophylla (d).
16
0 0 0 - -
0 5 50 - -
0 15 150 - -
0 25 250 - -
0 35 350 - -
10 0 0 - -
10 5 50 - -
10 15 150 - -
10 25 250 - -
10 35 350 - -
15 0 0 - -
15 5 50 - -
15 15 150 - -
15 25 250 - -
15 35 350 - -
20 0 0 - -
20 5 50 - -
20 15 150 - -
20 25 250 - -
20 35 350 - -
Adubação Mineral e Calagem - 4 14,8
17
foram submetidas à lavagem rápida com água destilada e encaminhadas para secagem em
estufa com circulação de ar a 55 – 60°C por 72 horas, sendo em seguida moídas em
moinho tipo Willey. As análises foram realizadas no Laboratório de Nutrição Mineral de
Plantas do Departamento de Recursos Naturais/Ciência do Solo da FCA/UNESP de
Botucatu – São Paulo, utilizando-se a metodologia descrita por Malavolta et al. (1997).
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
do peso total dos gases condensados), ácido fórmico (0,3 – 9,1%), metanol (0,4 -2,4%),
formaldeído (0,1 - 3.3%), acetaldeído (0,1 - 8,5%) e hidroxiacetaldeído (0,9 - 13%)
(MULLEN et al., 2010; TIILIKKALA et al., 2010). Em baixas concentrações tais ácidos,
alcoóis e aldeídos são fonte de substrato carbônico e energético para microorganismos
decompositores, potencializando a mineralização dos elementos orgânicos presentes no
composto (STEINER et al. 2008). A adição de E.P. elevou a concentração de N, P, Mg no
composto condicionador de solo em proporção à quantidade aplicada, porém com interação
significativa apenas para o K (TAB. 7, TAB. 8 e FIG. 3), assim como evidenciado por
Xiao-Chun et al. (2009) expondo que o E.P. pode acelerar a maturidade e melhorar as
características físico-químicas após a maturidade do composto orgânico. Em razão da
condição de anaerobiose no início do processo de compostagem o S foi volatilizado das
leiras onde se aplicou a concentração 20% E.P. (TAB. 7, TAB. 8 e FIG. 3). A concentração
de Ca foi reduzida nos tratamentos com aplicação de E.P., porém não ocorreu diferença
significativa entre os tratamentos (TAB. 7, TAB. 8 e FIG. 3). Tal redução se deve à baixa
concentração de Ca no E.P. em relação à composição do palhiço de cana-de-açúcar (TAB.
4). O composto orgânico com 0% de E.P. apresentou maior teor de Umidade (70,94%) em
comparação aos demais tratamentos, evidenciando maior da evaporação de água nas leiras
enriquecidas com E.P. (TAB. 8).
Na Cu Fe Mn Zn C/N pH U-65ºC
Bloco 3 1244,3* 1,583ns 99171,58ns 66,333ns 24,333ns 8,583ns 0,489ns 87,553ns
*Médias seguidas de letras distintas na coluna diferem estatisticamente pelo teste de Tukey
(p<0,05).
% Matéria Seca
0,55 0,45
0,22
0,24
2
y = 0,01x - 0,02x + 0,145 0,21 y = 0,0075x2 - 0,0225x + 0,1775
% na Matéria Seca
0,22
% na Matéria Seca
R² = 0,9074 R² = 0,9153
0,20
0,2
0,19
0,18
0,18
0,16 K Ca
0,17
0,14
0,16
0,12
0,15
0,1
0 10 15 20
0 10 15 20
% E. P % E. P
22
0,095 0,07
0,09 0,065
% na Matéria Seca
% na Matéria Seca
0,085 0,06
0,08 y = 0,001x 2 + 0,0034x + 0,0595 y = -0,0057x2 + 0,0366x + 0,0053
0,055
R² = 0,9566 R² = 0,999
0,075
0,05
0,07
0,045
0,065
Mg 0,04 S
0,06
0,055 0,035
0,05 0,03
0 10 15 20 0 10 15 20
% E. P. % E. P.
Tabela 9. Análise química do composto orgânico – micronutrientes, Na, relação C/N e pH.
Concentração no Composto Orgânico (Base Seca)
Concentração E. P. (%) Na Cu Fe Mn Zn C/N pH
-1
------------------------------- mg kg matéria seca -------------------------------------
0 67,66 b 7,00 687,6 17,66 8,33 b 26,66/1 6,63
160 10
150 9,5
mg.kg-1 matéria seca
110 8
100 7,5 Cu
90 Na
7
80
70 6,5
60 6
0 10 15 20 0 10 15 20
% E. P. % E. P.
1700 32
31
mg.kg-1 matéria seca
1500 30
% E. P. 0 10 15 20
% E. P.
16
mg.kg-1 matéria seca
15
14 14
13
12
11 Zn 12
10
9
8 C
7 10
0 10 15 20 0 10 15 20
% E. P. % E. P.
Figura 4. Teores de Na, Cu, Fe, Mn, Zn, C e M.O. no composto condicionador de solo em
relação à concentração de Extrato Pirolenhoso.
25
valor da C.E. (167,3 μs cm-1) superior ao composto 10% E.P. (139,5 μs cm-1) e inferior ao
composto 15% E.P (169,7 μs cm-1). Uma vez que os sais são muito móveis, os valores de
C.E. do solo são afetados não só pela aplicação do composto orgânico condicionador de
solo, mas também pela circulação de água no solo (para baixo, com a água de irrigação e
para cima, nos processos de evaporação), assim como reportado por Hao & Chang, 2003.
A variação dos valores de C.E. do solo indica a importância do monitoramento do impacto
da aplicação de composto em profundidades superiores às zonas de enraizamento (até 30
cm) ao longo do período experimental.
A relação das propriedades químicas que apresentam correlação
com a Condutividade Elétrica do solo é: Cl- > Sc > RAS > Na+ > K+ > Mg2+ > RSD >
CO3 2- > SO4 2- > HCO3 2- > pH > SS > Ca2+, onde Sc é a concentração de sal no extrato 1:5
solo-água; RAS é a relação de adsorção de sódio, RAS = NA+/(Ca2+ + Mg2+)1/2; RSD é a
relação sódio diânion; SS é a porcentagem de sódio solúvel (LIU et al., 2006). Tendo em
vista que a elevação das doses de adubação elevou os teores de Na, K, Mg e Ca no solo
(TAB. 10 e 11; FIG. 22, 10, 11 e 12), assume-se que o aumento na C.E. do solo é devido à
degradação da matéria orgânica do composto e à solubilização predominante de íons NH4 +;
NO3 –;Ca2+; Na+ ; K+ e Mg2+ (OLIVEIRA et al., 2002). O aumento da salinidade eleva a
disponibilidade de metais pesados devido o deslocamento nos sítios de troca, solubilização
da M.O. e formação de compostos cloreto metálicos solúveis (WAHLA & KIRKHAM,
2008), conforme será discutido posteriormente.
A toxidade do Al é um importante fator de estresse para plantas em
ambientes acidificados (POSCHENRIEDER et al., 2008). A química do Al é
extremamente complexa e ainda não totalmente compreendida, em razão do amplo
espectro de complexos inorgânicos polinucleares e organometálicos com alta variação na
estabilidade que ocorrem em solos e água. Existe, no entanto, consenso que o Al+3
catiônico trivalente presente como Al(H2O)63+ em solos ácidos é a mais relevante forma
tóxica para as plantas. Entre as várias outras espécies monoméricas de Al que estão
presentes no ambiente, sulfato, fosfato e silicato de Al são muito menos tóxicas. O pH do
solo, independentemente do tratamento de adubação, apresentou valores abaixo de 5 (TAB.
10) e nestas condições o Al+3 é solubilizado e esta é a forma rizotóxica mais relevante
(KOCHIAN et al., 2004). Complexos orgânicos de Al têm baixa toxicidade e a
complexação do Al pela M.O. controla a solubilidade do Al e regula a sua toxicidade
(POSCHENRIEDER et al., 2008). Como esperado o aporte de M.O. devido à elevação da
28
se a redução do teor de S no solo com o aumento das doses de composto para todas as
concentrações de E.P. (TAB. 10; FIG. 16).
A relação entre M.O. e a disponibilidade do Ca+2 trocável
(MALAVOLTA et al, 1997), assim como a formação de ligações com grupos orgânicos
funcionais (KÖGEL-KNABNER & KLEBER, 2012; CLARHOLM & SKYLLBERG,
2013), foi comprovada pela elevação do teor de Ca no solo em decorrência do aumento das
doses de adubação (R2=0,8913; R2=0,895; R2=0,9805; R2=0,938 para os compostos com 0,
10, 15 e 20% E.P., respectivamente), descritas por regressões quadráticas (P < 0.01) na
Figura 11. Assim como esperado o teor de Mg no solo foi inferior ao teor de Ca (TAB. 10)
devido a adsorção dos íon Ca2+ pela superfície coloidal da argila e pela M.O. ser mais
forte, e também pela maior susceptibilidade dos íons Mg2+ à lixiviação
(SENTHURPANDIAN et al., 2009). A correlação entre o teor de Mg no solo e doses de
composto orgânico (R2=1; R2=0,9832; R2=0,9453; R2=0,9184 para os compostos com 0,
10, 15 e 20% E.P., respectivamente) apresentou comportamento semelhante ao do Ca
(TAB. 10; FIG. 12), indicando a ação da M.O. no aporte de Mg+2 trocável no solo
(MALAVOLTA et al, 1997). Cita-se que a equivalência no fornecimento de Ca e Mg em
relação ao tratamento com adubação mineral e calagem foi alcançada a partir da dose 25 t
M.S ha-1 para os compostos 0 e 15% E.P. e na dose 35 t M.S ha-1 para os compostos 10 e
20% E.P.
Em decorrência dos resultados para as bases trocáveis K+, Ca2+,
Mg2+ e Na+ os valores de Soma de Bases (SB) acompanharam a elevação da dose de
adubação, segundo padrões ajustados por regressões quadráticas (TAB. 10; FIG. 13). O
atributo Capacidade de Troca Catiônica (CTC) apresentou alta correlação com o aumento
da dose de composto orgânico, conforme as interações entre M.O., bases trocáveis e teores
de H+Al no solo apresentadas, exceto para o composto 20% E.P, no qual os valores de
CTC foram inferior nas doses 25 e 35 t M.S ha-1 devido os baixos valores de H+Al no solo
(R2=0,7674; R2=0,9935; R2=0,868; R2=0,4335 para os compostos com 0, 10, 15 e 20%
E.P., respectivamente), apresentando comportamento ajustado por regressões quadráticas
(TAB. 10; FIG. 14). A Saturação por Bases (V%) apresentou comportamento ajustado por
regressão linear para o composto 0% E.P. e regressões quadráticas para as demais
concentrações de E.P. no composto orgânico, em alta correlação com a dose de adubação
(R2=0,9186; R2=0,9959; R2=0,9997; R2=0999, para os compostos com 0, 10, 15 e 20%
E.P., respectivamente), porém os baixos valores de V% demonstram baixa proporção de
30
cátions saturando as cargas negativas dos coloides e que a maioria delas foi neutralizada
por H+ e Al3+ (TAB. 10; FIG. 15). Em relação ao tratamento com adubação mineral e
calagem equivalência para a SB foi alcançada a partir da dose 25 t M.S ha-1 para todas as
concentrações de E.P. Já para o V% a equivalência na dose 25 t M.S ha-1 ocorreu apenas
para os compostos 0 e 15% E.P.
A aplicação do composto orgânico proporcionou incremento no
teor de B no solo, assim como reportado por Pakrashi & Haldar (1992), porém sem
resposta positiva na dose 35 t M.S ha-1, a qual levou a redução dos teores de B no solo nos
compostos 0 e 10% E.P, em regressão não significativa para o composto 0% E.P (TAB. 10;
FIG. 17). Tais resultados corroboram com o exposto por Yermiyahu et al. (2001), o qual
relata que esta redução é devido à adsorção de B pelo material orgânico, que tem uma
capacidade de adsorção de B quatro vezes maior que a da argila e do solo (YERMIYAHU
et al., 1995; CHEN, 1996; LEHTO, 2010).
Íons metálicos são preferencialmente associados com a M.O. do
solo (FU et al., 2006; WANG et al, 2009), correlacionado-se o C orgânico com a
capacidade de sorção de Cu (YIN et al., 2002; WANG et al., 2007; PÉREZ-NOVO et al.,
2008) e Zn (GÜNGÖR & BEKBÖLET et al., 2010; ABAT et al., 2012). A complexação
de metais pesados com a M.O. dissolvida no ambiente influencia a solubilidade e a
mobilidade destes metais (WENG et al., 2002; STIJN et al., 2011). O aumento no teor de
M.O. reduziu os teores de Cu na solução do solo (R2=0,8779; R2=0,7721; R2=0,9772;
R2=0,7923 para os compostos com 0, 10, 15 e 20% E.P., respectivamente), demonstrando
o incremento da concentração de Cu na fração de M.O. do solo (ZHELJAZKOV
&WARMAN, 2004). O mesmo efeito ocorreu para o Zn em menor intensidade, porém
para os compostos 0, 10 e 20% E.P. a dose 5 t M.S ha-1 superou os valores do tratamento
sem adubação (TAB. 11; FIG. 18; FIG. 21). Pérez-de-Mora et al. (2007a; 2007b),
Nwachukwu & Pulford (2008) e Farrell et al. (2010) também reportam a diminuição dos
teores de Cu e Zn no solo após a aplicação de composto orgânico de resíduos
agroindustriais. Cita-se que com a extração da M.O. das amostras de solo, os teores de Cu
e Zn são referentes à solução do solo. Assim como reportado por Agbenin & Olojo (2004)
e Zheljazkov &Warman (2004) tais resultados demonstram que as reações com a M.O.
controlam em maior parte a adsorção de Cu, enquanto que o Zn é adsorvido em maior
proporção pelas reações de troca catiônica quando em concorrência com o Cu para os sítios
de ligação no solo. Além disso, a presença de Cu reduz drasticamente a adsorção de Zn,
31
enquanto que a presença de Zn tem pouco efeito sobre a adsorção de Cu (ARIAS et al.,
2006). Ocorre que o Cu é adsorvido mais fortemente à fase sólida do solo (ABAT et al.,
2012) e possui maior afinidade a superfícies orgânicas (McBRIDE et al., 1998; ARIAS et
al., 2005, 2006, NWACHUKWU & PULFORD, 2008).
O teor de Mn no solo aumentou em relação direta ao incremento
das doses de composto orgânico aplicadas (R2=0,9848; R2=0,9665; R2=0,9846; R2=0,99
para os compostos com 0, 10, 15 e 20% E.P., respectivamente), gerando regressões
quadráticas significativas para todas as concentrações de E.P. (TAB. 11; FIG. 20).
Zheljazkov &Warman (2004) reporta que a elevação das doses de composto orgânico eleva
o Fator de Biodisponibilidade de Mn, referente a relação entre o teor do metal na fração
trocável e a concentração total do metal no solo. Os resultados suportam o entendimento da
baixa afinidade do Mn para componentes orgânicos do solo (HSU & LO, 2000).
O enriquecimento com E.P. elevou substancialmente os teores de
Fe no composto orgânico (TAB. 9; FIG. 3), proporcionando acréscimo no teor de Fe no
solo em relação direta a elevação das doses dos compostos 10, 15 e 20% E.P., gerando
R2=0,7588; R2=0,9965; R2=0,8788, respectivamente (TAB. 11; FIG.19). Para o composto
0% E.P. o maior teor de Fe no solo foi observado na dose 5 t M.S ha-1, a partir da qual os
valores se mantiveram constantes (R2=0,2024). De fato a concentração de Fe presente nos
compostos enriquecidos com E.P elevou o teor do metal no solo. Cita-se que a M.O. via
fortes ligações com Fe (II) previne a readsorção do Fe (II) e a formação subquente de
minerais secundários de Fe (DAVRANCHE et al, 2013).
Com relação ao Na apenas o composto 20% E.P. ocasionou
alterações do teor no solo acima de 10 mg dm-3 (R2=0,8677). De maneira geral a aplicação
dos compostos 0, 10 e 15% E.P. não alterou substancialmente o teor de Na no solo (TAB
11; FIG. 22).
32
Tabela 10. Atributos Químicos do Solo: pH, Matéria Orgânica (M.O.), Teores de P, Al+3,
H+Al, K, Ca, Mg, S, Soma de Bases (SB), Capacidade de troca Catiônica (CTC) e
Saturação por Bases (V%).
Tabela 11. Atributos Químicos do Solo: Teores de B, Cu, Fe, Mn, Zn e Na.
Tratamento B Cu Fe Mn Zn Na
% E.P. no Dose
Composto Composto Org. ---------------------------- mg dm-3 -----------------------------------------
Orgânico t M.S. ha-1
0% 0 0,29 3,1 67 0,3 2 0,43
0% 5 0,33 2,9 70 0,6 2,2 0,43
0% 15 0,34 2,2 64 0,7 1,4 0,46
0% 25 0,36 1,4 66 0,9 1,9 0,43
0% 35 0,30 1,7 66 1,0 1,4 0,50
Regressão ns Q** Q** Q* ns Q**
10% 0 0,29 3,1 67 0,3 2 0,43
10% 5 0,38 3,1 78 0,5 2,7 0,48
10% 15 0,32 1,6 70 0,5 1 0,43
10% 25 0,32 1,7 77 0,8 1 0,43
10% 35 0,35 1,8 94 1,1 1,2 0,43
Regressão Q* Q** Q** Q** Q** Q**
15% 0 0,29 3,1 67 0,3 2 0,43
15% 5 0,31 1,7 71 0,4 1,0 0,35
15% 15 0,32 1,3 77 0,6 0,9 0,39
15% 25 0,36 1,2 81 0,8 0,9 0,39
15% 35 0,34 1,4 86 0,9 1,2 0,48
Regressão Q** Q** L** L** Q** Q**
20% 0 0,29 3,1 67 0,3 2 0,43
20% 5 0,29 3,1 78 0,4 2,3 0,48
20% 15 0,28 1,8 81 0,6 0,9 0,59
20% 25 0,29 2,1 79 0,7 1,4 0,59
20% 35 0,30 1,6 82 0,9 1,2 0,52
Regressão Q* Q** Q** Q** Q** Q**
Adub. Mineral e Calagem 0,27 2,4 56 0,3 1,3 0,37
*, **, ns: significativo a 5%, significativo a 1% e não significativo, respectivamente, pelo Teste F.
34
Tratamento
Dose Composto Condutividade Elétrica
% E.P. no
Orgânico μs cm-1
Composto Orgânico -1
t M.S. ha
0% 0 114,4
0% 5 124,9
0% 15 124,7
0% 25 167,5
0% 35 167,3
Regressão Q**
10% 0 114,4
10% 5 120,9
10% 15 125,9
10% 25 149,0
10% 35 139,5
Regressão Q**
15% 0 114,4
15% 5 113,0
15% 15 142,4
15% 25 146,1
15% 35 169,7
Regressão Q**
20% 0 114,4
20% 5 115,8
20% 15 177,7
20% 25 170,2
20% 35 203,0
Regressão Q**
Adubação Mineral e Calagem 111,2
*, **, ns: significativo a 5%, significativo a 1% e não significativo, respectivamente, pelo Teste F.
35
pH Solo
4,6
4,3
M.O. Solo
50
45 Composto 0% E.P.
y = -0,8571x2 + 11,543x + 7
40 R² = 0,9613
Presina Solo
4,5
4
Composto 0% E.P.
3,5 y = 0,071x2 + 0,071x + 0,8
R² = 0,918
3
Composto 10% E.P.
mg dm-3
Al+3 Solo
13
12
Composto 0% E.P.
11 y = 0,071x2 - 2,328x + 14,2
R² = 0,822
10
mmolc dm-3
H+Al
70
68 Composto 0% E.P.
y = 0,428x2 - 4,371x + 72,6
66 R² = 0,716
62 R² = 0,989
60 Composto 15% E.P.
58 y = 1,071x2 - 9,328x + 77,4
R² = 0,974
56
Composto 20% E.P.
54 y = -1,428x2 + 3,371x + 67,8
R² = 0,857
52
50 Adub. Min. e Calagem: 50 mmolc dm-3
0 5 15 25 35
t M.S. composto ha-1
K
5
Composto 0% E.P.
4,5 y = 0,1357x2 - 0,3043x + 0,82
R² = 0,9858
4
Composto 10% E.P.
3,5
mmolc dm-3
Ca Solo
13
12
11 Composto 0% E.P.
y = 0,142x2 + 1,142x + 2,4
10
R² = 0,891
9
mmolc dm-3
Mg Solo
6
Composto 0% E.P.
y=x
5 R² = 1
R² = 0,9832
3 Composto 15% E.P.
y = 1,1x - 0,5
R² = 0,945
2
Composto 20% E.P.
y = 0,142x2 + 0,142x + 0,6
1 R² = 0,918
Composto 0% E.P.
20
y = 0,214x2 + 2,214x + 3,2
R² = 0,971
mmolc dm-3
Figura 13. Soma de Bases (SB) no solo em relação à concentração de E.P. no composto e
doses de adubação.
CTC Solo
90
85 Composto 0% E.P.
y = 0,642x2 - 2,157x + 75,8
R² = 0,767
80
mmolc dm-3
V% Solo
30
Composto 0% E.P.
25 y = 3,8x + 4
R² = 0,918
15
Composto 15% E.P.
y = 0,214x2 + 3,214x + 3,6
10 R² = 0,999
Figura 15. Saturação por Bases (V%) no solo em relação à concentração de E.P. no
composto e doses de adubação.
S Solo
20
Composto 0% E.P.
18 y = 0,5x2 - 3,3x + 19,2
R² = 0,4074
B Solo
0,5
Composto 0% E.P.
0,45 ns
Cu Solo
3,5
Composto 0% E.P.
3,25 y = 0,064x2 - 0,815x + 4
R² = 0,877
3
2,75 Composto 10% E.P.
y = 0,128x2 - 1,171x + 4,36
2,5 R² = 0,772
mg dm-3
Fe Solo
100 Composto 0% E.P.
y = 0,1429x2 - 1,4571x + 69,4
95 R² = 0,2024
80
Composto 15% E.P.
75 y = 4,8x + 62
R² = 0,996
70
Composto 20% E.P.
65
y = -1,5x2 + 12,1x + 57,6
60 R² = 0,878
Mn Solo
1,3
Composto 0% E.P.
1,2
y = -0,0214x2 + 0,2986x + 0,04
1,1 R² = 0,9848
1 Composto 10% E.P.
0,9 y = 0,035x2 - 0,024x + 0,32
0,8 R² = 0,966
mg dm-3
Zn Solo
3
Composto 0% E.P.
2,75
ns
2,5
2,25 Composto 10% E.P.
y = 0,05x2 - 0,63x + 2,92
R² = 0,5
2
mg dm-3
0,75
Adub. Min. e Calagem: 1,3 mg dm-3
0,5
0 5 15 25 35
t M.S. composto ha-1
Na Solo
0,70 Composto 0% E.P.
0,65 y = 0,006x2 - 0,024x + 0,456
R² = 0,697
0,60
Composto 10% E.P.
0,55
y = -0,003x2 + 0,014x + 0,434
0,50 R² = 0,214
mg dm-3
R² = 0,853
180
170 Composto 10% E.P.
y = -0,992x2 + 13,78x + 99,5
160 R² = 0,789
Tabela 13. Avaliação de Altura (H) e Diâmetro de Coleto (DC) das Mudas.
Altura (H) Diâmetro de coleto (DC)
Tratamento
------------------- cm ------------------- ------------------- mm -----------------
Dose
% E.P. no 30 Dias 60 Dias 90 Dias 30 Dias Após 60 Dias 90 Dias
Composto
Composto
Orgânico Após Plantio Após Plantio Após Plantio Plantio Após plantio Após Plantio
Orgânico
t M.S. ha-1
0% 0 40,00 52,67 56,39 4,00 7,33 9,98
0% 5 41,67 56 56,67 4,31 7,45 10,98
0% 15 46,67 65 67,33 5,53 9,84 12,79
0% 25 44,33 71 72,33 4,97 10,67 13,44
0% 35 42,67 66,33 71,67 4,77 10,62 13,60
Regressão ns Q** Q** Q* Q** Q**
10% 0 40,00 52,67 56,39 4,00 7,33 9,98
10% 5 49,67 61,67 62 5,54 9,72 12,00
10% 15 45,67 59,67 61,33 5,40 9,59 12,10
10% 25 48,00 66,33 69 5,85 9,53 12,33
10% 35 49,00 64,67 77 6,11 9,92 13,78
Regressão ns Q** Q** ns Q** Q**
15% 0 40,00 52,67 56,39 4,00 7,33 9,98
15% 5 41,33 55,33 58,33 4,00 8,12 10,23
15% 15 41,00 66,33 67,33 4,33 9,16 11,63
15% 25 52,33 74,33 81 4,98 9,74 13,39
15% 35 52,00 73 79,67 5,48 9,46 14,28
Regressão Q** Q** Q** Q* Q** Q**
20% 0 40,00 52,67 56,39 4,00 7,33 9,98
20% 5 41,67 55,67 54,67 5,03 8,44 10,7
20% 15 44,33 52,33 52,57 4,32 6,77 9,52
20% 25 42,33 50,67 52,67 4,58 6,54 9,08
20% 35 38,00 52 53,33 3,84 6,78 8,94
Regressão ns ns ns Q* ns ns
Adub. Mineral e
52,33 76,00 85,00 5,98 11,00 14,67
Calagem
*, **, ns: significativo a 5%, significativo a 1% e não significativo, respectivamente, pelo Teste F.
49
Composto 0% E.P.
ns
50
ns
45
Composto 15% E.P.
y = 0,595x2 - 0,071x + 39
R² = 0,813
40 Composto 20% E.P.
ns
Figura 24. Altura (H) das mudas 30 Dias Após Plantio em relação à concentração de E.P.
no composto e doses de adubação.
65 R² = 0,824
Figura 25. Altura (H) das mudas 60 Dias Após Plantio em relação à concentração de E.P.
no composto e doses de adubação.
50
85 Composto 0% E.P.
y = -0,539x2 + 7,859x + 47,23
80 R² = 0,880
Figura 26. Altura (H) das mudas 90 Dias Após Plantio em relação à concentração de E.P.
no composto e doses de adubação.
3
Adub. Min. e Calagem: 6,68 mm
0 5 15 25 35
Figura 27. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas 30 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação.
51
Figura 28. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas 60 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação.
12,5
y = 0,162x2 - 0,183x + 10,46
12 R² = 0,715
11,5
Composto 15% E.P.
11
y = 0,116x2 + 0,475x + 9,191
10,5 R² = 0,971
10
Composto 20% E.P.
9,5
ns
9
8,5
8 Adub. Min. e Calagem: 13,15 mm
0 5 15 25 35
Figura 29. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação.
52
60
50
40
30 Dias
30
20 60 Dias
10 90 Dias
0
Adubação 0 5 15 25 35
Mineral e
Calagem Dose Composto Orgânico (t M.S. ha-1 )
Figura 30. Altura (H) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio) e doses de
adubação para o composto 0% E.P.
60
50
40
30 Dias
30
20 60 dias
10 90 Dias
0
Adubação 0 5 15 25 35
Mineral e
Calagem Dose Composto Orgânico (t M.S. ha-1 )
Figura 31. Altura (H) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio) e doses de
adubação para o composto 10% E.P.
53
60
50
40
30 Dias
30
20 60 Dias
10 90 Dias
0
Adubação 0 5 15 25 35
Mineral e
Calagem Dose Composto Orgânico (t M.S. ha-1 )
Figura 32. Altura (H) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio) e doses de
adubação para o composto 15% E.P.
60
50
40
30 Dias
30
20 60 Dias
10 90 Dias
0
Adubação 0 5 15 25 35
Mineral e
Calagem Dose Composto Orgânico (t M.S. ha-1 )
Figura 33. Altura (H) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio) e doses de
adubação para o composto 20% E.P.
54
Figura 34. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio)
e doses de adubação para o composto 0% E.P.
14
12
10
8
6 30 Dias
4 60 Dias
2 90 Dias
0
Adubação e 0 5 15 25 35
Mineral e
Calagem Dose Composto Orgânico (t M.S. ha-1 )
Figura 35. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio)
e doses de adubação para o composto 10% E.P.
55
Figura 36. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio)
e doses de adubação para o composto 15% E.P.
14
12
10
8
6 30 Dias
4 60 Dias
2 90 Dias
0
Adubação e 0 5 15 25 35
Mineral e
Calagem Dose Composto Orgânico (t M.S. ha-1 )
Figura 37. Diâmetro de Coleto (DC) das mudas em relação ao tempo (Dias Após Plantio)
e doses de adubação para o composto 20% E.P.
56
Tabela 14. Massa de Matéria Seca (M.S.) das Mudas aos 90 Dias Após Plantio.
Figura 38. Massa de Matéria Seca (M.S.) de Folhas 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto orgânico e doses de adubação.
Figura 39. Massa de Matéria Seca (M.S.) de Caule 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação.
58
R² = 0,931
10,00
Adub. Min. e Calagem: 46,80 g
0,00
0 5 15 25 35
t M.S. composto ha-1
Figura 40. Massa de Matéria Seca (M.S.) de Raízes 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação.
Figura 41. Massa de Matéria Seca (M.S.) Total 90 Dias Após Plantio em relação à
concentração de E.P. no composto e doses de adubação.
59
N Foliar
14,0
Composto 0% E.P.
13,0 y = 0,145x2 - 0,947x + 9,45
R² = 0,135
12,0
Composto 10% E.P.
11,0 y = 0,345x2 - 1,643x + 9,912
R² = 0,863
10,0
g kg-1
8,0
Composto 20%E.P.
7,0 ns
6,0
-1
5,0 Adub. Min. e Calagem: 9,9 g kg
0 5 15 25 35
t M.S. composto ha-1
P Foliar
1,40
1,30 Composto 0% E.P.
y = 0,013x2 - 0,109x + 0,816
1,20 R² = 0,342
1,10
Composto 10% E.P.
1,00 y = 0,031x2 - 0,199x + 0,829
R² = 0,879
0,90
g kg-1
K Foliar
16,0
Composto 0% E.P.
14,0 ns
12,0
Composto 10% E.P.
g kg-1
10,0 ns
Ca Foliar
10,0
9,5 Composto 0% E.P.
9,0 ns
8,5
8,0 Composto 10% E.P.
7,5 ns
g kg-1
7,0
Composto 15% E.P.
6,5
6,0 ns
Mg Foliar
3,5
S Foliar
2,10
Composto 0% E.P.
y = -0,060x2 + 0,302x + 1,537
2,00 R² = 0,786
1,60 ns
B Foliar
40,0
Composto 0% E.P.
y = 1,192x2 - 9,997x + 42,23
35,0 R² = 0,928
Composto 20%E.P.
20,0
ns
Cu Foliar
8 Composto 0% E.P.
ns
7
Fe Foliar
180
Composto 0% E.P.
160
ns
140
Composto 10% E.P.
120 y = 4,857x2 - 33,14x + 110,8
R² = 0,948
mg kg-1
100
Composto 15% E.P.
80
ns
60
Composto 20%E.P.
40
ns
20
Mn Foliar
900
Composto 0% E.P.
800
ns
700
Composto 10% E.P.
600 y = 19,42x2 - 207,3x + 862,8
R² = 0,995
mg kg-1
Zn Foliar
25
Composto 0% E.P.
23 y = -0,214x2 + 0,385x + 12,6
R² = 0,950
21
Composto 10% E.P.
19
ns
17
mg kg-1
7
5 Adub. Min. e Calagem: 11 mg kg-1
0 5 15 25 35
Na Foliar
2400
Composto 0% E.P.
2200 y = 62,85x2 - 709,1x + 2914
R² = 0,995
2000
Composto 10% E.P.
y = 33,57x2 - 504,4x + 2734
1800 R² = 0,994
mg kg-1
Extrato Pirolenhoso
Ciclopentanona
Ácido Acético
3-Furaldeído
2-Etoxipentano
Ácido Fosforoso
2,6-Dimetoxifenol (Siringol)
2,6-Dimetoxifenol (Siringol)
Ácido 3-hidroxi-4-metoxibenzóico (Ácido Vanílico)
Chorume
N-trimetilamonio-2-hidroxipropanamidato
2-(metiltiometil)piridina
3-metileno-1-azabiciclo[4.2.0]oct-4-enona
.
é sintoma de deficiência de Ca; cita-se que o referido tratamento apresentou menor teor de
Ca no solo e maior teor de Ca Foliar relação a mesma dose nas demais concentrações de
E.P. no solo (TAB. 10; TAB. Propõe-se que a alta C.E. do solo e o desbalanço entre os
teores dos elementos catiônicos nas folhas (Ca e K) levou a alterações fisiológicas da
divisão celular, segundo Hao & Chang (2003).
a b
Figura 54. Sintomas foliares na dose 35 t M.S. ha-1 do composto orgânico 20% E.P.
70
5 CONCLUSÕES
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