Fichas de Trabalho TELP
Fichas de Trabalho TELP
Fichas de Trabalho TELP
Dando continuidade ao nosso estudo, estamos no nosso terceiro tema e vale a pena recordar-lhe
que no primeiro tema debruçou-se sobre a produção de textos, a partir de tomada de notas,
mantendo o sentido do texto base e no segundo tema retomamos algumas regras aprendidas no
primeiro sobre a criação de um novo texto condensado, usando informações importantes do texto
original, o que nos leva a concluir que na vida estudantil é necessário elaborar textos a
partir de fontes existentes, para o uso pessoal.
Por essa razão, trataremos, neste tema de produção de fichas de trabalho, sua importância na vida
do estudante, concretamente na componente de Fichas bibliográficas, temáticas e de leitura.
Esta nossa conclusão é sustentada por ECO (2007:136) ao afirmar que as fichas de trabalho
podem ser de vários tipos, apontando para as fichas de ligação entre ideias e partes do plano,
fichas problemáticas, (como abordar um dado problema), fichas de sugestões (que recolhem
ideias fornecidas por outrem. sugestões de desenvolvimentos possíveis), etc.
O que significa que as Fichas são uma parte importante na organização de um estudo, na
realização da pesquisa, pois permitem um fácil acesso aos dados fundamentais para a conclusão
do trabalho.
A sua organização depende do nível de organização de cada um e os apontamentos não são feitas
necessariamente nas folhas pequenas de cartolina pautada. Podem ser feito em folha de papel
comum ou, mais modernamente, em qualquer programa de um computador. O importante é que
elas estejam bem organizadas e de acesso fácil para que os dados não se percam.
b) Fichas temáticas;
c) Fichas de autor;
d) Fichas de citações.
Seu objectivo é facilitar a localização de informações sobre cada referência que será utilizada na
redacção do trabalho.
As fichas bibliográficas devem ser elaboradas à medida que os textos são lidos, evitando
acumulá-los e facilitando as inevitáveis comparações entre os resultados e conclusões de cada
trabalho lido, que sejam relevantes para a pesquisa.
O apelido do autor (que pode também ser apresentado em bold ou em letras maiúsculas),
seguido do nome (entre o apelido e o nome há uma separação através de uma vírgula);
O título da obra sublinhado, em bold, itálico, maiúsculas, ou mesmo em letras iniciais
maiúsculas;
Edição;
Local (cidade);
Editora;
Data (ano); e
Número de páginas / volume.
N° da edição - 4ª;
Editor–Teorema Lda.;
Resposta Comentada
Lembre-se das normas, sabe que se começa pelo APELIDO, Nome(s)... claro, continue.
SILVA, Mendes. Português Língua viva. Edição - 4ª; EditorialTeorema Lda. Lisboa.
Número do volume.
Ano da edição.
Koche (2002:130) refere que se a obra for de autoria de até três autores, o formato é: lista dos
apelidos dos autores, conforme a sequência apresentada na publicação, seguidos pelos
respectivos nomes ou abreviaturas destes, se na publicação aparecerem abreviados. O resto é
semelhante ao formato de um só autor.
Ex: COSTA. F., MARTINS, F. e CASTRO, R.Novos Horizontes 10o – Português B. Porto
Editora 2003.
Se for de mais de três, o formato é: Apelido do primeiro autor seguido pela respectiva
abreviatura e acrescenta-se et. al. o resto é também semelhante aos casos anteriores.
Ex: MATEUS, M. H. M., et al.. Gramática da língua Portuguesa, 6ª edição Editorial Caminho.
Lisboa 2003.
Recordar que existem, também publicações periódicas. Para estas publicações a ordenação é a
seguinte:
Ex: CONTACTO. Revista Especializada em Assuntos Educacionais. MINED (Ed.). Vol. II.
Maputo. 1998 (Revista Semestral).
Vezes há em que não lemos o livro/revista todo(a,) mas apenas artigos ou capítulos do mesmo
autor responsável pelo livro/revista, ou doutro autor, inserido na publicação. Preste atenção ao
que lhe apresentamos a seguir.
APELIDO, Nome (nome(s) do autor do artigo), “Título do artigo/capítulo" (entre aspas). in:
Apelido, (do responsável pelo livro e seguido de nome). Título do livro. Subtítulo do livro (se for
o caso). Edição. Local de publicação (cidade). Editora. Número do volume. Ano de publicação.
Página inicial e final do artigo/capítulo.
APELIDO, Nome (abreviatura do nome do autor do artigo). “Título do artigo" (entre aspas ), in:
NOME da REVISTA ou JORNAL (em maiúsculas). Editor da revista. Número do volume. Local
de publicação (cidade). Ano de publicação. Periodicidade, número das páginas em se insere o
artigo, eventual número da série.
Ex: SIMÕES, Oliveira. " As casas para operários. In: A VOZ DO OPERÁRIO. Lisboa 1913.
Semanário, p.1.
José M. De Castro Pinto; Lisboa; 1998; Alicerce Editora; Manual Prático de Ortografia, 2ª
edição.
Leituras Obrigatórias
LAKATOS, Fundamentos da Metodologia Científica 7a Edição, São Paulo Atlas. S.A. 2010
Sobre este assunto, não há regras absolutas. O que os professores, investigadores e todas as
pessoas fazem num determinado momento sobre um assunto, na realização de um trabalho
profissional, é transmitir as suas experiências de organização dos seus trabalhos.
Fichas bibliográficas
Entretanto, entende-se bibliografia como uma lista de documentos que, embora não citados ao
longo do texto, foram consultados e dão uma informação suplementar sobre o tema. Ela dá ao
leitor a possibilidade de um maior aproveitamento do tema. Esta lista, se necessário numerada
sequencialmente, deve ser uma ordem alfabética única pelo apelido do autor e / ou título.
Os apelidos dos autores (que podem também ser apresentados em bold ou emletras
maiúsculas), seguido do nome (entre o apelido e o nome há uma separação através de
uma vírgula);
O título da obra sublinhado, em bold, itálico, maiúsculas, ou mesmo em letras iniciais
maiúsculas;
Edição;
A ordenação dos elementos de uma ficha bibliográfica revela-se muito problemática. Muitos
autores apresentam diversos modelos na sua ordenação. Todavia, havendo uma diversidade na
ordenação dos elementos da ficha bibliográfica, aconselha-se que cada um seja consistente no
modelo que assume em todo o trabalho.
Fichas de livros;
Fichas de capítulos de livros;
Fichas de revistas;
Fichas de artigos de jornal;
Fichas de teses e dissertações;
Fichas de identidades colectivas;
Fichas de internet; etc.
SILVA, Margarida e MATOS, Dora. Pela Prática É Que Vamos. 2ª Edição. Porto: Edições
A.S.A, 1989.
Ou:
SILVA, Margarida e MATOS, Dora. Pela Prática É Que Vamos. 2ª Edição. Porto: Edições
A.S.A, 1989. Ou ainda:
Quando houver mais de 3 autores pode optar-se pela indicação de apenas o primeiro autor
seguido da abreviatura da expressão latina “etal”que se lê “etalli” que significa “e outros”:
MATEUS, Maria Mira et al. Gramática da Língua Portuguesa. 2ª Edição. Lisboa: Editorial,
1989. 417pp.
Autor do capítulo, título do capítulo entre aspas e ponto. Segue-se a expressão Inseguinda do
autor do livro. Título do livro em itálico. Menção da edição, local (cidade): data. Volume.
Capítulo. Páginas iniciais, final da parte:
Autor. “Título do artigo”. In NOME DO JORNAL. Dia Mês/ano. (número ou título do caderno)
[Pagina inicial/final]:
Quando se trata de obras de carácter administrativo ou legal, a entrada é feita directamente pelo
nome da entidade e segue-se lhe o local da sede:
Fichas temáticas
Também chamadas fichas ideográficas, as fichas temáticas são documentos que se destinam a
servir de apontamentos pessoais, transcrição de passagens e de anotações de ideias próprias que
surgem provocadas pela leitura.
Caracterizam-se por terem um assunto como cabeçalho, que é criado de acordo com o plano de
estudo, ou de acordo com uma lista de assuntos pré-existentes.
As fichas temáticas são importantes na medida em que são agrupadas por temas e permitem
saber facilmente o que se leu sobre um determinado assunto; o conjunto destas fichas cria um
ficheiro de ideias que pode ser organizado de várias maneiras.
Exemplo: Se, se estiver perante uma história de exército, pode-se ter fichas sobre o corpo de
oficiais, artilharia, engenharia, hospitais, o material médico, as leis, entre outros. Estas fichas
podem ser organizadas de uma maneira cronológica, por períodos a que dizem respeito e é
sempre bom tentar dar uma data à ficha temática.
Ficha de leitura
É um tipo de ficha dedicada a livros e artigos que se leram efectivamente. São as fichas mais
correntes e as mais indispensáveis. Nelas anotam-se com precisão todas as referências
bibliográficas de um livro ou artigo, o seu resumo, também se transcreve algumas citações mais
importantes, assim como se escreve uma apreciação ou observações da leitura.
As fichas de leitura, como quaisquer outras fichas de trabalho, têm os seus elementos
constituintes: referência bibliográfica e o corpo da ficha.
Como se pode perceber, uma ficha de leitura deve começar sempre pela referência bibliográfica
completa que permita ao autor voltar a localizar o texto em causa a partir desses elementos e
Fichas de Trabalho Disciplina de TELP Marisa Comiche Sabela 9
colocar a referência correctamente na bibliografia final do seu trabalho. Esta referência deve
aparecer de forma separada do texto e ser bem visível a um olhar casual pela página.
Dada a quantidade de textos lidos para a realização de qualquer trabalho e a possibilidade forte
de se voltar ao mesmo texto através da sua ficha de leitura em diferentes trabalhos realizados,
este é um exercício que se recomenda vivamente aos estudantes
(i) um resumo das ideias principais da ficha em não mais do que dois ou três parágrafos –
sinopse. Esta parte não deve ser desprezada porque, muitas vezes, é, em particular para os
indivíduos com menos prática, o elemento chave para a compreensão da principal ideia de um
dado livro ou artigo.
Na sinopse deve aparecer, de forma bem explícita e hierarquizada, em primeiro lugar, a principal
ideia do autor e, em segundo lugar, as ideias (ou ideia) importantes para os objectivos do
trabalho em vista
(ii) a condensação crítica do trabalho do autor, que é a maior parte da ficha. Nesta parte deve-se
começar por procurar a ideia central defendida na obra, de que forma é que esta se relaciona com
as ideias que interessam aos objectivos do trabalho em curso. As ideias do autor do trabalho
podem não coincidir com a ideia central da obra lida, mas elas sempre estão relacionadas com
esta.
Em qualquer trabalho que realiza, quando se referem às ideias de um dado autor, tem que se
referenciar, não apenas as ideias, como também a página onde se encontra essa ideia.
Nos casos em que uma ideia se multiplica por várias páginas, a referência deve ser “pp.”, estando
as páginas separadas por um traço ou uma barra (por exemplo [pp. 55/57] ou [pp. 55-57]).
Quando a ideia em causa é a tese do fundo da obra, não é necessário colocar as páginas.
Todas as fichas de leitura são realizadas de acordo com uma regra geral: devem conter
uma única ideia ou a discussão de uma ideia, e ainda, devem conter informação de uma
única fonte.
A maioria das frases presentes numa ficha de leitura é produzida pela pessoa que está a realizá-
la, com base nas ideias do autor do texto em análise; as frases importantes do autor são copiadas
integralmente do texto. E se assim forem, são designadas citações. Estas devem estar entre aspas
ou devidamente assinaladas. No caso de encurtar ou manipular a frase do autor, devem conter o
sinal (...). E em casos de integrar uma palavra ou letra, esta deve-se pôr dentro de parentes rectos
[ ].
Nas fichas de leituras, também pode haver o plágio, que consiste em não dar crédito a pessoa ou
obra de onde se retira uma dada ideia. O plágio acontece quando a ideia retirada do autor não
aparece referenciada como sendo desse autor. O plágio de alguma palavra ou referência é uma
fraude, mesmo quando é involuntário.
Exercícios
Imaginemos que os dados abaixo sejam referentes a uma obra: Pensamento Engajado
(i) Fundamentos da Metodologia Científica Lakatos, 7a Edição, São Paulo Atlas. S.A. 2010