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Um dos métodos mais comuns para descobrir e coletar as

impressões latentes é através de pó como, por exemplo, o


granular preto, flocos de alumínio, etc. Caso haja alguma
impressão digital no polvilhar de uma superfície, elas serão
fotografadas e, em seguida, retiradas da superfície com fita
adesiva transparente.

A impressão digital é encontrada na ponta dos nossos


dedos e refere-se àqueles desenhos formados por
pequenas elevações da pele, chamadas de papilas. Essas
elevações formam padrões únicos, tão únicos que não se
repetem em outros dedos e nem em gêmeos idênticos. Isso
se deve ao fato de que a formação das digitais é
influenciada também pelo meio que nos cerca, e não
apenas pelo DNA.

Em 29 de junho de 1892,[2] Rojas, então com 27 anos,


matou seus dois filhos na então pequena cidade termal de
Necochea em Buenos Aires, Argentina. Seu filho Ponciano
Carballo Rojas, 6, e sua irmã mais nova, Teresa, 4, foram
brutalmente assassinados em sua casa.

Francisca tentou simular um ataque cortando sua própria


garganta e depois culpando seu vizinho Pedro Ramón
Velázquez pelos dois assassinatos. No entanto, ele não
confessou ter cometido os dois crimes horrendos, então os
investigadores da polícia precisaram encontrar evidências
incriminatórias ou credíveis. O que eles encontraram foi
uma impressão digital sangrenta na caixa de correio na
porta da frente da casa. Como a mãe negou ter tocado os
corpos dos dois filhos (implicando ter sido manchada com o
sangue), portanto, a pegada em questão só poderia ter sido
do próprio assassino.
Com a ajuda do argentino de origem croata Juan Vucetich,
policial da província de Buenos Aires - que foi pioneiro
mundial no assunto -, foi determinado que essas
impressões digitais não pertenciam a Pedro, mas à própria
Francisca. Uma vez confrontado com essa evidência
irrefutável, Rojas acabou confessando ter assassinado
seus dois filhos.

Rojas é geralmente considerado a primeira pessoa


condenada em todo o mundo com base em evidências ou
evidências criminais fornecidas por suas próprias
impressões digitais.

Após a revolução industrial, a participação da química nas


atividades gerais, teve várias implicações nos diversos
setores, indústria metalúrgica, saúde, transporte, alimentos,
indústria de cosméticos, combustíveis, biocombustíveis,
derivados de celulose, polímeros, dentre outros. Em
particular, na vida em sociedade, nos deparamos com
vários incidentes que são relacionados ao comportamento
humano, em um mundo de leis que nos impõem limites
deveres e direitos. Dentro desse contexto, a Ciência
Forense, vincula-se a profissionais das mais variadas
áreas, como por exemplo os Químicos, bem como ao
público em geral. Tal vínculo pode ser atribuído
basicamente a dois fatores: primeiro, por tratar-se de uma
clara aplicação da ciência, e dos conhecimentos científicos;
e segundo, por aplicar estes conhecimentos científicos à
resolução de delitos e arbitrariedades.

A Química Forense é a aplicação dos conhecimentos da


Ciências Químicas aos problemas de natureza forense.
Num contexto mais formal, é o ramo da ciência dedicado à
investigação forense relacionada com a Química,
considerando o emprego de ferramentas específicas, a fim
de atender aspectos de interesse jurídico.
A extração de DNA e sua purificação são de primordial
importância para a área de biotecnologia, médica e
também forense.
Seu estudo permite identificar causas de doenças
genéticas, distinguir e analisar vírus e bactérias, determinar
a paternidade de indivíduos e até mesmo criar organismos
geneticamente modificados gerando produtos benéficos,
tais como insulina, antibióticos e hormônios.

Diversos tipos de amostras podem ser utilizadas para a


extração, desde sangue até um único fio de cabelo.
Entretanto, a amostra também irá determinar a qualidade
do material extraído.

A quantidade de DNA purificado depende do tipo de


amostra e do número de células presentes que pode variar,
por exemplo, conforme a idade do paciente e seu estado
de saúde e também devido as condições de transporte,
armazenamento e idade das amostras. O volume utilizado
é um fator muito importante.

DNA é uma sigla resultado da palavra em inglês


deoxyribonucleic acid. Trata-se da molécula que contém as
instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e
funcionamento de todos os seres vivos, seja um ser
humano, um cachorro, um pé de alface ou um fungo. A
função do DNA é armazenar e transmitir para os
descendentes as informações genéticas do organismo.
Sequências de DNA formam os cromossomos.

Cada organismo tem um número diferente de


cromossomos. O ser humano, por exemplo, tem 46
(recebemos 23 da mãe e outros 23 do pai). O gene, por
sua vez, é a parte funcional do DNA.
A estrutura do DNA foi descoberta conjuntamente pelo
norte-americano James Watson e pelo britânico Francis
Crick em 7 de Março de 1953. Isso foi tão revolucionário
que rendeu aos pesquisadores, em 1962, o Prêmio Nobel
de Fisiologia e Medicina, juntamente com o colega Maurice
Wilkins. Saiba um pouco mais dessa história no vídeo
abaixo.

O primeiro caso solucionado através de exames de DNA foi


nos assassinatos de Lynda Mann e Dawn Ashcroft. Em
1983 no vilarejo de Narborough, Inglaterra, acharam o
corpo de uma garota de 15 anos chamada Lynda Mann, a
polícia concluiu que ela tinha sido estuprada e assassinada
em seguida, e colheu amostras de sêmen deixado no corpo
da vítima.
Em 1986 a polícia achou o corpo de Dawn Ashcroft de 15
anos, nos arredores do vilarejo de Enderby, perto de
Narborough, a vítima tinha sido estuprada e assassinada
do mesmo jeito que Lynda Mann, e mais uma vez a polícia
recolheu as amostras de sêmen deixado pelo estuprador,
um homem chamado Richard Buckland confessou os dois
crimes.

No condado onde ocorreram os crimes vivia um médico e


geneticista chamado Alec Jeffreys, professor na
universidade de Leicester. Em 1985 Alec publicou um
artigo na revista Nature, no qual comentava sobre certas
regiões do DNA, ele chamou essas regiões de
minissatélites, e que por meio delas poderiam identificar
uma pessoa com quase 100% de certeza, ele também
chamou essas regiões de “impressões digitais de DNA”.
A polícia conversou com Alec que realizou testes de DNA
com os sêmens encontrados nas vítimas e comparou com
o DNA de Richard Buckland, e ele descobriu que os
sêmens encontrados nas vítimas eram do mesmo homem,
mas não poderiam pertencer a Richard Buckland.
Para tentar encontrar o estuprador a polícia incentivou uma
campanha de doação sangue no condado, com isso Alec
pode analisar 3.600 homens, mas nenhum destes tinha o
DNA compatível.
Em 1988 uma mulher disse para a polícia que escutou uma
conversa na qual um funcionário de uma padaria de
Narborough, Ian Kelly tinha dito que na época da
campanha de doação de sangue, 2 anos antes, tinha
entrado na fila para doar sangue no lugar de um colega
padeiro, chamado Colin Pitchfork.
Ou seja, a polícia tinha o DNA de Ian Kelly marcado como
se fosse de Colin, com isso a polícia foi atrás de Colin
Pitchfork, que deu uma amostra de seu sangue, os
resultados do exame mostrou que o estuprador e Colin
eram a mesma pessoa. Colin confessou os crimes e entrou
para a história como a primeira pessoa a ser condenado
por causa de um exame de DNA.

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