Caderno de Questoes FGV Parte II
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PORTUGUESA
Caderno de Questões FGV – Parte II
SISTEMA DE ENSINO
Livro Eletrônico
LÍNGUA PORTUGUESA
Caderno de Questões FGV – Parte II
Bruno Pilastre
Sumário
Apreentação.........................................................................................................................................................................3
Caderno de Questões FGV – Parte II.. ....................................................................................................................4
Questões de Concurso...................................................................................................................................................4
Gabarito................................................................................................................................................................................18
Gabarito Comentado.....................................................................................................................................................19
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Apreentação
Olá! Tudo bem? E então, preparado(a) para mais uma lista de questões de Língua Portuguesa?
Como você sabe, este momento de preparação é muito importante: nele, você direciona os
seus conhecimentos teóricos de Língua Portuguesa (Texto e Gramática) para a resolução de
questões da banca FGV, tornando sua aprendizagem mais e mais eficiente. Para atingirmos
esse objetivo, preparei uma lista com questões bem recentes, de modo que você saiba exata-
mente como a banca tem avaliado os conteúdos.
Ah, importante observar: neste caderno, incorporei questões inéditas (elaboradas por mim),
todas com o perfil da banca FGV. Assim você pode praticar ainda mais.
Bom, espero que os comentários ao gabarito sejam úteis em sua formação. Desejo enorme
sucesso em sua caminhada!
Um abraço,
Professor Bruno Pilastre.
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c) Quantas vezes eu descobri onde eu deveria ir apenas por partir para algum outro lugar.
d) O importante da vida não é a situação onde estamos, mas a direção para a qual nos movemos.
e) Um bom lugar para você começar é de onde você está.
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d) ao longo do texto, o autor utiliza recursos linguísticos para situar temporalmente os eventos,
seja pela flexão verbal, seja por expressões como “na Primeira Guerra Mundial”, “um século
depois” e “em tempos de paz”.
e) o termo “elevados” modifica “daqueles”.
035. (INÉDITA/2021) Em todas as frases abaixo há advérbios destacados; o advérbio que ex-
pressa a opinião do autor da frase é:
a) Lentamente, a lama com rejeitos avançou pela cidade.
b) O pintor olhava atentamente cada detalhe de sua obra.
c) Felizmente, o candidato a vereador foi denunciado por irregularidades na campanha eleitoral.
d) O foragido atravessou a fronteira rapidamente.
e) A professora ensinava calmamente quando foi surpreendida pela explosão.
037. (INÉDITA/2021) A frase em que o emprego do acento grave (crase) é justificado por ra-
zão diferente dos demais é:
a) À meia noite, os fogos explodiram no céu de Copacabana.
b) O candidato não entregou o extrato à Receita Federal.
c) O escritor deu um livro autografado à fã.
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040. (INÉDITA/2021) Na frase “Você quer chegar num ponto, mas não tem ainda o caminho
feito”, a conjunção sublinhada pode ser adequadamente substituída por:
a) portanto
b) porém
c) porquanto
d) logo
e) consoante
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041. (INÉDITA/2021) Na frase “A natureza faz o homem feliz e bom, mas a sociedade o corrom-
pe e torna-o miserável”, as formas destacadas são pronomes. Sobre elas, é incorreto afirmar que:
a) Estão em posição enclítica em relação às formas verbais “corrompe” e “torna”.
b) Retomam, por anáfora, o termo “o homem”.
c) Exercem a função sintática de objeto direto das formas verbais “corrompe” e “torna”.
d) Não podem ser substituídas por formas pronominais retas, como “corrompe ele” e “torna ele”.
e) A forma pronominal em “torna-o” é predicada pelo adjetivo “miserável”.
042. (INÉDITA/2021) No fenômeno de ambiguidade, uma palavra ou uma frase podem ser
interpretadas de duas ou mais maneiras.
A frase abaixo em que não há ambiguidade é:
a) A professora pegou o livro emprestado.
b) Abandonei-o revoltado.
c) Aquele canto era o preferido da Ester.
d) A polícia chegou rapidamente ao local do acidente.
e) O Rafael viu a menina com o binóculos.
043. (INÉDITA/2021) “Aprendemos a escrever, aprendemos a ler, aprendemos sobre nossa an-
cestralidade e nossa capacidade de produzir mundos diferentes daquele que encontramos ao
chegar aqui. Em saraus espalhados pelas periferias, nós nos alfabetizamos de fato quando
não tínhamos dinheiro nem sequer para um busão até o centro da cidade.”
Há marca de coloquialidade no trecho:
a) “aprendemos sobre nossa ancestralidade”
b) “Em saraus espalhados pelas periferias, nós nos alfabetizamos”
c) “para um busão até o centro da cidade”
d) “Em saraus espalhados pelas periferias”
e) “nossa capacidade de produzir mundos diferentes daquele que encontramos ao chegar aqui”
045. (INÉDITA/2021) A frase abaixo em que a substituição proposta não mantém os sentidos
originais é:
a) A população das cidades aumentou nos últimos anos / A população urbana aumentou nos
últimos anos
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047. (INÉDITA/2021)
“Quando o joelho de um policial branco norte-americano sufocou e matou George Floyd, mui-
tos de nós por aqui pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço e também os úl-
timos suspiros deste, agora símbolo contemporâneo eterno contra a brutalidade racial e do
combate ao racismo.”
Sobre o texto, é correto afirmar que:
a) o autor é indiferente em relação ao caso George Floyd.
b) o trecho “pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço” é literal.
c) a forma anafórica “deste” retoma “um policial branco norte-americano”
d) ao utilizar a primeira pessoa do plural (“muitos de nós”; “pudemos”), o autor do texto busca
se aproximar do leitor, de modo a engajá-lo em relação ao que se diz.
e) a forma anafórica “daquele” retoma “George Floyd”.
048. (INÉDITA/2021)
“São diversos os argumentos utilizados para defender a abertura das escolas e o retorno às ativi-
dades presenciais depois de meses de isolamento. Nas redes de ensino, muitos ainda apostam na
possibilidade de “salvar” o ano letivo de 2020, o que permitiria economizar os esforços orçamentários
e burocráticos primordiais a um processo seguro de retomada e reposição das atividades letivas”
A opção em que a afirmativa está incorreta é:
a) o sujeito da forma verbal “são”, no primeiro período, está posposto.
b) a expressão adverbial “Nas redes de ensino” é separada por vírgula porque está deslocada
de sua posição original.
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049. (INÉDITA/2021) Todas as frases abaixo sofreram a mesma alteração; a opção em que a
mudança causa erro de regência verbal é:
a) Todos acudiram ao candidato / Todos acurdiram o candidato
b) O residente assistiu ao paciente enfermo / O residente assistiu o paciente enfermo
c) O perfume de que eu gosto não está mais disponível / O perfume que eu gosto não está mais
disponível
d) O prefeito eleito declinou do cargo / O prefeito eleito declinou o cargo
e) Ele não sofreu com a doença, pois goza de boa saúde / Ele não sofreu com a doença, pois
goza boa saúde
050. (INÉDITA/2021) “Apesar de as entidades patronais assegurarem que o sol já pode brilhar
nas escolas particulares, a dúvida permanece”
No trecho, o conectivo “apesar de” pode ser substituído por:
a) visto que
b) conquanto
c) assim como
d) desde que
e) a menos que
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GABARITO
1. c 37. a
2. a 38. b
3. e 39. d
4. d 40. b
5. a 41. a
6. b 42. d
7. c 43. c
8. b 44. b
9. e 45. d
10. a 46. a
11. b 47. d
12. b 48. d
13. e 49. c
14. a 50. b
15. b
16. d
17. b
18. a
19. e
20. d
21. c
22. e
23. c
24. b
25. a
26. a
27. a
28. b
29. c
30. c
31. a
32. e
33. d
34. b
35. c
36. e
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GABARITO COMENTADO
001. (FGV/AUXILIAR/PREF. MUN. PAULÍNIA-SP/2021) A notícia de jornal dizia: “O metrô vai
disponibilizar, a partir da próxima semana, vagões exclusivos para mulheres.”
Isso significa que
a) os homens não vão poder mais viajar de metrô.
b) nesses novos vagões, homens só entram acompanhados de mulheres.
c) só mulheres poderão viajar nesses novos vagões.
d) mulheres poderão viajar nesses novos vagões se estiverem sozinhas.
e) nos outros vagões do trem só poderão viajar homens.
A alternativa (C) é a mais adequada, pois traz uma inferência correta em relação ao que se ex-
pressa no texto em análise. Em (A), (B), (D) e (E), há inferências inválidas: (A) não se fala de ex-
clusão dos homens em viagens no metrô; (B) o vagão é exclusivo para mulheres, e por isso não
se permite a entrada de homens (mesmo acompanhados de mulheres); (d) não se traz essa con-
dição/restrição; (E) não se fala sobre os outros vagões (que não são exclusivos para mulheres).
Letra c.
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Por “autor da ação”, a questão quer identificar a entidade que realiza o evento. Em “Os hóspedes
estrangeiros chegaram ao hotel”, o termo “hóspedes estrangeiros” denota os indivíduos que che-
garam ao hotel (isto é, os autores dessa ação). Em (A), (B), (C) e (D), temos estruturas de impesso-
alização (seja pela passiva verbal, seja pela utilização do “se” índice de indeterminação do sujeito).
Letra e.
Todas as pessoas indicadas no cartaz (idosos, deficientes físicos, grávidas e senhoras com
crianças de colo) possuem dificuldade de locomoção. Em (A), (B), (C) e (E), as características
indicadas não são partilhadas por todas as pessoas que compõem o grupo indicado no cartaz.
Letra d.
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Quando alguém fala com o motorista, abre-se a possibilidade de o motorista se distrair. Quan-
do o motorista se distrai, há uma possibilidade de ocorrer um acidente (na condução do veícu-
lo). Assim, não falar com o motorista evita acidentes (isto é, traz segurança à viagem). Logo, a
alternativa correta é a (A). Na cadeia lógica vinculada ao enunciado e à situação comunicativa,
não é possível inferir (B), (C), (D) ou (E).
Letra a.
Quando se registra “Receita da vovó”, a adoção do termo “vovó” vincula o produto à tradição.
Quer-se traduzir o fato comum de uma avó passar uma receita para a prole, o que mantém a
tradição. A tradição, como se sabe, é a “herança cultural, legado de crenças de uma geração
para outra”. Assim, apenas a alternativa (B) é a adequada, pois as alternativas (A), (C), (D) e (E)
ligam o termo “vovó” a outras noções.
Letra b.
Quando se fala em “decreto municipal”, por exemplo, temos um decreto emitido por uma prefeitu-
ra. Assim, o adjetivo que se refere ao espaço de poder de uma prefeitura é “municipal”. Por essa
razão, a alternativa (C) está correta e as demais ((A), (B), (D) e (E)), por exclusão, estão incorretas.
Letra c.
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As máscaras servem para proteger as pessoas contra a contaminação (alternativa (B)). Note
que o uso das máscaras está vinculado a ambientes públicos. Sendo ambiente público, haverá
(poderá haver) pessoas. Havendo pessoas, pode haver contato (e, pelo contato, contágio). A
adoção da máscara protege as pessoas desse contágio potencial. Não se pode vincular o uso
da máscara ao deslocamento ou à manutenção do isolamento.
Letra b.
No primeiro período, temos a apresentação de um fato. Não se fala, nesse primeiro período,
sobre a causa, as consequências ou o início das chuvas. No segundo período, fala-se sobre
as consequências da chuva (resultado do fato apresentado no primeiro período). No segundo
período, não se fala sobre o início/a causa/a localização das chuvas, muito menos se noticia
um fato (o qual, na verdade, é apresentado no período anterior).
Letra e.
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Se a liberação é gradual, ela será realizada “pouco a pouco”. O termo “gradual” designa algo
que “aumenta ou diminui passo a passo; algo que é progressivo, gradativo”. Assim, apenas a
alternativa (A) está adequada. Nas demais alternativas, os termos denotam outras noções não
compatíveis com “gradual”, como “repentino”, “apressadamente”, “legalmente” ou “hierarquia”.
Letra a.
O termo “vespertino” designa o turno do dia em que algo ocorre: à tarde. Assim, se o jornal é
chamado de “vespertino”, isso significa que ele era distribuído/publicado neste turno (isto é, à
tarde). Por isso, temos a alternativa (B) como adequada. Nas demais alternativas, as noções
apresentadas não são compatíveis com a semântica do termo “vespertino”: local de distribui-
ção, dia da semana em que o jornal era publicado; tipo de evento abordado pelo jornal; e tipo
de crítica realizada pelo jornal.
Letra b.
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Quando se diz “devagar se vai ao longe”, elogia-se a persistência. Persistente é aquele que
persiste, que demonstra constância. Assim, realizar algo devagar (como caminhar), com per-
sistência e constância, permite chegar a um ponto longínquo. Neste ditado popular, não se
elogia a ambição, o conformismo, a educação ou a modéstia, como demonstrado pela análise
da característica “persistência”.
Letra e.
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Alguns elementos devem ser considerados para marcarmos a alternativa (A). Primeiramente,
a frase está no meio de uma rodovia. Em segundo lugar, a placa indica a realização de obras
de asfaltamento. Ora, em rodovias e em asfalto transitam tipicamente veículos motorizados.
Esses veículos são conduzidos por motoristas. Se a frase fosse dirigida a pedestres, haveria
a indicação de locais destinados a pedestres (calçadas, faixas de pedestres, passarelas etc.).
Por fim, não há elementos que nos permitam inferir que a frase é destinada especificamente a
motoristas de transporte público ou a motoristas particulares.
Letra a.
A frase “Sorria, você está sendo filmado” é utilizada como alerta (eufemístico e irônico, pode-se
dizer) dirigido especialmente a indivíduos desonestos, os quais creem que seus atos ilícitos
(como o roubo) não serão vistos. Com a frase, busca-se eliminar essa crença de impunidade
ao se destacar que os atos estão sendo filmados (e, por consequência, evitar os atos ilícitos).
Por isso, a frase não se dirige a homens vaidosos, clientes educados, fregueses jovens ou
compradores compulsivos.
Letra b.
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c) “Para ser técnico num país de 150 milhões de técnicos, só mesmo tendo um saco de ouro.”
/ bom-humor.
d) “O futebol brasileiro virou a casa da mãe Joana.” / espaço de corrupção.
e) “Os jornalistas de esporte só têm 50 perguntas que fazem em quaisquer circunstâncias. O
diabo é que, se você der oportunidade, eles fazem todas elas.” / interessante.
Em (E), o paralelismo com o verbo “aspirar” (transitivo indireto no sentido de “almejar”) é ina-
dequado, pois falta-lhe a preposição. As formas verbais “amar” e “fazer”, diferentemente, são
transitivas diretas e não necessitam de preposição.
Letra e.
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c) O avião é ainda o meio mais seguro, rápido, sofisticado e caro para se chegar atrasado a
qualquer lugar.
d) Quantas bonitas, belas, lindas árvores deram sua vida para que o escândalo do dia pudesse
chegar sem atraso a um milhão de leitores.
e) Com a notícia todos ficaram inquietos, alarmados, temerosos e preocupados com o destino
da empresa.
Considero haver gradação apenas na alternativa (D), já que os termos “bonitas, belas, lindas”
crescem em intensidade (do menos para o mais intenso). Em (E), parece haver uma gradação,
mas os termos não pertencem ao mesmo campo semântico e não se organizam gradativa-
mente. O mesmo ocorre nas demais alternativas.
Letra d.
Em (A), (B), (D) e (E), há significativas mudanças no sentido quando se altera a oração reduzida
pela desenvolvida (em especial, no tempo verbal e no aspecto/modo). Em (C), há adequação
no uso da preposição (“sem”) e na correlação verbal (primeira pessoa do plural do presente do
subjuntivo, já que o verbo da oração principal está no presente do indicativo).
Letra c.
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O diminutivo “escrivaninha” não possui valor pejorativo (descreve um tipo de móvel, na verda-
de); o “e” não é adversativo, mas aditivo (é possível registrar “e também”); não há incoerência
entre os adjetivos “pequena/grande”, pois cada termo modifica uma entidade distinta; a ex-
pressão “de lixo” não indica qualidade, mas espécie. Assim, resta-nos a alternativa (E): o adje-
tivo grande tem valor dimensional (denota o tamanho da cesta de lixo).
Letra e.
Para se utilizar a forma “aonde”, é necessário haver um termo regente (que exija a preposição
“a”). Isso ocorre em (C), pois há uma forma que exige preposição “a”: descobri aonde eu deveria ir.
Letra c.
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O par “de repente/subitamente” é equivalente. Em (B), (C), (D) e (E), as formas adverbiais ade-
quadas seriam, respectivamente: oportunamente; precisamente; diariamente; publicamente.
Letra a.
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O par “de repente/subitamente” é equivalente. Em (B), (C), (D) e (E), as formas adverbiais ade-
quadas seriam, respectivamente: oportunamente; precisamente; diariamente; publicamente.
Letra a.
A relação de causa e consequência será expressa pela possibilidade de se inserir o “por isso”
diante do “e”: Agrediu a comissária e por isso o expulsaram do voo. Nas demais alternativas, a
inserção do “por isso” não funciona.
Letra b.
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com valores diferentes. O verbo falar, por exemplo, mostra como sinônimos dizer, proferir, de-
clarar, comunicar, expressar, enunciar, discursar etc.
Em todas as opções a seguir foi empregado o verbo falar. Assinale a afirmativa em que ele
seria bem substituído por comunicar.
a) Todos falam alto para serem ouvidos.
b) Ela não gosta de falar sobre si mesma.
c) Ela falou aos outros o resultado da rifa.
d) O juiz falou a verdade no julgamento.
e) Nem todos falam bem uma língua estrangeira.
A noção de comunicar está vinculada à ideia de transmitir, de passar uma mensagem a alguém
(fazer chegar a alguém). Assim, a ideia de um receptor da mensagem se faz necessária. Isso
ocorre em (C): Ela comunicou o resultado da rifa aos outros.
Letra c.
Em (C), predomina uma sequenciação de eventos realizados pelo enunciador (primeira pes-
soa). Assim, nesse segmento predomina a narração. Em (D), predomina a descrição. Em (A),
(B) e (E), predominam formas opinativas.
Letra c.
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O trecho é uma opinião pessoal. Nela, o autor fala em primeira pessoa, apresentando um ponto
de vista sobre um livro.
Letra a.
A conclusão lógica é a que vincula o primeiro termo (da primeira premissa) ao último termo
da última premissa. Há quatro termos e três premissas: A > B; B > C; C > D. Em (E), temos a
conclusão envolvendo A e D.
Letra e.
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d) ao longo do texto, o autor utiliza recursos linguísticos para situar temporalmente os eventos,
seja pela flexão verbal, seja por expressões como “na Primeira Guerra Mundial”, “um século
depois” e “em tempos de paz”.
e) o termo “elevados” modifica “daqueles”.
O termo “seu eco” é um elemento de coesão referencial do tipo anafórico (isto é, retoma um
referente anterior). O referente, pelas relações semântico-discursivas, é “uma reflexão sobre o
tratamento dos animais na Primeira Guerra Mundial” (alternativa (b)). Como o referente já está
estabelecido, todas as demais alternativas se tornam inválidas ((a), (c), (d) e (e)).
Letra b.
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035. (INÉDITA/2021) Em todas as frases abaixo há advérbios destacados; o advérbio que ex-
pressa a opinião do autor da frase é:
a) Lentamente, a lama com rejeitos avançou pela cidade.
b) O pintor olhava atentamente cada detalhe de sua obra.
c) Felizmente, o candidato a vereador foi denunciado por irregularidades na campanha eleitoral.
d) O foragido atravessou a fronteira rapidamente.
e) A professora ensinava calmamente quando foi surpreendida pela explosão.
Os advérbios tradicionalmente expressam o modo como um evento verbal ocorre. Isso acontece
em (a), (b), (d) e (e): lentamente, atentamente, rapidamente e calmamente. Em (c), diferentemen-
te, o advérbio “felizmente” é relativo à perspectiva do enunciador da frase, não estando relaciona-
do ao evento verbal “foi denunciado”. A interpretação, então, é que o enunciador da frase conside-
ra positivo o fato de o candidato ter sido denunciado por irregularidades na campanha eleitoral.
Letra c.
Na voz ativa, o sujeito sintático é equivalente ao objeto direto da ativa. Se a passiva for analítica
e houver o agente da passiva, esse agente da passiva é o sujeito sintático da ativa. Por isso, a
sentença passiva “Irregularidades na ANTT foram denunciadas pelos jornalistas da Le Monde
Diplomatique” deve ser reescrita na ativa tendo em vista que: (i) a estrutura “irregularidades na
ANTT” será o objeto direto; “pelos jornalistas da Le Monde Diplomatique” (que é o agente da
passiva) será sujeito. A forma verbal “foram denunciadas” está no pretérito perfeito do indica-
tivo, e esse tempo-modo verbal se mantém na ativa: denunciou(aram). A ativa será, então: os
jornalistas da Le Monde Diplomatique denunciaram irregularidades na ANTT (alternativa (e)).
As demais alternativas estão incorretas porque:
a) Errada. Trata-se de uma passiva sintética com agente da passiva (o que é impossível).
b) Errada. Trata-se de uma passiva analítica com mudança de ordem, não de uma ativa.
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c) Errada. Trata-se de uma construção de sujeito indeterminado (sendo que, na sentença pas-
siva analítica, o agente da passiva se faz presente (e, por isso, a ativa deve ter sujeito explícito:
os jornalistas da Le Monde Diplomatique denunciaram).
d) Errada. Trata-se de uma construção passiva sintética com desvio de concordância (note
que o verbo é transitivo direto e que o sujeito no plural está posposto. Não se pode considerar,
então, que se trata de uma construção com “se” impessoal).
Letra e.
037. (INÉDITA/2021) A frase em que o emprego do acento grave (crase) é justificado por ra-
zão diferente dos demais é:
a) À meia noite, os fogos explodiram no céu de Copacabana.
b) O candidato não entregou o extrato à Receita Federal.
c) O escritor deu um livro autografado à fã.
d) O assessor atribuiu culpa à editora.
e) À relatora, o assessor apresentou o parecer técnico.
Em (a), a crase ocorre porque a preposição introduz um adjunto adverbial (de tempo, relativo a
quando os fogos explodiram). A preposição introdutora é “a” e o termo adjunto também é for-
mado por artigo determinado feminino “a” (havendo a junção, a crase se aplica). Esse é o único
caso de crase ocorrendo em expressão adverbial. Nas demais alternativas, a crase ocorre por
razões semelhantes (isto é, em (b), (c), (d) e (e) a crase é aplicada pelas mesmas razões; em
(a), a crase se aplica por uma razão distinta):
b) Crase decorrente de regência de verbo bitransitivo (entregar) + presença de artigo definido
feminino.
c ) Crase decorrente de regência de verbo bitransitivo (dar) + presença de artigo definido feminino.
d) Crase decorrente de regência de verbo bitransitivo (atribuir) + presença de artigo definido
feminino.
e) Crase decorrente de regência de verbo bitransitivo (apresentar) + presença de artigo defini-
do feminino. Nesse caso, o objeto indireto está deslocado para o início da oração. Em ordem
direta, teríamos: O assessor apresentou o parecer técnico à relatora.
Letra a.
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b) “O governo pretende avançar muito mais no processo de privatização com a venda dos Cor-
reios, da Eletrobras e de subsidiárias da Caixa, do Banco do Brasil e da Petrobras, que pretende
vender oito de suas refinarias”
c) “O artigo de Stevan Thomas e o livro de Jean Hansen e Jacques Perceboais deixam isso mui-
to evidente, inclusive mostrando que as agências reguladoras do Reino Unido e da França têm
perdido espaço para uma atuação mais direta do Estado, por meio de políticas discricionárias”
d) “Estudo recente sobre o mercado de refino da Europa concluiu que ‘dividir a indústria em
players menores para incentivar mais concorrência pode levar a preços mais altos para os
consumidores’”
e) “Na verdade, essa é a retorica atual que legitima um processo de privatização que está asso-
ciado à geração de novos espaços para ampliação do capital privado nacional e internacional”
Em (b), o termo “que” é pronome relativo (a Petrobras), exercendo a função sintática de sujeito
da oração subordinada adjetiva explicativa (sujeito da forma verbal “pretende”). As demais
classificações do “que” são estas:
a) Errada. O “que” é uma conjunção integrante que introduz oração subordinada substantiva
objetiva direta.
c) Errada. O “que” é uma conjunção integrante que introduz oração subordinada substantiva
objetiva direta.
d) Errada. O “que” é uma conjunção integrante que introduz oração subordinada substantiva
objetiva direta.
e) Errada. O “que” é um pronome relativo (a “um processo de privatização”) que exerce função
sintática de sujeito de uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Letra b.
Não há que se falar do registro das palavras em (d), pois estão de acordo com o estabelecido
no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). Em (a), (b), (c) e (e), diferentemente,
há palavras registradas em desacordo com o VOLP. São elas:
a) Errada. Supérfulo>supérfluo; exceção; beneficiente>beneficente.
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040. (INÉDITA/2021) Na frase “Você quer chegar num ponto, mas não tem ainda o caminho
feito”, a conjunção sublinhada pode ser adequadamente substituída por:
a) portanto
b) porém
c) porquanto
d) logo
e) consoante
A conjunção “mas”, no trecho em análise, é um conectivo adversativo. Por isso, pode ser subs-
tituída por “porém” (alternativa (b)), “contudo”, “no entanto”, “entretanto”. As demais conjun-
ções possuem outras funções conectivas, denotando:
a) Errada. Conclusão.
c) Errada. Explicação.
d) Errada. Conclusão.
e) Errada. Conformidade.
Letra b.
041. (INÉDITA/2021) Na frase “A natureza faz o homem feliz e bom, mas a sociedade o cor-
rompe e torna-o miserável”, as formas destacadas são pronomes. Sobre elas, é incorreto
afirmar que:
a) Estão em posição enclítica em relação às formas verbais “corrompe” e “torna”.
b) Retomam, por anáfora, o termo “o homem”.
c) Exercem a função sintática de objeto direto das formas verbais “corrompe” e “torna”.
d) Não podem ser substituídas por formas pronominais retas, como “corrompe ele” e “torna ele”.
e) A forma pronominal em “torna-o” é predicada pelo adjetivo “miserável”.
As alternativas (b), (c), (d) e (e) analisam corretamente aspectos relativos às formas prono-
minais “o” e “o”. Em (a), no entanto, há erro de análise, já que apenas a forma pronominal em
“torna-o” está enclítica ao verbo (isto é, após o verbo). A forma pronominal em “o corrompe”
está proclítica ao verbo (isto é, antes do verbo).
Letra a.
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042. (INÉDITA/2021) No fenômeno de ambiguidade, uma palavra ou uma frase podem ser
interpretadas de duas ou mais maneiras.
A frase abaixo em que não há ambiguidade é:
a) A professora pegou o livro emprestado.
b) Abandonei-o revoltado.
c) Aquele canto era o preferido da Ester.
d) A polícia chegou rapidamente ao local do acidente.
e) O Rafael viu a menina com o binóculos.
Em (d), não há ambiguidade: não se pode interpretar outra coisa que não “a polícia chegou ra-
pidamente ao local do acidente”. Em (a), (b), (c) e (e), diferentemente, é possível haver mais de
uma interpretação para cada sentença:
a ) Errada. A professora pode ter solicitado um livro por empréstimo (de uma biblioteca, por exem-
plo); a professora pode ter pego de volta um livro (dela) que ela havia emprestado a alguém.
b) Errada. Quem abandonou estava revoltado; quem foi abandonado estava revoltado.
c ) Errada. O canto pode ser “melodia ou conjunto de melodias cantadas” ou “local retirado; recanto”
e) Errada. O Rafael utilizou um binóculos para ver a menina; a menina vista por Rafael utilizava
binóculos.
Letra d.
043. (INÉDITA/2021) “Aprendemos a escrever, aprendemos a ler, aprendemos sobre nossa an-
cestralidade e nossa capacidade de produzir mundos diferentes daquele que encontramos ao
chegar aqui. Em saraus espalhados pelas periferias, nós nos alfabetizamos de fato quando
não tínhamos dinheiro nem sequer para um busão até o centro da cidade.”
Há marca de coloquialidade no trecho:
a) “aprendemos sobre nossa ancestralidade”
b) “Em saraus espalhados pelas periferias, nós nos alfabetizamos”
c) “para um busão até o centro da cidade”
d) “Em saraus espalhados pelas periferias”
e) “nossa capacidade de produzir mundos diferentes daquele que encontramos ao chegar aqui”
O traço de coloquialidade se faz presente apenas no registro do vocábulo “busão” (a forma não
coloquial é ônibus: transporte coletivo), na alternativa (c). Nos demais trechos (em (a), (b), (d) e
(e)), não há traços de coloquialidade (seja por vocabulário, seja por estrutura morfossintática).
Letra c.
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A linguagem figurada está presente em (b), já que a expressão “O Brasil está queimando” não
significa “toda a extensão territorial da República Federativa do Brasil está sendo tomada pelo
fogo”. Pela expressão, quer-se dizer que os focos de queimadas estão se ampliando por muitas
áreas (e, para destacar que as áreas são extensas e que e os focos são muitos, há uma espécie
de exagero na afirmação, de ampliação do espaço em que as queimadas estão presentes).
Nas demais alternativas, não há linguagem figurada, mas literal (o que se afirma em (a), (c), (d)
e (e) traduz exatamente o que se vê em realidade).
Letra b.
045. (INÉDITA/2021) A frase abaixo em que a substituição proposta não mantém os sentidos
originais é:
a) A população das cidades aumentou nos últimos anos / A população urbana aumentou nos
últimos anos
b) Ele jantou com alegria / Ele jantou alegremente
c) O professor viaja de seis em seis meses / O professor viaja semestralmente
d) O rapaz havia comprado um produto falsificado / O rapaz comprou um produto falsificado
e) Leio muito para ficar informado / Leio muito a fim de ficar informado.
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c) “As famílias afro-americanas devem, por isso, residir em bairros pobres e matricular seus
filhos em escolas medíocres”
d) “O Mapa da Violência 2019, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo
Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), é categórico”
e) “Essas práticas de violação, violência policial e racismo têm sido denunciadas pelo movi-
mento negro brasileiro há décadas”
Em (a), o emprego da vírgula é inadequado porque separa o sujeito (“As multinacionais norte-a-
mericanas”) de seu predicado (“recorrem frequentemente à filantropia para mascarar os crimes
que as enriqueceram”). Nas demais alternativas, a vírgula está empregada corretamente, pois:
b) Certa. Isola adjunto deslocado.
c) Certa. Isola expressão explicativa.
d) Certa. Isola expressão intercalada.
e) Certa. Isola expressão coordenada.
Letra a.
047. (INÉDITA/2021)
“Quando o joelho de um policial branco norte-americano sufocou e matou George Floyd, mui-
tos de nós por aqui pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço e também os úl-
timos suspiros deste, agora símbolo contemporâneo eterno contra a brutalidade racial e do
combate ao racismo.”
Sobre o texto, é correto afirmar que:
a) o autor é indiferente em relação ao caso George Floyd.
b) o trecho “pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço” é literal.
c) a forma anafórica “deste” retoma “um policial branco norte-americano”
d) ao utilizar a primeira pessoa do plural (“muitos de nós”; “pudemos”), o autor do texto busca
se aproximar do leitor, de modo a engajá-lo em relação ao que se diz.
e) a forma anafórica “daquele” retoma “George Floyd”.
A alternativa (d) está correta porque o uso da primeira pessoa do plural é, de fato, recurso
discursivo para aproximar o leitor (em relação ao que se defende no texto, buscando convenci-
mento/engajamento). Agora, falemos das alternativas incorretas:
a) Errada. Como podemos comprovar pela leitura dos trechos “muitos de nós pudemos sentir
o peso daquele corpo sobre o pescoço e também os últimos suspiros deste”, o autor não é
indiferente em relação ao caso George Floyd.
b) Errada. O trecho “pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço” é figurado, pois o
autor do texto não sentiu, efetivamente, o peso de um corpo sobre o pescoço; em verdade, ele
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se coloca, virtualmente, no lugar de George Floyd, imaginando como foi o sofrimento enfren-
tado por este.
c) Errada. A forma anafórica “deste” retoma “George Floyd”.
e) Errada. A forma anafórica “daquele” retoma “um policial branco norte-americano”.
Letra d.
048. (INÉDITA/2021)
“São diversos os argumentos utilizados para defender a abertura das escolas e o retorno às ativi-
dades presenciais depois de meses de isolamento. Nas redes de ensino, muitos ainda apostam na
possibilidade de “salvar” o ano letivo de 2020, o que permitiria economizar os esforços orçamentários
e burocráticos primordiais a um processo seguro de retomada e reposição das atividades letivas”
A opção em que a afirmativa está incorreta é:
a) o sujeito da forma verbal “são”, no primeiro período, está posposto.
b) a expressão adverbial “Nas redes de ensino” é separada por vírgula porque está deslocada
de sua posição original.
c) o sujeito da forma verbal “apostam” é “muitos”.
d) a forma verbal “permitiria” denota hipótese e está flexionada no modo subjuntivo.
e) o uso das aspas em “salvar” marca um ponto de vista do autor do texto em relação à temá-
tica abordada.
As afirmativas em (a), (b), (c) e (e) estão corretas. Em (d), no entanto, há incorreção: a forma
“permitiria” não está flexionada no modo subjuntivo, mas no modo indicativo (tempo futuro
do pretérito). Lembrando: o futuro do pretérito do indicativo também pode denotar hipótese,
possibilidade, irrealidade.
Letra d.
049. (INÉDITA/2021) Todas as frases abaixo sofreram a mesma alteração; a opção em que a
mudança causa erro de regência verbal é:
a) Todos acudiram ao candidato / Todos acurdiram o candidato
b) O residente assistiu ao paciente enfermo / O residente assistiu o paciente enfermo
c) O perfume de que eu gosto não está mais disponível / O perfume que eu gosto não está mais
disponível
d) O prefeito eleito declinou do cargo / O prefeito eleito declinou o cargo
e) Ele não sofreu com a doença, pois goza de boa saúde / Ele não sofreu com a doença, pois
goza boa saúde
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Atenção! Atenção! Atenção! Erro de regência é diferente de “diferentes regências”. Em (a), (d) e
(e), temos casos de dupla regência (acudir/acudir a; declinar/declinar de; gozar/gozar de). Em
(b), o verbo “assistir” pode ser transitivo indireto (regendo preposição “a”, com sentido de “pre-
senciar”) ou transitivo direto (com sentido de “prestar socorro”). Não há, então, erro de regência
nessas estruturas, mas diferentes regências.
Em (c), diferentemente, a forma “O perfume que eu gosto não está mais disponível” contém
erro de regência, pois o pronome “que” precisa ser introduzido pela preposição “de”, regida pelo
verbo “gostar”.
Letra c.
050. (INÉDITA/2021) “Apesar de as entidades patronais assegurarem que o sol já pode brilhar
nas escolas particulares, a dúvida permanece”
No trecho, o conectivo “apesar de” pode ser substituído por:
a) visto que
b) conquanto
c) assim como
d) desde que
e) a menos que
A forma “apesar de” possui valor concessivo, exatamente como a forma “conquanto”, em (b).
As demais formas possuem outros valores:
a) Errada. Causal.
c) Errada. Comparativo.
d) Errada. Condicional.
e) Errada. Condicional.
Letra b.
Bruno Pilastre
Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília. É autor de obras didáticas de Língua Portuguesa
(Gramática, Texto, Redação Oficial e Redação Discursiva). Pela Editora Gran Cursos, publicou o “Guia
Prático de Língua Portuguesa” e o “Guia de Redação Discursiva para Concursos”. No Gran Cursos Online,
atua na área de desenvolvimento de materiais didáticos (educação e popularização de C&T/CNPq: http://
lattes.cnpq.br/1396654209681297).
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