Perd 80 Ascom
Perd 80 Ascom
Perd 80 Ascom
Criada em 1944, a Unidade de Conservação foi a primeira criada em Minas e uma das
primeiras do país, além de ser considerada a maior área contínua de Mata Atlântica
preservada no estado
Algumas espécies são bem raras e endêmicas da região, como os bicudos (Sporophila
maximiliani), espécie reencontrada após 80 anos sem registro em Minas Gerais.
“Eu tenho seis filhos, além de 15 netos e dois bisnetos. Todos frequentam o parque.
Quando nasceram, o sustento já vinha daqui. O parque é muito importante não só
para mim, mas para todos os funcionários que aqui estão ou estiveram”, afirmou
Osvaldino.
Após ajudar a construir diversas estruturas no interior do parque, Nico passou a dar
expediente na portaria da unidade de conservação, função que ocupa há 40 anos. Ele
entende que a profissão é vital para cativar os visitantes do Rio Doce.
Quem também possui forte envolvimento com o parque é o gerente do Rio Doce,
Vinícius Moreira. Nascido em Mariléria, cidade na qual possui 83% da área total da
unidade de conservação, Vinícius faz parte da família que auxiliou no processo de
criação do parque, que contou com ampla participação popular na época.
A floresta de Mata Atlântica que abraça os lagos existentes no Parque Estadual do Rio
Doce é considerada a maior reserva do bioma em Minas Gerais e serve como abrigo de
populações espécies raras da fauna, como as onças pintada e parda, além de anta e
tatu canastra. Além disso, a área da unidade de conservação contribui de forma
expressiva na manutenção da alta diversidade de estudo evolutivo e funcional dos
mamíferos.
Com relação à flora, em algumas áreas do parque já foram registrados mais de 1,5 mil
indivíduos arbóreos por hectare, com árvores que ultrapassam 30 metros de altura. O
Rio Doce apresenta flora consideravelmente rica, sendo listadas, ao todo, cerca de
1.420 espécies. Nas lagoas e brejos da unidade de conservação são conhecidas pelo
menos 136 espécies de macrófitas aquáticas, muitas encontradas apenas nas áreas
úmidas do parque.
Para resguardar toda vida existente dentro do parque, o corpo técnico busca trabalhar
lado a lado com a comunidade do entorno, conscientizando a todos sobre a
importância de se preservar o espaço. Afinal, a população é a maior beneficiada pela
unidade de conservação, que é responsável por gerar empregos e, acima de tudo,
qualidade de vida.
“Temos condições de conservar todas essas vidas, mas temos um grande desafio que é
envolver a sociedade nessa proteção, e partimos do princípio que só se envolve nessa
proteção quem conhece. Por isso é importante celebrar com a comunidade esses 80
anos, que é o destino final de toda a proteção que fazemos”, disse Vinícius.
Neste domingo, dia em que o parque completa 80 anos, uma cerimônia solene será
realizada na unidade de conservação e irá contar com autoridades de todos os níveis.
Em junho, por sua vez, foi inaugurada uma exposição autoguiada, com 23 fotografias
emblemáticas do parque, que destacam a biodiversidade, os recursos naturais, a
infraestrutura e os valores fundamentais que orientam a unidade de conservação
mineira. A exposição, que é itinerante e irá percorrer todo o Vale do Aço, tem entrada
gratuita e é realizada por meio de Termo de Parceria celebrado entre o IEF e Instituto
Ekos Brasil.
As rodovias que dão acesso ao Parque Estadual do Rio Doce estão passando por
verdadeiras transformações. Em agosto do ano passado, o Governo de Minas, por
meio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), concluiu
as obras de pavimentação da LMG-760. A melhoria do trecho, de aproximadamente 50
quilômetros, era aguardada pela população local há cerca de 40 anos.
“Quando a chuva vinha, a situação ficava difícil. Hoje, não. Foi feito o asfalto e ajudou
muito em termos de turismo. Ajudou, ainda, em relação à saúde, pois as prefeituras
utilizam a estrada para levar pacientes a hospitais, e, com a recuperação da via, os
municípios economizam minutos preciosos”.
Outra rodovia que está sendo recuperada AMG-4030, entre a sede do município de
Marliéria e o Parque Estadual do Rio Doce. Por lá, acontecem obras de implantação,
pavimentação e recuperação viária nos 14,7 quilômetros da via. Mais de 200 mil
pessoas serão beneficiadas, com investimento da ordem de R$ 26 milhões.
“A partir das obras na LMG 760 e na AMG-4030, se verificou uma reação muito
positiva em termos de visitação. Mas esperamos ultrapassar esse número de 33 mil
visitantes neste ano e reagir de forma muito importante até 2030”, projetou.
O Parque Estadual do Rio Doce possui estrutura completa para controle, acolhimento e
hospedagem de visitantes e está aberto de terça a domingo, das 8h às 17h, com
entrada permitida até às 15h. Para obter mais informações, clique aqui.
Matheus Adler
Ascom/Sisema