Suzano
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4T23
São Paulo, 28 de fevereiro de 2024. Suzano S.A. (B3: SUZB3 | NYSE: SUZ), uma das maiores produtoras de
celulose e integradas de papel do mundo, anuncia hoje os resultados consolidados do 4º trimestre de 2023
(4T23).
DESTAQUES
Dados Financeiros
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
Consolidados (R$ milhões)
Receita Líquida 10.372 8.948 16% 14.370 -28% 39.756 49.831 -20%
EBITDA Ajustado1 4.505 3.695 22% 8.175 -45% 18.273 28.195 -35%
Margem EBITDA Ajustado1 43% 41% 2 p.p. 57% -13 p.p. 46% 57% -11 p.p.
Resultado Financeiro
2.269 (3.494) - 2.000 13% 5.781 6.433 -10%
Líquido
Resultado Líquido 4.515 (729) - 7.459 -39% 14.106 23.395 -40%
Geração de Caixa
2.779 1.896 47% 6.463 -57% 11.566 22.563 -49%
Operacional2
Dívida Líq./EBITDA
3,0 x 2,6 x 0,4 x 2,0 x 1,0 x 3,0 x 2,0 x 1,0 x
Ajustado1 (x) (R$)
Dívida Líq./EBITDA
3,1 x 2,7 x 0,4 x 2,0 x 1,1 x 3,1 x 2,0 x 1,1 x
Ajustado1 (x) (US$)
Dados Operacionais
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
(mil ton)
Vendas 3.148 2.817 12% 3.097 2% 11.507 11.906 -3%
Celulose 2.761 2.486 11% 2.759 0% 10.215 10.600 -4%
Papel3 386 331 17% 338 14% 1.291 1.306 -1%
¹Desconsidera itens não recorrentes. | Considera o EBITDA Ajustado menos o capex de manutenção (regime caixa) | Considera os resultados da Unidade
2 3
As informações trimestrais consolidadas foram preparadas de acordo com as normas da CVM e os CPCs, e
estão em conformidade com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) emitidas pelo International
Accounting Standards Board (IASB). As informações operacionais e financeiras são apresentadas com base
em números consolidados em Reais (R$). Os somatórios podem divergir devido a arredondamentos.
SUMÁRIO
SUMÁRIO EXECUTIVO .........................................................................................................................................................3
DESEMPENHO DO NEGÓCIO DE CELULOSE ...................................................................................................................3
VOLUME DE VENDAS E RECEITA DE CELULOSE ............................................................................................... 3
CUSTO CAIXA DE CELULOSE ............................................................................................................................... 5
EBITDA DO SEGMENTO CELULOSE .................................................................................................................... 7
GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL DO SEGMENTO CELULOSE ................................................................... 8
DESEMPENHO DO NEGÓCIO DE PAPEL ......................................................................................................................... 9
VOLUME DE VENDAS E RECEITA DE PAPEL ...................................................................................................... 9
EBITDA DO SEGMENTO PAPEL .........................................................................................................................11
GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL DO SEGMENTO PAPEL .........................................................................12
DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO ................................................................................................................. 13
RECEITA LÍQUIDA ..............................................................................................................................................13
CALENDÁRIO DE PARADAS PROGRAMADAS PARA MANUTENÇÃO .............................................................14
CUSTO DO PRODUTO VENDIDO .......................................................................................................................14
DESPESAS DE VENDAS .......................................................................................................................................15
DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS .......................................................................................................15
EBITDA AJUSTADO .............................................................................................................................................16
RESULTADO FINANCEIRO .................................................................................................................................17
OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS......................................................................................................................18
RESULTADO LÍQUIDO ........................................................................................................................................21
ENDIVIDAMENTO ...............................................................................................................................................22
INVESTIMENTOS DE CAPITAL ..........................................................................................................................24
PROJETO CERRADO ............................................................................................................................................25
GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL ................................................................................................................25
FLUXO DE CAIXA LIVRE .....................................................................................................................................26
EVOLUÇÃO DA DÍVIDA LÍQUIDA .....................................................................................................................27
ESG ........................................................................................................................................................................27
DESEMBOLSO TOTAL OPERACIONAL – CELULOSE .......................................................................................27
MERCADO DE CAPITAIS.................................................................................................................................................... 28
RENDA FIXA ......................................................................................................................................................................... 29
RATING ................................................................................................................................................................................... 29
PRÓXIMOS EVENTOS .......................................................................................................................................................... 30
ANEXOS .................................................................................................................................................................................. 31
ANEXO 1 – Dados Operacionais ....................................................................................................................31
ANEXO 2 – Demonstração de Resultado Consolidado e Amortização da Mais Valia ......................33
ANEXO 3 – Balanço Patrimonial Consolidado ...........................................................................................34
ANEXO 4 – Demonstração de Fluxo de Caixa Consolidado ...................................................................35
ANEXO 5 – EBITDA ...........................................................................................................................................36
ANEXO 6 – Demonstração de Resultado Segmentado ...........................................................................37
Afirmações sobre Expectativas Futuras .........................................................................................................39
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
SUMÁRIO EXECUTIVO
O ano de 2023 foi mais um ano em que a Companhia seguiu consistente no avanço de sua estratégia e que,
apesar de um primeiro semestre desafiador marcado pela queda do preço da celulose, tivemos uma melhora
significativa no sentimento de mercado principalmente na segunda metade do ano. A evolução dos
fundamentos suportou uma sequência de aumentos de preço que resultou numa elevação do EBITDA
ajustado neste segmento no 4T23. No que diz respeito ao desempenho do custo caixa de produção sem o
efeito das paradas programadas para manutenção, observou-se uma importante redução na comparação
do 4T23 com o 4T22 (-13%) e o indicador atingiu seu menor patamar desde do 4T21. Na unidade de negócios
de papel, o EBITDA superou novamente R$ 3 bilhões no período de um ano, beneficiado também pelo efeito
da aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no segundo semestre e ficando praticamente em linha
com o recorde observado em 2022. Dessa forma, o EBITDA ajustado consolidado de 2023 atingiu R$ 18,3
bilhões, com o mesmo indicador no 4T23 contribuindo com R$ 4,5 bilhões.
Em relação à gestão financeira, a dívida líquida medida em dólar ficou estável na comparação com o trimestre
anterior, em US$ 11,5 bilhões. A alavancagem em dólar terminou o ano em 3,1x, permanecendo plenamente
enquadrada na política de endividamento da Companhia. A elevação em relação ao 3T23 ocorreu
basicamente em função da queda do EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses. A política de hedge cambial
seguiu cumprindo sua função e apresentou nova entrada positiva de caixa no trimestre de R$ 1,2 bilhão,
totalizando no ano um ajuste caixa positivo de R$ 3,6 bilhões.
Em continuidade aos avanços em sua estratégia, no contexto das avenidas “Manter a relevância em celulose,
via bons projetos” e “Ser best in-class na visão de custo total de celulose”, o cronograma físico do Projeto
Cerrado continua dentro do esperado e atingiu 86%, enquanto o progresso financeiro ficou em 78%. A
empresa tem expectativa de que o início de suas operações ocorra até junho de 2024, conforme divulgado
anteriormente. Ainda no âmbito dessas mesmas avenidas, a Companhia anunciou ao final do ano, em adição
aos investimentos divulgados no trimestre anterior, a aquisição de 70 mil hectares de terras no estado do
Mato Grosso do Sul, na região de abrangência das operações da Suzano, dos quais 50 mil hectares são úteis,
tendo em parte delas plantios de eucalipto em idades variadas. O preço de aquisição foi de R$ 1.826 milhões
a ser pago à vista na data do fechamento da operação (estimada para ocorrer em 2024). A transação está
alinhada a sua estratégia de criar opcionalidade em seu negócio e ampliar a sua autossuficiência no
suprimento de madeira no longo prazo.
O último trimestre do ano foi marcado pela evolução dos preços de celulose de fibra curta, como reflexo de
dois principais fatores: a continuidade da demanda por fibra proveniente da China, mesmo que observados
menores volumes de produção de papel em relação ao trimestre anterior, e a recuperação do mercado de
papel e cartão da Europa no período.
Na China, a produção de papéis sanitários e papéis de Imprimir & Escrever apresentaram leve retração no
trimestre frente ao período anterior. Especialmente no segmento de papéis sanitários, observou-se redução
nas taxas de produção após o festival de vendas online de novembro, o qual é responsável por movimentar
fortemente a venda de produtos acabados. Entretanto, as taxas de produção e de exportação se mostraram
expressivamente superiores ao acumulado do ano anterior, em todos os segmentos de papel, com destaque
notório para papéis sanitários. Já a produção de papelcartão apresentou incremento em relação ao trimestre
anterior, mesmo diante do cenário de sobreoferta observado no segmento. Observamos que os preços
médios de papelcartão e papéis de Imprimir & Escrever cresceram no trimestre, enquanto os preços médios
de papéis sanitários se mantiveram estáveis.
O mercado europeu apresentou sinais de melhora no trimestre, onde observou-se aumento das taxas de
utilização operacional das fábricas de papéis sanitários, papelcartão, papéis especiais e papéis de Imprimir &
Escrever, frente ao trimestre anterior. O contexto de recuperação também refletiu positivamente no preço
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
e na demanda de celulose de fibra curta e na redução dos estoques de celulose nos portos. O mercado norte-
americano seguiu apresentando demanda sólida por papéis sanitários.
Em relação à oferta de celulose química (BCP) no trimestre, observou-se paradas não programadas
majoritariamente de cunho mercadológico, bem como paradas por restrição de madeira, em especial no
hemisfério norte. As paradas não programadas foram superiores àquelas do 4T22 e impactaram a oferta de
celulose de fibra curta de maneira mais significativa do que a de fibra longa. Tal restrição de oferta, apesar
de menor do que o trimestre anterior, propiciou uma suavização do impacto causado pela entrada de novas
capacidades.
Os índices PIX/FOEX médios do trimestre para a celulose de fibra curta registraram um aumento de 17% no
mercado chinês e 9% no europeu, quando comparados ao 3T23. A diferença de preço entre as fibras longa
e curta média no trimestre foi de USD 134/t na China e USD 283/t na Europa, que tendem a estimular o
consumo de fibra curta.
Neste contexto, as vendas de celulose da Suzano tiveram aumento de 11% na comparação com o trimestre
anterior totalizando 2.761 mil toneladas e ficaram estáveis em relação ao 4T22. O desempenho das vendas
de 2023 na comparação com 2022 foi impactado pela decisão da companhia de reduzir seu volume de
produção do ano, conforme noticiado ao mercado em junho de 2023.
O preço líquido médio em USD da celulose comercializada pela Suzano no período foi de US$ 568/t,
representando aumento de 4% na comparação com o 3T23 e uma redução de 31% comparado com o 4T22.
No mercado externo, o preço médio líquido realizado pela Companhia ficou em US$ 572/t, 5% superior ao
3T23 e queda de 31% comparado com o 4T22. O preço líquido médio em reais foi de R$ 2.814/ton no 4T23,
um aumento de 6% em relação ao 3T23, em função do melhor cenário de preços na China e na Europa, além
da apreciação do USD médio em relação ao BRL médio (+2%). Em relação ao 4T22, a redução de 35% ocorreu
em função do menor preço médio líquido em USD no período e pela desvalorização do USD médio frente ao
BRL médio (-6%).
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
A receita líquida de celulose no trimestre aumentou 18% em relação ao 3T23, em função i) do maior volume
vendido no período (+11%); ii) do maior preço médio líquido em USD (+4%); e iii) da valorização do USD
médio frente ao BRL médio (+2%). Na comparação com o 4T22, a redução de 35% deve-se pelo menor preço
médio líquido em USD (-31%) e pela desvalorização do USD médio frente ao BRL médio (-6%).
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
O custo caixa sem paradas do 4T23 foi de R$ 816/t, apresentando uma redução de 5% frente ao 3T23 em
função de: i) menor custo de madeira, sobretudo pela redução de raio médio, pelo menor consumo específico
(melhor rendimento da madeira nas fábricas) e pelo efeito mix de abastecimento; ii) menores preços de
químicos (sobretudo soda cáustica pela redução nos preços internacionais – IHS); iii) menor consumo de
insumos (sobretudo cal, vestimentas e gás natural), em função da maior eficiência operacional das fábricas
e; iv) pela maior diluição de custo fixo em função da maior produção de celulose.
O custo caixa sem paradas do 4T23 foi 13% inferior ao 4T22 em função dos seguintes fatores: i) menores
preços de insumos, tanto em químicos (principalmente soda cáustica) como em energéticos (sobretudo gás
natural), em função da queda das commodities; ii) do menor consumo de insumos (destaque para gás
natural, dióxido de cloro e soda cáustica), por sua vez em função da maior eficiência operacional das fábricas
e do benefício proporcionado pelo projeto de maior eficiência energética da fábrica de Jacareí; iii) do menor
custo da madeira, pelo menor preço do diesel (reflexo da queda do Brent), melhor desempenho das
operações de colheita e logística, menor raio médio no período e menor consumo específico de madeira. Os
fatores positivos no custo da madeira foram parcialmente compensados pelos maiores reajustes de preços
de serviços ao longo de 2023, distribuídos em logística e colheita, principalmente; e iv) pela depreciação do
USD médio frente ao BRL (-6%).
Os efeitos positivos no custo caixa foram parcialmente compensados: i) pelo maior custo fixo, por sua vez
pela menor diluição em função do menor volume produzido e por maiores custos com mão de obra; ii) menor
receita com utilidades devido ao menor volume exportado.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
O custo caixa sem paradas de 2023 ficou em linha quando comparado com 2022, em função do menor custo
com insumos (especialmente brent e soda cáustica) e pela desvalorização do BRL médio frente ao USD (-
3%), compensados pelo maior custo de madeira e maior custo fixo.
Segmento Celulose 4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
EBITDA Ajustado
3.756 2.912 29% 7.274 -48% 15.195 25.099 -39%
(R$ milhões)¹
Volume Vendido (mil ton) 2.761 2.486 11% 2.759 0% 10.215 10.600 -4%
EBITDA Ajustado¹ Celulose
1.360 1.172 16% 2.636 -48% 1.487 2.368 -37%
(R$/ton)
¹Desconsidera itens não recorrentes.
O EBITDA Ajustado da celulose subiu 29% em relação ao 3T23, em função: i) do maior volume vendido
(+11%); ii) do maior preço médio líquido de celulose em USD (+4%); iii) do menor CPV base caixa por
tonelada, beneficiado pelas quedas do custo caixa de produção (efeito giro de estoques) e ausência de
paradas programadas para manutenção; e iv) da apreciação do USD médio frente ao BRL médio (+2%). O
aumento de 16% no EBITDA ajustado por tonelada é explicada pelos mesmos fatores, com exceção do efeito
volume.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Quando comparado ao 4T22, a redução de 48% do EBITDA Ajustado da celulose é devido ao menor preço
médio líquido da celulose em dólar (-31%) e da desvalorização do USD médio frente ao BRL médio (-6%),
parcialmente compensados pelo menor custo de produção no período. Na análise do EBITDA ajustado por
tonelada, a redução de 48% ocorreu em função dos mesmos motivos.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
A geração de caixa operacional por tonelada do segmento de celulose foi 54% superior em relação ao 3T23
em função do maior EBITDA por tonelada e menor capex de manutenção por tonelada. Em comparação ao
4T22, a redução de 61% deve-se ao menor EBITDA por tonelada.
Na análise do ano de 2023 em comparação à 2022, o impacto da redução de demanda no mercado interno
seguiu concentrado nas linhas de papéis revestidos destinados ao segmento promocional, em que houve
um forte efeito provocado pelo ajuste nos níveis de estoque na cadeia e a continuidade das mudanças no
padrão de consumo, impulsionadas pela digitalização, além da base de comparação alta em 2022.
Em relação às linhas de papéis não revestidos, que constituem a maior parte do volume de vendas da Suzano,
a demanda foi mais resiliente, e teve uma redução menor em razão da baixa exposição às mudanças de
comportamento devido à digitalização, além de papéis escolares e de escritório (cutsize), cuja sazonalidade
é historicamente mais forte no segundo semestre, bem como ajustes de estoques ao longo do ano.
Nos mercados internacionais, a demanda de papéis de Imprimir & Escrever foi impactada principalmente
por efeitos de ajustes de estoques na cadeia, mas também por incertezas macroeconômicas que limitaram
a atividade econômica. Mudanças nos padrões de consumo, sobretudo nos mercados maduros da América
do Norte e Europa Ocidental, que apresentam digitalização mais avançada, também impactaram na redução.
Na América Latina (excluindo Brasil), também foi visto esse efeito de ajuste de estoques impactando a
demanda, porém com menor intensidade nos segmentos de papéis não revestidos.
No que se refere à demanda de papelcartão no Brasil, principal mercado para a Suzano nessa linha de
produto, houve uma redução de 8% no 4T23 em relação ao 4T22. Na comparação do acumulado nos doze
meses de 2023, com o mesmo período de 2022, observamos que a demanda de papelcartão no mercado
interno ficou estável, apontando para os ajustes de estoque na cadeia, sobretudo no segundo semestre de
2023, enquanto estima-se que a demanda por embalagens tenha se mantido estável ao longo do ano.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Mesmo diante de um cenário mais desafiador, destacamos a expansão dos mercados atendidos pelo nosso
modelo único de go-to-market, progredindo na estratégia de conquistar novos clientes, encerrando 2023
com aproximadamente 44 mil clientes ativos nos últimos doze meses. Além disso, destacamos a expansão
do modelo previamente mencionado, com abertura de novos CDs operacionais no Brasil e na América do Sul.
Por fim, seguimos avançando com nossas iniciativas de transformação digital e investindo em nosso
portfólio de inovação destinados aos segmentos de embalagens e substituição de plásticos de uso único.
Com a aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no Brasil, o segmento de bens de consumo passou a
ter desde o 3T23 maior representatividade nos resultados do negócio de papel.
As vendas de papel da Suzano (Imprimir & Escrever, papelcartão e tissue) no mercado interno totalizaram
269 mil toneladas no 4T23, 15% superior ao trimestre anterior, principalmente em função do aumento das
vendas de papel Imprimir & Escrever em um período de sazonalidade mais forte do ano. Em relação ao 4T22,
o crescimento das vendas foi de 4%, reflexo sobretudo dos novos volumes como resultado da aquisição da
Kimberly Clark no Brasil e do crescimento das vendas de Imprimir & Escrever, acompanhando o desempenho
de seus respectivos mercados.
As vendas de papel nos mercados internacionais totalizaram 118 mil toneladas, uma elevação de 22% e 47%
em relação ao 3T23 e 4T22, respectivamente, representando 30% do volume total de vendas no 4T23. O
maior volume de exportações na comparação com ambos os períodos é decorrente da estratégica comercial
de alocação de volumes entre os mercados externo e interno.
O preço médio líquido apresentou uma redução de 5% em relação ao trimestre anterior e na comparação
com o 4T22, em função principalmente das condições menos favoráveis no mercado de papel Imprimir &
Escrever e Papelcartão, a despeito do aumento de preço ocorrido no segmento de tissue, em função do
efeito da aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no Brasil.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
A receita líquida de papel foi de R$ 2.602 milhões, uma elevação de 11% e 9% em relação ao 3T23 e 4T22,
respectivamente, em função do maior volume (+17% e +14%), parcialmente compensados pela redução de
5% no preço médio líquido.
Segmento Papel 4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
EBITDA Ajustado
748 783 -4% 901 -17% 3.078 3.096 -1%
(R$ milhões)¹
Volume Vendido (mil ton) 386 331 17% 338 14% 1.291 1.306 -1%
EBITDA Ajustado¹ Papel
1.936 2.366 -18% 2.664 -27% 2.384 2.371 1%
(R$/ton)
¹desconsidera itens não recorrentes.
O EBITDA Ajustado do papel teve decréscimo de 4% na comparação com o 3T23, sobretudo em decorrência
da queda do preço médio líquido e da elevação do SG&A, por sua vez em função da elevação dos gastos com
pessoal (referente ao ajuste da provisão de remuneração variável) e do incremento de outras despesas
variáveis decorrente do aumento no volume de vendas. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo
maior volume de vendas. Na análise do EBITDA ajustado por tonelada, a queda de 18% é principalmente
devido ao efeito preço e maior SG&A.
Em relação ao 4T22, apesar do aumento do volume de vendas, a queda de 17% ocorreu em função da queda
do preço médio líquido e maior SG&A, por sua vez impactado pela incorporação das despesas (principalmente
comerciais e logísticas) devido à aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no Brasil). Na análise do
EBITDA ajustado por tonelada, a queda é explicada pelos mesmos fatores.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
A geração de caixa operacional por tonelada do papel foi de R$ 1.432/t no 4T23, uma redução de 20% e 35%
em comparação ao 3T23 e ao 4T22, respectivamente, como resultado do menor EBITDA por tonelada e
maior capex de manutenção por tonelada.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
RECEITA LÍQUIDA
A receita líquida da Suzano no 4T23 foi de R$ 10.372 milhões, sendo 77% gerada no mercado externo (vs.
75% no 3T23 e 83% no 4T22). Em relação ao 3T23, a elevação de 16% é explicada i) pelo maior volume
vendido no período (+12%); ii) pelo maior preço médio líquido da celulose em USD (+4%); iii) pela valorização
do USD médio frente ao BRL médio (+2%). A queda de 28% da receita líquida consolidada em relação ao
4T22 é explicada principalmente pelo menor preço médio líquido da celulose em USD (-31%), pelo menor
preço médio líquido de papel em dólar no mercado externo (-35%) e pela desvalorização do USD médio
frente ao BRL médio (-6%).
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
CPV (R$ milhões) 4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
CPV 6.776 6.104 11% 6.793 0% 25.077 24.821 1%
(-) Depreciação, exaustão e
1.904 1.670 14% 1.678 13% 6.718 6.407 5%
amortização
CPV base caixa 4.872 4.434 10% 5.115 -5% 18.358 18.415 0%
Volume de vendas 3.148 2.817 12% 3.097 2% 11.507 11.906 -3%
CPV base caixa/t (R$/ton) 1.548 1.574 -2% 1.651 -6% 1.595 1.547 3%
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
O CPV base caixa no 4T23 totalizou R$ 4.872 milhões ou R$ 1.548/ton. Na comparação com o 3T23, o CPV
caixa teve aumento de 10%, principalmente em função do maior volume vendido de celulose e papel e maior
custo logístico (maiores custos com logística fábrica-porto e terminais), parcialmente compensados pela
ausência de paradas programadas para manutenção e pelo menor custo de produção ex-paradas (conforme
discutido anteriormente). Na análise por tonelada, a queda de 2% é explicada pela redução no custo caixa de
produção e ausência de paradas programadas para manutenção, parcialmente compensados por maiores
custos logísticos.
Na comparação com o 4T22, o CPV base caixa teve redução de 5% em função sobretudo do menor custo de
produção ex-paradas (conforme discutido anteriormente), menor impacto de paradas programadas para
manutenção e menor custo logístico (queda do Brent, menores despesas com frete internacional, por sua
vez impactado pelo fator custo e pelo efeito da valorização cambial, e menores custos com terminais
domésticos), parcialmente compensados pelo maior volume vendido (sobretudo do papel, por sua vez
explicado pelos novos volumes como resultado da aquisição da Kimberly Clark no Brasil). Na análise por
tonelada, o indicador foi 6% menor que no mesmo período do ano anterior devido aos mesmos fatores,
exceto pelo fator volume.
DESPESAS DE VENDAS
Despesas de Vendas
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
(R$ milhões)
Despesas de vendas 712 654 9% 660 8% 2.596 2.483 5%
(-) Depreciação, exaustão e
239 238 0% 239 0% 952 952 0%
amortização
Despesas de vendas base
473 416 14% 421 12% 1.644 1.532 7%
caixa
Volume de vendas 3.148 2.817 12% 3.097 2% 11.507 11.906 -3%
Despesas de vendas base
150 148 2% 136 10% 143 129 11%
caixa/t (R$/ton)
As despesas com vendas base caixa apresentaram aumento de 14% em relação ao 3T23, em função
principalmente do maior volume vendido e maiores despesas de marketing e pessoal por maior efeito da
incorporação dos ativos de tissue da Kimberly Clark no Brasil. Na análise por tonelada, as despesas de vendas
base caixa tiveram aumento de 2% devido aos mesmos fatores exceto volume.
Quando comparado ao 4T22, as despesas de vendas base caixa foram 12% superiores, em função do maior
volume vendido e de gastos diversos decorrentes da aquisição dos ativos de tissue da Kimberly Clark no
Brasil (campanhas de marketing, pessoal, auditoria e consultoria etc.). Esses efeitos foram parcialmente
compensados pela menor despesa logística, por sua vez em função das menores despesas inland no exterior
e do efeito positivo da valorização do BRL médio vs. USD sobre gastos dessa natureza. As despesas com
vendas base caixa por tonelada tiveram uma elevação de 10%, em função dos mesmos fatores elencados
anteriormente, exceto volume.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Na comparação com o 3T23, a elevação de 26% das despesas gerais e administrativas base caixa é explicada
principalmente por maiores gastos com pessoal (principalmente referente ao ajuste da provisão de
remuneração variável) e maiores gastos com serviços de terceiros. A mesma análise explica o acréscimo de
13% na comparação por tonelada.
Na comparação com o 4T22, as despesas gerais e administrativas base caixa foram 2% inferiores em função
principalmente de menores gastos com remuneração variável, parcialmente compensados pela incorporação
de despesas como resultado da aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no Brasil e maiores gastos
com pessoal (salários e benefícios). Na análise por tonelada, a redução de 3% é justificada pelos mesmos
fatores.
A rubrica “outras receitas (despesas) operacionais” totalizou receita de R$ 902 milhões no 4T23, em
comparação a uma despesa de R$ 10 milhões no 3T23 e receita de R$ 981 milhões no 4T22. A variação em
relação ao 3T23 é explicada sobretudo pela atualização do valor justo do ativo biológico (que ocorre no
segundo e quarto trimestre de cada ano). Na comparação com o 4T22, a variação é explicada principalmente
pelo menor impacto da atualização do valor justo do ativo biológico e menor resultado na venda e baixa de
ativos, parcialmente compensados pela menor despesa com depreciação e amortização.
EBITDA AJUSTADO
Volume Vendido (mil ton) 3.148 2.817 12% 3.097 2% 11.507 11.906 -3%
EBITDA Ajustado¹
1.431 1.312 9% 2.639 -46% 1.588 2.368 -33%
Consolidado (R$/ton)
¹Desconsidera itens não recorrentes.
O aumento de 22% do EBITDA Ajustado do 4T23 em relação ao 3T23 é explicado: i) pelo maior volume
vendido no período (12%); ii) pelo maior preço médio líquido da celulose em dólar (+4%), iii) pelo menor CPV
base caixa por tonelada, conforme já mencionado; e iv) pela apreciação do USD médio em relação ao BRL
médio (+2%). Esses fatores foram parcialmente compensados pelo maior SG&A (+16%), sobretudo pelas
maiores despesas administrativas função da elevação dos gastos com pessoal (remuneração variável),
conforme explicado anteriormente. O EBITDA Ajustado por tonelada foi 9% superior devido aos mesmos
fatores explicados anteriormente, ex-volume.
Já em relação ao 4T22, a queda de 45% no EBITDA Ajustado ocorreu em função do menor preço médio
líquido da celulose em dólar (-31%), da desvalorização do USD médio frente ao BRL médio (-6%) e do maior
SG&A (+4%), sobretudo por maiores despesas de vendas, conforme explicado anteriormente. Esses fatores
foram parcialmente compensados pelo menor CPV base caixa e maior volume vendido (+2%). O EBITDA
ajustado por tonelada teve uma redução de 46% devido aos mesmos motivos, ex-volume.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
RESULTADO FINANCEIRO
Resultado Financeiro
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
(R$ milhões)
Despesas Financeiras (1.175) (1.176) 0% (1.190) -1% (4.659) (4.590) 1%
Juros sobre empréstimos e
financiamentos em moeda (376) (371) 1% (338) 11% (1.465) (1.352) 8%
local
Juros sobre empréstimos e
financiamentos em moeda (884) (857) 3% (768) 15% (3.332) (2.656) 25%
estrangeira
Juros capitalizados1 344 305 13% 153 125% 1.160 359 223%
Outras despesas
financeiras
(259) (253) 3% (238) 9% (1.022) (942) 9%
Receitas Financeiras 610 426 43% 345 77% 1.826 967 89%
Juros sobre aplicações
financeiras
565 419 35% 286 97% 1.668 819 104%
Outras receitas financeiras 45 6 - 59 -24% 157 148 6%
Variação Cambial e
Monetária
1.343 (1.880) - 1.594 -16% 3.088 3.295 -6%
Variação cambial dívida 2.024 (2.381) - 2.162 -6% 4.186 3.949 6%
Outras variações cambiais
e monetárias
(681) 501 - (567) 20% (1.098) (654) 68%
Resultado de operações com
derivativos2
1.492 (864) - 1.251 19% 5.527 6.762 -18%
Hedge de Fluxo de caixa -
Operacional
1.006 (440) - 545 85% 3.258 2.061 58%
Hedge do Fluxo de caixa -
Cerrado
125 (249) - 340 -63% 447 623 -28%
Hedge de dívida 299 (225) - 399 -25% 1.532 4.066 -62%
Outros³ 62 49 25% (33) - 290 12 -
Resultado Financeiro
Líquido
2.269 (3.494) - 2.000 13% 5.781 6.433 -10%
1
Capitalização de juros referente a obras em andamento.
2
Variação da marcação a mercado (4T23: 1.994 milhões | 3T23: R$ 1.676 milhões), somada aos ajustes pagos e recebidos (4T23: R$ 1.174 milhões).
3
Considera hedge de commodities e derivativo embutido.
As receitas financeiras apresentaram um aumento de 43% em relação ao 3T23, devido i) ao aumento dos
juros sobre aplicações financeiras principalmente pelo maior volume de aplicações em moeda nacional; ii)
aumento da SOFR (4T23: 5,32% a.a. | 3T23: 5,24% a.a. – referência média). Na comparação com o 4T22, a
elevação de 77% ocorreu sobretudo em função do aumento dos juros sobre aplicações financeiras ocorridos
devido à i) maior volume de aplicações em moeda nacional e estrangeira e ii) aumento da SOFR (4T23: 5,32%
a.a. | 4T22: 3,62% a.a. – referência média).
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
O resultado de operações com derivativos foi positivo em R$ 1.492 milhões no 4T23 em função do impacto
positivo da valorização cambial no fechamento do trimestre e do efeito positivo da curva pré, apesar do
efeito negativo do cupom cambial sobre as operações de hedge de dívida e fluxo de caixa. A marcação a
mercado dos instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2023 foi positiva em R$ 1.994
milhões, vis a vis à marcação positiva de R$ 1.676 milhões em 30 de setembro de 2023, perfazendo a variação
positiva de R$ 318 milhões. Importante destacar que o impacto da valorização do BRL sobre a carteira de
derivativos só terá efeito caixa nos respectivos vencimentos. O efeito líquido no caixa referente ao
vencimento de operações com derivativos no quarto trimestre foi positivo em R$ 1.174 milhões (sendo
positivo em R$ 169 milhões referentes a hedge de dívida, R$ 957 milhões positivos referentes a hedge de
fluxo de caixa e R$ 49 milhões referentes à commodities).
Em decorrência dos fatores listados, e considerando todas as linhas de despesas e receitas financeiras, o
resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 2.269 milhões no 4T23, em comparação ao resultado negativo
de R$ 3.494 milhões no 3T23 e positivo de R$ 2.000 milhões no 4T22.
A política de exposição cambial da Companhia tem como objetivo minimizar a volatilidade da geração de caixa
da Suzano e garantir maior flexibilidade na gestão do fluxo de caixa. Atualmente, a política estipula que o
excedente de dólares pode ser parcialmente “hedgeado” (mínimo de 40% e até 75% da exposição cambial
para os próximos 24 meses) por meio de instrumentos plain vanilla, como Zero Cost Collar (ZCC) e Non-
Deliverable Forward (NDF). Ao final do 4T23, a cobertura estava em 60% da exposição cambial.
Considerando a exposição cambial relacionada ao investimento de capital no Projeto Cerrado, dado que cerca
de 67% do CAPEX está atrelado à moeda local, o Conselho de Administração aprovou, em 28 de outubro de
2021, um programa de contratação de operações de hedge adicionais específico para proteção de tal
exposição. O programa aprovado (previsto na Política de Gestão de Derivativos disponível no website de
Relações com Investidores), possuía inicialmente montante máximo ( notional) de até US$ 1 bilhão e prazo
das operações de até 36 meses. Em 27 de julho de 2022, o Conselho de Administração aprovou a ampliação
do programa, aumentando o montante máximo ( notional) para US$ 1,5 bilhão, mantendo-se o prazo
estabelecido anteriormente. Com o objetivo de proporcionar transparência sobre o programa de hedge do
Projeto Cerrado, desde o 4T21 a Companhia passou a divulgar de forma destacada as respectivas operações
contratadas.
Dado que cerca de 33% do CAPEX do Projeto Cerrado está denominado na moeda estrangeira Euro, no 3T22
a Companhia contratou operações de hedge através de NDFs para proteger a exposição em Euros do CAPEX
do Projeto Cerrado, convertendo-a para USD. Este tipo de hedge está previsto na Política de Gestão de
Derivativos disponível no website de Relações com Investidores.
As operações de ZCC estabelecem limites inferiores e superiores da taxa de câmbio com objetivo de
minimizar impactos negativos em casos em que ocorra uma elevada apreciação do BRL. Dessa forma, quando
a taxa de câmbio ficar entre os limites estabelecidos, a Companhia não paga e nem recebe ajustes
financeiros. Tal característica permite que se capture um maior benefício nas receitas de exportação em um
eventual cenário de valorização do Real frente ao dólar, dentro do intervalo contratado. Para cenários
extremos de valorização do Real, a Companhia está protegida pelos limites inferiores, considerados
adequados para a operação. Ao mesmo tempo, esse instrumento de proteção limita, temporária e
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Em 31 de dezembro de 2023, o valor em aberto das operações ( notional) para venda futura de dólares
através de ZCC relacionadas a Fluxo de Caixa (incluindo aquelas relacionadas ao Projeto Cerrado) era de US$
4.501 milhões, contratadas pelo intervalo médio de R$ 5,43 a R$ 6,27, e vencimentos distribuídos entre
janeiro de 2024 e dezembro de 2025. Nesta mesma data, o valor em aberto das operações (notional) para
venda futura de dólares por meio de NDF era de US$ 505 milhões, com vencimentos distribuídos entre
março de 2024 e abril de 2025 e taxa média contratada de R$ 5,26. Em relação ao hedge da exposição cambial
em Euro, o valor em aberto das operações de compra de Euro futuro (notional) ao final do 4T23 era de €
254 milhões (USD 262 milhões), com taxa média contratada de 1,03 EUR/USD e vencimentos até julho de
2024. O resultado com operações de hedge operacional de Fluxo de Caixa e do Projeto Cerrado no 4T23 foi
positivo em R$ 1.132 milhões. Já a marcação a mercado (“MtM” ou “valor justo”) dessas operações totalizou
R$ 2.231 milhões, sendo R$ 1.958 milhões relacionados a hedge operacional de Fluxo de Caixa e R$ 274
milhões referentes ao hedge operacional do Projeto Cerrado.
A tabela abaixo apresenta uma análise de sensibilidade em relação ao impacto caixa que a Companhia poderá
ter em suas carteiras de hedge de Fluxo de Caixa (ZCC e NDF) caso a taxa de câmbio permaneça a mesma da
cotação de fechamento do 4T23 (R$/US$ = 4,84) nos próximos trimestres; bem como qual deve ser o
impacto no caixa para variações de R$ 0,10 abaixo/acima do patamar de strike da put/call, respectivamente,
definidas a cada trimestre. Faz-se necessário ressaltar que os valores apresentados na tabela refletem
estimativas da Companhia considerando as curvas de fechamento no período e que podem sofrer oscilações
dependendo das condições de mercado.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Com o objetivo de minimizar os efeitos das variações cambiais e taxas de juros sobre o valor da dívida e do
fluxo de caixa, também são celebrados contratos de swaps de moedas e juros. Contratos de swap são
celebrados considerando diferentes taxas de juros e índices de correção como forma de mitigar o
descasamento entre os diferentes ativos e passivos financeiros.
Em 31 de dezembro de 2023, a Companhia possuía em aberto ( notional) US$ 4.939 milhões em contratos
de swap distribuídos conforme a tabela abaixo. O resultado com operações de hedge de dívida no 4T23 foi
positivo em R$ 299 milhões, principalmente em função da valorização cambial e do efeito positivo da curva
pré, apesar do impacto negativo do cupom cambial. A marcação a mercado (valor justo) dessas operações
foi negativa em R$ 487 milhões.
A tabela abaixo apresenta uma análise de sensibilidade¹ em relação ao impacto caixa que a Companhia poderá
ter em sua carteira de hedge de dívida (swaps) caso a taxa de câmbio permaneça a mesma da cotação de
fechamento do 4T23 (R$/US$ = 4,84) nos próximos trimestres; bem como qual deve ser a variação do
impacto caixa para variações de R$ 0,10 sobre a mesma taxa de câmbio de referência (4T23). Importante
ressaltar que os valores apresentados na tabela refletem estimativas da Companhia considerando as curvas
de fechamento do período e podem sofrer oscilações dependendo das condições de mercado.
Sensibilidade a
Nocional R$ / US$ = 4,84
Prazo (até) Realizado R$ 0,10 / US$ de
(US$ milhões) (4T23)
variação (+/-)1
4T23 - 169 - -
2024 1.382 - 231 (4)
2025 1.546 - (307) (62)
2026 1.012 - (433) (61)
2027 130 - 14 -
>=2028 869 - 169 -
Total 4.939 169 (326) (127)
¹Análise de sensibilidade assume variação apenas na taxa de câmbio (R$/US$), considerando demais variáveis constantes.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Brent/VLSFO/
Commodities 2024 306 90 19 93 49 22
Outros
Total 437 219 250 236 49 22
Parte dos contratos de parceria florestal e de fornecimento de madeira em pé assinados tem seus preços
denominados em dólar norte-americano por m3 de madeira em pé, reajustado de acordo com a inflação
americana medido pelo CPI (Consumer Price Index), o qual não é considerado como relacionado ao ambiente
econômico onde as áreas estão localizadas, caracterizando-se, portanto, um derivativo embutido. Tal
instrumento apresentado na tabela acima é um contrato de swap de venda das variações do US-CPI e de
dólar nos prazos dos contratos - vide nota 4 das Demonstrações Financeiras do 4T23 para maiores detalhes
e análise de sensibilidade do valor justo frente à possível variação acentuada do US-CPI e do dólar. Em 31
de dezembro de 2023, o valor em aberto (notional) referente à operação era de US$ 132 milhões. O
resultado deste swap no 4T23 foi positivo em R$ 88 milhões. A marcação a mercado (valor justo) de tais
operações foi positiva em R$ 230 milhões ao final do trimestre.
A Companhia também está exposta ao preço de algumas commodities e, portanto, avalia continuamente a
contratação de instrumentos financeiros derivativos para mitigar tais riscos. Em 31 de dezembro de 2023,
o valor em aberto (notional) referente a tais operações era de US$ 306 milhões. O resultado deste swap no
4T23 foi negativo em R$ 26 milhões. A marcação a mercado (valor justo) de tais operações foi positiva em
R$ 19 milhões ao final do trimestre.
RESULTADO LÍQUIDO
No 4T23, a Companhia registrou lucro líquido de R$ 4.515 milhões, contra prejuízo de R$ 729 milhões no
3T23 e lucro líquido de R$ 7.459 milhões no 4T22. A variação em relação ao 3T23 foi decorrente
principalmente: i) da variação positiva no resultado financeiro, por sua vez explicada pelo impacto positivo
da valorização cambial sobre a dívida e operações com derivativos (em contrapartida ao resultado negativo
observado no trimestre anterior); ii) do maior lucro operacional, explicado pela elevação da receita líquida e
na rubrica outras receitas operacionais (reavaliação dos ativos biológicos como principal fator). Esses efeitos
foram parcialmente compensados pela despesa de IR/CSLL (diferidos incidentes principalmente sobre os
resultados positivos de variação cambial sobre dívida e marcação dos derivativos e reavaliação dos ativos
biológicos), maior CPV e aumento do SG&A, conforme explicado anteriormente.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
A variação em comparação ao 4T22 é explicada em grande parte pela redução no resultado operacional
(queda da receita líquida), parcialmente compensada pela redução na despesa de IR/CSLL e maior receita
financeira.
ENDIVIDAMENTO
Em 31 de dezembro 2023, o total da dívida bruta era de R$ 77,2 bilhões, sendo 94% dos vencimentos
concentrados no longo prazo e 6% no curto prazo. A dívida em moeda estrangeira representava, no final do
trimestre, 79% da dívida total da Companhia. Já o percentual da dívida bruta em moeda estrangeira
considerando o efeito do hedge de dívida ficou em 87%. Em comparação ao 3T23, a dívida bruta teve redução
de 2%, principalmente em função da variação cambial positiva de R$ 2.024 milhões. A Suzano encerrou o
4T23 com 39% da dívida total atrelada a instrumentos ESG.
A Suzano realiza a contratação de dívida em moeda estrangeira como estratégia de hedge natural, uma vez
que a geração de caixa operacional líquida é denominada, em sua maior parte, em moeda estrangeira (dólar)
devido à sua condição predominantemente exportadora. Essa exposição estrutural permite que a
Companhia concilie os pagamentos dos empréstimos e financiamentos em dólar com o fluxo de recebimento
das vendas.
*Correspondem principalmente a custos de transação (emissão, captação, ágio, deságio e menos valia de combinação de negócios, etc.).
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Em 31 de dezembro de 2023, o custo médio total da dívida em dólar era de 5,0% a.a. (considerando a dívida
em BRL ajustada pela curva de swap de mercado), em 30 de setembro de 2023 este custo foi de 5,1%. O
prazo médio da dívida consolidada no encerramento do trimestre foi de 75 meses versus 77 meses ao final
do 3T23.
¹Considera a parcela da dívida com swap para taxa fixa em moeda estrangeira. A exposição na dívida original era: Fixa (US$) – 54%, SOFR – 25%, CDI – 11%,
Outros (Fixa R$, IPCA, TJLP, outros) – 9%.
²Considera a parcela da dívida com swap para moeda estrangeira. A dívida original era 80% em USD e 20% em BRL.
Em 31 de dezembro de 2023, a empresa possuía também uma linha de crédito rotativo ( stand by credit
facilities) no valor total de R$ 6,2 bilhões (US$ 1,3 bilhão), com prazo de disponibilidade até fevereiro de
2027. A disponibilidade deste recurso contribui para fortalecer as condições de liquidez da empresa e pode
ser utilizado em momentos de incerteza. Desta forma, a posição de caixa e equivalentes de R$ 21,6 bilhões
somada à linha de crédito rotativo totalizava, em 31 de dezembro de 2023, uma posição de liquidez imediata
no valor de R$ 27,8 bilhões. Adicionalmente, a Companhia possuía ao final de 2023 um contrato de
financiamento com a Finnvera (US$ 800 milhões) relacionado ao Projeto Cerrado, conforme Comunicado ao
Mercado de 01/11/22, ainda não sacado, fortalecendo ainda mais sua condição de liquidez.
Em 31 de dezembro de 2023, a dívida líquida era de R$ 55,6 bilhões (US$ 11,5 bilhões) versus R$ 57,6 bilhões
(US$ 11,5 bilhões) observados em 30 de setembro de 2023. A redução da dívida líquida é explicada
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
principalmente pela variação cambial (R$ 1,3 bilhão) e pela geração de caixa livre no período de R$ 876
milhões (veja mais detalhes na seção Fluxo de Caixa Livre).
O índice de alavancagem financeira medido pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado em Reais ficou em
3,0x em 31 de dezembro de 2023 (2,6x no 3T23). Esse mesmo indicador, apurado em USD (medida
estabelecida na política financeira da Suzano), aumentou para 3,1x em 31 de dezembro de 2023 (2,7x no
3T23).
A distribuição das linhas de trade finance e non-trade finance da dívida bruta total em 31 de dezembro de
2023 ficou conforme abaixo:
2029 em
2024 2025 2026 2027 2028 Total
diante
Trade Finance¹ 73% 54% 47% 49% 0% 2% 23%
Non-Trade Finance² 27% 46% 53% 51% 100% 98% 77%
¹ACC, NCE, PPE
²Bonds, BNDES, CRA, Debêntures, entre outros.
INVESTIMENTOS DE CAPITAL
No 4T23, os investimentos de capital (em regime caixa) totalizaram R$ 4.224 milhões. A queda de 4% em
relação ao 3T23, ocorreu sobretudo em função: i) do menor desembolso em Terras e Florestas; e ii) dos
menores gastos com manutenção florestal, por menores desembolsos com silvicultura e compra de madeira.
Em relação ao 4T22, a redução de 18% deve-se principalmente aos menores gastos com o Projeto Cerrado.
O montante total dos investimentos de capital em 2023 foi executado em convergência ao guidance
divulgado pela Companhia. Os desvios entre linhas se devem aos maiores gastos com manutenção florestal
e terras e florestas, conforme descrito: i) antecipação do desembolso na aquisição de maquinário para as
operações florestais; ii) maiores gastos com estradas e silvicultura decorrentes de impactos do maior
volume de chuvas no período e maior preço de serviços; e iii) maior dispêndio com aquisição terras e florestas
em função de oportunidades de mercado. Esses efeitos foram compensados pela postergação de
pagamentos relacionados ao Projeto Cerrado.
Para 2024, a Administração aprovou um Orçamento de Capital de R$ 16,5 bilhões, sendo R$ 7,7 bilhões
destinados à manutenção industrial e florestal e R$ 4,6 bilhões de investimentos no Projeto Cerrado, dentre
outros citados na tabela abaixo.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Investimentos¹ Guidance
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
(R$ milhões) 2024
Manutenção 1.726 1.799 -4% 1.712 1% 6.707 5.632 19% 7.677
Manutenção
432 401 8% 391 11% 1.329 1.042 28% 1.263
Industrial
Manutenção
1.221 1.339 -9% 1.241 -2% 5.199 4.449 17% 6.177
Florestal
Outros 72 59 22% 80 -9% 179 141 26% 238
Expansão e
145 190 -24% 137 6% 694 462 50% 331
Modernização
Terras e Florestas 152 253 -40% 193 -21% 2.610 2.635 -1% 3.296
Terminais Portuários 0 1 -90% 4 -97% 6 95 -93% 6
Outros 11 20 -45% 100 -89% 49 119 -59% 538
Projeto Cerrado 2.190 2.140 2% 2.999 -27% 8.511 7.367 16% 4.605
Total 4.224 4.404 -4% 5.144 -18% 18.577 16.309 14% 16.453
¹Não inclui o valor da aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no Brasil, no valor de R$ 1.073 milhão, conforme explicado na nota explicativa 15
das demonstrações financeiras do 2T23.
PROJETO CERRADO
O cronograma do Projeto Cerrado segue conforme o previsto nas curvas de evolução física e financeira,
fechando o quarto trimestre de 2023 com a execução “dentro da cerca” (que corresponde aos investimentos
industriais e de infraestrutura) atingindo avanço físico acumulado de 86% e 78% de respectivo progresso
financeiro (R$ 11.499 milhões). A Companhia estima a entrada em operação da nova planta de celulose,
localizada no município de Ribas do Rio Pardo (MS) e com capacidade anual de 2.550 mil toneladas, até junho
de 2024.
Geração de caixa
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
operacional (R$ milhões)
EBITDA Ajustado¹ 4.505 3.695 22% 8.175 -45% 18.273 28.195 -35%
Capex Manutenção² (1.726) (1.799) -4% (1.712) 1% (6.707) (5.632) 19%
Geração de Caixa
2.779 1.896 47% 6.463 -57% 11.566 22.563 -49%
Operacional
Geração de Caixa
883 673 31% 2.087 -58% 1.005 1.895 -47%
Operacional (R$/ton)
¹Desconsidera itens não recorrentes.
²Em regime caixa.
A geração de caixa operacional, medida pelo EBITDA Ajustado menos o capex de manutenção (em regime
caixa), foi de R$ 2.779 milhões no 4T23. O aumento da geração de caixa operacional por tonelada de 31%
está relacionado ao maior EBITDA Ajustado por tonelada e ao menor capex de manutenção por tonelada. Na
comparação com o 4T22, a queda de 58% deve-se ao menor EBITDA Ajustado por tonelada.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
(-) Capex Total¹ (4.395) (4.492) -2% (4.088) 7% (20.233) (16.919) 20%
(-) Contratos de arrendamentos
(348) (293) 19% (301) 16% (1.218) (1.044) 17%
– IFRS 16
(+/-) Capital de Giro² 810 340 - (1.578) - 3.517 (2.347) -
(-) Juros Líquidos³ (627) (1.460) -57% (404) 55% (4.048) (3.474) 17%
(-) Imposto de Renda e
(53) (166) -68% (90) -42% (308) (306) 1%
Contribuição Social
(-) Pagamento de
(190) (160) 19% 2.349 -92% (1.073) (4.151) -74%
Dividendos/Recompra de ações
(+/-) Ajustes Derivativos 1.174 720 63% 256 - 3.559 282 -
(+) Capex ex-manutenção 2.763 2.839 -3% 1.731 60% 13.818 9.456 46%
(+) Pagamento de
190 160 19% 2.349 -92% 1.073 4.151 -74%
Dividendos/Recompra de ações
Fluxo de Caixa Livre Ajustado4 3.829 1.183 224% 3.701 3% 13.360 13.842 -3%
1
Em regime competência, exceto deal de Parkia (desembolso de R$ 1,6 bilhão no 2T23) e o investimento referente ao Projeto Cerrado a partir do 2T23,
conforme nota explicativa 15 (Imobilizado) das Demonstrações Financeiras. Considera também a aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark Brasil
no 2T23 no valor de R$ 1.073 milhões (operação representa combinação de negócios e não aquisição de ativos).
2
Considera custos de empréstimos capitalizados pagos no valor de R$ 344 milhões no 4T23 e R$1.160 milhões em 2023.
3
Considera juros pagos sobre dívida e juros recebidos sobre aplicações financeiras.
4
Fluxo de caixa livre antes do pagamento de dividendos e de capex ex-manutenção (regime competência).
O Fluxo de Caixa Livre Ajustado foi de R$ 3.829 milhões no 4T23, em comparação a R$ 1.183 milhões no
3T23 e a R$ 3.701 milhões no 4T22. Em relação ao período anterior, o indicador teve um aumento de 224%,
em função principalmente de: i) menor concentração de pagamento de juros no período; ii) maior EBITDA
ajustado; iii) maior liberação de capital de giro, por sua vez explicada principalmente pelo decréscimo em
estoques, impostos a recuperar e elevação dos fornecedores (Projeto Cerrado), efeitos compensados em
parte pela elevação no contas a receber (elevação do preço realizado de celulose e maior volume de vendas);
e iv) aumento no ajuste caixa positivo dos derivativos.
Em relação ao 4T22, o indicador foi 3% superior, devido sobretudo à liberação no capital de giro, por sua vez
explicada principalmente pelo acréscimo em fornecedores (Projeto Cerrado) e decréscimo na linha de contas
a receber (em oposição ao elevado consumo nesta rubrica no 4T22), ao maior ajuste caixa positivo dos
derivativos e menor capex de manutenção base competência. Esses efeitos parcialmente compensados pela
queda no EBITDA ajustado.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
1
Em regime competência exceto o capex referente ao Projeto Cerrado (regime caixa), alinhado com a Demonstração de Fluxo de Caixa. Inclui a combinação
de negócios com o segmento de tissue da Kimberly Clark no Brasil (R$ 1.073 milhões).
2
Líquidas das variações cambiais sobre caixa e aplicações financeiras.
3
Considera a totalidade dos valores relativos a contratos de arrendamentos (dado que o impacto do arrendamento de terras no capex é compensado no
capital de giro para efeitos de DFC), adiantamento a fornecedores, ajuste de derivativos, entre outros.
ESG
No quarto trimestre de 2023 foi divulgado o resultado anual da Suzano em alguns dos principais índices e
ratings ESG, estando a empresa com as seguintes avaliações:
EVENTOS SUBSEQUENTES
A Companhia deliberou na mesma data um novo programa de recompra de ações, no qual, poderá adquirir
até o máximo de 40 milhões de ações ordinárias de sua própria emissão com prazo máximo para realização
de 18 meses. Para mais detalhes sobre o cancelamento de ações e do programa de recompra de ações
anunciado, ver Fato Relevante de 26 de janeiro de 2024 disponível no website de relações com investidores.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
MERCADO DE CAPITAIS
Em 31 de dezembro de 2023, as ações da Suzano estavam cotadas em R$ 55,63/ação (SUZB3) e US$
11,36/ação (SUZ). Os papéis da Companhia integram o Novo Mercado, mais alto nível de governança
corporativa da B3 – Brasil, Bolsa e Balcão, e são negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) – Nível
II. O desempenho da ação considera o ajuste por pagamento de proventos a partir do dia 8 de dezembro de
2023 (data “ex” para os proventos pagos em 10 de janeiro de 2024).
Desempenho da Ação
SUZ US
27%
130
Ibovespa
26%
SUZB3
16%
INDU
100 14%
70
jan-23 fev-23 mar-23 abr-23 mai-23 jun-23 jul-23 ago-23 set-23 out-23 nov-23 dez-23
Fonte: Bloomberg.
Fonte: Bloomberg.
Em 31 de dezembro de 2023, o capital social da Companhia era representado por 1.324.117.615 ações
ordinárias, sendo 34.765.600 ações ordinárias mantidas em Tesouraria. O valor de mercado da Suzano (ex-
ações em tesouraria), na mesma data, era de R$ 71,7 bilhões. O free float no 4T23 ficou em 50% do total
das ações.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
RENDA FIXA
Unidade dez/23 set/23 dez/22 Δ Q-o-Q Δ Y-o-Y
Fibria 2025 - Preço USD/k 98,20 97,61 97,39 1% 1%
Fibria 2025 - Yield % 5,80 5,96 5,37 -3% 8%
Suzano 2026 - Preço USD/k 101,30 99,05 100,41 2% 1%
Suzano 2026 - Yield % 5,20 6,12 5,62 -15% -7%
Fibria 2027 - Preço USD/k 101,20 98,27 100,62 3% 1%
Fibria 2027 - Yield % 5,07 6,08 5,33 -17% -5%
Suzano 2028 - Preço USD/k 87,93 83,33 84,08 6% 5%
Suzano 2028 - Yield % 5,44 6,49 5,82 -16% -7%
Suzano 2029 - Preço USD/k 102,25 97,66 99,61 5% 3%
Suzano 2029 - Yield % 5,48 6,53 6,08 -16% -10%
Suzano 2030 - Preço USD/k 96,81 91,14 93,94 6% 3%
Suzano 2030 - Yield % 5,63 6,75 6,07 -17% -7%
Suzano 2031 - Preço USD/k 88,30 82,41 83,87 7% 5%
Suzano 2031 - Yield % 5,80 6,86 6,34 -15% -9%
Suzano 2032 - Preço USD/k 83,16 76,57 78,28 9% 6%
Suzano 2032 - Yield % 5,77 6,88 6,32 -16% -9%
Suzano 2047 - Preço USD/k 105,31 95,89 100,50 10% 5%
Suzano 2047 - Yield % 6,55 7,37 6,96 -11% -6%
Treasury 10 anos % 3,88 4,57 3,87 -15% 0%
Nota: Senior Notes emitidos com valor de face de 100 USD/k.
RATING
Agência Escala Local Escala Global Perspectiva
Fitch Ratings AAA BBB- Estável
Standard & Poor’s br.AAA BBB- Estável
Moody’s Aaa.br Baa3 Estável
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
PRÓXIMOS EVENTOS
Teleconferência de Resultados (4T23)
Data: 29 de fevereiro de 2024 (quinta-feira)
A teleconferência será realizada em inglês e acompanhada por uma apresentação de slides e transmitida
simultaneamente via webcast. Os links de acesso estarão disponíveis no website de Relações com
Investidores da Companhia. (www.suzano.com.br/ri).
Se não for possível a sua participação, o link para o webcast estará disponível para futura consulta no site
de Relações com Investidores da Suzano S.A.
CONTATO DE RI
Marcelo Bacci
Camila Nogueira
Roberto Costa
Mariana Dutra
Mariana Spinola
Luísa Puccini
Arthur Trovo
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
ANEXOS
ANEXO 1 – Dados Operacionais
Abertura da
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Q-o-Q 2023 2022 Δ Y-o-Y
Receita (R$ mil)
Mercado Externo 7.946.224 6.731.445 18% 11.950.321 -34% 30.892.283 41.306.308 -25%
Volume de Vendas
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Q-o-Q 2023 2022 Δ Y-o-Y
(em ton)
Mercado Externo 2.698.453 2.404.086 12% 2.655.960 2% 9.882.402 10.203.229 -3%
Outros papéis¹ 70.186 61.614 14% 38.539 82% 198.270 142.244 39%
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Preço líquido
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Q-o-Q 2023 2022 Δ Y-o-Y
médio (R$/ton)
Mercado Externo 2.945 2.800 5% 4.499 -35% 3.126 4.048 -23%
Preço líquido
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Q-o-Q 2023 2022 Δ Y-o-Y
médio (US$/ton)
Mercado Externo 594 574 3% 856 -31% 626 784 -20%
Taxa R$/US$ 4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Q-o-Q 2023 2022 Δ Y-o-Y
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Demonstração de Resultado
4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y 2023 2022 Δ Y-o-Y
(R$ mil)
Receita Líquida de Vendas 10.371.545 8.948.013 16% 14.369.707 -28% 39.755.575 49.830.946 -20%
Custo dos Produtos
(6.775.564) (6.104.256) 11% (6.792.853) 0% (25.076.675) (24.821.288) 1%
Vendidos
Lucro Bruto 3.595.981 2.843.757 26% 7.576.854 -53% 14.678.900 25.009.658 -41%
Margem Bruta 35% 32% 3 p.p. 53% -18 p.p. 37% 50% -13 p.p.
Receitas (Despesas)
(438.153) (1.160.262) -62% (277.969) 58% (2.462.612) (2.786.877) -12%
Operacionais
Despesas com vendas (711.641) (653.574) 9% (660.372) 8% (2.596.377) (2.483.194) 5%
Despesas gerais e
(614.892) (490.893) 25% (615.872) 0% (1.923.228) (1.709.767) 12%
administrativas
Outras receitas
901.929 (9.546) - 980.852 -8% 2.076.372 1.121.716 85%
operacionais, líquidas
Equivalência Patrimonial (13.549) (6.249) - 17.423 - (19.379) 284.368 -
Lucro operacional antes do
3.157.828 1.683.495 88% 7.298.885 -55% 12.216.288 22.222.781 -45%
resultado financeiro (EBIT)
Depreciação, Exaustão e
1.787.944 1.939.646 -8% 1.910.259 -6% 7.321.110 7.407.890 -1%
Amortização
EBITDA Ajustado¹ 4.504.505 3.694.966 22% 8.175.098 -45% 18.272.970 28.194.902 -35%
Margem EBITDA Ajustada¹ 43% 41% 2 p.p. 57% -13 p.p. 46% 57% -11 p.p.
Imposto de Renda e
(912.564) 1.082.064 - (1.839.952) -50% (3.890.835) (5.260.694) -26%
Contribuição Social
Resultado Líquido do
4.514.722 (728.757) - 7.458.890 -39% 14.106.381 23.394.887 -40%
Exercício
Margem Líquida 44% -8% 52 p.p. 52% -8 p.p. 35% 47% -11 p.p.
1
Desconsidera itens não recorrentes e efeitos do PPA.
Amortização de mais valia - PPA (R$ mil) 4T23 3T23 Δ Q-o-Q 4T22 Δ Y-o-Y
CPV (145.285) (142.885) 3% (113.657) 1%
Despesas com Vendas (207.467) (206.831) 0% (207.740) 0%
Despesas gerais e administrativas (2.377) (2.456) 0% (2.625) -6%
Outras receitas (despesas) operacionais 20.782 (3.106) - (2.161) -82%
Resultado financeiro - - 0% (4.722) -100%
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 8.345.871 5.526.463 9.505.951
Aplicações financeiras 12.823.886 14.947.272 7.546.639
Contas a receber de clientes 6.848.454 6.650.210 9.607.012
Estoques 5.946.948 6.478.233 5.728.261
Tributos a recuperar 888.539 933.616 549.580
Instrumentos financeiros derivativos 2.676.526 2.849.012 3.048.493
Adiantamentos a fornecedores 113.743 111.547 108.146
Dividendos a receber - - 7.334
Outros ativos 925.105 730.267 1.021.234
Total do Ativo Circulante 38.569.072 38.226.620 37.122.650
NÃO CIRCULANTE
Aplicações financeiras 443.400 453.301 419.103
Tributos a recuperar 1.373.647 1.393.137 1.406.363
Imposto de renda e contribuição social diferidos 545.213 1.294.389 3.986.415
Instrumentos financeiros derivativos 1.753.928 1.537.438 1.825.256
Adiantamentos a fornecedores 2.242.229 2.113.874 1.592.132
Depósitos judiciais 361.693 354.142 362.561
Outros ativos 182.463 354.913 279.955
CIRCULANTE
Fornecedores 5.572.219 5.905.156 6.206.570
Empréstimos, financiamentos e debêntures 4.758.247 4.619.083 3.335.029
Contas a pagar de arrendamentos 753.399 755.867 672.174
Instrumentos financeiros derivativos 578.763 600.355 667.681
Tributos a recolher 443.454 399.623 449.122
Salários e encargos sociais 766.905 767.434 674.525
Contas a pagar de aquisição de ativos e controladas 93.405 93.167 1.856.763
Dividendos a pagar 1.316.528 2.682 5.094
Adiantamentos de clientes 172.437 132.668 131.355
Outros passivos 339.683 294.974 494.230
Total do Passivo Circulante 14.795.040 13.571.009 14.492.543
NÃO CIRCULANTE
Empréstimos, financiamentos e debêntures 72.414.445 73.931.955 71.239.562
Contas a pagar de arrendamento 5.490.383 5.633.226 5.510.356
Instrumentos financeiros derivativos 1.857.309 2.109.636 4.179.114
Contas a pagar de aquisição de ativos e controladas 93.782 96.038 205.559
Provisão para passivos judiciais 2.860.409 3.198.343 3.256.310
Passivos atuariais 833.683 704.258 691.424
Imposto de renda e contribuição social diferidos 11.377 24.312 1.118
Pagamento baseado em ações 268.489 251.089 162.117
Adiantamentos de clientes 74.715 91.423 136.161
Outros passivos 83.093 128.853 157.339
Total do Passivo Não Circulante 83.987.685 86.169.133 85.539.060
Total do Passivo 98.782.725 99.740.142 100.031.603
Patrimônio Líquido
Capital Social 9.235.546 9.235.546 9.235.546
Reservas de Capital 26.744 24.664 18.425
Ações em tesouraria (1.484.014) (1.484.014) (2.120.324)
Reservas de Lucros 35.376.198 22.690.645 24.207.869
Ajustes de Avaliação Patrimonial 1.538.296 1.637.970 1.719.516
Resultados acumulados - 9.657.484 -
Patrimônio Líquido de Acionistas 44.692.770 41.762.295 33.061.032
Patrimônio Líquido de Acionistas
117.530 115.458 105.333
Não Controladores
Patrimônio Líquido 44.810.300 41.877.753 33.166.365
Total do Passivo e Patrimônio Líquido 143.593.025 141.617.895 133.197.968
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
Efeitos de variação cambial em caixa e equivalentes de caixa (66.880) (198.585) (239.125) (602.480)
Acréscimo (decréscimo) líquido no caixa e equivalentes de caixa 2.819.408 2.547.790 (1.160.080) (4.084.825)
No início do período 5.526.463 6.958.161 9.505.951 13.590.776
No final do período 8.345.871 9.505.951 8.345.871 9.505.951
Acréscimo (decréscimo) líquido no caixa e equivalentes de caixa 2.819.408 2.547.790 (1.160.080) (4.084.825)
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
ANEXO 5 – EBITDA
1
EBITDA da Companhia calculado conforme a Instrução CVM n° 527. de 04 de outubro de 2012.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
4T23 4T22
Demonstração de Resultado
Segmentada (R$ mil) Não Total Não Total
Celulose Papel Celulose Papel
Segmentado Consolidado Segmentado Consolidado
Receitas (Despesas)
(128.762) (309.391) - (438.153) (182.770) (95.199) - (277.969)
Operacionais
Despesas com vendas (453.103) (258.538) - (711.641) (483.324) (177.048) - (660.372)
Despesas gerais e
(426.723) (188.169) - (614.892) (431.950) (183.922) - (615.872)
administrativas
Outras receitas (despesas)
764.588 137.341 - 901.929 735.712 245.140 - 980.852
operacionais
Equivalência Patrimonial (13.524) (25) - (13.549) (3.208) 20.631 - 17.423
Lucro operacional antes do
2.485.304 672.524 - 3.157.828 6.295.085 1.003.800 - 7.298.885
resultado financeiro (EBIT)
Depreciação, Exaustão e
1.570.420 217.524 - 1.787.944 1.744.893 165.366 - 1.910.259
Amortização
Resultado antes do IRPJ e CSLL 2.485.304 672.524 2.269.458 5.427.286 6.295.085 1.003.800 1.999.957 9.298.842
Resultado do Exercício 2.485.304 672.524 1.356.894 4.514.722 6.295.085 1.003.800 160.005 7.458.890
Margem Líquida 32% 26% - 44% 53% 42% - 52%
1
Desconsidera itens não recorrentes e efeitos do PPA.
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
2023 2022
Demonstração de Resultado
Segmentada (R$ mil) Não Total Não Total
Celulose Papel Celulose Papel
Segmentado Consolidado Segmentado Consolidado
Receitas (Despesas)
(1.537.433) (925.179) - (2.462.612) (2.065.877) (721.000) - (2.786.877)
Operacionais
Despesas com vendas (1.842.818) (753.559) - (2.596.377) (1.858.371) (624.823) - (2.483.194)
Despesas gerais e
(1.338.831) (584.397) - (1.923.228) (1.211.539) (498.228) - (1.709.767)
administrativas
Outras receitas
1.678.929 397.443 - 2.076.372 768.556 353.160 - 1.121.716
(despesas)operacionais
Equivalência Patrimonial (34.713) 15.334 - (19.379) 235.477 48.891 - 284.368
Lucro operacional antes do
9.445.158 2.771.130 - 12.216.288 19.360.445 2.862.336 - 22.222.781
resultado financeiro (EBIT)
Depreciação, Exaustão e
6.606.870 714.240 - 7.321.110 6.737.864 670.026 - 7.407.890
Amortização
Imposto de Renda e
- - (3.890.835) (3.890.835) - - (5.260.694) (5.260.694)
Contribuição Social
Resultado do Exercício 9.445.158 2.771.130 1.890.093 14.106.381 19.360.445 2.862.336 1.172.106 23.394.887
Margem Líquida 31% 31% - 35% 47% 34% - 47%
1
Desconsidera itens não recorrentes e efeitos do PPA
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RELEASE DE RESULTADOS 4T23
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